Boina Verde

10 Capítulo 9: Novato enxerido


Notas iniciais
Boa leitura a todos!

– Dessa vez General, eu ganhei. – ele sussurrou em meu ouvido.

Ele voltou a escalar e chegou ao topo. Filho de uma puta! Já em cima, ele olhou para baixo e me deu um sorriso cheio de ironia.

FIlho de uma puta! Ele ainda me pagaria caro...

Olhei para o lado e vi que Alice havia prendido Newton. No mesmo instante, Angela encerrou a atividade declarando Cullen o vencedor.

Alice então soltou o novato Newton e logo em seguida me soltou. Nós três descemos as pedras em silêncio, o que era excelente, porque do jeito que eu estava, eu era capaz de matar um.

Assim que cheguei ao chão, Jazz veio em minha direção. Ele tinha um olhar de preocupação. Eu passei a mão pelo meu nariz e vi que ainda sangrava. Merda!

- Eu estou bem. – eu falei antes que ele falasse alguma coisa tentando limpar o sangue do meu rosto – Estou indo para a enfermaria. Coronel Hale, assuma a atividade.

- Sim senhora. – ele acatou minha ordem, mas eu sabia que ele ainda estava preocupado.

Eu peguei um jipe e voltei para a sede da fazenda. Eu dirigia em alta velocidade pela estreita estrada. Eu não queria pensar em nada, mas a verdade é que eu estava fugindo do que tinha acontecido.

Eu detestava não ter controle da situação, quem diria então do meu corpo. Mas era assim que eu me sentia perto do Cullen... sem qualquer controle da situação.

Ao invés de ir à enfermaria, eu acabei indo para a minha cabana. Eu tirei toda a roupa e entrei debaixo do chuveiro.

Eu estava precisando de um banho de água fria para relaxar. Eu não sabia direito o que estava acontecendo entre Edward e eu, mas era algo explosivo. Só um toque e eu... eu... argh...

O que eu estava pensando? Eu deixei um novato passar a mão por todo meu corpo. Cada vez mais eu chegava a conclusão que Jasper estava certo: eu precisava urgentemente de sexo.

Não sei quanto tempo fiquei no banho, mas foi o suficiente para o sangramento estancar. Quando eu saí do banheiro, eu acabei deitando na minha cama e dormindo sem ao menos vestir uma roupa.

Acordei um tempo depois e vi que Zafrina havia deixado um lanche para mim no meu criado mudo. Eu comi o sanduíche e tomei o suco de laranja.

Coloquei uma camiseta branca e um short preto largo e fui até a enfermaria, onde certamente encontraria Rose.

Nos últimos dias, não só Jasper, mas Emmet também estava pressionando Rose para saber o que estava acontecendo. E para fugir dos dois, ela acabava se refugiando na enfermaria.

- Rose, eu preciso contar para o seu irmão o que está acontecendo! – eu falei assim que entrei na enfermaria.

Rose, que estava sentada lendo um livro. Ela se levantou e veio em minha direção.

- Não Bella! Ainda não... – ela disse.

- Você me pediu um tempo e eu te dei, mas não dá mais. – eu falei – Nós não podemos manter segredo sobre isso. Temos que contar para Jazz e Emm.

- Eu estou tentando... mas eu não tenho coragem.

- Você esta enrolando Rose! Eu te dei o tempo que você pediu e você não fez nada além de se esconder na enfermaria. – eu sabia que estava colocando Rose contra a parede. Eu me sentia péssima em fazer isso, mas era preciso – Se você não contar hoje para o Jasper, eu mesma contarei.

- Contar o que? – Jazz perguntou entrando na enfermaria.

E ele não parecia nada feliz. Rose me olhou desesperada. Não dava mais. Agora era a hora.

Jasper cruzou os braços e nos encarou seriamente.

- Contar o que? – ele repetiu.

Eu e Rose continuamos em silêncio olhando uma para outra.

- Ninguém sai daqui enquanto vocês duas não me contarem o que está acontecendo. – ele exigiu.

- Rose, não dá mais para fugir. É melhor acabar com isso de uma vez por todas. – eu falei.

Ela assentiu e eu vi que as lágrimas já formavam em seus olhos.

- Bella, você pode nos dar licença? – ela pediu – Eu preciso conversar sozinha com Jazz.

- Você tem certeza? – eu quis confirmar.

- Tenho sim. – ela disse limpando as lágrimas que já teimavam em descer pelo seu rosto.

- Se é assim que você quer... – eu apenas concordei.

Contar para Jasper era uma coisa que Rose tinha que fazer sozinha. Eu sabia e entendia isso.

- Tente entendê-la. Foi difícil para nós duas. – eu falei para Jasper, que apenas assentiu.

Eu saí da enfermaria e fui para o meu escritório.

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Eu estava no meu escritório lendo a ficha do Cullen quando um Jasper irado entrou na sala como um furacão. Eu deixei a ficha em cima da mesa e o olhei.

Ele me encarava com raiva. Claro que ele estava com raiva. Eu não era idiota para saber que isso iria acontecer.

Então eu me levantei e fui em sua direção. Antes de eu me aproximar mais ele fez um sinal com a mão para que eu parasse onde estava. Obviamente ele não queria que eu me aproximasse mais.

Eu fiquei em silêncio, esperando ele dizer alguma coisa. Ele respirou fundo algumas vezes, fechando os olhos com força.

- Me diz que o que Rose me contou não é verdade. – ele ordenou me encarando.

- Eu sinto muito Jazz. – eu falei baixo.

Ele me olhou com descrença.

- Sente muito? Você sente muito? – ele berrou – O que exatamente você sente muito? Você sente ter escondido isso de mim ou eu ter descoberto sozinho? Porque se dependesse de vocês me contarem por conta própria que Royce é o filho da puta que estuprou a minha irmã, eu jamais saberia.

Nós dois ficamos em silêncio.

- Me conte exatamente o que aconteceu. – ele mandou.

- Rose não te contou?

- Eu quero ouvir da sua boca. – ele disse.

Eu respirei fundo e comecei a contar. Desde o dia que eu e Rose descobrimos quem Royce era até minha aproximação com ele.

Jasper apenas me encarava. Acho que ele estava se controlando para não me matar.

- Eu quis te contar. – eu tentei me explicar – Mas Rose me pediu para eu não falar nada por enquanto.

– Você não podia ter me escondido isso! – Jazz gritou com raiva.

Raiva não. Se eu conhecia bem o Jasper, ele estava com ódio. Ódio de mim... da Rose... mas principalmente de Royce.

– Calma Jasper. – eu pedi – Por favor, se acalme!

Ele continuou me encarar com raiva.

– Me acalmar? Como você quer que eu me acalme? – ele continuou gritando – Você me traiu! Eu confiei em você e você me traiu!

Ser acusada daquele jeito por ele era realmente horrível. Ainda mais Jasper... que era meu amigo, meu confidente.

– Cala a boca seu idiota! – eu gritei de volta – Você não sabe de nada!

- Desde quando você esconde as coisas de mim? – ele perguntou.

Eu sabia que esconder a verdade de Jasper ia dar merda. Eu avisei à Rose... E agora ele estava não só puto, mas também magoado comigo.

- Eu nunca escondi nada de você! E você sabe disso! – eu afirmei.

- Não??? Como não??? – ele esbravejou.

- Você sabe que não! – eu respondi a sua acusação.

Ele tinha toda razão e eu sabia. Mas eu precisava fazê-lo se acalmar primeiro. Tirar Jazz do sério era realmente difícil, mas quando ele perdia a paciência, era praticamente impossível acalmá-lo.

- Não é o que parece! Você deveria ter me contado! Você tinha a obrigação de me contar. – ele me acusou – Como você pôde esconder isso de mim?

- Eu não podia te contar! Por favor, entenda os meus motivos! – eu tentei me explicar.

- Que ódio! Todos esses anos, eu confiei em você. Eu confiei cegamente em você. – ele disse.

- Jazz, tente entender. – eu falei com a voz mansa.

- Todos os planos que fizemos juntos... e você simplesmente os jogou pelo ralo. – ele gesticulava nervosamente.

- Por favor, Jazz... Eu estou te contando agora! Acredite em mim. Foi horrível esconder isso de você todo esse tempo. – eu falei.

E era verdade. Ele era a única pessoa no mundo com quem eu queria compartilhar a descoberta sobre Royce... mas eu também não podia trair Rose.

- Agora tudo faz sentido para mim. – ele falou pensativo – Seu jeito estranho desde que o treinamento começou. Sua distância. Seu silêncio mórbido. Seu humor pior do que o normal. Seu olhar insistente para os novatos.

Ele não disse mais nada e nem eu. Agora ele estava começando a se acalmar e qualquer palavra errada minha ia foder tudo.

- O que mais você fez com ele? – ele me perguntou, quebrando o silêncio que havia instalado no meu escritório.

Eu sabia que ele ainda não tinha engolido o fato de eu me aproximar de Royce.

- Nada! Eu te contei tudo! – eu menti.

Eu jamais contaria a ele que eu deixei Royce me encostar. Era nojento demais. Degradante demais.

- Eu quero a verdade, porque se ele encostou a mão em você, eu juro que eu...

– Não aconteceu nada além do que você viu no treinamento. – eu o interrompi.

– Você está mentindo. Eu sei que está. – ele retrucou – Não tente mentir para mim. Eu te conheço bem demais para ser enganado por você.

– Jazz... não vale a pena ficar discutindo por causa dele. Não vale a pena gastar o nosso tempo discutindo por causa dele. Ele não vale a pena. – eu falei tentando mudar o foco da nossa discussão.

- Eu sabia que tinha algo estranho. Mesmo você negando, eu sabia. – ele falou com um tom decepcionado.

E eu sabia que esconder dele ia dar merda. Inferno...

- Jazz, por favor. Não é possível que vamos brigar por causa disso... – eu falei tentando persuadi-lo.

Ele ficou em silêncio e eu apenas o observava.

- Eu quero matá-lo com as minhas próprias mãos. – ele gritou de raiva.

Então eu me aproximei dele e o abracei.

- Calma. – eu disse para acalmá-lo.

Jazz deu um passo para trás, desvencilhando do meu abraço. Antes que eu pudesse falar qualquer coisa, ele segurou as minhas mãos e olhou nos meus olhos.

- Nunca mais esconda nada de mim, Bella. Por favor. – ele pediu.

- Nunca mais, Jazz. Eu prometo. – afirmei com convicção.

Eu sorri para ele. Eu sabia que agora nós estávamos bem novamente. Jazz me abraçou e beijou meus cabelos. Eu retribuí o abraço ainda sorrindo.

- Eu preciso de você. Agora mais que nunca. – ele disse.

Então, a porta se abriu bruscamente e um desajeitado Cullen entrou na sala. Eu e Jasper nos separamos na mesma hora.

Mas que merda era essa? Desde quando novato ficava escutando minhas conversas por de trás da porta?

Jasper me olhou e eu sabia que ele estava me cobrando uma atitude pela conduta atrevida do Cullen, mas eu ainda estava sem reação. O que o novato estava fazendo na minha sala?

Então, Jazz se virou para ir embora.

- Jasper? – eu o chamei.

Ele se virou, mas não me encarou.

- Eu... preciso de um tempo para pensar... – ele disse – Amanhã nós conversamos, Isabella.

Ele me olhou e eu apenas assenti. Eu daria o tempo que ele precisava.

- Bisbilhotando a vida alheia, novato? – eu perguntei para o enxerido assim que Jasper saiu do meu escritório.

- Não senhora. – ele me respondeu secamente – Eu apenas vim te dar um recado da Tenente Hale.

- Diga logo novato! – eu disse rispidamente.

- A Tenente me pediu para te procurar e falar que ela precisa falar com você. Ela disse também que era urgente. Ela queria que eu te encontrasse antes que o Coronel Hale.

Eu apenas assenti. Rose deveria estar desesperada. Depois de um tempo, percebi que o novato não havia saído da milha sala ainda e me encarava com certa raiva.

- Está esperando o que, novato? – eu falei friamente – O recado já está dado. O senhor está dispensado! Saia logo!

- Sim senhora. – ele me respondeu com raiva e se virou, dando as costas para mim e andando em direção à porta.

Mas que merda estava acontecendo com ele?

– Espera. – eu o chamei.

Ele parou de andar, respirou fundo e se virou para me encarar.

- A senhora quer alguma coisa, General? – ele perguntou com a arrogância de sempre.

- O que está acontecendo com você, novato? Há alguns dias que você está agindo de uma maneira muito estranha.

- Não sei do que a senhora está falando. – ele respondeu com cinismo.

- Sabe sim. O que está acontecendo com você? É o Royce ou o Tenente Black? Algum problema com o treinamento? – eu perguntei realmente curiosa.

- Nenhum problema com o treinamento. E muito menos com Royce ou com o Tenente Black. – ele me respondeu.

Mas ele ainda parecia estar com raiva.

- Vamos, Cullen, desembucha. Eu não tenho a noite toda. – eu falei sem paciência.

- Já falei que não é nada. – ele retrucou também sem paciência.

Eu bufei puta, me encostando na mesa e cruzando os braços.

- Eu quero a verdade. – eu disse séria. Afinal, eu odiava quando mentiam para mim.

- Eu não sei do que a senhora está falando. – ele mentiu.

Antes que eu perdesse minha paciência com ele, eu resolvi usar a carta na manga que eu tinha contra ele.

– Então, vamos fazer o seguinte... Eu quero a verdade... – eu falei dando um sorriso vitorioso – Como prêmio pela aposta que eu ganhei. Você está me devendo, se lembra?

– É isso que você quer? – ele começou e pelo visto ele tinha ficado ainda mais puto – Então tome a merda do seu prêmio: Apesar de nós não falarmos sobre o que aconteceu. Apesar de agirmos como se nada tivesse acontecido entre nós... – ele gesticulou para nós dois praticamente gritando – o beijo, a luta e até hoje na escalada... aconteceu. Aconteceu de verdade, porra! Como você pôde me beijar? Como você pôde? Argh!!! Quando o Coronel Hale e vo...

– O que Jasper tem a ver com isso? – eu o cortei sem entender aonde ele queria chegar – Esse assunto só diz a respeito somente de nós dois. É um assunto só meu e seu.

Ele então me segurou pelos ombros e me jogou contra a parede com violência. Antes que eu tivesse qualquer reação, ele avançou em mim, me beijando com raiva.

Sua língua invadiu minha boca de maneira selvagem e eu retribuí com a mesma intensidade, o agarrando pela gola da camisa.

Sem parar o violento beijo, ele me ergueu e eu passei minhas pernas ao redor cintura dele. Eu sentia sua ereção pressionada contra minha virilha. Eu estava molhada e queria mais... muito mais.

Ele me pressionou ainda mais contra a parede da sala, colando ainda mais nossos corpos e eu arfei em sua boca.

Suas mãos percorriam todo o meu corpo. Ele apertava minhas coxas, bunda, cintura... Céus... eu estava fodida... literalmente!

Eu comecei a distribuir beijos e mordidas pelo seu pescoço. Ele então fechou os olhos e jogou a cabeça para trás.

Minhas mãos desceram pela lateral do corpo dele até encontrar a barra da camisa. Eu comecei tirar sua camisa e ele me ajudou a tirá-la. Rapidamente, ele voltou a me beijar.

Eu passei minhas unhas pelas suas costas e ele simplesmente gemeu alto. Eu dei um sorriso malicioso. Porra... ele era muito gostoso!

Ainda me segurando, ele me levou até a mesa e me jogou lá, espelhando todos os meus documentos pelo chão. Eu o segurava pelas pernas com toda força. Eu queria mais e mais.

Ele tirou minha blusa e me olhou de cima a baixo como se quisesse me devorar. Seu olhar subiu até encontrar o meu.

Seu olhar só me fez ficar ainda mais excitada.

Ele partiu para cima de mim novamente e eu o agarrei pela nuca, o beijando alucinadamente. Ele desceu com a boca até meu seio. Sem me conter, eu puxei seu cabelo quando senti sua língua no meu mamilo mesmo que por cima do meu sutiã.

Eu arqueei o corpo e ele tirou meu sutiã. Ele sugou meu seio com força e eu gemi sem pudor. Ele massageava meu outro seio me levando ao descontrole.

Ele beijou o vale dos meus seios e subiu para o meu pescoço até chegar à minha boca. A mão dele, que estava em meu peito, desceu pela minha barriga e entrou em meu short. Seus dedos passeavam lentamente por cima da minha calcinha, que já estava encharcada.

Deslizei minha mão pelo seu abdômen até chegar a sua ereção. Eu o envolvi totalmente e comecei a movimentar. Ele estava deliciosamente duro...

Ele gemeu completamente rendido e afastou minha calcinha, introduzindo um dedo em mim. Eu aumentei a velocidade que eu o tocava e ele colocou o segundo dedo em mim.

Meu Deus! Eu ia morrer de prazer... disso eu tinha certeza.

Quanto mais ele movimentava dentro de mim, mais eu me entregava. Era intenso e alucinante demais.

– Ah! – eu arfei o beijando com ardor, sentindo meu orgasmo chegar.

Eu estremeci e comecei a ter espasmos. Como se lesse meus pensamentos, ele aumentou a velocidade. Eu o imitei e também aumentei a velocidade do vai-e-vem nele.

Meu orgasmo cada vez mais se aproximava. Joguei a cabeça para trás e gemi, sentindo todo meu corpo estremecer compulsivamente.

Eu ainda estava gozando quando ele gozou em minha mão, dando um urro de prazer. Então, inesperadamente ele se separou de mim, dando uns passos para trás até encostar suas costas na parede.

Ele me olhou e eu ainda estava atordoada por causa do orgasmo. Minhas pernas ainda estavam abertas e eu respirava completamente descontrolada. Ele também respirava com dificuldade e parecia um tanto perdido.

Eu me levantei e foi na sua direção lentamente, sem desviar o olhar dele. Parei a centímetros dele e nas pontas dos pés, encostei minha testa na dele.

Fechei os olhos e fiquei assim. Me permiti não pensar em nada e apenas sentir. Eu nem sabia o que eu estava sentindo, mas era bom... muito bom.

Aos poucos tanto a minha como a respiração dele foi normalizando.

Eu me afastei um pouco e abri os olhos. Ele ainda estava de olhar fechados e tinha uma feição tranqüila.

O encarei detalhadamente. Ele definitivamente era um homem lindo.

Ele abriu os olhos e de repente, sua feição mudou. Ele estava com raiva de novo. E me segurando pelos ombros, me perguntou:

- O que você tem com Jasper?

- O quê? – eu perguntei confusa.

- Qual é a sua relação com o Coronel Hale? – ele repetiu olhando nos meus olhos.

Mas que merda de pergunta era essa? Como assim “o que eu tinha com Jasper”? Será que ele tinha escutado algo na conversa que nos comprometesse?

Ele respirou fundo, chamando minha atenção.

- Minha relação com Jasper? – eu perguntei – Por que você quer saber?

Ele bufou. É... ele estava puto. E eu tive certeza disso quando ele aumentou a força nos meus ombros.

- Qual é a relação de vocês, porra? – ele repetiu aumentando seu tom de voz.

- Não é da sua conta. – eu respondi na defensiva.

Ele então se afastou um pouco, mas sem deixar de me segurar pelo ombro e me olhou para todo meu corpo lentamente.

- Você está seminua nos meus braços. – ele falou maliciosamente – Eu acho que é da minha conta sim.

Quem o filho da puta achava que era para falar assim comigo???? Com ódio, eu me desvencilhei dele, pegando minha camisa que estava no chão e a vestindo o mais rápido que eu consegui.

- Quem você pensa que é, hein? Você acha que só porque demos alguns míseros beijos eu te devo satisfação da minha vida? – eu indaguei.

- Eu acho que fizemos mais que dar uns míseros beijos. – ele retrucou.

Sério... o idiota estava pedindo para morrer.

- Deixe-me colocar de outra forma então. Independente do que nós fizemos, a minha relação com Jasper não te interessa. – eu disse.

- Eu acho que pelo menos eu tenho o direito de saber se você tem outra pessoa. – ele argumentou mais puto ainda.

- Não tem não. Nós não temos nada e eu não tenho que me explicar para você.

- Eu não estou com paciência, caralho. – ele esbravejou – O que você tem com o Hale?

- Já te disse: não é da sua conta. – eu retruquei.

Era fácil explicar meu relacionamento com Jasper, mas eu não tinha que ficar dando justificativa da minha vida para a porra de um novato qualquer.

Mas ele não era um novato qualquer, minha mente gritou. Ah! Que merda!

- Inferno! – ele gritou socando a parede – Você tem uma merda de uma aliança! Ah... e a foto de vocês dois também é linda! Muito romântica!

Por um instante eu perdi o fôlego.

- Como você sabe da minha aliança e da foto? – eu perguntei surpresa.

- Não te interessa! – ele respondeu.

Estava claro que ele mexeu na merda da minha gaveta.

- Assim como também não te interessa o meu relacionamento com Jasper. – eu respondi.

Ele ficou vermelho com a minha resposta e fechou as mãos em punho. Acho que ele estava tentando se controlar.

- Royce estava certo. Você não passa de uma vadia. – ele cuspiu as palavras.

Eu nem sei dizer o que passou pela minha cabeça. Eu não pensei, na verdade. Apenas agi e dei um soco no queixo dele.

Não sei o que mais doeu. Ele achar que eu era uma vadia ou falar que concordava com aquele maldito do Royce.

Ele levou a mão no queixo e me olhou sorrindo ironicamente.

- Pode me bater o quanto você quiser, mas isso não vai mudar quem você é. – ele disse em um tom amargo.

- Você é um idiota Cullen. – eu retruquei sarcasticamente – Se acha superior... melhor que todos, mas, no fundo, não passa de um filhinho de papai.

Ele riu alto, como se eu não soubesse quem ele era e afirmou convicto:

- Eu sou tudo menos filhinho de papai.

- Só porque foi rejeitado pelos seus pais biológicos e adotado quando era adolescente, você quer vir com o papo de que teve uma infância triste? Ora, Carlisle e Esme até hoje fazem todas as suas vontades... ou o lindo volvo prata não foi um mimo dos seus pais? E as aulas de espanhol e italiano? As aulas de defesa pessoal? E o apartamento de Nova Iorque? Não foi outro presente dos seus queridos pais?

- Como você sabe que eu fui adotado? E como você descobriu sobre os meus pais? – ele perguntou um tanto confuso.

Eu sorri sem humor nenhum.

- Provavelmente do mesmo jeito que você descobriu sobre a minha aliança. – respondi.

Eu sabia da vida de todos os novatos. Era um pré-requisito para ingressar no treinamento., mas ele não precisava saber disso.

- Você não me atinge ao falar dos meus pais adotivos. – ele gritou.

- Do mesmo jeito que você não me atinge ao me chamar de vadia. – eu gritei de volta.

Nós nos encarávamos com raiva.

- Merda! – ele esbravejou.

- Por que você está tão curioso sobre meu relacionamento com Jasper? Com ciúmes, novato? – eu o provoquei.

Ele riu com ironia e disse:

- Faça me rir. Por que eu teria ciúmes de você? Uma mulher fria que não consegue sequer ser agradável.

- Quer uma mulher agradável para comer? Vá a um puteiro. – eu rebati.

- Para que ir a um puteiro se eu já tenho você? – ele mal acabou de falar e eu lhe dei outro soco no rosto, mas ele não se deu por vencido e continuou – A verdade dói, não é mesmo?

- Se antes meu relacionamento não te interessava, agora menos ainda. Eu não tenho culpa se você tem medo de ser rejeitado pelas mulheres como foi pelos seus pais biológicos. – foi a minha resposta.

- Você não me conhece. – ele disse.

- Nem você me conhece. – eu respondi friamente – Agora vá embora! Não temos mais nada para conversar.

- Pois eu digo que temos. – ele me segurou pelo braço.

Imediatamente eu me desvencilhei e o encarei com raiva. Quem ele pensa que é para falar assim comigo?

– Está dispensado, novato. – ela eu ordenei como General daquela merda – Se dirija imediatamente ao dormitório, pois não é hora de novato ficar passeando como se estivesse de férias.

Ele riu com sarcasmo.

- Ao seu lado, seriam férias no quinto dos infernos. – me respondeu.

- Me faça um favor e suma da minha frente. – eu mandei – E não se esqueça que nessa merda de treinamento, eu ainda sou a General e você ainda é a merda de um novato.

– Do jeito que a senhora quiser. – ele prestou continência me desafiando – General.

Ele então pegou sua camisa, que estava no chão, e saiu da sala batendo a porta com força, me deixando sozinha, com raiva e confusa no meu escritório.

Notas finais
Ei galerinha, espero que tenham gostado do capitulo.
Eu amei os comentários... obrigada a todos que comentaram!
Bjos a todos...