Bonequinha de Luxo
34 Tudo ou nada!
Notas iniciais
O silêncio é perturbador.
— Então me diz, Edward, o que é tudo isso que nós estamos vivendo? Se não é pelo acordo, é pelo quê? — Eu pergunto trêmula.
— Bella, eu não posso... — Ele diz e abaixa a cabeça
— Não pode o quê Edward?
Silêncio. Ele me olha com dor, como se estivesse se entregando à morte.
— É ela né? A Kate. Você ainda a ama. — Eu digo com pesar e ele me olha vidrado.
— Eu posso não prestar, Bella, mas não a este ponto. Eu a odeio!
— Sério, Edward? Tem certeza? — Eu digo tensa – Então por que ela te afeta tanto?
— Ela matou o meu filho, Bella! É claro que ela me afeta.
— E talvez seja por isso que você tenha tanta raiva. Porque apesar do que ela fez, você ainda a ama. — Eu rebato e ele fica furioso e se aproxima mais de mim. Estamos cara a cara.
— Eu não amo a Kate! — Ele grita e eu me assusto. Ele percebe e se entristece – Me perdoe.
— Tudo bem, a culpa foi minha também. — Eu digo e ficamos um momento nos olhando.
— Eu não sirvo para você, Bella... nem para o Theo. — Ele diz com um tom amargurado. — Eu...
— Edward, com base em quê você afirma isso?
— Em mim mesmo. — Ele diz intenso – Eu sei quem sou, Bella. Eu destruo tudo ao meu redor. E a última coisa que eu quero é destruir vocês.
— Não acredito nisso! O Edward que eu conheci a dois meses não é assim. — Eu digo me aproximando dele. — Ele é gentil, carinhoso e bom. Jamais destruiria algo. — Eu olho no fundo de seus olhos lacrimosos.
Silêncio. Eu engulo seco. Essa é a hora. Nós nos encaramos.
— Eu te amo! — Ambos dizemos juntos.
A surpresa de ter tido coragem de falar só não foi maior do que a de ouvir a mesma frase sair de seus lábios. Ele também parece surpreso. Eu sorrio.
— Você me ama? — Eu pergunto sem acreditar. Ele assente engolindo seco. Meu sorriso cresce.
— Bella, eu te amo. Mas é melhor eu não fazer isso com você.
Espera aí, ele está dizendo que é melhor não me amar?
— Você me ama, mas não quer, é isso? – Eu pergunto tentando racionalizar tudo.
— Bella... é o melhor para todo mundo. – Ele diz desviando o olhar.
Eu sinto uma lágrima cair. Assim como toda a minha esperança. Eu quero sumir.
— E-Eu.. — Eu tento falar trêmula.
— Eu não posso ficar aqui, Edward. Não agora que você sabe que eu te amo e que acha melhor não fazer nada sobre isso. – Eu respiro fundo — Eu não sou assim!
— Bella, não faz isso. Não vai embora! – Ele pede e pega as minhas mãos.
— Me diga porque eu ficaria aqui, Edward. Você não quer me amar e eu não sei lidar com isso. — Eu digo tirando minha mão da sua.
— Eu quero sim, Bella. Mas sei que não é o certo. — Ele diz e eu reviro os olhos. Está cada minuto mais difícil entender o que ele diz. — Acredite em mim, — Ele pega minha mão novamente – Eu estou protegendo vocês dois.
— Não. Você está sendo egoísta e injusto comigo, Edward. Você nem sequer quer tentar. — Eu digo – E nem está me dando opções. Não posso viver assim.
— Bella, você não entende!
— Claro que não entendo, se eu não sei o que se passa com você. Você não está sendo sincero comigo. — Eu digo e afago seu rosto visivelmente torturado. — Me deixe entender e ajudar.
Ele me olha profundamente. Mas nada diz. Aquilo corta o meu coração.
Eu retiro minha mão de seu rosto e me afasto. Engulo seco e dou um passo para trás.
— Bella, não vai, por favor! — Ele diz triste.
— Desse jeito, eu não posso ficar Edward. Sinto muito. — Eu digo e me viro para sair. Quando chego na porta eu o olho. Ele está exatamente no mesmo lugar. O homem que eu amo!
Eu saio dali rapidamente e vou para o quarto. Me visto rapidamente com um jeans e uma camiseta. Arrumo o Theo e a sacola dele. Olho um momento para aquele lindo quarto e me pergunto se meu menino voltará a dormir aqui. Quando eu desço, agradeço por Edward não está ali. Mas Heidi está.
— Filha, bom dia! O que houve? — ela pergunta analisando a minha situação: olhos inchados, toda bagunçada e com Theo nos braços.
— Estou indo embora, Heidi. Faz um favor para mim? Arruma o resto das nossas coisas e pega um taxi lá pra casa. Eu preciso ir!
Eu simplesmente digo e saio dali. Eu me sinto sufocada e preciso ficar um tempo sozinha com o meu menino. Somente o Theo pode me trazer a paz que eu preciso. Eu pego um táxi má não vou para casa, vou para o parque. Lá eu sento na grama com o Theo e não me permito pensar em nada a não ser nele e em como estou aliviada de ter ganhado o processo.
Leah me manda mensagem perguntando se vou para aula e eu lhe digo que não vou. Ligo para Heidi e ela me diz que já está em casa dando uma geral por lá. Eu volto na hora do almoço. Heidi não me diz nada, somente me abraça forte. Eu engulo o choro e agradeço. Eu subo, tomo um banho e me arrumo para trabalhar.
Meu dia segue normalmente. Exceto por não ter recebido nenhum sinal de Edward, apesar de eu não querer admitir, eu queria que ele me procurasse e tentasse resolver tudo. No fim, eu ainda tenho alguma esperança.
Os dias seguintes se passam sem novidades. Minha vida se resume a trabalho, faculdade e o Theo. Porém, eu sinto falta dele. Do seu olhar, do seu cheiro, da sua voz, do seu corpo. De tudo!
No sábado, porém, eu tive a primeira notícia de Edward: ele está fora da cidade desde quarta-feira. Eu soube disso por Rose, que foi me visitar logo pela manhã. Depois ela me lembrou do almoço de domingo em comemoração pelo processo, o qual eu tinha esquecido completamente. E eu não tinha como não ir né? Resta saber se Edward vai.
— Bella, o que aconteceu entre vocês? — Rose pergunta depois de um tempo. Estamos sentadas no chão da minha sala enquanto Theo nos rodeia. — Eu sei que vocês não estão bem.
Ah Deus, como explicar para ela.
— Eu amo o seu irmão, Rose.
— Qual a novidade? Isso é meio óbvio!
— E ele disse que me ama também. – Eu digo e ela sorri.
— Ele conseguiu colocar para fora?! OMG!
— E disse que seria melhor não me amar. — Eu concluo e Rose revira os olhos.
— Deus, eu não acredito que ele fez isso. Que merda Edward! — Ela exclama e me olha com ternura – Bella, eu sei que o que eu vou te pedir pode parecer muito cruel, mas não desiste dele. Você é a primeira pessoa que conseguiu trazer o nosso velho Edward de volta. Ele realmente te ama.
— Rose, eu
— Bella, ele ama você. O problema é que ele não sabe amar. — Ela diz – E a pessoa que ele pensou que podia ensinar ele a fazer isso só fez ele afundar ainda mais.
— Como assim, o problema dele não é a Denali?
— A maior parte sim, porque ela piorou algo que já existia, que ele tinha lutado para esconder, mas sempre esteve lá. Algo mais profundo, que só ele pode te revelar.
Eu a encaro.
— O que pode ser pior do que o que ela fez? — Eu penso em voz alta.
— Bella, perder o filho e só a ponta do iceberg dele.
— Mas ele não me conta nada, Rose, como eu vou ajudá-lo?
— Eu realmente não sei Bella. Só sei que só você pode fazer isso
Eu absorvo suas palavras por um tempo.
Rose acaba almoçando comigo e depois vai para casa. E eu fico numa confusão só. Eu coloco Theo para dormir no início da tarde e vou fazer umas atividades da faculdade. Porém, não consigo me concentrar em nada. O que será que aconteceu com Edward? O que a Kate fez para piorar tudo? Ah Deus, é muita coisa e eu me sinto perdida.
No fim da tarde, a campainha toca. Quando eu abro a porta fico surpresa. Esme.
— Boa tarde Bella! — Ela diz, gentil como sempre.
— Esme, que bom te ver! Entre, por favor! — Eu digo e ela sorri e entra — Posso te oferecer alguma coisa? – Eu pergunto.
— Obrigada, estou bem. Eu preciso conversar um pouco com você. — Ela diz e eu indico o sofá para ela, que se senta. Theo está assistindo desenhos, deitado em almofadas pelo chão. Eu me sento próximo a ela.
— Sobre Edward, eu suponho? — Eu digo e ela assente.
— Eu sei que você ama o meu filho Bella, e que ele te ama também.
— Mas não quer ficar comigo. — Eu digo ressentida.
— Bella, o Edward está assustado. Eu sou mãe, eu conheço o meu filho. Ele só está com medo.
— Medo de quê? Eu não sou igual a ela, eu não vou machucá-lo. — Eu digo exasperada.
— Ele sabe disso Bella, o medo dele não é esse.
— Então o que é?
— Ele tem medo de você o deixar. — Ela diz.
— Eu jamais o abandonaria.
— Bella, ele sabe disso. Mas ele acredita que uma hora ele vai destruir tudo... porque ele acha que tudo o aconteceu com ele foi culpa dele.
— Mas como ele pode pensar isso? — Eu digo atônita — Foi ela que o machucou e o abandonou.
— Não é só a Kate, Bella. Edward foi abandonado duas vezes nessa vida. E eu sei que ele sofre até hoje com isso. — Esme diz triste. — Mas nenhuma das duas vezes foi por culpa dele, Bella.
— Outa mulher, antes da Kate? — Eu pergunto aflita. Ela me olha profundamente.
— Não foi uma mulher. Foi o seu pai.
Eu arfo.
— Como? Carlisle...
— Não Bella, Carlisle não é o pai biológico de Edward. O pai dele é Edrian Masen. — Esme diz e eu a olho sem acreditar. — Quando me casei com Carlisle, Edward tinha quase 4 anos.
— Nossa! Eu nunca imaginei! Ele o Carlisle são perfeitos juntos.
— Sim, Carlisle foi o pai que Edward sempre mereceu ter. Eles se amam como se tivessem o mesmo sangue mesmo.
— Sangue não quer dizer nada – Eu digo pensando no meu pai.
— Mas o sangue existe, Bella. — Ela diz – Apesar de todo o amor de Carlisle, Edward nunca esqueceu o pai que lhe virou as costas.
Ela toma folego.
— Eu engravidei no primeiro ano da faculdade, com 18 anos. Eu namorava o Edrian a pouco empo, cerca de 3 meses. Ele era divertido, popular, e eu muito ingênua. Eu não costumava beber, mas numa festa do Campus, ele colocou álcool no meu copo. Eu fiquei bêbada muito rápido e ele me levou para o dormitório dele. Eu lembro muito vagamente do que aconteceu naquela noite, mas não esqueço da dor que foi ser invadida pela primeira vez e ainda mais daquela forma.
— Esme, eu sito muito! — Eu digo chocada.
— Pelo menos, eu ganhei o Edward. — Ela sorri com os olhos cheio de lágrimas. — Desde o primeiro momento em que eu soube de sua existência eu o amei. De repente minha vida passou a girar em torno dele. — Ela diz e eu olho para o Theo, disso eu entendo. — Acho que você sabe muito bem como é, né? — Ela diz e sorrimos juntas – Ele se tornou o meu mundo e eu fiz tudo o que eu achava certo para fazê-lo feliz. — ela respira fundo – Eu perdoei o que Edrian fez comigo e nós nos casamos. Ele foi meio que obrigado pelo pai dele. Eu deixei os estudos de lado para cuidar da minha pequena família. Apesar de tudo, eu queria que desse certo pelo meu filho.
— Eu entendo Esme.
— Eu te admiro tanto, sabe. Eu devia ter feito o que você fez, ter tido a sua coragem. — Ela diz carinhosa. Eu coro levemente.
— Eram outros tempos Esme...
— Não mudou muito de lá pra cá. — Ela diz – Bom, não demorou muito para eu perceber que não daria certo. Edrian chegava tarde, bêbado e violento, descontando tudo que acontecia no trabalho em mim. Eu aguentei pelo meu filho, rezando para que tudo melhorasse.
— Esme, que sofrimento! — Eu digo sentindo meus olhos se encherem de lágrimas. Jamais pensei que Esme tivesse sofrido tanto.
— Quando Edward tinha 10 meses, ele chegou muito bêbado. Edward já estava dando alguns passinhos e eu o deixava no chão da sala enquanto fazia o jantar. Ele viu Edward ali e simplesmente começou a gritar com ele – Ela agora chora e eu a abraço — Ele sacudiu Edward pelos ombros e o largou. O menino caiu sentado e começou a chorar.
— Oh meu Deus! — Sinto as minhas lágrimas descerem. Se isso acontecesse com o Theo eu não sei do que seria capaz.
Ela enxuga as lágrimas e se recompõe um pouco.
— Naquela mesma noite eu fui embora daquela casa. Não tinha sentido continuar ali. — Ela respira fundo – Eu consegui abrigo na casa de uma amiga. Ela e sua mãe me ajudaram muito. Voltei a estudar e trabalhava. Depois eu conheci Carlisle e nos apaixonamos. Ele se encantou com Edward desde o primeiro momento e depois de um tempo nos casamos. Ele assumiu a paternidade de Edward e lhe deu seu sobrenome. Para completar veio a Rose e o Jasper.
— Que história, Esme. Nem sei o que dizer.
— Bella, o Edward acredita que tudo o que aconteceu de ruim comigo é culpa dele. Se ele não tivesse nascido, eu ão teria sofrido, teria me formado antes... diversas coisas.
— Mas isso é loucura.
— Eu sei, já conversei muito com ele sobre isso, mas ele não me escuta. E eu tenho a sensação de que Kate sabia disso tudo e usou isso de alguma forma contra ele quando abandonou. Mas ele nunca fala sobre isso. Ela não só tirou-lhe um filho, Bella. Ela tirou algo de dentro dele. Algo que eu e Carl lutamos muito para dar. Felicidade. Ele nunca mais sorriu de verdade. — Ela diz e olha para o Theo – até vocês entrarem na vida dele.
— Esme, eu não sei o que fazer. — Eu digo sem forças.
— Salve o meu menino, Bella. Por favor! — Ele me pede apertando minhas mãos. Eu assinto.
— Eu vou até ele. — Eu digo e ela sorri. Eu olho para o meu filho.
— Eu fico com o Theo, posso levá-lo para minha casa e chamo a Heidi. — Ela diz e eu assinto.
Eu subo e tomo um banho rápido. Coloco um vestido simples de fundo branco com desenhos azul claro. Faço um coque bagunçado e passo um batom suave. O vestido é de mangas curtas e vai até meus joelhos, acinturado, porém folgadinho. Calço uma sapatilha e pego o meu sobretudo. Arrumo uma sacola para Theo e entrego a Esme.
— Vamos? — Ela pergunta e eu assinto. Eu pego a cadeirinha de Theo e o instalo no banco de trás do Mercedes branco de Esme.
Ela me leva até o apartamento de Edward, que segundo ela, chegou hoje pela manhã de viagem. Na portaria Tom sorri e me deixa subir direto, se avisá-lo. A cada andar que o elevador sobe eu sinto uma tremenda nostalgia. Me lembro, principalmente das duas primeiras vezes em que estive aqui: o meu aniversário e quando aceitei a proposta do acordo. E coro ao lembrar que nas duas noites o final foi o mesmo.
O elevador abre na cobertura e eu sinto um arrepio. Antes de bater na porta eu respiro fundo.
Eu não saio daqui enquanto não resolver tudo entre nós. É tudo ou nada. Ou ficamos juntos hoje ou eu vou esquecê-lo para sempre. Eu toco a campainha. Alguns minutos depois Edward atende.
Nossos olhos se encontram. Ele está surpreso. Parece abatido, talvez doente.
— Bella! — Ele diz
— Oi Edward. – Eu respondo — Eu posso falar com você?
— Claro, entra! – Ele convida — Fique a vontade. – Ele diz e eu entro, passando por ele. O seu perfume me atinge e eu percebo o tamanho da minha saudade. – Você quer alguma coisa?
— Quero. – Eu digo parando no meio da sala. Ele me olha — Eu quero toda a verdade, Edward. Agora!
— Não estou entendendo. — ele diz confuso.
— Eu te amo. Você me ama. É simples. — Eu digo e ele fica triste — Eu nunca fui muito boa em exatas, porém tem algo que atrapalha esta equação e eu vim saber o que é. E eu quero saber agora.
— Bella, eu — Ele começa, mas eu levanto a mão.
— Eu já sei sobre ele. Sobre Edrian Masen — Eu digo e Edward fica pálido de surpresa.
— Co-como? — Ele pergunta.
— Sua mãe. — Eu digo – Ela me contou toda a história dela e a sua. E agora eu entendo todo o seu carinho pelo Theo. Vocês são iguais.
— Sim. — Ele diz – Como ele está? Sinto muita saudade... dos dois.
— Ele sente a sua falta, eu sei que sente. Mas está bem. — Eu respondo e vejo a sombra de um sorriso surgir em seu rosto. — Edward, você sabe que assim como o Theo não tem culpa do que aconteceu, você também não tem, não é?
Ele me olha em silêncio.
— É por isso que você não quer nem tentar ser feliz?
Silêncio.
— Edward, eu vim atrás de respostas. Eu quero ter o direito de decidir também. É injusto você me impor a sua escolha sem eu saber de tudo. — Eu digo me aproximando dele. Ele veste uma camisa de algodão e uma bermuda. Simples e bonito. — E vim aqui para te ouvir, eu quero te entender.
— Nem eu me entendo, Bella. — Ele diz derrotado e eu toco seu ombro.
— Então me deixe te ajudar. — Eu digo olhando fundo em seus olhos. Ali eu o vejo como ele realmente é, um homem ferido e frágil. Ele pega minha mão e nos leva até o sofá onde nós nos sentamos lado a lado.
Ele engole seco.
— Se tem uma coisa que eu lamento nesta vida, Bella, é ter nascido. — Ele começa — Minha mãe sofreu coisas que não merecia para me fazer feliz. Aliás, eu nem deveria existir para começar. Sou fruto de um ato violento Bella, não de um ato de amor. Logo, eu não mereço amor.
— Edward, isso é um absurdo!
— Você queria a verdade, Bella. Eu estou te dando. — O olhar dele é pura dor. — Desde a minha concepção eu só trouxe dor à minha mãe. Graças a Deus, Carlisle apareceu para lhe dar a felicidade que eu lhe roubei.
— Como você pode dizer isso! Esme ama você!
— Eu não estou dizendo que não. Mas só porque ela me ama não significa que eu não destruí sua vida.
— Edward, você está se ouvindo? Nós estamos falando de Esme, a referência do Universidade Columbia de Chicago. Uma escritora fantástica e reconhecida em todo país. Não vejo nada destruído na vida dela!
— Ela poderia ter sido muito mais, se tivesse alcançado isso no tempo certo, se eu não tivesse nascido. — Ele diz e eu o olho. Meu Deus, ele acredita mesmo nisso!
— Foi ela que te disse isso não foi? — Eu digo e ele desvia o olhar. — O que foi que aquela desgraçada lhe disse naquele dia, Edward?
— Nada que não seja verdade. — Ele diz amargurado.
— Deixe que eu decido se é verdade ou não. Me conte! — Eu digo e ele suspira.
— Quando eu ela me contou que fez o aborto eu perguntei porque ela fez aquilo comigo. Ela sabia que ser pai era um dos meus sonhos. Ela sabia da minha história, de tudo o que eu sentia em relação ao Edrian e de como eu lutava para ser diferente dele. — Ele respira fundo.
— O que ela disse Edward? — Eu pergunto segurando sua mão. Ele está gelado.
— Que ela não ia deixar eu destruir a vida dela como eu destruir a vida da minha mãe. — Ele diz com uma voz sombria. Seus olhos estão distantes e eu sei que ele está revivendo a cena. — Ela me disse que eu era um fraco e um iludido, que lutava contra algo que eu não podia. Ela me disse que sou igual ao meu pai e que ela nunca ficaria com um perdedor.
— Edward!
— Ela disse que fez o que fez para poupar a criança da vergonha de ter um pai como eu, que ela fez o que minha mãe devia ter feito comigo. — Ele diz a abaixa a cabeça.
— Como você pode acreditar nisso Edward! — Eu exclamo e me levanto – Ela é a mulher que matou o seu filho, como você pode dar tanto crédito a ela?
— Não é dar crédito a ela, — Ele me olha – Mas tem sentido.
— Que sentido Edward?! — Eu grito erguendo as mãos. — Você nunca destruiu a vida de sua mãe. Quem destruiu parte dela foi o Edrian. Foi ele que a violentou, foi ele quem a tratou mal, foi ele que abandonou vocês! — Eu me ajoelho em sua frente e seguro suas mãos. — Ouça o que uma mãe de verdade está lhe dizendo, você foi a salvação de sua mãe. Eu sei disso porque o Theo é a minha.
Ele me encara. Seus olhos estão cheios de lágrimas.
— Você só foi uma vítima dessa história. E essa vadia simplesmente te usou para justificar sua falta de caráter! A culpada é ela, não sua! — Eu aliso seu rosto.
— Eu te amo, Bella! — Ele diz emocionado e meu coração se aquece. Eu sorrio.
— Que bom, porque eu também te amo e o meu filho está morrendo de saudades do pai dele — Eu digo e vejo o rosto pálido e abatido de Edward se iluminar.
— Eu? — Ele pergunta sussurrando.
— Que eu saiba não tem nenhum outro homem melhor para este papel. — Eu digo e ele sorri.
— Me perdoe, por tudo. — Ele suplica e eu somente me inclino e o beijo.
O beijo mais apaixonado e sedento que eu já dei em minha vida.
Edward retribui beijo com sofreguidão. Logo minhas mãos estão em sua nuca e as dele em minha cintura. Ele me ergue e me coloca em seu colo, com um joelho de cada lado. Suas mãos escorregam por baixo do meu vestido pelas laterais do meu corpo e levantando-o. Eu levanto meus braços e ele retira a peça de meu corpo. Eu faço o mesmo com a sua camisa e volto a beijá-lo. Ele acaricia todo meu corpo e beija todo o meu pescoço. Sua mão se infiltra em meu cabelo e desfaz o meu coque.
— Você está tão linda, Bella! — Ele diz e me olha intensamente — Você é tudo o que eu sonhei, tudo o que eu preciso! Eu te amo! — Ele me beija novamente e se levanta, nos levando para o quarto. O nosso quarto.
Ele me deita na cama e começa a descer beijos pelo meu corpo, retirando meu sutiã e minha calcinha no caminho. Ele retira a sua bermuda enquanto beija minha perna fazendo o caminho inverso pelo meu corpo. Eu sinto algo que nunca senti na minha vida, um sentimento único de pertencimento. Aqui é o meu lugar, nos braços dele.
— Eu te amo, Edward! — Eu digo e ele me olha nos olhos — Faça amor comigo!
Ele sorri, o sorriso mais feliz que eu já vi em seu rosto.
— É o que eu mais quero, fazer amor com você!
Ele me beija novamente e eu esqueço o mundo. Era como se o universo todo se encaixasse naquele instante. Beijar Edward era tudo e que eu poderia querer na vida, era tudo que eu precisava. Ele move sua língua com maestria e muita delicadeza em minha boca. Depois ele desce beijos para o meu busto.
— Você é tão linda! — Ele diz e se inclina para tomar o meu seio direito em sua boca, arrancando gemidos de mim. Com sua mão, ele vai até a minha intimidade e circunda meu clitóris enquanto suga meu outro seio com avidez. Eu gemo sem pudor, sentindo um prazer único, e rebolo descaradamente contra a sua mão.
— Edward! — Eu gemo arfante. A boca de Edward em meus seios e a fricção nervosa em meu clitóris estavam me levando a loucura. Não demoro muito e logo estou gozando.
Edward sorri satisfeito e sobe para me dar um beijo intenso. Eu ainda estou arfando do meu orgasmo e meu corpo já se acende novamente. Edward me levará a morte, eu tenho certeza. Ele desce pelo meu corpo e ao chegar no centro entre minhas pernas, ele eleva o olhar para mim e sorri.
— Você me enlouquece Bella! E hoje eu quero te enlouquecer! — Ele disse numa voz sexy que me arrepia. Ele se inclina e lambe os grandes lábios de minha boceta lentamente, me arrancando um gemido alto.
— Ah! — Eu exclamo e agarro os fios dourados do cabelo dele. — Meu Deus!
Edward alterna lambidas e chupões na minha intimidade e quando eu estou bem encharcada, ele penetra dois dedos em mim. Ele roda seus dedos dentro de mim e eu grito. Num terceiro giro lento, ele suga meu clitóris e eu gozo violentamente. Eu já tive orgasmos fortes, mas isso é surreal. Edward foi subindo pelo meu corpo, dando selinhos suaves.
— Calma minha linda! Calma! — Ele diz entre os beijos até chegar à minha boca, onde me beija lentamente. Estou extasiada e sem forças.
— Isso foi... — eu digo ofegante – Inexplicável!
— Foi lindo. Você é maravilhosa! — Edward diz sorrindo e me dá um beijo de esquimó — E agora eu quero estar em você, quero que você goze comigo. Você quer isso Bella?
— Quero! É tudo que eu mais quero! — Eu digo e ele sorri.
Ele ergue as minhas pernas até seus ombros e se inclina sobre mim. Penetrando-me bem fundo. Porém, tudo está diferente. Edward não está somente transando comigo. Não é um simples sexo casual.
— Bella, hoje nós não vamos transar... — Ele diz entre as investidas — Nós estamos fazendo amor, minha linda.
— Sim! — Eu exclamo – Eu nunca fiz amor com alguém, é maravilhoso!
— Isso, meu bem! — Edward diz gemendo — é maravilhoso! Eu poderia ficar amando você pro resto da vida! — Ele diz e aumenta a velocidade das investidas – Ah Bella! Minha linda!
— Ah Edward! Vai! Isso! Mais rápido! Mais forte! — Eu o estimulo olhando em seus olhos dourados.
— Bella, me diga que está perto minha linda, diga que vai gozar para mim! — Edward pede indo lento e fundo enquanto minha intimidade o apertar — Quero que você goze mais uma vez, agora comigo, Bella. Você quer isso? — ele quase sai todo e volta de vez. Oh céus!
— Hum! — eu ofego – Eu vou gozar para você, meu bem! Olhe para mim! — Eu digo com os olhos presos nele. Ele morde o meu lábio inferior investindo lentamente mais duas vezes. E é o nosso fim.
Meu corpo treme, minha intimidade aperta o pênis de Edward, meus olhos escurecem e meu coração perde uma batida. Edward se derrama inteiro dentro de mim. Ele me beija demoradamente aproveitando a sensação de plenitude que o orgasmo nos proporciona. Simplesmente perfeito.
Ele abraça meu corpo nu e cheira o meu pescoço.
— Eu te quero para sempre Bella! Fica comigo, por favor. Não me deixe nunca! — Edward sussurra agoniado em meu ouvido.
— Só se você nunca me deixar. Eu não posso mais viver sem você! — Eu respondo arfando.
Ficamos assim abraçados por um tempo. E então eu adormeço nos braços de Edward.
Completamente feliz!
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