Bon Appetite
18 Penúltimo Capítulo
Notas iniciais
Naquele dia, levei Amanda para jantar na minha casa. Meus pais ficaram muito contentes pela visita, fizeram o melhor jantar que puderam.
Mais ao final da tarde, quando já estava ficando escuro, ficamos eu, ela e Cauã no meu quarto, jogando conversa fora e tudo mais.
– Bom galera, tenho que ir, ok?
– Tchau Cauã!
Amanda disse rindo.
– Não aprontem na minha cama!
E saiu fechando a porta.
Eu ri.
– Pode deixar.
Amanda estava deitada no meu colo, eu estava fazendo cafuné nela.
– Sabe o que é melhor que seu cafuné?
Me perguntou se virando e ficando de frente pra mim.
– Não.
Sorri.
– Seu beijo.
Olhei para o lado, admito, um pouco envergonhado.
Então a beijei, mas parecia que ela não se contentava com aquilo. Suas mãos, sua boca, necessitavam mais.
E mesmo tentando fazer tudo para agradar durante o beijo, ela queria mais.
– Amanda, calma...
Ela parou e me olhou, por longos sessenta segundos.
– Mas eu quero.
Continuou a me olhar.
– Não sei se estamos prontos pra isso...
– Nunca estamos, né Caio...Pra nada.
Então olhei para a minha carteira, na beirada da escrivaninha.
Me estiquei e peguei ela.
– Tem uma foto de família na carteira?
Eu olhei pra ela, com um sorriso meio envergonhado.
– Tenho uma camisinha também. E aí?
Ela sorriu e voltou a me beijar. Um tempo depois entramos de baixo das cobertas, estava um dia frio, gostoso estar junto assim dela.
E assim, Amanda Oliveira tirou minha virgindade.
Depois disso nunca mais nos falamos, perdemos o contato. Não quisemos mais.
Pelo menos da parte dela. Procurei ela nos dias seguintes a isso, mas ela não me respondia, nem atendia as minhas ligações.
Uma semana depois e Romano pediu para que eu não tentasse mais falar com ela, pois estava me machucando.
Um mês e apaguei o contato dela da minha agenda.
Dois meses e não conseguia mais ouvir o nome "Amanda".
Três meses depois, foi a minha formatura do terceiro ano, finalmente. Naquele dia eu fiquei e transei com outra garota, mas ainda sim, não era nada como Amanda Oliveira.
Seis meses depois, e eu ainda sentia o cheiro dela, a textura da pele dela, e toda vez que eu sentia seu cheiro, ou lembrava de como era toca-la, lembro- me de ficar mal e falar com Gabriel sobre isso.
Um ano, cercado por todos os meus amigos namorando e o rosto dela ainda surgia na minha cabeça.
Alguns anos depois, numa conversa de bar, me falaram um pouco sobre ela, que ela tinha seguido em frente, estava namorando firme e forte e tudo mais.
Assim, acabou uma parte desse romance, sem mais, sem menos, sem mimimi, ela apenas foi embora.
E lá se foram os três melhores meses que já tive.
Fale com o autor