Bola demolidora
9 Episódio 9 - Virginiana
Notas iniciais
Heitor acordava desnorteado ao ver Viviana deitado ao seu lado na cama, “Nossa, o que será que aconteceu?”
— Bom dia, amore. — Dizia Viviana ao acordar e ia abraçando Heitor se deitando em seu peito.
— Bom dia.
— E então, o que faremos hoje? Lembre-se que já vou embora amanhã, e você é meu esses dias. — E os dois davam risadas ao ele concordar com a cabeça com aquilo.
Enquanto isso no quarto de Gustavo, ele acordava sua amiga Daniela.
— Nossa, onde eu estou? — Perguntava Dani desorientada.
— Na minha casa. Viemos todos para cá, você não se lembra?
— Não, claro que eu não iria ficar nesse muquifo. — Falava Daniela com reprovação. — Com certeza você me deu a droga mais pesada. — Continuava a mesma.
— Ontem o papo não era esse.
— É que eu não me lembro o que houve ontem. — Falava Daniela com a mão na cabeça por causa da ressaca.
— Quer que eu te faça lembrar? — Falava ele sorrindo enquanto a olhava nos olhos e ficava por cima dela, onde os dois iniciavam um beijo caloroso.
No seu quarto pensativa, Fátima ficava deitada na cama enquanto mexia em seus cabelos, nisso Cristina batia na porta do quarta da amiga já abrindo e dizendo.
— Oi, você pediu para que eu viesse?
— Amiga. — Dizia Fátima ao se levantar da cama e cumprimentar Cris. — Pedi sim. — E assim, elas se sentavam na beira da cama enquanto Cristina a interrompia.
— Querida, eu primeiro... Eu e Theodoro voltamos e já estamos melhores do que nunca, você não imagina a noite que tivemos, foi excelente. Jantamos e depois ele me deixou aqui na porta de casa. — Nesse meio tempo Miguel passava pelo corredor do quarto e ouviu Cristina falando e assim ficou ouvindo atrás da porta.
— É sério? Mas você disse que não tinha jeito.
— Sim, eu disse isso querida, mas você sabe o que eu sinto por ele, e sei o que ele sente por mim também, isso que importa agora, não vou deixá-lo nunca. — Explicava Cristina
— Fico muito feliz por vocês, eu sabia que iriam se entender. — Falava Fátima com um sorriso e Miguel ao ouvir tudo ficava muito triste deixando cair lagrimas do seu olho quando Cristina continuava a contar sobre a noite. E assim ele saía e ia em direção ao banheiro onde começava a se cortar com a gilette enquanto chorava. “Ele não vai deixá-la” Pensava ele em voz alta.
De volta ao quarto, Cristina perguntava.
— Mas e o Heitor, como foi a noite, você…?
— Não. — Ficava pensativa Fátima ao pensar em uma resposta. — A verdade é que não deu certo… Acabamos não saindo, não sei ele estava estranho.
— Mas o que aconteceu? — Perguntava Cristina. E ao Fátima explicar tudo a mesma lamentava pela relação. — Eu sabia que mais cedo ou mais tarde ele faria das dele. Não fica assim amiga.
— Assim como? Na verdade estou normal.
— E ele não te procurou mais depois disso? — Perguntava Cristina.
— Não. E eu também não vou! Ele errou, não vou parar minha vida por causa de um cara. — Cristina concordava e ao vê em celular o instagram, viu um post de Heitor com os outros quatro na boate.
— Nossa amiga, olha isso! — E então mostrava para ela o post que dizia: “Adorei a noite com vocês, principalmente receber minha grande amiga Viviana.” — Quem será essa? — Ficava Cristina sem entender.
— Também não conheço, mas pelo que parece é só uma amiga que veio de fora. Já falei Cris, eu não me importo, ele pode fazer o que quiser da vida dele. E eu também, eu acho que até é melhor assim, já pensou se essa relação evolui?
— Não, não diga isso nem de brincadeira. Hoje vamos fazer compras no shopping e iremos ficar bem. — Nesse meio tempo ela recebe uma ligação de Theodoro a chamando para sair. — É acho que teremos que adiar as compras, mas vai dar tudo certo amiga, fica tranquila. — Dizia Cristina ao se despedir da loira e se retirar dali. No caminho da saída ela se encontrava com Miguel com os olhos vermelhos.de quem havia chorado, e dizia:
— Oi Miguel, como está?
— Mal.
— Nossa, melhoras para você. — Falava Cristina ao se retirar com um certo medo da expressão do garoto, “Eu ein” Pensava Cristina. E ao sair Miguel pensava: “Desgraçada.”
Depois de uma manhã de sexo Daniela resolve deixar claro as coisas.
— Olha, não se apegue! Foi bom, mas nunca teremos nada além disso. — Isso fazia com que Gustavo risse alto e falava
— Nem precisa dizer isso, gata.
— Vai saber né, você parecia tão envolvido nessa manhã.
— Você quem estava, sentiu algo diferente foi?
— Não, claro que não! — Dizia Daniela ao se levantar e colocar sua roupa e ao olhar no espelho ajeitava seu cabelo. Nisso Heitor batia na porta junto com Viviana e pedia permissão para entrar como Daniela já estava se arrumando Gustavo liberou que abrisse a porta.
— Vamos sair pessoal! — Dizia Heitor já pronto e animado.
— Mas já? — Perguntava Gustavo.
— Sim, tem um barzinho legal na litorânea, poderíamos ir.
— Não vai dar para eu acompanhar vocês, terei muito trabalho com eventos esse domingo e não posso estar destruída. — Dizia Daniela ao pegar suas coisas e enquanto colocava o óculos de sol se despedia dos amigos. — Bom proveito para vocês!
— Então, vamos? — Perguntava Viviana.
— Claro. — E assim foram os três para esse bar onde se divertiram muito, mas isso só fazia que a dívida de Heitor aumentasse em doses de cerveja e risadas.
Ao encontrar Cristina em seu apartamento, Theodoro se sentia tão culpado que estava disposto a conta tudo, toda a verdade. Então, ele a convidava a entrar, ele tinha feito um almoço especial. Sim, ele sabia cozinhar muito bem! E enquanto degustavam daquela delícia.
— Nossa, nem parece que foi você, está tudo fabuloso, uma delícia. — Falava Cristina ao brindar com seu amado.
— Obrigado, é bondade a sua. — Dizia ele meio tímido e pensativo sobre como falar.
— Não, você deveria investir nisso!
— Cristina, preciso te falar uma coisa!
— O que?
— Não, esquece! É uma bobagem! — Dizia Theodoro já arrependido.
— Agora fiquei curiosa.
— Sabe o que era? Quero te mostrar uma coisa que você vai gostar mais ainda do que esse almoço. — E assim os dois sorriam e iam em direção ao quarto onde a tarde seria infinita.
Ao chegar ao final da tarde, Heitor pedia que Gustavo levasse sua amiga para casa, na verdade ela iria embora na madrugada, e precisava arrumar suas coisas, e assim o amigo fez, levou para casa e em seguida pro hotel, onde a mesma arrumou tudo. Como de praxe Heitor vai visitar Fátima de surpresa, pois não se conformava que pudesse ter perdido. Fátima por sua vez ao recebê-lo foi o mais fria possível, respondendo em respostas curtas a tudo.
— Você está com raiva de mim? — Perguntava Heitor confuso. Ela virava o rosto pensativa mas querendo demonstrar que não tinha a afetado.
— Claro que não, só achei muito escroto o que houve.
— Você está sim, vem aqui. — E então Heitor carinhosamente colocava seu rosto de novo para perto do seu.
— Você ficou com alguém lá? — Falava diretamente.
— Não, claro que não! Eu não fico em festas. Eu queria que você fosse, eu disse que a gente tava lá, era para ter ido e me ligado.
— Você sabe que não funciono assim, eu percebi que não queria. Olha, eu já vou ok.
— Eu exagerei muito amor, me desculpa! Acabei usando coisas muito pesadas e eu vi um elfo. Me perdoa por favor!
— Isso que dá você usar essas coisas, quando vai perceber que isso só te deixa mal? — Dizia Fátima ainda chateada.
— Eu sei, você tem razão, me desculpe. — Dizia Heitor com a cabeça baixa de uma certa vergonha ou censura.
— Tá bom tá bom, mas que isso seja a ultima vez. — E assim alegre, Heitor a abraça com um sorriso e dizia:
— Eu estraguei nosso plano, mas vamos combinar de ir lá em casa, pode ser amanhã ou terça, quarta… Não sei, quando você quiser, você escolhe!
— Então, ainda somos namorados né?
— É claro, não te convidaria para minha casa se não fossemos.
— Sim, mas eu pensei que com esse mal entendido…
— Não amor. — Interrompia Heitor.
— Pode ser, amanhã, veremos isso! — E assim os dois se beijavam e se despediam, fazendo Fátima se sentir bem novamente. “Ainda bem que eu estava errada.” Pensava a garota já se organizando para dormir.
Fátima levantava muito cedo na segunda de manhã, e estava tão motivada que arrumava todo seu quarto nos mínimos detalhes, mas não se limitava a apenas seu quarto, porem arrumava a casa inteira que parecia estar “largada”, ela passava o pano em seu banheiro e limpava cuidadosamente, sempre que se sentia ansiosa fazia uso dessa “terapia” para ocupar a cabeça. “Estou te esperando.” Dizia a mensagem de Heitor em seu celular. Ele queria vê-la cedo antes de sua aula, mas nesse dia em específico a garota entraria mais tarde na universidade e assim poderia passar mais tempo com ele. “Tem que ser perfeito.” Pensava Fátima, enquanto tomava seu banho e fazia uso de toda higiene e cuidados necessários para quem iria ter relações, ela não queria fazer, mas queria ir preparada pois nunca sabia até onde o destino poderia levar. Ela secava seu cabelo e se arrumava rapidamente, usando uma roupa conveniente para a situação. Como sua mãe iria de qualquer maneira para a construtora, ela resolveu pegar com carona com a mesma sem dizer especificamente onde iria, alegando resolver alguns problemas pendentes. Como Fátima se ocupava com tanta coisa, e ao terminar de se arrumar (maquiar, vestir e arrumar sua bolsa com os livros, cadernos e outras coisas), escuta a buzina de sua mãe que já estava atrasada. “Meu Deus, será que estou esquecendo de algo?” Pensava Fátima enquanto olhava em volta, logo pegava um halls que tinha em sua bolsa e começava chupar uma bala. “Meu Deus, a camisinha?!” Pensava a garota que se lembrava que sua mãe tinha deixado algumas caso precisasse, ela procurava e não encontrava, nisso ouvia muitas buzinas. “Droga, não tá aqui! Deixa, ele tem.” Pensava Fátima enquanto corria para fora de casa e entrava no carro se desculpando pela demora. Seus pais a deixam na porta do shopping e assim que eles “viram as costas”, ela pega um ônibus para a casa de seu namorado, ao descer no endereço proposto a mesma pensava surpresa: “Nossa, ele tá morando aqui agora?” com um certo desprezo, mas ia em direção a casa e tocava a campainha. Heitor sabendo que iria vê-la já estava esperando na sala e então foi receber.
— Amor, finalmente! Você demorou… — Falava Heitor a recepcionando com um abraço caloroso.
— É que aqui é meio difícil de achar não é?
— É temporário, vem vamos pro quarto e assim eles subiam… Pode ficar a vontade! — Os dois se deitavam na cama e Heitor colocava uma música. Fátima olhava pra todo canto mas ainda se sentia muito travada e tímida.
— Aqui dentro até que é legal… — Elogiava Fátima.
— Sabe o que eu acho? Que você está linda hoje. — E então ele a puxava e os dois se beijavam, e com o calor do momento ele subia em cima dela e sentia seus corpos bem mais próximos entre o beijo. Fátima tirava sua blusa e tirava a dele também e assim os dois continuavam os amassos. Ele apertava o seio dela e ia começava a chupar onde deslizava a língua pelo seu mamilo, a música de Lana del rey tocava baixo enquanto isso. Logo Fátima o freava.
— Não não, vamos com mais calma.
— O que foi? — Perguntava Heitor sem dar muita bola enquanto puxava mais ainda a garota pros braços dele descendo sua boca até sua barriga onde a mordia levemente.
— É que tá muito rápido. — Falava Fátima impedindo toques em algumas regiões que ele tentava. Logo ele ia explorando lugares aceito por ele sem querer parar o que estavam tendo, e dizia:
— Relaxa, fecha os olhos, se concentra na gente. — E assim ele continuar a senti-la e beijá-la. E assim ela tentava mas ainda com muita censura não conseguia ir adiante, e ficava limitando muitos passos de Heitor. O que fez com que ele se deitasse na cama com os olhos fechados e assim, por cima, Fátima o beijava e acariciava seu tórax até chegar em seu pau que o acariciava também.
— O que foi? — Perguntava ela ao estranhar ele ficar tão quieto.
— Nada, só to deixando você fazer o que quiser. — E isso fez com que a menina se sentisse mais segura, foi quando começou a se permitir mais… E explorar Heitor com seus toques e carícias. Quando ele percebia que ela estava cedendo ele começava a agir ali os dois já estavam muito excitados e então Heitor subia em cima dela e ao tirar o restante de sua roupa perguntava se podia ir a adiante e ela acenava que sim com a cabeça então ele ia roçando seu membro nas intimidades dela.
— Tem camisinha né? — Perguntava Fátima antes de começarem. Então ele se levantava da cama e ia buscar porem não encontrava em suas coisas.
— Não tenho. Você não tem aí? — Nesse momento Fátima ficou pasma e com um certo receio.
— Não.
— Não tem problema vamos continuar, você é virgem, não é? Tem mais de 5 meses que não transo. — Explicava Heitor voltando para cama, e como estavam no calor do momento ela concordava e os dois por fim praticam o ato com várias mudanças de posições naquela manhã que virava tarde. Os dois finalizavam no banheiro onde tomavam banho juntinhos ao se limparem. Fátima gostava muito porem como era algo tão novo ela ficava calada com seus pensamentos que pareciam fervilhar. Heitor a deixava no banheiro se arrumando enquanto ficava na cama no celular também pensativo. Ela olhava no espelho e ajeitava seu cabelo e então só de toalha voltava para ele e perguntava:
— E então, gostou?
— Eu que deveria perguntar se você gostou né. — Respondia Heitor meio confuso.
— É que você sempre pergunta, então resolvi fazer diferente e quero saber o que achou.
— É, foi bom. E você?
— Bom também. — Respondia na mesma intensidade aquela não era bem a resposta que ela esperava mas aquilo também gerou muitas dúvidas, aquilo realmente era importante para Fátima e depois de um grande passo desse tomou um outro significado. Já vou para aula, já estou atrasada na verdade. Falava ela enquanto se arrumava com uma certa pressa.
— Eu te acompanho. — E assim Heitor a deixava em um local perto e Fátima assiste mais uma aula de arquitetura.
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