Quando criança tinha um bonequinho que amava muito

Mais minha mãe estava com tanta pressa que ele acabou caindo no meio

Da rua , quando um carro passando por cima o quebrou.

Me lembrava daquele meu tempo em que dormia abraçado com aquele bonequinho que eu amava .

Estava pensando nisso , mais o motivo não sei dizer praticamente para fugir das explicação do professor de Cálculos.

Aquilo era tão ente diante que não via a hora de terminar.

Fazia Faculdade de Engenharia como meus pais sempre quiseram ,mais minha vocação seria a música, mais como meu pai dizia “isso não traz futuro promissor”, decidir fazer a faculdade que meu pai sugeriu, mas

Se ele quisesse tanto que eu herdasse seus negócios então por que me colocou na aula de música quando jovem , praticamente para passar o tempo e não ficar deitado o dia todo como meu primo, que tivera seus pais mortos num acidente quando tinha seus nove anos ,o que o fez entrar em depressão.

Perdido no pretérito imperfeito da minha vida , não vi que a aula finalmente terminara e eu poderia escapar da realidade e ir desperdiçar

O tempo me encontrando com Aoi depois da aula já que era um sexta-feira.

Ele mesmo desengonçado tinha seu charme,estudante de medicina nos conhecemos desde que eu comecei a fazer aula de musica.

Eu tinha doze anos na época , fui acompanhar meu irmão mais novo na aula de violino , avistei Aoi com uma guitarra linda de morrer, esqueci completamente do meu irmão, e o acompanhei em um ensaio ,mais ele era tão concentrado no que fazia que nem me notara.

Já terminara a aula de meu irmão e eu nem ao menos percebi quando mesmo me sacudia para acordar do que nem parecera um sonho.Com os movimentos bruscos ,comecei o xingar mentalmente, e nem prestando atenção num garoto que eu trombei por estar de cabeça baixa.

- Presta atenção onde anda seu filho da mãe. O garoto era muito mais alto que eu ,me olhava com desprezo ,como se fosse uma formiguinha perto do gigante que esse era.Meu irmão só assistia a cena.

- O que você disse ,seu anão de jardim? Disse me pegando pela gola da minha camiseta.Mais eu não era tão baixo assim.

- É isso mesmo que você ouviu seu idiota ,filho da mãe. Dizia o olhando com muito ódio. Foi ai que Aoi entrou em cena.

- Calma ai Kyon,provavelmente foi sem querer , que ele trombou com você. Disse com aquela calma que só ele tem.

- Você não viu do que ele me chamou Aoi?Soltou minha camiseta ,mais ainda começou a apertar meu braço.

- Com certeza se você trombasse com alguém maior que você , o que é meio difícil , e fosse um valentão , claro que você iria se defender... Agora solte o garoto !.

O maior atendeu o pedido e me soltou,meu irmão me abraçou agradecendo que não fiquei machucado , nesse momento me senti tão vulnerável . Ele começava a dar seus passos até a saída do recinto.Quando fui atrás dele.

- Hey ,obrigada pelo que fez.Disse segurando seu braço e deixando meu irmão para trás.- Mas por que fez aquilo? Quer dizer, você nem me conhece.

-Ótimo se quiser mesmo apanhar, eu chamo o Kyon aqui.Disse em tom sarcástico.- Mas sei que você vai me retribuir de qualquer jeito não é se nos encontrarmos novamente.

- Se trombarmos novamente.Disse envergonhado.-Tenho uma divida com você.

-Irei cobra-la .Disse de costas para mim indo em direção a porta.- E por favor ,não se meta mais em encrencas.Sumiu.

Meu irmão e eu , fomos nos encontrar com nossa mãe no restaurante que havíamos marcado.

- Mãe hoje o Pon, quase apanhou ,ele trombou com o baterista que te falei mês passado, quando fui na apresentação dele.

- Isso Chiyo ,belo irmão que você é. Disse dando um leve beliscão em seu braço.

- Isso por que eu te amo em irmãosão.Disse dando aquele sorriso amarelo.

- Pon eu pago o karate para você passar o tempo?Disse contrariada.

- Ah mãe desculpa é que não queria machuca –lo ,então deixei pra lá.Disse em resposta.

- Mais não quero meu filho envolvido em briga ,está bem Disse pegando o celular que tocava sem parar, mais antes de atender.- E quando você se machucar ,não vou passar a mão na cabeça de marmanjo.

Fomos para a casa e depois, eu não o vi mais durante um mês , claro estávamos de férias ,e nós três (incluindo meu querido primo Eriko) fomos para casa de nossa avó Mizuki.

Notas finais
Continua...