Bola demolidora

14 Episódio 14 - Garota má.


— É claro que é uma emergência, moça! — Falava Fátima ao telefone fixo. E repassava todos os dados necessários. — Eles vão vir logo, Miguel você vai ficar bem! — Falava Fátima enquanto abraçava o irmão. E assim a ambulância chegava e levava ele pro pronto atendimento, Fátima também ia com eles… Chegando no hospital ele era atendido em estado grave. “Meu Deus, será que eu o matei?” Pensava Fátima preocupada.

Heitor para variar, combinava de se encontrar com uma mulher, aquela que ele havia conhecido no restaurante.

— Obrigado por vir. — Dizia Heitor enquanto recebia a garota misteriosa em um motel que eles tinham combinado, ela se chamava Natalie.

— Imagina Heitor, o prazer é todo meu! — Dizia Natalie. E assim os dois ficavam um tempo na cama.

— Você é muito linda, sabia? — Dizia Heitor enquanto começava fumar com ela.

— Obrigada, você também, imagino que tenha namorada.

— Não, claro que não. — E assim os dois se beijavam e em seguida transavam.

Os pais de Fátima tinha que voltar para ver o filho e no hospital faziam companhia a Fátima.

— Como ele está? — Perguntava sua mãe.

— Eu não sei os médicos não dizem nada. — Explicava Fátima.

— Mas o que exatamente aconteceu? — E nisso o médico interrompia chegando informando o quadro do garoto.

— Boa noite, parece que o Miguel teve uma overdose por medicamentos, e não resistiu, eu sinto muito! — Dizia o médico já se retirando enquanto os três caiam no choro e no desespero.

— A culpa foi sua!!!! — Gritava a mãe apontando para a filha. Ela não tinha escolha se não sair chorando dali e voltava para sua casa a pé mesmo.

Após ouvir o chamado da amiga, Cristina vai na casa dela tentar acalmá-la, quando Cristina entrava, as duas iam para o quarto de Fátima para conversarem mais a vontade, foi quando ela contou tudo.

— Mas amiga, se você não tem culpa, não tem porque está assim! — Dizia Cristina.

— Acha mesmo que não tenho?

— Não, claro que não. O médico mesmo disse que foi por causa de drogas, então se eles estava usando isso poderia morrer em qualquer lugar.

— Eu também acho, estou apavorada. — Nisso os pais de Fátima chegavam e pedia para que Cristina se retirasse.

— Sim senhora... Fica bem amiga! — E assim Cristina saía. Com isso, a mãe de Fátima pede desculpas pelo descontrole.

— Filha, sei que não tem nada a ver, me perdoe!

— Ok, eu sinto muito por ele, era meu irmão, e eu o amava.

— Claro, todos nós! — E assim as duas se abraçavam fortemente. — Minha filha, eu queria que você fizesse um estágio na construtora. Estamos precisando de alguém e essa vaga é ideal para você, principalmente por estar estudando Arquitetura. Isso vai te ajudar muito. — Concluía sua mãe.

— Sério mesmo, mamãe?

— Claro, querida.

— Eu super aceito, sempre quis trabalhar na construtora, com certeza irei aprender muito! — Falava Fátima enquanto abraçava sua mãe.

Ainda a noite, Theodoro ia na casa de Daniela se encontrar com sua amada a Cristina. E os dois ficavam na sala conversando.

— Mas que horror tudo que aconteceu! Eu não gostava dele, mas também não era pra tanto. — Dizia Cristina.

— Sim. Ele me dizia que usava coisas pesadas, mas nunca imaginei que… — Theodoro interrompia seu pensamento enquanto se lembrava de um episódio em que Gustavo era o que fornecia drogas para Miguel. — Preciso falar com Fátima. — Dizia ele, dando um beijo em Cristina e se retirando daquela grande mansão.

— Mas espera aí… Eu ein. — Dizia Cristina sem entender a pressa.

No dia seguinte, exatamente no enterro onde Miguel era sepultado, Theodoro aparecia no local e deseja os pêsames aos familiares e pessoas próximas, quando dizia que precisa falar com Fátima, então os dois se afastavam um pouco das pessoas,

— Oi, pode falar! — Dizia Fátima.

— É sobre seu irmão, quem vendia drogas para ele era o Gustavo, aquele amigo do Heitor.

— Tem certeza disso?

— Absoluta, ele é metido nisso, você sabe, e seu irmão comprava dele.

— Como sabe tantas coisas sobre o Miguel?

— Bom, não importa agora, mas só vim te dizer isso, acho que você merece saber.

— Obrigada! — E assim Theodoro se retirava e Fátima ainda ficava pensativa sobre tudo enquanto via sumindo em direção ao sol.

Enquanto isso Luiza se encontrava com Heitor na faculdade, conforme o combinado.

— Oi amor! — Dizia Heitor enquanto dava um selinho em sua namorada loira.

— Onde você estava ontem? Cansei de te ligar e você não atendia.

— Ah, sabe o que era? É que tinha ido malhar muito tarde ontem, e quando voltei estava com tanto sono que simplesmente apaguei.

— Tem certeza? Heitor se eu souber que você ainda está se encontrando com aquela escrota da Fátima, eu vou…

— Claro que não. Relaxa amor, eu sou só tenho olhos para você. — Falava ele rindo… — Você sabe que odeio ciúmes, não é? — E assim os dois se beijavam e iam em direção a quadra de esportes onde era melhor para se pegar.

Fátima depois do enterro passou em um bar lá perto, e não conseguia pensar em outra coisa se não afogar suas magoas e ficar high, e assim ficou a noite inteira, colocando todo seu sentimentalismo para fora, mesmo olhando os garotos do bar, ela não sentia vontade de ficar com nenhum, e até que um se aproximou da garota e disse.

— Quer companhia para beber?

— Não. Ele ria enquanto via o estado dela e resolvia ajudá-la, e bebia um pouco com ela.

— Não pode voltar para casa sozinha assim. — Dizia o rapaz.

— Hm, e quem é você? para ser tão legal comigo...

— Não importa. — E assim inevitavelmente os olhos deles se cruzavam e assim iam iniciando um beijo que não durou tanto tempo. — Vem vou te levar pra casa.

— Obrigada! — E assim os dois pegavam um táxi ali perto. E ainda se beijavam dentro do carro, era um beijo tão vazio e sem significado para Fátima que era como se ela não beijasse nada, ela só queria sentir algo. Chegando em casa ela se despede do estranho que não sabia nem o nome e vai para sua cama assustando seus pais com sua atitude.

— Amanhã conversamos! — Dizia ela, enquanto simplesmente tirava o short e se deitava em sua cama com a blusa que estava mesmo, e sua calcinha.

Chegando a noite, Heitor se encontra novamente com Natalie, mas dessa vez Natalie resolve levar uma amiguinha a Sutan. E então os três ficam e transam em uma noite de muito prazer, enquanto Luiza ficava em sua casa pensando em seu amado.

— Olha o instagram dele. — Falava Natalie tomando o celular de Heitor.

— Devolve. — Dizia Heitor sem nem ao menos se mexer.

— Hm… Quem é essa? — Perguntava ela apontando pro vídeo do beijo.

— É uma amiga minha, muitas pedem pra ficar comigo para obterem popularidade, então eu marco, fico com muitas assim.

— Aaaah, claro! Chama ela pra vir também. — Sugeria Natalie.

— Hm… — Então sem nem se importar Natalie subia em cima dele e o beijava ardentemente. Enquanto Sutan ficava apenas olhando.

Ao amanhecer Fátima acordava e se maquiava de forma diferente do comum, com um batom bem vermelho, e seu cabelo também colocava solto de um lado diferente fazendo ele fazer ondas diferentes, colocava alguns acessórios necessários e ligava para um número “desconhecido”

— Está tudo pronto para hoje? Perfeito! — Enquanto desligava o telefone mostrando um sorriso satisfatório.

— Filha, venha comer. — Dizia sua mãe a chamando. — Hoje você não pode se atrasar para construtora.

— Eu sei, mãe! Mas talvez eu chegue um pouco tarde. Agora preciso resolver uma coisa. — E assim dava um beijo no rosto de sua mãe e saía.

Gustavo, estava em sua banheira com duas prostitutas, enquanto saboreava da boa vida e muita grana com seu tráfico.

— Escutem o que eu digo, ninguém pode comigo, e ninguém me pegaria. — Dizia Gustavo para impressionar suas amiguinha, nesse momento a polícia entrava arrombando o quarto.

— Mãos ao alto! — E assim, ele se ver rendido. As prostitutas sem reação se jogam no chão com medo e peladas.

— Prendam esse delinquente! — Dizia Fátima apontando para Gustavo, que imediatamente era algemado.

— Qualé Fátima? O que houve? — Perguntava confuso Gustavo.

— Você vende drogas e coisas ilícitas... O seu lugar é na cadeia, queridinho. — Nesse momento a polícia investigava o local e achava além de arma muitas drogas.

— Não é bem assim, eu sou traficante sim, mas eu tenho um fornecedor maior que não aparece, ele vai continuar solto e vai arranjar outro para fazer o trabalho sujo! — Dizia Gustavo enquanto era levado para a van.

— Não me importa, pelo menos tem um ser desprezível a menos circulando nesse mundo, você roubou muito e já fez coisas terríveis amore. A pior de todas foi se envolver com meu irmão que chegou a falência devido a suas droguinhas. Agora podem levar esse bandido. — Dizia Fátima enquanto era trancado no camburão. Ao ser levado ela simplesmente poe seu óculos de sol e vai para a construtora onde começa seu primeiro dia de trabalho.

Enquanto isso Luiza vai visitar Daniela e encontrá-se com Cristina em sua casa, foi o tempo que Cristina explicava sua situação. E ao processá-la Luiza a apoia se colocando a disposição:

— Olha querida, as portas da minha casa também estão abertas, mesmo você sendo amiga da Fátima.

— O que tem a Fátima?

— Eu suspeito que ela ainda mantem um caso com Heitor.

— Não, não acho. — Dizia Cristina.

— Como pode ter tanta certeza? Não se esqueça que ela me traiu primeiro, pois ela sabia que eu gostava dele, sempre gostei.

— Olha se é pra falar mal da minha amiga, então sou eu quem vai falar de você, achei ridículo o que fez a propósito.

— Eu só digo para você tomar cuidado com Fátima, essa menina é má, e está muito ressentida com a vida, ela pode ser capaz de tudo, só tenha cuidado!

— Sim, igual você, que agora está no lugar dela né? — Dizia Cristina ao se retirar e continuar seus ensaios.

Chegando na empresa Fátima cumprimenta a todos e é levada ao lugar onde executará seu trabalho. E assim, começa a estudá-los ficando por dentro de todos os projetos da construtora.

— Fátima, amanhã vou precisar que você venha comigo para esse local, precisamos desapropriar essas pessoas que estão aqui. Esse terreno não as pertencem, e o governo terá que encaminhá-las para uma outra região que lhe for conveniente. — Explicava nessa introdução, Jorge seu colega de trabalho.

— Mas esse lugar é uma favela enorme. — Falava Fátima ao olhar o nome do bairro.

— É por isso que precisamos de uma certa ajuda para que haja uma conscientização maior.

— Tudo bem! — E assim eles continuavam trabalhando fazendo com que Fátima ficasse cada vez mais empolgada com seu novo desempenho.

Ainda na casa de Daniela, a mesma percebe um clima esquisito entre Luiza e Cristina e resolve interceder:

— Me procurava, querida?

— Sim, claro. — Dizia Luiza.

— Venha na minha sala! — Dizia Daniela enquanto as duas ficavam um tempo conversando. Nisso depois do expediente Fátima resolve passar lá para falar com Cristina.

— Oi amiga. Eu estou passando bem rápido aqui, mas eu não podia deixar de agradecer o Theodoro por ter me alertado do Gustavo e agora esse canalha já está na cadeia.

— Ele fez isso?

— Sim, era ele que vendia as drogas. — Dizia Fátima. — Mas enfim, como você está?

— Você sabe que o pior já passou. Mas estou preocupada é com você?! Como está lidando com tudo?

— Não está sendo nada fácil, mas estou recomeçando, comecei a trabalhar na construtora e continuo tirando ótima notas na universidade, eu vou me tornar a maior arquiteta dessa cidade, todos vão saber o meu nome, e até fazer de tudo para estarem sobre a minha influência.

— Assim você me dá até medo… — Dizia Cristina com um risinho.

— Cris, eu nunca mais vou deixar ninguém me tratar assim de novo. E se a vida está me dando uma chance, será para me vingar, de tudo e de todos.