Notas iniciais
Oie!!! Caramba... passei dias correndo das leitoras querendo me matar. Me chamaram de tanta coisa kkkkk E esse título é bem sugestivo né? Eu sei que vocês não querem muito papo, se é que pararam para ler isso aqui. Eu quero agradecer os reviews lindo, apesar da maioria ter me xingado kkk. Dedico este capítulo a todas vocês, mas em especial, à Erica e a Bia, que acertaram duas das coisas que acontecem neste capítulo, e à mamita, que inspirou a cena do reencontro de Edward com Theo. Sem mais delongas... Boa leitura!

Eu respiro fundo, de olhos fechados, segurando firme na mão de Edward.

Eu me lembro claramente do dia em que descobri que esperava o Theo.

Eu vinha me sentindo estranha fazia um tempo, mas só havia percebido naquela manhã. Isso porque eu achava que estava um caco daquele jeito por ter descoberto que meu namorado me traía. E com a cidade inteira.

Era início de maio, a primavera estava despontando lindamente, trazendo cores e perfumes maravilhosos ao cotidiano da cidade. Aquele tinha sido o primeiro dia que eu havia sorrido depois do término com Mike. Era sexta feira, eu estava a caminho da faculdade quando avistei uma barraca de flores. Lembro que sorri quando vi um pequeno vaso com um lindo girassol. Eu fui atraída como um imã pela minha flor favorita. Ao me aproximar, no entanto, o cheiro que eu amava me deixou enjoada e tonta quase que automaticamente. Tive que me segurar na bancada para não cair. Foi ali que eu percebi que tinha algo de errado comigo.

Depois da vendedora me ajudar e me dar um pouco de água, eu retornei para meu dormitório e respirei fundo. Deitei na minha cama e comecei a analisar melhor tudo o que eu andava sentindo. Eu não podia ficar doente tão perto do final do semestre. Comecei a enumerar tudo o que havia de errado comigo, me desesperando ao perceber que eram coisas demais. Cansaço, sono, falta de apetite, enjôo, vertigem e sensibilidade nos seios. Pera , sensibilidade nos seios? Ah, eu vou menstruar. Suspirei aliviada e levantei para beber água.

De repente me veio um estalo.

Há quanto tempo que eu não menstruo?

Eu não menstruei nem em março, nem em abril.

Merda!

Não, isso não pode está acontecendo. Eu pedia desesperada para que tudo fosse um engano. Tinha que ser. Mas eu espalmo minha mão na região abaixo do meu umbigo e eu sinto a certeza me atingir. Eu saio em busca de um teste de farmácia só para eu não achar que estou louca. Mas meu coração já tem certeza de que um pequeno ser habita o meu ventre.

Porém quando eu vejo aquele segundo tracinho vermelho, eu desabo em lágrimas. Eu seria mãe!

Eu solto ar e abro os olhos. Meus ombros caem de alívio, porém parte de mim se entristece. Há somente um tracinho vermelho em cada um dos três testes. Eu me surpreendo com a sensação de falta que meu corpo sente.

Como eu posso sentir falta do que não existe?

Eu arrisco um olhar para Edward e sua expressão é indecifrável, porém em seus olhos eu vejo todo amor que ele sente por mim. Aí eu me atiro em seus braços, enterrando meu rosto em seu peito e permitindo que algumas lágrimas caiam sem controle algum.

Eu queria estar grávida dele.

Eu queria porque eu sei que seria tudo diferente. Eu teria um homem para segurar a minha mão quando escutasse o pequeno coração batendo pela primeira vez. Eu teria um homem para massagear minhas costas quando as dores me torturassem. Eu teria um homem para trazer um sanduiche de pasta de amendoim e queijo cheddar para mim às 3h da manhã. Eu teria um homem com quem gritar quando as contrações estivessem me partindo ao meio. E eu teria um homem de verdade para o meu filho chamar de pai.

Deus, como eu queria ser a mãe de um filho dele!

— Calma Bella. Está tudo bem! — Edward diz fazendo carinho em minhas costas. Depois de um momento breve, eu me afasto minimamente para poder encará-lo.

— Eu sei... — Eu digo baixo — É que eu...

— É... eu também não sei bem como me sentir, linda – Ele diz colocando meu cabelo atrás da orelha. — Por cinco minutos imaginei toda uma vida nova

— E você não ficou apavorado? — Eu pergunto olhando em seus olhos.

— Por incrível que pareça, não. — Ele responde com um pequeno sorriso – Fiquei mais preocupado com você.

— Comigo? — Eu o encaro confusa.

— Sim. Você acabou de passar por uma gravidez com muita dificuldade, fiquei com medo de você não aceitar bem se estivesse grávida novamente. — Ele afaga o meu rosto.

— Bom... Não foi dessa vez. Desculpe pelo susto. — Eu digo e ele sorri.

— O problema agora é, se não é uma gravidez, o que é que você tem para passar mal tantas vezes? — Ele diz e eu dou de ombros. — Eu estou mais preocupado agora.

— Eu prometo marcar uma consulta essa semana para ver isso. — Eu digo por fim e ele sorri torto. Eu lhe dou um selinho.

— Sabe, eu ia amar ver dois traços vermelhos. — Ele diz pensativo.

— Você queria ser pai agora? — Eu solto a pergunta sem pensar direito e coro na hora.

— Bella, eu já me sinto pai. — Ele diz e nossos olhos se encontram. — O Théo é como um filho para mim. — Ele diz e meus olhos se enchem de lágrimas.

— Oh Edward! — Eu digo e o beijo com devoção.

Ele corresponde automaticamente e um furacão nos toma de tal forma, que logo estamos entrelaçados na cama, nos amando intensamente. Depois de nos satisfazermos no corpo um do outro, nós nos vestimos para o almoço. Confesso que eu estava preocupada com o meu filho, mas se acontecesse alguma coisa, alguém avisaria né?

Eu vesti um macacão jeans com sapatilhas brancas e prende o meu cabelo lateralmente. Edward estava lindo numa roupa casual, camisa polo, jeans e tênis. Nós vamos tranquilos para a casa de sua mãe, ouvindo uma música suave, com ele sempre segurando em minha mão.

Ao chegarmos, logo quando desço do carro, eu escuto risadas vindo do interior da casa. Ao que parece, todos já chegaram. Edward pega em minha mão e me dá um beijo maravilhoso, que agora eu sei que é um beijo apaixonado. Nós sorrimos cúmplices e entramos na casa. Nós atravessamos o hall de mãos dadas e quando chego na sala a cena que presencio me tira o ar. Eu travo no lugar com Edward um passo a minha frente.

Theo está sentado no chão rodeado dos mais diversos brinquedos. Ele veste um body de fundo branco com desenhos coloridos de vários bichinhos, uma calça azul e um par de meias num tom de azul mais claro. Ele está tentando pegar um dinossauro da mão de Jasper, que faz o menino de bobo, balançando o boneco para lá e para cá. Alice e Rose estão sentadas num dos sofás, com revistas nas mãos, olhando e rindo da cena, juntamente com Carlisle, que tem um jornal nas mãos e está sentado no outro sofá. Eu não vejo nem Esme nem Heidi e imagino que ambas estão na cozinha.

Quando Theo consegue segurar o boneco, todo riem, inclusive eu e Edward. Nesta hora, o meu filho nos percebe no ambiente e abre o maior sorriso do mundo. Ele se ergue e vem aos tropeços na nossa direção. Edward se ajoelha para pegá-lo no colo e antes que ele se jogue nos braços de Edward, Theo faz o tempo para naquela sala.

— Papá! — Ele grunhe deixando todos admirados, me deixando emocionada e Edward paralisado.

Theo falou pela primeira vez!

Meu filho chamou Edward de pai!

Theo se afunda nos braços dele e ele sai do transe. Seu olhar busca o meu que está embaçado pelas lágrimas. Eu sorrio, fazendo diversa gotas descerem em cascata e ele sorri. E de seu olho uma lágrima cai.

— Oi meu filho! — Edward responde sorrindo, apertando meu menino em seus braços. — Meu filho!

— Papá! Papá! — Theo repete, como se quisesse nos mostrar que não foi uma imaginação.

Percebo um movimento próximo, mas não consigo desviar o olhar dos dois homens da minha vida. A emoção é tão grande que nem consigo me sentir mal pala primeira palavra dele ter sido ‘papá’ e não ‘mama’. Edward se levanta com Theo no colo e se aproxima de mim. Ele me dá um selinho.

— Obrigada Bella. Eu sou o homem mais sortudo do mundo! — Ele sussurra para mim e me dá um sorriso de pura felicidade.

Ele está certo. Eu posso não estar grávida dele, mas com certeza ele já é pai. O melhor de todos.

— Ah que família mais linda! — Rose diz e eu a vejo próxima a nós. — Gravei tudo – Ela diz balançando o celular em sua mão.

— Obrigada minha irmã! — Edward diz sem conseguir tirar o sorriso de seu rosto.

E este sorriso permaneceu ali durante toda a tarde. Theo abusou de seu colo o tempo inteiro, como se quisesse garantir que pai não fosse embora sem ele. Foram poucos os momentos em que ele veio para o meu colo. Pequenas fagulhas de ciúmes chegavam a mim, mas assim que eu vi a conexão entre os meus dois amores, mas assim que eu via a perfeição que é os dois juntos, tudo sumia e eu só conseguia sorrir.

— Eu sei bem como é essa sensação. — Esme diz ao meu lado. Estamos observando Edward, Jasper e Carlisle brincando no chão da sala com Theo, enquanto nós, mulheres, tomamos um café. — Essa sensação de tempestade acalmada, de porto seguro. — Ela continua – Edward chamou Carl de pai pela primeira vez no primeiro natal que passamos juntos, nós estávamos noivos. Foi emocionante.

— Sim, sei que foi. — Eu digo. — Estou tão feliz que tenho medo de que não seja real. — Eu digo, expondo minha insegurança.

— Seria anormal se não tivesse. — Ela diz e pega em minha mão — Eu sei que depois de tanta coisa que você passou, ainda vai levar um tempo para se acostumar.

— Sim. É bem isso.

— Acredito que vocês conversaram... — Ela diz baixinho. Eu assinto e ela sorri. — Então fique tranquila. Tudo vai ficar bem!

— Eu sei. — Eu digo sorrindo. Edward me olha neste momento e admira o meu sorriso.

Eu não estou mais sozinha. Tudo vai ficar bem sim!

O mês de novembro começou tenso. Com a persistência de meus sintomas, eu procurei um médico, fiz exames e fui diagnosticada com anemia do tipo perniciosa, causada por uma gastrite nervosa. Edward quase surtou no consultório, mas a médica lhe explicou tudo e ele ficou mais calmo. O que não o deixou menos preocupado, apesar da médica garantir que a medicação, as vitaminas e uma boa alimentação resolveriam tudo. Com a diminuição dos sintomas, ele foi ficando mais relaxado, porém sempre cuidando de mim.

No dia em que Theo completou 11 meses Edward me pediu para voltar para o apartamento dele. Ele disse que o lugar tinha ficado terrivelmente triste sem a nossa presença. Eu acabei aceitando pois também não conseguia mais dormir um dia sequer longe dele. Fora que era maravilhoso jantarmos juntos e aproveitarmos a noite como uma família. É exatamente isso que nós somos!

As semanas foram passando numa rotina maravilhosa. Aos finais de semana sempre nos divertíamos muito. Edward trabalhava aos sábados pela manhã, mas depois se dedicava a nós. Aos domingos, sempre almoçávamos na casa dos pais dele, cercados pela família. Theo aprendeu a falar ‘mamá’ uma semana depois da primeira palavra. A partir daí, todo mundo ficava num tal de ‘vovó’, vovô’, ‘titio’ e ‘titia’ todo domingo.

Outra coisa que ocupava os nossos momentos em família era a organização do aniversário do Theo. Alice e Rose imploraram para organizar uma festa e eu não consegui negar. Porém, consegui convencê-las a fazer algo simples, somente com a família e alguns amigos. Só que simplicidade parece não existir no mundo da Alice. A prova disso é a ceia de hoje. A organização da ceia de Ação de Graças estava levando todo mundo à loucura.

— Bom dia! — Edward diz me dando um beijo na minha nuca descoberta. Eu estou terminando nossas panquecas ainda vestida com meu pijama favorito: um moletom imenso de Edward e um par de mias infantis bem grossas.

— Bom dia amor! — Eu digo virando o rosto e lhe dado um selinho. — Nosso café está pronto.

— Então é melhor adiantamos, antes que Alice comece a ligar sem parar. — Ele diz – Quer ajuda?

— Não precisa, já ajudou muito cuidando do Theo esta manhã. Eu estava cansada demais para levantar. — Eu digo colocando as panquecas nos pratos. — Fazia tempo que eu não me sentia assim.

— Bella, você está tomando as vitaminas certinho? — Ele diz me abraçando pela cintura.

— Edward, é você quem cuida dos horários mais do que eu, você sabe que sim. — Eu digo deitando minha cabeça em seu peito. — Talvez, a dosagem esteja insuficiente e precise aumentar.

— Mas isso é ruim. Deveria diminuir com o tempo, não aumentar. — Ele divaga. — Temos que marcar uma consulta o mais breve possível. Espero que consiga antes da minha viagem a Springfield. Queria adiar, mas vamos entrar em dezembro e vai ser uma loucura o trânsito aéreo. E vou precisar ir para ajeitar tudo para o fim de ano. — Ele diz e seus ombros caem. — Queria te acompanhar.

— Fique tranquilo, eu vou ficar bem. — Eu digo lhe dando um selinho e nós nos sentamos para comer.

Nós comemos rapidamente e depois nos arrumamos para irmos para a casa dos pais dele. Ficou combinado que passaríamos o dia arrumando tudo para a ceia. Sendo assim, estamos levando nossas roupas e as de Theo. Em poucos minutos, nós chegamos lá e começamos os trabalhos.

Com tudo pronto, quando anoitece, estamos todos reunidos na sala de estar. Um som ambiente toma todo o espaço e eu me pego pensando em como a minha vida mudou nos últimos meses. Eu jamais poderia pensar que passaria o dia de Ação de Graças no meio de uma família maravilhosa como aquela. Eu tenho muito o que agradecer por ter encontrado um tesouro tão grande. Logo Esme nos convida para a mesa e todos nos acomodamos felizes.

— É maravilhoso olhar esta mesa e perceber que a nossa família está crescendo. — Carlisle inicia sua fala. — Temos muito o que agradecer por sua presença no meio de nós. Você e este pequeno homem trouxeram um sorriso verdadeiro ao rosto de Edward. Uma felicidade que nunca vimos em seu olhar. — Ele diz olhando para nós — Lhes desejo todo o amor do mundo. Agradeço por cada um de vocês, minha família! — Ele conclui erguendo sua taça e todos nós erguemos as nossas em resposta.

Nós jantamos em meio a risos e conversas. Emmett e Heidi também ceiam conosco, e eu percebo que o envolvimento dele e Rose está evoluindo. O jantar segue maravilhoso e depois da sobremesa, todos vamos para a sala. Theo adormece no colo de Edward – novidade – e eu o levo para o quarto antigo de Edward. Eu deixo meu filho bem confortável e desço para me juntar à famíla. Porém, noto algo estranho no ar. Todo conversam normalmente, mas sinto que tem algo acontecendo. Eu me sento no lugar vazio ao lado de Edward e ele sorri para mim. Depois ele troca um olhar com Rose antes de falar.

— Quer dar uma volta comigo lá fora? — Ele pergunta baixinho e eu assinto.

Nós levantamos e saímos sem ninguém notar muito. Ele pega nossos casacos e nós vamos para o jardim. Ali, caminhamos de mãos dadas até um banquinho, onde sentamos.

— Eu quero falar uma coisa com você, Bella. — Ele diz meio inseguro. Eu fico em alerta.

— Você pode me falar qualquer coisa, Edward. Estamos juntos! — Eu digo usando a frase que se tornou um lema nosso. Ele sorri linda mente, mas ainda está estranho.

— Bella, desde que eu te conheci, eu senti que algo estava diferente. — Ele começa e eu sorrio lembrando do primeiro dia que eu o vi, na palestra da faculdade. — Quando eu encarei seus olhos, eu juro que eu senti, Bella, e eu não entendi o porquê você me atraía tanto. — Ele suspira – A nossa primeira noite foi mágica! Nada parecia real e ao mesmo tempo era real demais, entende. Eu fiquei louco em você e por você.

Ele pega minha mão e beija a ponta de meus dedos.

— Eu me vi diante da oportunidade perfeita de te ter por perto e agarrei com todas as forças. Sabe uma coisa que eu me intrigava, por que eu escolhi um ano inteiro. Eu podia ter dado um tempo menor. — Ele diz olhando em meus olhos – Eu queria a sua presença por mais tempo. Desde ali eu já precisava de você comigo. Eu só estava muito ferido e cego para entender o porquê.

Eu sorrio e coro diante de suas palavras.

— As últimas semanas foram as mais felizes da minha vida. Dormir e acordar em seus braços, te amando, é tudo o que eu nem sabia que ansiava. Minha vida era escura e vazia, e agora tudo é claro, colorido e feliz, porque eu tenho você e o nosso filho. — Ele respira fundo – Nosso filho! Eu quero realmente ser o pai dele Bella, e o pai dos irmãos dele também.

Um instante de silêncio. Ele nos levanta, mas depois se ajoelha. Uma fina chuva cai sobre nós.

— Bella, você aceita ser a minha esposa?

Meus olhos não podem acreditar no que eu contemplo.

Meus ouvidos não acreditam no que escutam.

Mas meu coração acredita no sente.

— Eu jamais diria não ao amor da minha vida! — Eu digo permitindo que uma lágrima escorra pelo meu rosto. — Eu te amo Edward!

Ele sorri e abre a pequena caixa em sua mão.

— Eu te amo minha morena! — Ele se levanta e me beija profundamente.

Na mesma hora, eu ouço palmas e gritos vindos da janela e olha naquela direção. Toda família dele está ali comemorando. A nossa família.

Edward pega o delicado anel e o desliza em meu dedo. Ele é lindo, tem um formato oval e muitas pedrinhas brilhantes incrustadas ali. Simples e lindo. Ele beija a minha mão e depois a minha boca. Depois nós vamos receber os cumprimentos da nossa família.

A semana passou voando por conta dos preparativos da festa do Theo. No meu íntimo eu agradeci ter esta distração para não pensar na falta que Edward me faz. Ele viajou na terça pela manhã e só vai chegar hoje à noite, sexta feira. É muito ruim quando ele precisa viajar, mas entendo que é necessário.

No dia que ele viajou eu retornei ao médico e relatei o retorno de alguns sintomas. Ele achou melhor eu fazer uma nova bateria de exames para verificar, por isso, neste momento, eu estou indo para o consultório ao invés de estar na aula.

— E então, doutor? Está tudo bem? — Eu pergunto apreensiva após uns instantes de silêncio. O médico me olha com um sorriso.

— Está tudo muito bem, srta Swan. Sua anemia já foi tratada, os níveis estão dentro do normal. Exceto um.

— E o que isso quer dizer? — Eu pergunto nervosa.

— Que a senhorita está grávida de 5 semanas mais ou menos.

Meu coração perde uma batida. Grávida!

Depois disso tudo foi um borrão na minha mente. Lembro que ele me pediu para manter as vitaminas e me indicou uma obstetra para o pré-natal. Lembro também que fui direto para casa e disse ao Emmett que não estava muito bem para trabalhar, inclusive pedindo para ele buscar o Edward no aeroporto às 19h15. Eu precisava pensar no que fazer.

Meu Deus, eu estou grávida.

Eu tomo um banho e almoço sozinha, agradecendo a Deus a Heidi ter levado o Theo para passar a tarde com Esme. Eu precisava ficar sozinha. Como eu vou contar isso ao Edward? Nós temos vivido um conto de fadas neste último mês, e o medo disso ir por água abaixo me toma inteiramente.

E se ele não quiser um filho agora?

Eu me jogo na cama e me recordo de cerca de um mês atrás, quando pensei estar grávida depois da nossa reconciliação. Ele ficou do meu lado o tempo todo e me consolou quando eu chorei pelo negativo. Faço as contas mentalmente. Céus! Eu provavelmente engravidei naquele dia!

“Sabe, eu ia amar ver dois traços vermelhos.” Ele disse naquele dia.

É isso!

Eu visto um jeans e uma blusa simples e corro até a farmácia mais próxima atrás de um teste de gravidez. Faço mais duas paradas, uma numa papelaria e a outra numa loja de bebê. Depois eu volto para casa e organizo um presente para Edward.

Quando Heidi traz Theo para casa, eu estou finalizando o jantar. Ela dá o banho do meu filho e eu o arrumo quando ela vai embora. Eu o visto com a roupa que eu comprei de tarde. Eu o levo para sala e o deixo no chão com seus bloquinhos. Eu já havia tomado um banho e colocado a minha bata e uma calça legging. Fico brincando com o Theo até que recebo a mensagem de Emm avisando que acabou de deixar Edward na portaria. É agora!

Eu deixo a caixa no tapete de entrada e vou com o Theo para o nosso quarto. De lá, eu ouço a porta se fechar e o barulho das chaves dele. Eu respiro fundo e coloco o Theo no chão. Meu menino vai andando em direção a porta, mas eu sei que Edward o encontrará no corredor. Eu viro de costas para me conter.

— Bella?! — Ele diz.

— Abre a caixa, Edward. — Eu digo firme sem me virar.

Ele arfa.

— Bella!! — Ele exclama emocionado mais próximo de mim e eu me viro chorando de emoção.

Em cima da caixa havia um bilhete: “Não abra até a minha ordem.”

A roupa de Theo tem uma inscrição: “Promovido a irmão mais velho”

E na minha bata tem a imagem de um teste de gravidez com dois tracinhos.

Dentro da caixa, o teste que comprei na farmácia.

— Seus dois tracinhos chegaram! — Eu digo e ele chora com Theo nos braços. Eu vou até ele e nos beijamos.

É a noite mais linda dos últimos tempos.

Notas finais
E aí? Gostaram? Ah, por favor! Me digam o que gostaram mais! Comentem, Favoritem, Acompanhem e Recomendem! Me façam feliz! Beijinhos!