Bon Appetite

16 Capítulo 16


Notas iniciais
Meus lindos e minhas lindas, me desculpem a demoraaaa, além de estar trabalhando em outra fanfic, estava viajando e as aulas voltaaaram, kkk...Me desculpem mesmo, o próximo não vai demorar tanto

No sábado acordamos mais tarde, eu estava com dor de cabeça, mas não me lembrava de ter bebido, nem batido com a cabeça.

– Cauã?

Ele não respondeu apenas cobriu o rosto.

– Certo.

Fui para a cozinha.

– Bom dia!

Gritei.

– Cala a boca.

Minha irmã respondeu.

– Bom dia Caio.

Depois meu pai.

– Bom dia.

Milena...

– Bom dia meu filho.

Minha mãe botando mais um prato de comida na mesa.

– Sua mãe quer ir ao clube hoje, mas sua irmã está chata, quer ir?

Meu pai perguntou.

– Não é melhor deixar para amanhã?

Ele olhou para minha mãe.

– Boa ideia Caicai!

Ela sorriu e passou a mão na minha cabeça.

– Pelo amor de Deus...Não me chama de Caicai mãe...

Fez cara de brava.

– Quando vocês eram mais novos eram mais legais.

Marcela riu.

– Te chamou de chato!

Olhei rindo forçadamente.

– Ela também te chamou... Cecela.

Agora Milena riu.

– Poxa...Cela até que vai, mas...Cecela?

Gargalhou.

– Vai se... — Olhou pra minha mãe — Catar coquinho...

Depois de um tempo meu pai e minha mãe saíram da cozinha.

– Guillermo?

Milena perguntou.

– Gabriel?

Minha irmã retrucou.

– O Guillermo é legal poxa...

– O Gabriel também.

– Me escuta aqui...O Romano nunca vai ser pegável...Tipo...Jamais...

– Sem querer ser intrometido, mas o meu amigo é muito legal e muito pagável sim...

As duas pararam e me olharam confusas.

– Ham?

– Oi?

– Calma...Mesmo que ele não seja lá um Deus grego...O Romano sempre é muito gentil com as meninas, sempre bem chato, mas isso é de natureza, mas nunca vi o Romano ser babaca com uma garota, em vários anos de amizade...

– Eu acho ele gato.

– Você ficou com ele.

– Eu só fico com caras gatos Marcela.

– O Guillermo também é gato...

– Mas não fala duas palavras em português.

Meu irmão entrou na cozinha.

– Fecha a porta ali...Ta muito clara essa cozinha.

– A porta está fechada.

Respondi.

– Então desliga a luz.

– Você está do lado do interruptor.

Ele desligou e se sentou.

– Não lembro nem da metade das coisas r

Que rolaram ontem.

– Lembra pelo menos de ter beijado a Joanna?

– Que Joanna?!

– Minha...Amiga?

Ele riu.

– Está brincando né?

Continuou a rir.

– Na frente de todo mundo...No fim da festa...

– Não vou cair nessa...

– Chamou ela pra dormir com você...

Então ele notou que eu não estava rindo.

– Espera... É verdade?

– Sim.

– Quem viu isso?!

– Pouca gente.

– A Agatha estava lá?!

Olhei pra minha irmã, que estava segurando um riso.

– Não.

– Ela sabe disso?

– Não sei.

– Merda...

– O que eu digo pra Joanna?

– Ué, nada...Sei lá...É tua amiga.

Minha irmã puxou a amiga e foi para a sala.

Tomei meu café e fui para o meu quarto, voltei para a cama.

Amanda: Caioooo, como a gente faz pra juntar nossos amigos de novo? kkkkk

Eu: Eu faço um grupo, eu add o Samuel e vc a Isa, pode ser?

Amanda: Pooode,kkk

Amanda: Ei, como você está?

Eu: Bem, vc?

Amanda: Ótima, kkk

Eu: Observando o seu "ótima"...

Amanda: É que eu curti ontem.

Eu: Eu curti ficar com você

Eu: Muito

Eu: te abraçar

Eu: Te beijar

Amanda: Ai mds, kkkkk

Amanda: Eu também

Eu: kkk :p

A gente ficou jogando o papo fora, depois criei o grupo e adicionei ela como uma administradora. Depois de um tempo eles começaram a conversar e tenho quase certeza de que foram para o privativo quando calaram a boca.

Algum tempo depois minha mãe me chamou para almoçar e depois do almoço voltei para a cama.

Romano: Ta lembrado da prova de amanhã, né?

E esse foi o meu fim...Comecei a estudar feito um louco até a noite. Até minha mãe entrar no quarto feito uma louca.

– Eu não acredito que você ainda está de pijama!

E começou me arrastar para o banheiro.

– Mãe! Eu estava estudando!

– Eu não ligo, isso é mais que sua obrigação Caio Mendez Lobato! Assim como tomar banho, aliás...Você escovou os dentes hoje?

– Quê?

– "Quê?", bora...Banho e dentes...E anda logo que o jantar ta na mesa.

E depois de tomar o banho e escovar os dentes, fui para a cozinha jantar.

Depois do jantar fui voltar a estudar, até meu irmão desligar a luz e deitar na cama.

– Boa noite.

Arrumei minhas coisas no escuro e fui dormir.

Fui acordado no dia seguinte por Marcela.

Me levantei, fui para o banheiro e tomei um banho, eu estava nervoso.

Fui para a cozinha, tomei meu café e voltei para o banheiro, afim de cuidar da higiene pessoal, porque sim.

Depois esperei meu irmão e minha irmã ficarem prontos e saímos de casa.

Entramos no carro e tomamos caminho para a escola.

– Quando a maldit van de vocês volta?

– O Alcides vai alugar outro ônibus, provavelmente até sexta, até o ônibus voltar da oficina.

Falei lendo algumas anotações do meu caderno.

– Tenho que acordar uma hora mais cedo só pra levar vocês para a escola! Sono é sagrado! Não se deve perder nem um minuto, sabia?

Olhei para frente, o sinal havia aberto mas o carro ainda estava parado.

– O sinal está verde.

Voltei a ler.

Meu irmão olhou para Marcela.

– Caio, você está bem?

Olhei para ele, Fechei o caderno e o coloquei na mochila.

– Ótimo, e você?

– Tem certeza?

– Toda, por que?

– Está muito concentrado.

– Eu tenho uma prova difícil hoje, só...

Ele olhou para Marcela novamente, depois voltou a dirigir.

Depois de um tempo chegamos na escola, o portão ainda nem estava aberto, mas já haviam bastante alunos do lado de fora.

– Ow! Caio!

Samuel gritou me chamando para perto do pessoal. Fui até lá.

– Bom dia.

Sorri e abri minha mochila para pegar um caderno e continuar a revisar algumas coisas.

– Caio, a festa foi muito boa!

Samuel falou.

– Claro, você pegou uma garota gata...

Gabriel riu.

– Ele é sempre assim?

Sam perguntou.

– Só em época de provas, você se acostuma.

Juba o respondeu e depois voltou a conversar com Gabriel sobre alguma coisa que não me interessava nem um pouco.

Então um Sargento abriu o portão.

Guardei o caderno e fui para a primeira revista.

– Manicaca.

Manicaca- Quando um bombeiro falava Manicaca você abria o seu casaco e mostrava que estava com a targeta e o distintivo de bolço.

Abri meu casaco e mostrei que estava tudo lá.

– Ok, vaza.

– Bom dia Monitor.

Fui caminhando sem medo de nada até ouvir um Tsc Tsc! Volta aluno!. Olhei para trás olhando para um outro monitor que havia me chamado.

– Cadê sua boina?

Coloquei a mão na cabeça para conferir se ela estava lá.

– Eu...Não sei.

– Bora, anotar.

– Mas monitor...

– Mas mas mas... Vai.

Olhei para a fila quilométrica de pessoas para serem anotadas por um erro no uniforme.

Fui resmungando até o final dela. E então me lembrei que havia deixado a boina no banco do carona do carro de meu irmão, na hora de pegar o meu caderno.

– Af...

– Bon dia Caio.

– Bon?

Perguntei questionando o esquisito sotaque e olhando para trás.

– Por desgracia no pudimos conseguir junto con el português.

Era Guillermo. Inclinei minha cabeça demonstrando não entender nenhuma palavra sequer, pois ele falava muito rápido.

– Ele pediu desculpas, pois não se dava bem com o português.

Tentei usar o máximo de espanhol que eu conseguia naquela hora.

– No hay problema. Buen dia.

– Buen.

Ele sorriu.

1. (http://41.media.tumblr.com/29d2fd17558891bd8a02400d32851959/tumblr_nhevbuozL01t0i5z2o1_500.jpg)

1- Guillermo, não preciso falar muito dele, veio da Espanha, algum dos pais é brasileiro e mora aqui, deve ter mais ou menos a minha idade e bom...Esse é o Guillermo.

Ele elogiou a festa e falou para eu mandar um recado para a minha irmã Quiero, foi o que ele pediu para eu falar. Só não sabia a que tipo de quiero ele se referia, o amo ou o quero.

Depois de mais um tempinho o monitor me chamou, já não era sem tempo, o sinal tocou.

– Caio Lobato, sem boina, terceiro E.

Falei com pressa.

– Calma Aluno...Caio do quê?

– Ai caralho Falei bem baixo Caio Lobato.

– Sem boina, né? Por que?

Aí eu entendi o porque de a fila estar tão grande.

– Esqueci no carro.

Olhei o relógio, dois minutos de atraso, o professor fechava a sala no quinto minuto.

– Foi sem querer?

NÃO PORRA, DEIXEI NO CARRO PORQUE EU QUIS FICAR AQUI PERDENDO TEMPO NESSA FILA ENORME.

– Sim senhor.

Ele me olhou por uns dez segundos.

– Ok.

– Três.

Terceiro minuto.

– Três?

– Nada...Sou do terceiro E, ok?

– Pode ir, não vou te anotar.

Saí correndo, com muita raiva. Normalmente um aluno fica feliz quando não é anotado, mas eu fiquei incrivelmente puto por esperar todo aquele tempo para nada, nem pra valer alguma coisa?! Eu fiquei lá aquele tempo todo para porcaria nenhuma.

Entrei correndo na sala, com a porta quase fechando na minha cara.

– Sinto muito professor.

Joguei minha mochila em minha mesa e olhei para Romano.

– Boina?

Ele perguntou.

– Sim.

Revirei os olhos.

– Caio, pra quê a pressa? A prova é só depois dessa aula.

Samuel afirmou.

– Hã?

Olhei para frente e vi o professor de história.

– Ah, vai se foder!

Gritei, fazendo todos olharem para mim e os meninos rirem.

– Algum problema Lobato?

O professor perguntou.

– Nenhum senhor, perdão.

Ele tomou sua aula, e só então, depois de dois horários, veio a prova, que estava difícil, muito difícil.

Depois disso o intervalo. Fomos para o cantinho, fiquei sentado refazendo as contas do bimestre.

– Vou perder meu alamar.

Eu disse triste.

– Ainda tem a PI Caio, relaxa.

Rafael falou tentando me consolar.

– Para ficar com média oito no bimestre eu teria que gabaritar a Prova Integrada e para isso eu ia ter que ser mais nerd que o Comandante Aluno.

Comandante Aluno- Aluno que possuí as melhores notas do terceiro ano, sendo assim, colégio.

Juba puxou o ar bem devagar e depois soltou tudo de uma vez.

– Está tudo bem, não é o fim do mundo.

– É sim!

E assim foi o resto do meu dia na escola e em casa, reclamando sobre não ser mais alamar.

Notas finais
Galerinhaaaa, primeiro queria agradecer por lerem e acompanharem essa história, amo vocês muito