Bon Appetite
9 Capítulo 9
Notas iniciais
– Vamos?
– Claro.
A viagem foi longa, ele foi tentando me dar uma espécie de dicas para ficar com a Amanda.
Chegando lá eu liguei para ela, eu precisava de um convite para entrar, ela disse para eu esperar lá fora.
E lá fora, eu fiquei olhando para os outros convidados, eles estavam com fantasias, estavam todos com fantasias.
Logo vi Amanda saindo da casa, ela estava com algo parecido com um pijama, branco e azul. Ela correu até mim e me abraçou, depois me deu um selinho.
– Oi Manda.
– Que bom que você veio!
– Cadê a fantasia dele?
A amiga dela perguntou logo atrás, com uma fantasia de Batgirl, saia rodada, cinto de utilidades e até capa, mas ela estava de tênis, um All Star preto de cano alto. Ela também usava uma máscara, que só me deixava ver seu nariz e sua boca, com um batom vermelho forte.
– Ah, é verdade...Eu não te avisei que era á fantasia?
– Não.
– Bom, me desculpa então.
– Tudo bem.
Ri.
– Ah, essa é a minha amiga...A Belly.
– Oi Belly.
Ela tirou a máscara.
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1- Belly era a melhor amiga de Amanda, era do tipo de garota que não gostava de namorar, e também o tipo de amiga que estava sempre lá para reclamar dos novos ficantes e namorados da amiga. Mas tudo bem, ela era engraçada, irônica e totalmente insana. Gostei dela de primeira, podíamos ser ótimos amigos.
– Bom, tem mais alguns amigos meus lá dentro então...Vamos lá.
Entramos na casa, estava tocando música eletrônica, tinha muita bebida, também tinham muitas drogas, mas eu estava lá apenas para sair com a Amanda.
– Olha, esses meus outros dois amigos são a Lú e o Jou, por favor não pergunta se ela é lésbica, porque ela é, então se não quiser levar um fora, não pergunta. Ah, e tem o Jou, né? Não espere muito papo dele, provavelmente vai ficar puxando um baseado durante toda a festa.
Chegando lá nós os encontramos, estavam sentados em uma mesa, no quintal da casa, perto da piscina, bem onde ficaríamos durante a festa.
– Caio, estes são o Jou e a Lú.
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1- Jou e Lú eram mais dois dos amigos de Amanda, não tenho muito o que falar deles, além de que eles são tão legais quanto a própria Amanda.
– E aí Caio?
– Oi, Lu...íza...Acertei?
– Sim sim, mas não se preocupe em me chamar assim, pode ser só Lu mesmo.
– Oi cara.
– Oi Jou.
Sentei em cima da mesa com eles.
– Bom...Quer beber alguma coisa? Vou buscar um copo.
Belly me perguntou. Olhei para Amanda, nervoso, eu nunca tinha bebido na minha vida.
– Seu namorado é muito estranho Manda.
– Ele não é meu namorado e...Eu sei, mas calma...
Olhou para mim.
– Você não quer nada?
– Eu nunca bebi na minha vida, não sei nem o que pedir.
– Belly, trás uma Vodca pra ele! Você vai gostar, confia em mim.
Passei um tempo jogando o papo fora com a Amanda, até que a amiga dela me entregou o copo.
Dei o primeiro gole, sinceramente, não gostei do gosto de primeira, mas depois que eu comecei a tomar mais alguns copos o gosto foi ficando interessante.
– E do que você esta vestida?
– Menino do pijama listrado.
Riu.
– Legal.
– Af, vocês dois são muito bobos, vocês dois estão com vontade, por que não se beijam logo?
– Isabelly!
– O que?! É verdade!
Comecei a rir e olhei para Amanda.
– Ela está certa.
– Hã?
– Ela está certa, nós dois estamos com vontade.
Amanda sorriu e ficou me olhando, então já que essa era a minha deixa, eu a beijei.
– Uhuul!
Belly comemorou.
– Bom galera, tem um carinha ali me secando, e eu vou dar uma chance pra ele, então...Tchau! Volto depois.
Depois de um tempo, conversando, ficando com Amanda e bebendo, eu comecei a ficar meio tonto, resolvi sentar no chão e ficar conversando com Amanda.
00:30 – Estava tudo bem, só meio tonto, mas estava suportável, desde que eu ficasse no chão.
1:00- Belly voltou, com bebidas diferentes e se sentou comigo e com Amanda no chão e ficamos conversando sobre as nossas vidas, fui conhecendo mais um pouco sobre as duas encantadoras meninas de cabelos azuis.
1:30- Comecei a me sentir enjoado, não era pouco enjoado, era muito, incrivelmente enjoado e eu estava tentando ficar afastado de Amanda, para não vomitar nela.
1:50- Vomitei bem do lado dela, ela não escondeu que ficou com muito nojo, fiquei perto do gramado para continuar a vomitar. Ela colocou as mãos nas minhas costas e ficou do meu lado. Depois parei um pouco e me sentei direito no chão.
– Mas ele tá bem?
Belly perguntou para Amanda.
– Eu não sei.
Vomitei mais um pouco.
– Não, eu não estou bem.
Elas se olharam.
– Bel, eu não sei o que fazer.
Belly olhou ao seu redor.
– Já sei, me ajuda a levar ele para borda da piscina.
Elas me ajudaram a levantar e me colocaram bem perto da piscina.
– Caio, bebe essa água.
Amanda disse. Isabelly a olhou com uma cara estranha, como se dissesse "Essa é sua ideia?".
– Assim demora muito.
Ela mergulhou minha cabeça dentro da água.
– Você está maluca?!
Essa maluca me mergulhou dentro de uma piscina, sabendo que eu estava extremamente tonto e cheio de náuseas, assim que consegui voltar para a superfície olhei para ela, eu estava realmente muito bravo.
– Eu estou ajudando o seu namoradinho a ficar bem! Olha só...Caio, você está bem?
Eu queria a ignorar, mas era a melhor amiga de Amanda, e não seria legal ser um babaca com ela.
– Tô.
Na verdade eu estava mesmo, algo naquilo tinha me feito ficar menos tonto.
– Está...?
– Estou bem melhor Isabelly, valeu.
Ela sorriu e olhou para a amiga.
– Vamos lá pra frente Caio, seu irmão deve estar chegando.
Ela me acompanhou até á frente da casa. Lá tinha um gramado bem fofo e bem macio, elas se sentaram lá, me sentei ao lado de Amanda.
– Quer se deitar?
Me perguntou.
– Quero.
Ela me deixou deitar minha cabeça no seu colo, e ficou mexendo no meu cabelo, conversando com a amiga.
– Ele dormiu?
– Acho que sim.
Riu.
– Ele é legal.
– É fofinho dormindo.
– Af, você gosta dele, credo...
– Ele é mais interessante do que parece.
Continuei fingindo que estava dormindo, eu sei que era errado escutar a conversa delas, mas até que era bom ouvir Amanda me elogiando e fazendo cafuné na minha cabeça.
– Ah é? Como assim?
– Ah, ele escreve sabia?
– Grandes coisas...
– Ele estuda lá no Dom Pedro, e ainda por cima é alamar.
– E daí?
– E daí que ser alamar no terceiro ano do ensino médio, lá no Dom Pedro é muito difícil...
– Ou seja...?
– Ele é muito inteligente.
– Tá, vocês fazem um casal bonitinho, eu confesso.
– Eu sei.
– E ele é ruivinho, é gatinho.
Riram.
– Você não viu nada, o irmão dele também é.
– Ah...O ex da Bruna?
– É...Ela disse que ele é um bobão, mas ele é gente boa, sabe? Não sei porque ela foi tão grossa com ele.
– Hormônios...
– Pois é...Mas voltando a família, a irmã gêmea dele...
– Pera, gêmeos? Ruivos? Homem e mulher? Não é uma coisa que vemos todos os dias.
Riram.
– Pois é, gosto muito dela, conheci ela num evento literário faz um ano, mais ou menos, daí surgiu a grande ideia de apresentar nossos irmãos.
– E na eventualidade de um pedido de casamento falido...Surgiram vocês dois, certo?
– Sim...
– Ah não amiga! Para de olhar pra ele!
Riu.
– Mas é tão bonitinho! Ah amiga, você sabe como eu sou...
– Se apaixona fácil...
– Será que vai dar em alguma coisa?
– Não sei, mas se der...Não vai me abandonar, hein?
– Não vou te abandonar nunca!
Ela se alongou para dar um abraço na amiga. Me ajeitei no colo dela, coloquei uma de minhas mãos perto de sua coxa.
– Heita! Haha...
Ouvi um carro parando bem perto de nós.
– Ei! Mané! Vem cá!
Era meu irmão, mas não me levantei.
– Ele está dormindo!
Ouvi a porta do carro bater.
– Ai meu Deus, como a Bruna terminou com esse cara?! Se ela não quer pode me dar!
– Para Isa!
Riu. Meu irmão chegou mais perto.
– Oi Amanda.
– Oi, e aí?
– E aí? Como sua irmã está?
– Bem, acho...E você?
– Tô vindo buscar meu irmão numa festa — Riu — Ele bebeu?
– Se eu disser que sim vai dar algum problema?
– Não — Riu — É só porque está meio óbvio.
– É...Então...Ele vomitou um pouquinho e tudo...
– "Um pouquinho"...
Riu Belly.
– Ok, muito...Mas ele está bem.
– Ok Amanda, obrigada por cuidar dele.
Meu irmão me ajudou a levantar, passou meu braço por cima de seu pescoço.
– Tchau Amanda...
Falei bem baixinho, já chegando no carro.
– Ele disse tchau!
Ouvi ela rir de novo, então meu irmão me colocou no banco de trás.
– Ele está bem?
– Nada que uma ducha fria não resolva.
Era a voz de um homem, provavelmente do amigo dele, César, que morava lá perto de casa, e por isso meu irmão devia estar o dando carona.
Mas eu não queria saber de quem era a voz, eu já estava cansado, comecei a dormir.
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