Bonequinha de Luxo
5 LolliPop
Notas iniciais
A LolliPop é magnífica!
Sua fachada é toda negra com um LolliPop imenso em neon pink. Só pela entrada já dava para ver que ela é imensa. Depois de entregarmos os nossos convites vips de aniversário, ignorando a enorme fila, nós adentramos num outro mundo, o qual eu estou que nem uma criança agora admirando.
A pista de dança parece não ter fim. No meio do salão, num palco tipo suspenso, está o DJ que comanda a festa. Do lado direito há um balcão que segue toda a extensão da parede, onde fica o bar. Do lado esquerdo há umas portas alternando com algumas escadas. As portas estão identificadas como banheiros e as escadas dão acesso ao piso superior, onde ficam espécies de camarotes. Existe ainda um outro piso acima deste, onde há pequenas cabines que são alugadas por casais que querem mais intimidade, segundo Leah.
Assim que entramos colocamos nossas máscaras. Eu senti um arrepio se espalhar por minha espinha, como se eu estivesse sendo observada, mas não liguei muito. Afinal, no meio dessa multidão é meio óbvio você está sendo observada por alguém né? Leah estava com uma máscara prateada em detalhes vermelho sangue, como seu vestido frente única curtíssimo. Ang vestia um short preto de tecido de alfaiataria e uma blusa de decote lateral azul com lantejoulas no busto e sua máscara é azul com detalhes prateados. Fomos até o balcão e pedimos a nossa primeira dose da noite: um shot de tequila para cada uma.
— Um brinde aos 21 anos da Bella! — Ang disse alto tentando superar o volume do som – Tudo de melhor para você, amiga! — Erguemos os nossos copinhos e demos um gole de vez. A tequila desceu rasgando em minha garganta. Faz tempo que eu não bebo pois parei assim que descobri a gravidez do Theo. De fato, hoje é a primeira vez que bebo depois deste tempo e por isso preciso ir com calma.
— Vamos ver o que essa pista tem para nos oferecer? — Leah perguntou sugestiva e nós fomos para pista depois de pegarmos as nossas comandas da noite.
O DJ é muito bom, a pista simplesmente está fervendo. A cada instante parece que a pista só faz crescer diante de nós. Escolhemos ficar do lado esquerdo do salão, próximo a um banheiro e num lugar com boa visibilidade do palco, já que Leah não perdeu tempo e já estava flertando horrores com o DJ. Nós nos reversávamos para ir pegar as bebidas. Volta e meia aparecia um carinha e dançava conosco. Foi nessa hora que a noite começou a tomar o seu rumo.
— Bella, nós temos um desafio para você! — Ang falou ao lado de uma Leah que sorria maliciosa. Eu senti que dali não vinha boa coisa.
— Cada uma de nós escolhemos um desafio para você cumprir. Se isso acontecer, lhe daremos um prêmio. — Leah esclareceu
— Hum... interessante. E esse prêmio vale a pena? — Eu perguntei e ambas assentiram. — E o que seria? — Eu perguntei
— É uma surpresa! — Elas disseram juntas e riram.
— E como vou saber se vale realmente a pena para mim? — Eu perguntei indignada
— É uma coisa que você anda querendo muito... — Leah falou enigmática
Parei para pensar. Elas não me pregariam uma peça, pregariam?
— Ok! — Suspirei – O que eu tenho que fazer?
— Bom, o meu desafio é que você fique com 5 caras diferentes esta noite... — Ang disse e eu arregalei meus olhos
— E o meu é que você leve um desses caras para cama hoje. — Leah completou enfática e eu engasguei com a minha própria saliva. Corei violentamente.
— Não! — Exclamei. — Vocês enlouqueceram? Sou uma mãe de família!
— Bella, nesta noite você não é nada além de uma jovem universitária de 21 anos cheia de vida, saúde e com um corpo delicioso pronto para o ataque! — Leah exclamou para mim. — Amiga, você precisa dar para alguém, liberar esses hormônios! Não tô mandando você casar com ninguém não, é só uma transa casual. Sexo sem compromisso, sabe o que é? — Ele sentenciou e riu no final, debochando da minha cara de espanto.
Eu engoli em seco. Eu realmente tinha um bom tempo sem sexo. E estava precisando aliviar a tensão mesmo desde que encontrei com... Affs, porque eu sempre venho pensando nele!? Bom, não vai fazer mal né? É só achar um cara legal que esteja em busca de uma aventura também. Olhei a minha volta e um sorriso brotou em meus lábios. Opções eu teria aos montes aqui.
— Está certo! Mas eu escolho. — Falei e minhas amigas sorriram para mim.
A partir daí, minha noite ganhou um novo tom. A tensão e meu nervosismo eram evidentes, mas é sexta feira 13 né? Tudo pode acontecer. E assim o primeiro cara que se aproximou de nós enquanto dançávamos, um moreno, mais ou menos da minha altura, magro e de olhos claros, foi o primeiro da minha lista. Nos beijamos um pouco enquanto a pista fervia. Ele tentava a todo custo colar seu corpo ao meu mais aí já era demais né? O dispensei indo ao banheiro.
Depois dele, teve um loiro alto que não beijava muito bem. O dispensei antes mesmo da música acabar. Depois veio outro loiro, este bem musculoso e que tinha uma pegada maneira, mas não aguentei beijá-lo por muito tempo. Ele não tinha um cheiro muito agradável. O quarto foi um negro de olhos escuros e dreads. Este quase me cativou, não fosse pela sua boca suja.
Falta um cara para o meu desafio ficar completo por parte de Ang e são 2h13 da madrugada. Eu já estou bem alta devido as minhas doses de bebidas, porém isso não me impediu de sentir um olhar sobre mim. Ang está agarrada com alguém ao meu lado e Leah está no balcão flertando com um cara loiro. Eu olho para a direção de onde sinto o olhar.
De um camarote do piso superior, um homem tem seus olhos cravados em mim. Em mim não, no meu corpo. Quando ele percebe que foi descoberto nossos olhos se encontram e então uma conexão é criada. Ele sorri torto por trás de sua máscara negra. Ele ergue o copo que segura e com os dedos médio e indicador faz um sinal de ‘vem’ para mim.
Eu respiro fundo, mas é como se fosse a coisa certa a fazer, então eu simplesmente me encaminhei para a escada mais próxima. Um segurança me fez parar, mas então eu apontei para o homem mascarado e o segurança o olhou. Ele confirmou com a cabeça para o segurança que me liberou para subir. Eu sentia a tensão em meu corpo aumentar a medida que subia a pequena escada espiral. Quando cheguei ao patamar dele percebi outras pessoas ali, mas nada prendeu a minha atenção a não ser ele.
Ele veio andando imponente até mim. Alto, esguio, forte, viril. Sedução pura! Não consigo decifrar a cor de seus cabelos, vagueiam entre tons de loiro e castanho, mais seus olhos são dourados, como fogo. Fogo que eu sentia queimar em minha pele agora. Ele estava todo de preto: Camisa social, paletó, calça jeans e sapato. O copo em suas mãos trazia um líquido âmbar que deduzi ser uísque. Quando ele estava a centímetros de mim, ele deu um último gole, finalizando a bebida. Ele se inclinou para o meu ouvido.
— Você quer dançar comigo? — Ele falou rouco e eu me arrepiei inteira. Senti algo quente e molhado em minha calcinha e corei. Ele fitou meus olhos.
— Sim. — Minha voz saiu sussurrada e ele tocou a base de minha coluna indicando a escada. Mas não para descer, para subir. Ao último piso da boate. Deus!
Entramos numa cabine e um som tomou o ambiente. Ali havia um divã enorme e aconchegante. Era como um pequeno quarto cheio de cortinas negras e pinks.
— O que você bebe? — Ele me perguntou sedutor.
— Margherita. — Eu disse surpresa de conseguir falar diante de tantas emoções. Eu estava numa cabine privê com um homem desconhecido que é a própria figura da perdição. Ele saiu por um momento e logo voltou com dois copos de margherita. Na hora me bateu o medo, se ele colocou algo na minha bebida?
— Fique tranquila. — Ele disse e bebeu um gole de cada copo para me mostrar que não havia nada de errado com as bebidas. Eu lhe dei um meio sorriso quando ele me estendeu os copos para que eu escolhesse qual pegar. Peguei o esquerdo e dei um gole. O som da cabine era envolvente e me fazia ter diversos pensamentos ali. Ele tocou minha mão e me trouxe para si.
— Você é estupidamente linda! — Ele disse enquanto conduzia-nos numa dança leve. Eu corei até o último fio de cabelo. Sua voz era quente e sedutora, mas tinha algo familiar ali.
— Obrigada – Sussurrei — Você também é muito lindo. Incrivelmente lindo!
Ele somente sorriu torto e continuou me conduzindo, me fitando sem parar. Nossos corpos se encostavam levemente por conta da dança, e eu fiquei me perguntando se ele conseguia perceber meus seios entumecidos roçando em seu peitoral. Sua mão desceu para base de minha coluna e eu fiquei excitada mais uma vez. Ele se inclinou para mim e cheirou meu pescoço. Eu arfei.
— Você tem o melhor cheiro... eu não aguento! — Ele rosnou e depois de me fitar por um segundo tomou meus lábios.
O beijo foi tudo.
Doce, quente, voraz, saboroso e luxurioso. Ele já me beija invadindo-me com sua língua e antes que eu possa assimilar tudo, minhas mãos já estão em seus cabelos e as suas em minha cintura. Paramos de dançar, mas continuo sendo conduzida por ele, agora para o divã. Ele senta e me faz sentar em seu colo. Ele desce beijos em meu pescoço me fazendo ficar ainda mais ofegante. Ele pressiona minha cintura fazendo meu corpo grudar mais ao seu e eu sinto sua ereção crescer sob mim.
— Ah... moreninha! — Ele exclama e me fita de repente – como devo chamá-la?
Leah me disse que eu devia usar um apelido para esses casos. A noite inteira usei meu segundo nome, Marie, quando fiquei com os outros caras, mas com ele eu disse a primeira coisa que me veio em mente.
— Bella – Sussurrei para ele que sorriu torto
— Nome perfeito para você! — ele disse e eu sabia que ele se referia ao significado latino do meu apelido, que quer dizer linda. Ele voltou então a me beijar com luxúria e suas mãos pareciam alcançar cada centímetro de mim. Meu corpo é pura combustão neste momento.
— Estou louco por você desde a hora em que te vi. Você sumiu em alguns momentos e eu fiquei louco achando que já tinha ido embora. — Ele falava sem deixar o meu pescoço. Ele parou de repente e me queimou com seus olhos mais uma vez. — Quero terminar essa noite com você! E você?
— Eu aceito! — Falei com convicção pois não havia como eu me separar mais daquele homem nesta noite. Ele tomou meus lábios novamente os sugando com vontade e força. Eu ficaria vermelha, mas nem ligava para isso.
Em algum momento eu lembrei das minhas amigas e que elas poderiam estar me procurando. Então me separei dele e me levantei. Como é o nome dele mesmo? Ele me olhou confuso.
— É... como é o seu nome? — Perguntei arfante – Eu preciso avisar as minhas amigas. — Eu disse pegando minha bolsa e dentro dela o meu celular.
— Anthony. — Ele disse simplesmente e sorriu enquanto eu digitava para minhas amigas que eu não iria embora com elas pois tinha encontrado alguém para cumprir o desafio de Leah.
— Pronto! — Eu falei e ele se levantou e veio até mim.
— Eu gosto daqui, mas quero te levar para outro lugar. Você se importa? — Ele disse circulando a minha cintura. Minha vontade é dizer que eu vou até o fim do mundo com ele, mas me segurei.
— Por mim está ótimo! — Eu disse e ele sorriu. Segurou o meu queixo para que eu o encarasse.
— Essa noite seremos eu e você. Você quer ser minha? — Ele perguntou puxando meu lábio inferior com seus dentes. Senti minha calcinha molhar ainda mais.
— Só se você também for meu – Eu disse e pisquei para ele que me deu um sorriso torto magnifico em resposta, pegou em minha mão e me conduziu para fora da cabine.
Passamos pelo corredor daquele piso, até chegarmos numa escada final. Descemos e ela acabou numa espécie de porta dos fundos da boate, tipo saída de emergência. Lá fora, o vento frio da madrugada me arrepiou e ele me cobriu com seu paletó. Fomos até um carro escuro e ele abriu a porta para mim. Enquanto ele entrava e dava partida no carro eu pensava comigo mesma. Essa noite eu estava quebrando todas as minhas regras, só esperava não ser cobrada por isso depois. Mesmo que eu fosse, tudo me dizia que valeria a pena.
A você minha pretinha, todo meu carinho por toda minha vida!
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