Bonequinha de Luxo
9 Coincidências ?
Notas iniciais
— Bella?! Está me ouvindo? — Uma voz masculina e conhecida fala próximo a mim, mas eu ainda estou muito absorta para responder. Sinto um leve aperto em minhas mãos — Ela está muito fria, acho que a pressão baixou de vez com o susto. — A voz masculina diz e eu percebo que me sinto muito confortável com ela tão perto de mim. Isso é normal?
— Eu não acredito que estão processando ela. Isso é uma calúnia das grandes! — A voz do meu chefe repercutiu um pouco distante de mim me trazendo um norte. Processo. Mike newton me processando. Para me tirar a guarda do Theo! Abro os meus olhos num roupante e ouço um suspiro de alivio ao meu lado.
— Bella, como se sente? — Edward Cullen pergunta ao meu lado assim que abro os meus olhos. Ele está segurando a minha mão ainda num gesto totalmente inesperado para mim. Do nada me vem a lembrança de que suas mãos já estiveram nas minha numa situação completamente diferente. Nas minhas mãos e em todo o meu corpo. Eu coro violentamente e tiro minha mão da sua.
— Estou bem! — Digo com voz fraca e tento me ajeitar. Estou inclinada no sofá da sala de meu chefe. Edward está sentado no sofá rente ao meu corpo e Emmett está sentado numa poltrona ali perto. Eu passo a mão pelo meu rosto e cabelo para despertar e me sento devagar. Minha cabeça dói.
— Você desmaiou, Bella. Acreditamos que foi sua pressão que caiu. — Emmett diz num tom preocupado e eu o olho. — Você nos deu um baita susto – ele diz e me estende um copo com água — Tome um pouco, deve ajudar.
— Me desculpem! — Eu digo envergonhada pelo que aconteceu, mas também pela proximidade perigosa entre o meu corpo e o de Edward. Como ele consegue este poder sobre mim?
— Ei, não precisa se preocupar. Queremos que fique bem! — Meu chefe me diz e sorri. Dou um meio sorriso e baixo meu olhar bebendo um gole de água. Não consigo encarar Edward.
— Está tudo bem mesmo? — Ele então pergunta e sou obrigada a olhá-lo para lhe responder.
— Sim, senhor Cullen. Desculpe o transtorno. — Eu digo e ele me prende em seu olhar indecifrável.
— Não se desculpe. A culpa parece ser de um tal de Michael Newton. — Ele diz de forma fria e eu estremeço com um olhar confuso. — Nós lemos a intimação, para entender o que houve.
— Ah... certo – eu digo e baixo o meu olhar para o envelope na mesinha em frente ao sofá. Meus olhos marejam.
— Bella, sabemos que isso é uma calúnia. Em que posso ajudar? — Emmett diz e eu o olho – Sou advogado, Bella, porque não me pediu ajuda?
— Eu... — Eu começo e respiro para ganhar fôlego – Eu tenho a guarda do meu filho. Passei pelas etapas todas até essa última semana. Mike nunca quis a guarda, não sei porque ele vem do nada agora com essa mentira para fazer isso. Ele nem vê o menino! — Eu digo desesperada e me levanto do sofá.
— Eu vou te defender neste processo e tudo vai ficar bem, ele não tem como provar essa mentira. Isso só vai causar desgaste judicial para você, mas você não vai perder o seu filho. — Emmett diz com segurança e eu o olho confiando em suas palavras.
— Você fará isso por mim? — Eu digo emocionada.
— Claro, Bella. Somos amigos, afinal! — Ele diz alegre e eu dou um sorriso tímido. Edward pigarreia.
— Se precisar de minha ajuda em qualquer coisa, também estou à disposição. — Ele diz se levantando também. Oi? Eu ouvi direito? Acabo arregalando os olhos – Estou aqui para qualquer coisa que precise. — Ele completa e sinto meu corpo reagir frente às possibilidades de significados desta frase.
— Obrigada senhor Cullen! — eu digo tímida.
— Bom, amanhã eu quero que você me traga toda e qualquer informação sobre seu ex... — Emmett diz e hesita.
— Namorado. Moramos juntos por um curto tempo, mas nunca oficializamos nada.
— Certo. — Ele assente – E todos os documentos da criança e seus para respondermos este processo e, se quiser, podemos abrir outro por calúnia e difamação com danos morais – Ele diz divertido. Eu sorrio com a possibilidade de processar Mike.
— Eu não sei se é necessário. Não quero briga, só quero o meu filho comigo e paz para criá-lo. Só isso! — Eu digo e ele assente. — Bom, mais uma vez me desculpem o transtorno. Eu vou voltar ao meu posto de trabalho. — Eu digo encabulada.
— Nada disso, está liberada por hoje. Vá para casa e descanse para amanhã. — Meu chefe diz sério — É uma ordem! Vou ficar com este documento para começar a escrever. — Ele diz e eu assinto.
— Até amanhã então, Sr McCarty! Até mais, Sr Cullen! Muito obrigada pela ajuda. — Eu digo saio da sala deixando os dois para trás.
Respirando um pouco aliviada, mas ainda tensa, eu mando uma mensagem para minhas amigas contando o que aconteceu e vou para casa ficar com meu filho. Estar com Theo agora é tudo o que eu preciso. Quando estou no elevador e aperto o botão do térreo, alguém segura a porta e entra. Eu estou de cabeça baixa fechando a minha bolsa, mas pelo perfume eu já sei quem é. Este cheiro está gravado em minha memória.
Nossos olhares se conectam quando eu ergo minha cabeça. Ele tem um sorriso torto nos lábios. Ah! Aqueles lábios que passearam em meu corpo de forma quente e intensa a quase uma semana. Só de olhá-los as lembranças se acendem e o meu corpo começa a despertar sensações. Eu coro e desvio o meu olhar.
— Não se envergonhe, eu também sou arrebatado por lembranças daquela noite quando te encontro. — Ele diz com a sua voz quente. Ele se inclina na minha direção e aspira o ar próximo a mim. — Quando sinto o seu cheiro, então, meu corpo desperta totalmente. Você lembra como eu fiquei naquela noite, não é mesmo? — Ele diz e eu não resisto em olhar para sua virilha. Lá está uma semi-ereção despontando. Eu engulo seco e sinto meu rosto ser levantado pela sua mão em meu queixo. — Gosta do que vê? — Eu coro violentamente com sua pergunta, mas também com proximidade perigosa que ele está do meu rosto.
Daqui eu sinto seu hálito bater em meu rosto. Ele olha a minha boca com desejo por alguns instantes e se afasta lentamente com um meio sorriso nos lábios. Eu desvio o meu olhar dele me sentindo frustrada por não conseguir me controlar perto dele. Quando o elevador para no térreo, ele toca em meu braço.
— Acho melhor eu te levar. Você teve uma queda de pressão, pode ter outra na rua. É perigoso. — Ele diz e aperta o botão da garagem. Enquanto eu o encaro, o elevador se fecha.
— Não quero atrapalhar, estou bem, não se preocupe. — eu digo apertando o térreo novamente.
— Não me atrapalha e não posso deixar de me preocupar. Não posso deixar minha mãe sem sua melhor aluna e nem meu melhor amigo sem sua secretária — ele diz e eu fico ainda mais envergonhada com suas palavras. Simplesmente o encaro até que o elevador se abre novamente. — Vamos? Meu carro está logo ali, você ainda lembra dele? — Ele diz e sorri torto enquanto eu passo por ele para sair do elevador.
Deixo que ele me conduza, apesar de já ter identificado o seu Volvo negro e reluzente. Ele abre a porta para mim e sinto um deja vu intenso. Balanço a cabeça para espantar as lembranças enquanto ele dá a volta para sentar ao volante.
— Onde você mora? — Ele pergunta assim que saímos do prédio.
— Pilsen. Próximo ao rio — Eu digo e ele assente.
— Quando chegarmos lá você me direciona – ele diz e é minha vez de assentir.
Seguimos a viajem em silêncio. Um silêncio constrangedor para mim. Em determinado momento ele liga o som num blues baixo e aconchegante que logo me relaxa enquanto olho a cidade passar pela minha janela. Assim que entramos em meu bairro, eu lhe dou as coordenadas do meu endereço. Em poucos minutos ele estaciona na única vaga que há na frente da minha casa, que está vazia pois eu não tenho carro.
Antes que eu diga algo, ele sai do carro e logo abre a porta para mim. Levo um segundo a mais para me levantar e sair. Logo ouço o som dos grunhidos mais lindos do mundo. Theo está no colo de Heidi na varanda comendo alguma fruta. Quando ele me vê agita os bracinhos e perninhas. Eu esqueço tudo ao meu redor e vou até ele trazendo para meus braços.
— Oi Heidi, oi coisa linda da mamãe, você está comendo amoras é? Que delícia meu amor! — Eu digo para meu pequeno e logo sinto uma presença atrás de mim. Oh meu Deus, esqueci do Cullen!
Theo encara o rosto desconhecido de Edward e eu me preparo para um berreiro daqueles. Theo não tem muita referência com figuras masculinas. Por não ter o pai e o avô presentes em sua rotina e só ter mulheres a sua volta, ele não aceita bem figuras masculinas quando muito próximas. Toda vez que um homem se aproxima ele abre um berreiro. Porém, desta vez isso não acontece. Theo fica encarando o desconhecido curioso, como quando ele descobre um brinquedo novo. Sua atenção se detém nos cabelos loiros escuros de Edward.
— Hã... — Eu digo para Heidi – Este é Edward Cullen, filho do dono da empresa e amigo do meu chefe. Ele me deu uma carona. Esta é Heidi...
Porém me silenciei quando vi Heidi se jogar num abraço carinhoso e maternal nos braços de Edward Cullen. Ok... alguém pode me explicar?
— Menino Edward! Quanto tempo! Você está ainda mais lindo, meu filho! — Eu fico cada vez mais confusa aqui.
— Heidi! Quanto tempo mesmo! Minha mãe havia me dito que você tinha se aposentado. — Ele responde com um sorriso genuíno, totalmente diferente de qualquer outro sorriso que eu já tenha visto em seus lábios. Ele parece um garoto realmente.
— Eu realmente me aposentei, mas sua mãe me pediu ajuda para esta jovem e este pequeno por quem me apaixonei, então não pude recusar. — Ela diz e ambos se viram para mim e Theo, que ainda está encarando Edward e seu cabelo diferente. — Ah menina Bella! — Ah sim, ela lembrou de mim, que bom!
— Acho que a Bella está meio confusa sobre nós Heidi. — Edward diz divertido, rindo da minha cara de espanto. — Então este é o menino que te convenceu a sair da aposentadoria quando eu não consegui... — Ele diz olhando e sorrindo diretamente para o Theo que ri para ele. What? Theo riu para ele, que acabou de conhecer? Esse dia realmente tá muito confuso.
— Venham meus filhos, vou explicar as devidas partes a cada um – Ela diz apontando a minha casa – que tal um café com canela e creme? Engraçado como você dois tomam o café do mesmo jeito. — Ela diz rindo e se direcionando para casa segurando o braço do seu ‘menino’. Para minha casa. E ninguém me perguntou se eu queria que ele entrasse nela. Affs!
Eu entro logo atrás dos dois com meu filho se remexendo no colo para ir para o chão. Uma vez que eles aprendem a andar, adeus colo de mãe. Eu o coloco no tapete da sala com seus brinquedos ao redor. Heidi indica um asseto na bancada da cozinha para Edward e se encaminha para o fogão. Eu me sento ao lado dele.
— Sua casa é aconchegante. — Ele me diz e sorri torto. — Espero que não se importe, faz tempo que não nos vemos e Heidi é uma pessoa importante.
— Obrigada! Sem problemas, ela também é muito importante para mim e esta casa também é dela. — Eu respondo e retribuo o sorriso. — Mas de onde vocês se conhecem afinal? — Eu pergunto
— Você lembra, menina, que foi dona Esme que nos apresentou. — Eu assinto — Pois bem, eu trabalhei para ela por muitos anos...
— Claro, você trabalhava para ela! — Eu digo espantada e encabulada de não ter ligado logo os pontos. Heidi havia sido babá dos filhos de Esme, ou seja, de Edward também.
— Heidi cuidou de mim desde que me entendo por gente. Aos seus cuidados, sempre fui um garoto feliz. E quando ela nos deixou, minha vida não foi tão boa. — Ele disse e de repente senti que ele ficou meio sombrio.
— Ei, menino. Não diga isso. Olha só como você está! Tão lindo e ainda mais charmoso. Eu sei muito bem o que anda aprontando com as mulheres. Você vai tomar juízo quando? — Heidi diz com a mão na cintura enquanto prepara nossa bebida.
— Quando eu tinha você para me orientar, estava tudo bem. Mas agora eu não me iludo mais, sou eu quem as iludo – Ele diz e ri sarcasticamente. Então ele foi ferido e por isso não se envolve mais? Hum, não posso culpá-lo totalmente então.
— Ah Deus, dá juízo a esses jovens de hoje! — Heidi diz trabalhando — Você, é nessa vida promíscua, Bella, é não se envolvendo com ninguém... tsc, tsc – Ela diz balançando a cabeça. Eu e Edward nos entreolhamos – Pelo menos a Bella teve alguma diversão esses dias, quem sabe este homem não conquista seu coração... — Ela diz e eu coro.
— Heidi! — Eu digo encabulada. Se ela soubesse! — Eu já disse que não vou encontrá-lo mais. Foi só uma noite. Fim da história! — Eu digo querendo cortar o assunto.
— Ah, mas você chegou aqui tão radiante no sábado, podia jurar que tinha até se apaixonado! — Heidi diz colocando duas canecas de café com canela e creme na bancada para mim e Edward. — Você precisava ver o brilho que ela estava, filho! — Heidi diz e se afasta.
Edward me olha maliciosamente e desenha um sorriso safado em sua boca. Ah que boca! Eu sinto meu rosto pegar fogo e meu corpo se contrair. Heidi não podia ter feito isso!
— Ela está exagerando... você a conhece né? — Eu digo e me escondo atrás da minha caneca como uma covarde. Heidi pega Theo para trocar a sua fralda suja no andar de cima.
— Sim... mas ela não mente. Exagera, mas não mente. — Ele diz me olhando intensamente – Mas devo admitir que também acordei radiante no sábado, tive uma noite maravilhosa... — Ele se aproxima do meu rosto e eu me sinto hipnotizada pela sua boca — Tão maravilhosa que eu acredito que ela mereça uma repetição. — Ele diz e antes que eu processe suas palavras ele roça os lábios nos meus.
O beijo é quente. Ele já me invade com sua língua antes mesmo que eu pense em impedir, e explora cada canto de minha boca com precisão e urgência. Eu sinto sua mão na base da minha coluna e a minha alcança sua nuca. Tão rápido como começa, o beijo termina e enquanto eu me recupero ofegante, nos encaramos intensamente.
Antes que digamos algo, Heidi desce as escadas com meu pequeno nos braços brincando com um chocalho. Nós nos afastamos rapidamente e tentamos fazer cara de paisagem. Que no meu caso nunca dá muito certo.
— Eu falei bastante, mas ainda não entendi como vocês se conhecem? — Heidi pergunta colocando meu menino no chão. Eu engasgo com o café e começo a tossir. Edward me olha divertido e eu fico roxa de vergonha.
— Minha mãe, Heidi. — Ele diz – Fiz uma palestra para a disciplina de minha mãe e ela nos apresentou. Depois nos encontramos no escritório de um grande amigo meu, Emmett. Ele é um dos advogados da empresa do meu pai e é o chefe de Bella. Hoje eu dei uma carona a ela na hora que ela estava saindo.
— Ah sim, nossa! Que coincidência! — Heidi diz satisfeita. — Bella é uma menina de ouro, eu a amo como a uma filha! — ela completa carinhosa e eu a fito emocionada. Heidi se tornou com uma mãe para mim e eu a amo muito também.
— Dá para perceber o amor que uma tem pela outra. — Ele diz reflexivo e eu o olho. Seu olhar é sincero e intenso, e isso me deixa confusa. — Bom, acho que eu vou indo, já abusei demais aqui. — Ele diz e se aproxima de Heidi – Foi muito bom revê-la! Será que posso manter a oferta de antes para você trabalhar para mim ou eu perdi para a Bella? — ele diz brincalhão. Ah Deus, como este homem me deixa confusa! Eu nunca me imaginei vendo este outro lado dele.
— Na verdade, você perdeu para o Theo. Foi ele quem conquistou este coração velho! — Ela diz rindo e abraça Edward. Theo observa a cena e então abraça a perna de Edward, imitando Heidi. Eu fico paralisada. Desde quando ele é tão espontâneo assim?
— Oh, parece que o Theo gostou de você, meu filho. — Heidi diz se inclinando para carregar meu filho. — Este é o Theo, Edward. Filho da Bella. — Ela os apresenta. Vejo Edward ficar meio sem graça e desajeitado. O poderoso Cullen desajeitado com um bebê! Realmente este dia está totalmente atípico!
Theo se joga para os braços de Edward que arregala os olhos. Eu tenho o vislumbre de desespero em seu olhar e percebo que talvez ele nunca tenha segurado uma criança no colo. Theo se agarra ao paletó dele e eu vou em socorro de Edward já que Heidi começa a gargalhar da reação de ambos.
Eu pego meu filho que está a todo custo tentando se agarrar naquela pessoa nova. Ele ainda se estica um pouco e Edward segura suas mãozinhas e as balança tentando distraí-lo. Funciona, pois Theo começa a rir da brincadeira. Ficamos uns minutos assim até que Edward se despede e eu o levo até a porta.
— Obrigada pela carona! — Eu digo ajeitando Theo em meu braço esquerdo.
— De nada, foi um prazer ter a sua companhia. Sempre é um prazer ter você por perto. — Ele diz me penetrando com o olhar e eu coro. Porque ele faz isso?! O semblante dele muda um pouco – Deixe Emmett cuidar do caso da guarda, ele é ótimo com isso. — Eu assinto sentindo um bolo se formar em minha garganta ao lembrar deste assunto. Desvio o meu olhar e percebo um envelope pardo no degrau da varanda. Eu franzo o cenho.
Edward percebe o tal envelope e pega para mim. Eu peço para que ele abra pois Theo já queria rasgá-lo e ele retira o conteúdo. Meus olhos se arregalam e Edward trinca os dentes.
Ali estão diversas fotos da noite do meu aniversário, mostrando o meu vestido totalmente sexy, eu beijando alguns caras e a primeira de todas mostra quando eu entro no carro de Edward quando saímos. Do lado de fora do envelope, tem escrito “evidências de prostituição”. Eu encaro Edward que tem uma máscara de ódio formada em seu rosto enquanto no meu rosto há puro pavor.
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