Numa tarde, na cidade de Kawaki, Daichi e Katsumi estão subindo a colina que sempre sobem a tarde para observarem o pôr do sol. Daichi adora ver o pôr do sol, o pôr do sol lembra ele de como as coisas no mundo vão e vem, tudo que é bom não dura para sempre, mas eventualmente volta, até partir de novo. Katsumi também adora o pôr do sol, mas ele gosta dele por que lembra ele de como antes do sol se pôr ele encontrou Daichi, a única coisa que impediu que o sol se pusesse. Uma mesma coisa pode ser fruto de diversas maneiras de pensar.

–Eu nunca me canso de ver o sol a tarde.–Disse Katsumi

–Eu também não, mas eu prefiro admirar o sol do alto da colina e não no meio da subida, anda logo–Disse Daichi, suando.

Quando chegaram no topo da colina, subiram numa arvore para verem melhor. Lá em cima, a vista estava linda, todas as casas pareciam formigas marrons, todas iluminadas por velas, centenas de pontinhos amarelos. No meio da cidade havia a casa do Senhor Feudal (大名), Tanaka Izumi (田中 泉), na frente de sua casa havia uma estátua de um pombo, simbolo do deus da guerra e protetor dos japoneses, Hachiman-jin (八幡神). E todo o resto era plantações de arroz. Porém, Daichi não conseguia parar de olhar para a floresta...

–Katsumi, amanhã de manhã eu vou entrar naquela floresta.-Disse Daichi

-Nao! Você não pode! Ninguém nunca saiu vivo de lá, aquela raposa vai matar você!-Exclamou Katsumi

–Eu preciso! Aquela floresta me intriga, é quase intuitivo, ela está me chamando... Eu preciso entender por que que ninguém nunca me viu roubando, por que que eu sou tão sobrenaturalmente ágil, e eu sinto que é lá que eu vou encontrar minha resposta...-Disse Daichi

-Então...então eu vou com você.-Disse Katsumi

–Faça o que você quiser, não irei te obrigar a me seguir, mas eu ficaria grato caso você me seguisse.-Disse Daichi

-Ok, então é melhor voltarmos para a cidade, eu não quero estar cansado no dia da minha morte.

Os dois acabaram deslumbrando um pouco mais a vista antes de irem embora. Aos poucos as luzes foram se apagando, até que toda cidade estava escura, ela tinha ido dormir.