Notas iniciais
Olaaa! 23 dias de quarentena por aqui... buscando meios para não enlouquecer, mas ta tudo bem! E vocês, como estão? Espero que estejam bem, se cuidando e bem trancadinhos em casa (aqueles que podem, é claro!) Meus meninos estão bem, João fez 1 mês no sábado. Está enorme. Vou atualizar a foto do perfil para vcs verem. Então, prometi e estou cumprindo. Pense num mega capítulo, cheio de pontas soltas para vcs formarem suas teorias. Muito obrigada pelos reviews lindos que me dão uma alegria imensa. Amo vcs! Este capítulo eu quero dedicar a Amanda Cordeiro, uma grande amiga que o Nyah me deu. Amiga, saiba que mesmo sem te conhecer pessoalmente eu já te adoro e torço muito por vc. Espero que este capítulo te inspire e vc volte a partilhar suas histórias conosco... ainda espero o bonus de O massagista e o meu lindo Sheik viu!? Vamos lá né? Boa leitura!

— Bom dia moreninha! – Edward sussurra ao meu ouvido e arrepia todo o meu corpo. Nem preciso abrir meus olhos para saber que já é dia. A claridade do quarto é perceptível mesmo com os olhos fechados, afinal há uma parede inteiramente de vidro aqui. Uma mão de Edward passeia pela lateral do meu corpo coberto por uma fina camisola.

— Bom dia! – Eu respondo abrindo os meus olhos. Ele está deitado ao meu lado, apoiado em um cotovelo. Ele sorri lindamente para mim e eu retribuo.

— Você é tão linda dormindo! Mas acho que o que Theo precisa só você pode dar a ele. – Ele diz e eu me desperto totalmente na menção do meu filho.

— Tem tempo que ele acordou? – Eu pergunto

— Não, na verdade ele está cochilando agora, mas sei que já está com fome, ele ficou chupando o meu dedo. – Edward diz rindo e eu imagino a cena.

— Eu não entendo porque não consigo acordar com o choro dele aqui. – Eu digo suspirando. – Você colocou algum feitiço para me prender nesta cama não foi? – Eu brinco arqueando uma sobrancelha.

— Bom, na verdade, não seria uma má ideia... – Ele diz se inclinando para cima de mim e começa a me beijar no pescoço.

— Oh! – Eu gemo enquanto sua língua passeia em minha pele e me causa arrepios. Um calor começa a surgir no meu baixo ventre. Minha respiração se altera.

— É uma delícia acordar com você aqui, sabia? – Ele diz entre os beijos que desce em meu colo e ombros.

— Sou obrigada a concordar... ser acordada assim é muito bom mesmo. Vou ficar mal acostumada.

— Pode se acostumar, posso te acordar assim todos os dias que você quiser. – Ele diz parando os beijos e me encarando. Seu olhar é penetrante e me aquece. O peso de sua fala paira entre nós.

Theo chora e quebra a nossa conexão.

Nós nos olhamos e sorrimos. Eu levanto e vou até o meu filho enquanto Edward vai fazer o nosso café da manhã. Theo mama avidamente por cerca de 20 minutos e depois eu o deixo no berço brincando enquanto tomo um banho rápido.

— Bella, estou com o Theo lá embaixo! — Edward diz do outro lado da porta do banheiro e eu me arrumo mais tranquila.

Após arrumar meu cabelo e deixá-lo semi preso, colocar um vestido evasê verde militar e calçar uma sapatilha com salto médio , eu desço para encontrar Edward na cozinha. Deixo minha mochila no hall e fico admirando a cena. Edward está sentado na ilha da cozinha e Theo está instalado numa cadeira infantil. Edward colocou pequenos pedaços de banana e morango para ele que está comendo aos poucos com a mão.

— É gostoso, né carinha? – Edward fala com meu filho que está saboreando o morango. – É a minha fruta favorita, sabe. Me lembra a sua mamãe. – Theo balbucia algo – Sim, sua mãe fica como um morango quando está envergonhada , ou nervosa, ou feliz. É tão lindo! – Ele diz e eu me emociono.

Nenhum deles me percebe ali.

— Ah Theo, se eu pudesse fazer algo para que vocês nunca mais fossem embora daqui... – Ele diz pensativo e meu coração acelera. – É garotão, ter vocês aqui tem sido a luz que faltava aos meus dias. Apesar de eu ainda não saber o que está acontecendo comigo, eu só sei que quero que isso não pare. – Meu Deus, o que tudo isso quer dizer ? Eu resolvo sair do meu esconderijo.

— Sabe, eu também estou gostando muito de ficar aqui.- Eu digo entrando na cozinha. Edward me olha surpreso e desvia o olhar do meu.

— Você estava ouvindo?

— Só o finalzinho – Eu digo e nosso olhar se cruza novamente. Ele sabe que eu ouvi tudo. Suspira. Theo então cospe uma boa quantidade do morango em sua boca e suja um pouco a camiseta de Edward. Ainda bem que ele ainda não estava arrumado. Ambos rimos.

Edward vai tomar seu banho enquanto eu tomo meu café e limpo tudo. Heidi chega quando termino e logo depois Edward chega à cozinha. Nós nos despedimos dela e de Theo e descemos para a garagem.

— Bella, você tem certeza que não quer que eu vá? – Edward pergunta e eu assinto. – Ok, mas me mantenha informado. Terei uma reunião longa as 14h, então não poderei ir te buscar na firma. Leve a Musa com você. – Ele diz me entregando a chave do Cobalt novamente.

— Está bem.

— Bella, por favor, me avise quando a conversa acabar.

— Edward...

— Só para me dizer que está tudo bem! – Ele pede e eu assinto.

Ele sorri e me beija docemente. Eu lhe devolvo o sorriso e entro na Musa, enquanto ele embarca no Dark. Minha manhã passa tranquila. No intervalo converso com minhas amigas e pego os assuntos do dia anterior. Leah fica desconfiada ao saber que meu pai está em Chicago e que quer conversar comigo.

— Bella, sinceramente, eu acho que você devia ter deixado o Edward ir também. É Charlie, Bella! – Leah diz enquanto saímos juntas depois da última aula.

— Ah Leah, não quero envolver ele mais ainda em meus problemas. – Eu digo suspirando, parando ao lado do carro. – estaremos num lugar público, Charlie não vai fazer nada demais.

— Tá bom amiga, mas me liga qualquer coisa. – Ela diz e eu sorrio para sua preocupação. Leah sabe tudo o que passei com Charlie a vida inteira, por isso se preocupa.

Eu dirijo sem pressa para o restaurante em que combinamos. Ao sair do carro eu já o vejo, sentado em uma das mesas externas. Eu me encaminho para lá.

— Boa tarde Charlie! – Eu digo ao me aproximar da mesa. Puxo a cadeira à sua frente e me sento.

— Boa tarde filha! – Charlie diz formal. – Estou feliz que tenha aceitado me ouvir.

— Eu espero realmente não me arrepender. — Eu digo com a voz seca. Um garçom se aproxima.

— Boa tarde, em que podemos servi-los? — O rapaz oferece cordial.

— Eu gostaria de uma salada verde, um bife grelhado, fritas e uma limonada, por favor. – Eu digo ao olhar o cardápio rapidamente.

— O mesmo para mim, porém com uma taça de vinho. – Charlie diz e o garçom se vai.

— E então?

— Como está o Theo? Tem tanto tempo que eu não o vejo. – Charlie começa e não evito o riso sarcástico.

— Você já o viu alguma vez? — Eu digo – Hum, eu acho que aquela vez em que eu fui até sua casa para lhe apresentar o seu neto e você bateu a porta na minha cara não conta. – Eu não evito o tom magoado.

— Bella, desse jeito não vai funcionar. – Charlie diz e percebo que ele nem se abala com minhas palavras. Eu estreito os meus olhos.

— O que você quer afinal Charlie?

— Bella, você é minha única família. Apesar de tudo o que já aconteceu, apesar de tudo que eu fiz e falei, eu quero o seu bem e do Theo. – Ele diz e eu tento captar a mentira ali. Eu o encaro confusa.

— Como é que é? – Eu digo.

— Bella, quando eu te denunciei, pode parecer que eu estava fazendo algo ruim, mas eu estava tentando te ajudar.

Com essa eu tive que gargalhar.

— Como é que quase perder o meu filho iria me ajudar exatamente? – Eu pergunto irônica.

— Bella, eu não queria que você perdesse o Theo. Eu queria que você criasse juízo e voltasse para Forks. – Ele exclama.

Oi? Agora que eu não estou entendendo nada.

— Você é louco! – Eu digo.

— Quer dizer que agora é loucura um pai querer ver a filha casada? – Ele diz e meus olhos se arregalam. – Bella, case-se com Mike. Ele é o pai do menino e mudou nos últimos tempos.

Minha cabeça começa a latejar. Que porra de conversa é essa afinal?

— Charlie, que loucura é essa! Você nunca se importou comigo, inclusive eu lembro que você não ia muito com a cara do Mike.

— Você está certa. Mas deve se lembrar que eu sempre fui amigo do George Newton, pai dele. E como eu disse, Mike está mais responsável. Ele agora trabalha na empresa do pai dele. – Ele hesita um pouco – Não sei se você sabe, mas o pai dele faleceu à dois meses.

— Não, eu não soube. – Eu digo sincera – De fato, o Sr Newton era um bom homem, só não conseguiu fazer o filho ser igual. Ele sempre me ajudou nas questões do Theo. Nunca duvidou que Theo era seu neto.

— Bella, eu sei que Mike a magoou muito, mas pense no Theo. Ele merece crescer ao lado do pai dele. Com o tempo vocês vão aprender a viver bem pelo filho de vocês. – Charlie diz – Ele quer ter vocês de volta.

Eu encaro Charlie. Charlie nunca foi um homem muito generoso a ponto de interceder por algum amigo. Ele nunca gostou do Mike, tanto que sempre brigava comigo quando comecei a namorar.Tem algo muito errado nessa história. O garçom trás nossos pedidos e começamos a comer.

— O que há por trás disso tudo Charlie? – Eu pergunto séria e ele fica meio surpreso. – Eu posso parecer, mas não sou burra. Essa sua história está muito mal contada.

— Bella, Mike me pediu para ajudá-lo a te reconquistar. Desde que perdeu o pai ele passou a pensar muito em vocês. Mas como acredita que você o odeia, não tinha coragem de vir até você.

— É por isso que ele quer a guarda do Theo!

— Sim, ele quer ser um pai melhor, como o pai dele foi com ele.

— Ele poderia fazer isso sem precisar tirar o meu filho de mim. Theo é muito dependente de mim e eu dele. Não posso ficar sem meu filho – Eu digo amargurada.

— Não precisa ser assim. É por isso que eu vim abrir seus olhos. – Ele diz e eu o olho confusa. – Se vocês se casarem Theo teria os dois ao seu lado. Tudo ficaria bem.

Suas palavras caem sobre mim. Não, eu jamais conseguiria fazer isso.

— Sabe, Bella, ele está aqui. – Charlie diz depois de um tempo de silêncio.

— Como assim?

— Eu vim para conversar com você, Bella. – Mike diz e eu me viro para o lado para encará-lo.

Ele esta muito diferente. Seus cabelos loiros estão mais curtos e arrumados. Ele não veste mais aquele estilo rebelde sem causa, mas sim algo mais formal e sério. Pelo menos por fora há uma mudança bem significativa.

— Que merda é essa? – Eu digo quando os dois se cumprimentam amigavelmente. Charlie se levanta e Mike toma o seu lugar na mesa.

— Bella, eu pedi para seu pai fazer isso por mim. Eu sabia que se eu te procurasse você não me escutaria. – Mike diz – Caramba, como você ficou linda neste tempo longe.

— Ficar longe de você me fez muito bem. – Eu cuspo as palavras – Aliás , não é uma surpresa para você, já que as fotos devem ter te atualizado quanto a minha aparência. – Eu digo audaciosa e o vejo perder o sorriso. Muito bem, Bella!

— As fotos não fazem jus a sua beleza. – Ele diz e eu reviro os olhos – E sobre isso, Bella, eu...

— O que você pretende, Mike? Vamos acabar logo com essa palhaçada.

— Eu sei que não mereço, mas eu quero vocês de volta. Você e o Theo.

Uma gargalhada me escapa. Ele me fita sério.

— Há um grande problema nessa sentença, Mike. – Eu dou um gole na limonada e olho bem em seus olhos. – Você não pode ter de volta o que nunca teve! – Eu me levanto e saio dali.

Ao sentar no volante eu arrisco um olhar para a mesa e o vejo me encarando do mesmo jeito que eu o deixei. Seu olhar é penetrante e isso me arrepia. De um jeito ruim.

Eu dou partida e só quando estaciono é que percebo que estou tremendo. Eu respiro fundo e corro para o meu posto de trabalho com 20 minutos de atraso. Após me desculpar com meu chefe, eu mando uma mensagem para Edward dizendo que estou bem e que conversaremos em casa. Ele diz que está feliz e me manda um beijo. Eu suspiro. Seus beijos e seus braços são tudo que eu precisava neste momento. Foco, Bella!

Por sorte a tarde foi movimentada no trabalho e isso me distraiu. Enquanto dirigia para casa eu recebi uma mensagem. Deixei para abrir em casa pois o trânsito estava caótico. Ao chegar, tomei um banho relaxante e fui cuidar do Theo para a liberar Heidi. Com Theo brincando pelo chão da cozinha eu fui preparando o jantar. Logo Edward chega e sorri ao entrar na cozinha.

— É incrível isso. – Ele diz quase aproximando.

— É só uma torta salgada, nada demais. – Eu digo ajeitando a mesa.

— Não é isso, apesar de estar com um cheiro maravilhoso. – Ele diz — Estou falando sobre encontrar alguém aqui... e este alguém ser você.

Caramba, como é que não se abala com isso?

Eu o beijo de forma sedenta. Eu percebo que agora sim eu estava em casa. Nos braços dele é a minha casa. Nós jantamos enquanto eu contava cada detalhe da minha conversa com Charlie e Mike. Edward não fala nada, somente escuta tudo concentrado.

— O que me deixa confusa nisso tudo é Charlie todo amigo de Mike. Ele nunca o suportou e agora vem com isso?! – Eu digo por fim. – Eu sinto que tô deixando algo passar...

Meu celular apita uma nova mensagem e eu me recordo que não abri a mensagem anterior também. Eu me levanto e o pego na bancada enquanto Edward termina de dar comida a Theo. As duas mensagens são de Mike. Sinto algo estranho antes de as ler. Ele está me avisando que gostaria de passear com Theo no sábado e como o menino pode estranhar um pouco pediu para que eu acompanhasse. Seria após o almoço. Eu levanto o meu olhar e vejo meu filho rindo com Edward. Ali eu vejo que Mike poderia ser Edward ali.Merda, o que está acontecendo?!

— Tá tudo bem, Bella? – Edward pergunta preocupado. Na mesma hora eu sinto uma vertigem leve, mas na medida suficiente para me fazer cambalear levando a mão ao peito. – Bella! – no instante seguinte ele estava ao meu lado, me levando para sentar. – O que houve?!

— Mike – Eu respiro fundo – Ele quer ver o Theo. – Outra pausa – neste sábado .

— Como assim?

— Eu tenho a guarda do Theo, porém o pai tem o direito de visitar a criança durante finais de semana intercalados. – Eu digo e olho para Edward. Ele parece não gostar de minha fala. – Mas ele nunca fez isso desde que me mudei pra cá. E isso foi no início do verão.

— Então como vai ser, ele sai com o Theo sozinho? E se ele sumir com o menino Bella? — Edward exclama – Eu não confio nele.

— Não ele não vai levar ele sozinho. Eu estarei junto até porque Theo é muito pequeno. – Eu suspiro – Também não confio nele.

Edward me olha aflito.

— Mas eu não posso impedir, Edward, é a lei. Ele é o pai dele.

— Infelizmente! — Edward fala e eu engulo seco. – Você está melhor? Quer ir ao médico?

— Não precisa, estou bem. Acho que foi o nervoso. — Eu respondo. Ele me dá um meio sorriso e volta para tirar um Theo todo sujo e babado da cadeirinha.

— Posso dar o banho dele? – Edward pergunta e eu sorrio.

— Claro, ele vai adorar! – Eu digo e ele sorri torto.

Edward sobe com meu filho nos braços e mais uma vez eu fico admirando a sintonia dos dois. Eu lavo a louça e limpo a cozinha antes de ir para o quarto trocar de roupa. No corredor eu dou uma olhada no quarto do Theo e vejo Edward terminando de vesti-lo. Theo está bem sonolento e eu me apressou para poder colocá-lo para dormir.

Quando chego ao quarto, Edward está cantando algo para meu filho, acho que a mesma canção que ele já cantou outras vez. Theo não consegue se manter com os olhos abertos em seu colo.

— Oi, deixa que eu assumo daqui. – Eu digo sussurrando e ele sorri me entregando meu filho. Theo resmunga e fica inquieto, mesmo depois de colocá-lo no peito.

— O que há? – Edward pergunta da porta.

— Acho que ele quer que você continue cantando. — Eu digo e ele retorna, sentando no braço da poltrona onde estou.

Em pouco tempo meu filho se acalma e logo depois adormece. Eu o coloco no berço e tanto eu quanto Edward lhe damos um beijo.

— Esta música é muito bonita. Não a conheço. – Eu digo enquanto ajeitamos a cama.

— É uma canção de ninar bem antiga que minha vó cantava para mim. – Edward diz.

— Que lindo. Ela mora aqui em Chicago?

— Não. Ela morava em Joliet. Ela faleceu a cerca de 10 anos. — Ele diz sentando na cama.

— Sinto muito, Edward! — Eu o olho e ele me dá um meio sorriso.

— Obrigada. Foi muito difícil na época. Mas foi o melhor, ela estava sofrendo por 4 anos contra o câncer. — Eu me sento e ajeito os travesseiros.

— Eu imagino. – Eu digo e me deito.

Edward se vira para mim e me fita com carinho.

— Você está se sentindo bem aqui? – Ele pergunta.

— Estou. Ainda estou me adaptando, mas estou bem sim. – Eu respondo e ele sorri.

— Que bom, quero que você se sinta em casa. – Ele diz e se aproxima me abraçando.

— Acho que não vai demorar para isso acontecer. – Eu digo me aninhando a ele.

— Isso é ótimo... porque eu estou adorando tudo isso... — Ele me dá um selinho — você – outro selinho — e o Theo — outro selinho — trouxeram cor a essa casa

Eu sorrio e ele me beija intensamente. Nossas mãos ganham vida e logo eu estou sem camisola e ele sem camiseta. Edward desce beijos pelo meu corpo, torturando os meus mamilos. Eu começo a gemer me contorcendo enquanto sua boca trabalha em minha pele.

— Tão doce.... – Edward sussurra e retira a minha calcinha vagarosamente.

Logo ele chega a minha intimidade. Ali a tortura é ainda melhor. Em minutos eu gozo forte e meu corpo treme. Edward levanta o corpo e eu o olho. Ele está me admirando, massageando seu pênis. Uma visão maravilhosa. Como que atraída por um imã, eu me sento na cama e coloco minha mão sobre a dele. Ele sorri torto e eu coro. Ele sabe o que eu quero. Ele termina de tirar a calça do pijama e volta a sentar sobre os calcanhares.

Eu enrolo meu cabelo como num rabo de cavalo e Edward o segura com posse. Eu o massageio e mordo o lábio inferior. No segundo seguinte, minha boca desce lentamente pelo seu membro enquanto ele joga a cabeça para trás e geme.

— Caralho Bella!

Eu sorrio internamente e prossigo o meu trabalho. Subo e desço com a boca de forma precisa em seu mastro. Logo ele está arfando, crescendo ainda mais em minha boca. Eu levo minha mão até suas bolas e brinco um pouco. Um palavrão escapa dos seus lábios. Ele está quase lá. Aí então ele me suspende pelo cabelo e seu olhar me arrepia.

— Senta aqui. Agora! – Ele manda e eu sinto meu prazer escorrer. Ele senta na cama e eu subo em seu colo. Ele me senta em seu pau de uma vez só.

— Oh!

— Porra!

Ele é não faz cerimônia, segura firme em meu quadril e investe.

Forte, rápido e duro. Muito duro!

Logo eu gozo apertando seus ombros e gritando seu nome. Ele me tira de cima dele e me empurra devagar para deitar na cama.

— Vira de bruços! – Mai uma ordem e eu me excito toda novamente. E obedeço.

Seu pênis bate no meu útero e eu gemo descaradamente. Ele morde meu ombro e aperta minha cintura. Eu logo sinto um novo orgasmo vindo com força.

— Ah moreninha... eu vou gozar! – Ele diz arfante, sem parar de meter em mim.

— Isso, meu bem, mete mais. Mete e goza em mim! — Eu digo e ele acelera.

E nós dois gostamos. Forte e juntos.

E juntos também adormecemos, um nós braços do outro.

Duas semanas depois...

Eu engulo seco antes de sair do carro. Edward segura minha cintura com carinho e afaga meu rosto quando eu saio.

— Vai ficar tudo bem. Vai dar tudo certo! — Ele me diz e eu me agarro na sua confiança. — O Theo é nosso e ninguém vai tirá-lo de nós.

— Estou com medo. — Eu digo tirando o suor da testa e sinto uma tontura me atingir de leve. Edward percebe.

— Bella, eu ainda acho que devia te levar ao médico. — Edward diz sério e eu nego com a cabeça. — Bella, você vem passando mal a dias. Você mal comeu hoje e está pálida. Como não vou me preocupar?

— Eu estou nervosa, Edward. É o estresse. Depois que isso acabar eu vou ficar melhor. — Eu digo e respiro fundo algumas vezes.

— Não fique assim meu bem. — Ele afaga meu rosto mais uma vez.

— Você me promete que eu não vou perder o meu filho? – Eu encaro o fundo de seus olhos e ele não desvia. Ali eu sei que ele será sincero e eu posso confiar no que ele disser. Como eu sei disso?É simples.

As últimas duas semanas foram mágicas. Não que não houvesse tensão e momentos difíceis, mas consegui passar por eles graças a Edward. Eu simplesmente não consigo imaginar o que seria deste dias sem ele.

Naquela primeira semana, no sábado, Mike veio buscar o Theo para um passeio. Foi muito complicado. Theo o estranho, não quis seu colo. Principalmente porque ele estava no colo de Edward. A conexão entre os dois é algo inexplicável e que faz muito bem aos dois. E a mim também. Acho que principalmente a mim, já que eles são os homens da minha vida.

Sim, eu admito.Eu estou apaixonada por Edward.

Não sei bem desde quando ou com isso aconteceu. O fato é que eu não me vejo mais longe dele e nem sem ele. Nós passamos a dividir mais do que a cama. Dividimos a vida e isso é algo que não tem volta. Sei que Edward também mudou a forma como se relaciona comigo, porém não sei exatamente o que ele sente. E isso tem me deixado confusa e nervosa.

Porém, na cama, nós simplesmente transcendemos. Estamos ainda mais conectados e intensos. Ele tem me dado experiências maravilhosas e me sinto mais segura em relação ao sexo, ao meu corpo e ao que posso alcançar se tratando de prazer.

Apesar da minha rotina não ter mudado muito, afinal continuo trabalhando e estudando como sempre, minha vida mudou completamente. Passo minhas noites dividindo as tarefas e brincadeiras do Theo com Edward, jantamos juntos, conversamos sobre tudo, ou sobre nada e depois nos entregamos um ao outro.

A família Cullen se tornou parte de mim. Aceitaram a mim e ao meu filho completamente. Theo se relaciona muito bem com todos, principalmente com Esme. Ela é uma mulher fantástica e a cada dia eu aprendo um pouco mais com ela sobre ser uma boa mãe e escritora. Por falar nisso, meu livro foi aceito pelo editorial da Cullen's Corporation. Provavelmente irá ser lançado em janeiro.

Alice e Rose se tornaram amigas maravilhosas. As duas estão super empolgadas com a ideia de fazer um jantar de noivado para mim e Edward. Toda vez que este assunto surge, eu sinto um frio na barriga. Apesar de não termos assinado o acordo, tudo está seguindo conforme o mesmo. Porém, o que eu quero mesmo, é que tudo se torne real. Ah Deus!

Minha casa foi consertada e pintada em uma semana, porém ainda não voltei para lá e Edward nem toca neste assunto. Acho que ele também não quer que eu volte para lá.

Charlie não voltou a me ligar, mas eu soube por Emmett que ele ainda está em Chicago pois irá testemunhar no processo convocado por Mike. Quando eu soube eu nem acreditei. Ainda acho que tem algo por trás de tudo isso, mas ainda não sei o que é.

No último domingo, eu e Edward tivemos um momento encantador. Passamos o dia passeando com o Theo pelo Parque Municipal. Fizemos piquenique, ele brincou de bola e carrinho com meu filho e depois montamos bloquinhos. Tiramos diversas fotos e nos divertimos bastante.

Tudo isso me fez tomar uma decisão. Assim que passar esse processo do Theo eu vou conversar com Edward e dizer tudo o que sinto. Não dá mais para continuar com tudo isso, sendo que eu estou apaixonada por ele. Eu vou me machucar demais e não sei se vou conseguir juntar meus cacos depois. Preciso ser sincera com ele para me preservar e ao meu filho também.

É por isso que aqui, na entrada do fórum, olhando nos olhos de Edward, eu sei desvendar seu olhar. Porque tudo o que sinto me ensinou a enxergá-lo e a entendê-lo melhor. Existem dores nele e isso me dói também. Eu sinto que ele precisa se libertar de tudo o que já sofreu e eu sei que ainda não sei tudo. Isso me aflige, mas somente quando ele se abrir para mim é que eu vou poder ajudar como desejo.

— Bella, eu prometo que Theo ficará com você! – Ele me diz intenso e eu o beijo.

— Obrigada. Por tudo. De verdade! – Eu digo para ele e ele sorri para mim.

Ficamos presos ali na nossa bolha por um tempinho.

— Bella, você sabe que podemos cancelar tudo isso. – Mike diz ali perto. Eu e Edward olhamos para ele. — Ainda podemos sair os dois ganhando. Basta que você ...

— Michael Newton, minha noiva não vai casar com você. Desista! – Edward diz sério e penetrante.

— Bom, então espero que vocês tenham muitos filhos juntos, Cullen, pois o Theo não vai estar no meio disso.- Mike diz venenoso e eu vejo uma veia do pescoço de Edward saltar. Eu seguro seu braço.

— Isso é o que veremos Newton. — Edward diz e segura minha mão. Nós passamos por Mike e entramos na recepção do fórum, onde toda a família Cullen já nos espera junto com Emmett.

— Heidi já entregou Theo à assistência social, Ângela e Leah estão com ela na sala de testemunhas. — Ele me diz e se vira para Edward. — Edward, preciso que você vá para lá também. – Edward assente e me puxa para ele.

— Bella, vai dar tudo certo. – Ele diz e eu o abraço.

Nós nos beijamos intensamente e ele se encaminha para o local indicado por Emmett. Eu me viro para meu chefe e amigo.

— Não me deixe perder o meu filho, Emm. – Eu peço aflita.

— Acredite, Bella. Eu não pretendo perder! – Ele diz e sorri para mim. E eu sorrio junto, acreditando nele. – Vamos?

Eu assinto e ajeito minha saia com a mão. Ele se direciona para a sala de audiência e eu o sigo. No caminho eu peço a Deus que olhe por mim e pelo meu filho.

Porque seja como for, eu vou ficar com o Theo.

Notas finais
Eita nós... 4 mil palavras! E aí, gostaram? Tenso né? Minha pretensão é trazer o próximo capítulo no domingo. Torçam aí! Já sabem né?... Me façam feliz! Beijinhos!