O branco do nada

E o tudo do escuro

Se confundem muito

Com minha entimação imaginaria

Que dos meus olhos caem lagrimas

Lagrimas impuras e ordinarias.

Pra que elogiar a propria pátria?

Se só encontramos qualidades nas outras

Nossa pátria manchada

Pela vergonha de escravizar seus proprios filhos

e joga-los nas escuras prisões da escravidão

Pátria atormentada e pioneira

De seus filhos explora com afinco

grandezas mil menos mil este é o nosso Brasil.

De século a século de derramamento de sangue

E puro preconceito com os afro-descendentes

De geração em geração vitimas foram da escravidão

De indios a escravos

Da exploração de seus espaços

Hoje nossa pátria varre pra debaixo do tapete toda sua imundicie incipida.

De algozes a patrões

De livres a escravos

Esse é o nosso povo amado

De uma pátria falsa e idolatrada chamada Brasil.

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