Boina Verde
12 Capítulo 11: Quero você novato
Notas iniciais
- Eu ainda acho mais fácil o sequestrarmos e matarmos. Fácil e simples. – Jasper resmungou desgostoso.
Ele definitivamente não concordava com o meu plano.
- Eu gostei do plano da Bellinha. – Emm retrucou.
- É perigoso. – Jasper disse contrariado.
- Ora, me poupe Jazz. Royce não passa de um inútil. – eu argumentei – Ele não sabe nem dar um soco direito.
- Rose? – Jazz perguntou.
- Eu gosto do plano da Bella. – Rose disse.
- Alice? – Jasper queria ter alguém que o apoiasse.
- Isabella tem um bom plano Jazz. – ela o respondeu meio sem graça.
Ele suspirou derrotado.
- Não vai acontecer nada comigo Jazz. – eu afirmei.
- Se ele te encostar...
- Ele não vai! – eu assegurei sorrindo para tentar passar segurança – Não basta matá-lo. Você sabe disso melhor do que ninguém.
Ainda meio insatisfeito, ele concordou. O plano era simples, mas eficiente. Iríamos colocar Royce infiltrado na Cordopatri, que era uma organização mafiosa que disputava poder com a Cosa Nostra.
Depois tiraríamos fotos o incriminando para que quando nós o torturássemos e matássemos, ninguém procuraria por brechas na nossa versão dos fatos porque ele não passaria de um traidor.
Mas eu precisava aproximar dele e fazê-lo confiar em mim.
- Primeiro, Royce tem que passar pelo treinamento. – eu continuei – Depois eu digo a para se infiltrar na Cordopatri.
- Por que não a Cosa Nostra? – Alice perguntou.
- Em primeiro lugar, já temos problemas demais com a Cosa Nostra por causa do Assassino da Cruz. – eu respondi – Em segundo lugar, a Cordopatri está perdendo forças e não poderão nos retaliar. E, por último, eu já tenho um infiltrado na Cosa Nostra. Tenho medo de Royce colocar tudo a perder.
Alice assentiu, concordando comigo.
- E não se preocupem, eu os manterei informados de tudo que acontecer. – eu disse tentando tranquilizar Jasper.
Todos concordaram.
- Agora vamos dormir, porque o dia foi cansativo para todos. – Emm falou.
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No dia seguinte, eu acordei e passei na enfermaria antes de começarmos a atividade. Rose já estava lá, sentada em uma cadeira, ao lado da cama do novato Cullen.
- Como ele está? – eu perguntei.
- Bem. Os sinais vitais estão estabilizados. Agora é só esperar ele se recuperar. – ela respondeu.
- E como você está, Rose? – eu perguntei me referindo à Royce.
- Parece que eu tirei uma tonelada das minhas costas. – ela disse.
Eu sabia que contar para Jasper e Emm faria bem a ela.
- Daqui a pouco tudo terá terminado. – eu falei.
Ela sorriu.
- Finalmente.... – ela disse visivelmente aliviada.
Nesse momento, o novato começou a se mexer na cama.
- Ele vai acordar a qualquer momento. – ela disse e eu assenti, esperando que ele acordasse.
Minutos depois, ele abriu os olhos com dificuldade por causa da claridade. Ele olhou para o lado e viu Rose.
- Está tudo bem agora Edward. – Rose falou sorrindo na intenção de acalmar o novato – Foi só um susto.
– Vaso ruim não quebra. – ele disse em tom de brincadeira com a voz um pouco rouca.
– Percebemos isso novato. – eu falei.
Só então ele me olhou. Ele ainda estava com a aparência cansada, mas continuava sendo um homem muito bonito.
– O que aconteceu? – ele perguntou depois de um tempo me encarando.
Eu me aproximei dele até ficar ao lado da cama.
– Nós conversaremos sobre isso depois. – eu falei tentando não preocupá-lo com aquilo.
Como eu diria que o Black tentou matá-lo? Pois era isso que eu sabia que tinha acontecido. Então, achei melhor deixar para depois.
Nós ficamos nos encarando por alguns muitos segundos. Eu estava realmente aliviada de ele estar bem.
– General... é... sobre ontem à noite... eu...
Eu sabia que ele estava se desculpando pelo que aconteceu no meu escritório... ou pelo menos tentando. Ele estava um tanto sem graça, mas eu o entendi perfeitamente. Eu me arrependia de ter dito as coisas que disse para ele e sabia que ele também estava.
– Tudo bem novato. – eu falei olhando nos seus olhos – Eu também.
E fácil assim eu sabia que estávamos bem novamente.
– Agora descanse. É uma ordem, novato. – eu falei.
Ele revirou os olhos com um sorriso no rosto, mas assentiu e fechou os olhos, dormindo rapidamente.
- Ele escutou minha conversa com Jasper. – eu falei e Rose arregalou os olhos, surpresa – Eu só não sei o que ele ouviu. Nós precisamos descobrir.
- Eu vou sondá-lo. – ela disse.
- Ótimo. Faça isso. Agora, eu tenho que ir para o campo, a atividade vai começar daqui a pouco. – eu falei para Rose.
- Pode ir... qualquer coisa, eu te ligo. – ela me respondeu sorrindo.
Eu sorri de volta e saí da enfermaria.
O dia foi uma merda. As atividades duraram mais que o esperado e os novatos estavam mais lentos que uma tartaruga.
Meu humor não podia estar pior. Eu tive que aguentar Jacob tentando forçar uma amizade que só existia na cabeça doente dele, Jasper me cercando como se fosse um cão de guarda e Royce me olhando como se eu fosse a chapeuzinho vermelha e ele o lobo mau. Para piorar, Rose não tinha me dado nenhuma atualização sobre o estado de Edward.
Estávamos acabando a atividade quando passei pelos novatos e escutei o novato Ben Cheney reclamando que estava cansado. Então ele estava cansado? Quem estava cansada daquela merda toda era eu!
Eu me aproximei mais dele e parei na sua frente.
- O senhor tem alguma reclamação para fazer? – eu o perguntei.
Ele imediatamente parou de respirar.
- Me responda seu inútil. – eu esbravejei.
- Não senhora. – ele respondeu com a voz trêmula.
Uma coisa que eu sempre detestei era a pessoa não admitir o que tinha feito ou falado.
- Então eu estou ouvindo coisas, porque eu tenho certeza que ouvi o senhor reclamando.
Ele ficou em silêncio, o que me deixou profundamente irritada.
- Não senhora. – ele repetiu.
- “Não senhora, você não está ouvindo coisas” ou “não senhora, eu realmente estava reclamando”? – eu perguntei.
- Não... – ele estava em dúvida o que responder.
- Não o que? – eu esbravejei sem paciência.
Ele abriu a boca, mas não falou nada.
- Se é para ficar calado... – eu disse e dei um soco no rosto dele.
Ele demorou alguns segundos, mas logo se recuperou.
- Vamos. Revide. – eu mandei.
Ele apenas ficou parado como um dois de paus na minha frente. Então eu dei outro soco e repeti a ordem para ele revidar.
Finalmente, a anta pareceu acordar e partiu para cima de mim. Coitado, não chegou a acertar nem meio soco em mim. Mas foi o bastante para eu encher ele de murros.
Ele tentou uma ultima vez me acertar, mas eu desviei e peguei o braço dele, o torcendo com força. Imediatamente ele caiu de joelhos no chão e gritou de dor.
Foi o que me acordou. Céus... eu ia quebrar o braço do coitado. Eu o larguei e fiquei o olhando por alguns segundos... que merda eu tinha feito?
Eu limpei minha garganta e reassumi minha pose de general.
- Isso é para o senhor aprender a não reclamar. Agora, vá para a enfermaria antes que eu acabe de quebrar o seu braço. – eu falei.
Ele assentiu e saiu correndo.
- O que os senhores estão olhando? – eu perguntei quando vi os outros novatos com cara de retardados me olhando como se eu fosse louca – Estão liberados... ou querem ficar mais comigo?
Foi o suficiente para todos saírem praticamente correndo de perto de mim. Ótimo! Melhor assim.
No final do dia, eu fui até a enfermaria e tive uma noticia boa. Rose tinha conversado com o novato e pelo visto ele não sabia que eu e Jasper estávamos falando sobre Royce.
Ele achava que eu e Jasper ainda estávamos juntos e que o que ele tinha presenciado na minha sala era uma briga de namorados.
Foi impossível não rir. Então ele tinha tido uma crise de ciúmes na noite passada.
Rose me encarou como louca por eu estar rindo sozinha e imediatamente eu fechei a cara. Que mania das pessoas ficarem me encarando como se eu estivesse louca.
Saí da enfermaria e fui para minha cabana. eu estava precisando descansar ou eu iria ficar louca mesmo.
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No outro dia, eu fiz as atividades com os novatos. No meio do dia, o novato Cheney se aproximou de mim com seu braço enfaixado e disse que estava desistindo do treinamento.
Mais um ponto para os Boinas Verdes, eu pensei.
Mas se ele não aguentava uma torção no braço, realmente não merecia estar nas Forças Especiais. Eu assenti e o desejei bom retorno para seu quartel.
À tarde, eu fui para o meu escritório. Eu estava sentada na minha mesa fazendo o relatório do que aconteceu com Bem quando a porta se abriu bruscamente.
Eu olhei para saber quem era o atrevido que entrou na minha sala sem bater na porra da porta. Era o Black e ele parecia estar com raiva.
- Eu fui à enfermaria saber como o Cullen estava, mas a Tenente Hale não me deixou entrar. – Black disse puto.
- Em primeiro lugar, volte para o corredor, feche a porta da minha sala, bata pedindo permissão para entrar e só entre depois que eu o autorizar. – eu mandei voltando minha atenção para o relatório.
Escutei ele bufar, mas rapidamente ouvi a porta se fechar. Ele deu três batidas na porta e pediu autorização para entrar.
- Entre. – eu falei.
Ele entrou na minha sala novamente. Dessa vez mais calmo, para a sorte dele.
- Melhor assim Tenente. – eu falei indicando a cadeira à sua frente para ele se sentar.
Ele se sentou e me encarou sério.
- Fui impedido de entrar na enfermaria para saber como o novato Cullen estava. – ele reclamou.
- A Tenente Hale está cumprindo as minhas ordens. – eu falei secamente.
Ora, eu não tinha nada que dar satisfação para um merda de um tenente metido a besta.
- Mas para que tudo isso? Foi apenas uma brincadeira que deu errado. – ele disse se justificando de novo.
- Aproveitando que você está aqui, eu quero que me conte detalhadamente tudo que aconteceu Black.
- Não aconteceu nada de mais. – ele falou, mas eu sabia que ele mentia – O Cullen se gabou que conseguia se livrar de qualquer amarra. Então eu apostei que ele não conseguiria se livrar das amarras debaixo d’água. Quando eu percebi que ele estava se afogando, você já estava na água.
- Só isso?
- É... por isso que eu não entendi o porque de tanto alvoroço... afinal, não aconteceu nada.
- Porque eu vi a merda que estava acontecendo. – eu falei e ele estremeceu sabendo que eu não engoliria todas aquelas mentiras que ele insistia em me contar.
Nesse momento, o telefone tocou e eu o atendi.
- Swan.
– Bella? Edward já está liberado. – Rose me avisou.
- Ok. O mande para o meu escritório imediatamente. Eu já estou acabando com o Tenente Black.
– Tudo bem. Ele já está a caminho.
Desliguei o telefone e encarei Black.
- Essa é a sua versão final, Tenente? – eu o perguntei lhe dando a última chance para falar a verdade.
- Claro que é. Eu falei a verdade. – ele me assegurou fracamente.
Eu o encarei atentamente e ele remexeu incomodado na cadeira.
- Então você não tem nada para se preocupar, Tenente. – eu falei e percebi pelo seu olhar assustado que ele havia entendido a ameaça por de trás das minhas palavras.
Escutamos uma batida na porta.
– Entre. – eu autorizei.
O novato abriu a porta e entrou na sala.
– Está dispensado, Tenente Black. – eu o dispensei.
Ele se levantou e foi em direção ao novato. Eu nem esperei e imediatamente me pus de pé ao lado do novato.
– Está dispensado, Tenente. – repeti o ordem para Black e me virei para o novato – Sente-se novato.
Black saiu batendo a porta. O novato se sentou onde o Tenente estava sentado.
– Mandou me chamar, General? – eu perguntei.
– Sim. Eu quero saber exatamente o que aconteceu com você na atividade no lago. – eu falei e me sentei na minha cadeira – Quero que me conte todos os detalhes. E nem pense em não me responder novamente ou mentir. Entendido novato?
– Sim, senhora. – ele respondeu e começou a contar:
Flashback On – Novato Cullen
A Major Weber nos mandou entrar no barco junto com um Boina Verde. Sortudo como sempre, eu fiquei no barco com o idiota do Black. Ela disse que os Boinas Verdes nos dariam as instruções necessárias para a atividade.
– Eu não estou feliz de fazer essa atividade com você, novato – o Tenente disse – Então, vamos logo para acabar rápido com isso.
– Sim senhor. – eu o respondi.
O lago era enorme e nós estávamos bem mais afastados dos demais barcos.
– A atividade é fácil, novato. – ele começou a explicar a atividade – Eu vou te amarrar e te jogar no lago. Você tem 45 segundos para se soltar. Passados os 45 segundos, se você não aparecer, eu vou atrás de você. É simples assim. Entendeu?
– Sim senhor. – eu respondi.
Ele me amarrou com os braços para trás e os meus pés.
– Tudo bem? – ele perguntou.
Eu assenti.
– Até mais, novato. – ele falou de uma maneira que eu não gostei.
Aí, ele me jogou do barco. A água estava gelada e muito turva. Eu não conseguiria enxergar nada embaixo d’água. Aos pouco eu fui afundando e afundando...
Rapidamente, eu comecei a tentar me soltar, mas não conseguia. A corda estava amarrada demais. Meus braços estavam presos muito para trás.
Eu simplesmente não conseguia me mover. Eu só sentia que eu estava afundando cada vez mais.
Depois de um tempo, eu comecei a me ficar preocupado. Meu ar estava acabando e o maldito do Black não vinha para me tirar do lago.
Eu continuei tentando me soltar, mas era praticamente impossível. Eu me forçava a não respirar, mas não adiantou muito. Involuntariamente, eu abri a boca e senti a água entrando pela minha boca.
Minha força foi se esvaindo. Eu já não conseguia me mexer. Eu fechei os olhos e eu comecei a perder a consciência.
Flashback Off – Novato Cullen
- Merda! – eu esbravejei dando um murro na mesa.
Onde Black estava com a cabeça? Eu ia matar aquele desgraçado. Eu me levantei, derrubando a cadeira no processo.
– Desgraçado! Maldito!
– Está tudo bem com você? – o novato me perguntou visivelmente confuso.
– Não. Não está tudo bem! – o olhei e respirei fundo, tentando me controlar – Não havia atividade assim, Cullen.
– Não? Como assim não? – perguntou confuso.
– Não. A atividade não era essa. Pelo visto, o Tenente Black quis se vingar de você, mas ele passou dos limites. – eu o respondi.
Eu ainda não acreditava que ele tinha se rebaixado a esse nível. Ele ia realmente matar o novato.
– Você está me dizendo que aquele maldito fez tudo de propósito? – ele perguntou alterado se levantando da cadeira.
– Sim. – eu confirmei – Ele disse que você se achando o melhor, apostou com ele que você conseguiria se desamarrar a qualquer minuto. E que você pediu para ele te amarrar e jogar na água. Ele disse que foi apenas uma brincadeira entre vocês dois que acabou mal.
– Não foi isso que aconteceu! – ele praticamente gritou revoltado.
– Eu sei novato. Eu sei.
– Filho da puta! Eu vou matá-lo. Ah se vou! Eu vou matar aquele covarde com as minhas próprias mãos. – ele esbravejou.
Não adiantava nada fazer ameaças.
– Cala boca novato! – eu disse com desdém.
Ele me olhou parecendo cada vez mais nervoso.
– Cala a boca? Vá à merda! O maldito quase me matou! – ele esbravejou.
– Em primeiro lugar, vá à merda o senhor, novato atrevido! – eu retruquei – E em segundo lugar. Eu sei que ele quase te matou. Fui eu quem te tirou da água inconsciente, merda!
Ele ficou calado, mas era nítido que não estava nem um pouco satisfeito.
– Ele vai ser punido. Não só fisicamente, mas ele será punido com suspensão sem salário por 30 dias e esse fato vai constar essa advertência na ficha funcional dele. – eu falei.
Eu achava que era pouco, mas era só isso que eu podia fazer. Uns dias na prisão e uma suspensão era o máximo.
– Só isso? Foi tentativa de homicídio. Fala sério. Não pode ficar assim! – ele disse revoltado.
Eu dei os ombros.
– É só o que eu posso fazer. Mas você pode esperar o treinamento acabar e dê uma surra nele... igual você fez com Royce. – eu sugeri.
Black realmente merecia uma boa surra. O novato então começou a rir.
– Com certeza eu vou fazer isso. Ele não sabe com quem ele se meteu Ele está fudido. – ele disse visivelmente mais calmo.
– É. Pelo visto, ele realmente está fudido. – concordei.
– Antes ele do que eu. – ele falou.
– Sempre, Cullen. Essa é a regra número dois do grande General Swan. – eu falei debochada – Antes seu inimigo que você. Sempre.
– É a segunda vez que você fala sobre regras do General Swan. – ele comentou.
– Meu pai tinha algumas regras, que segundo ele, eram essenciais para quem quisesse ser general no exército..
– E você seguiu essas regras? – ele perguntou curioso.
– Claro que sim! Eu aprendi com o melhor. E ele era mesmo o melhor. Sério. Concentrado. Competente. Não admitia falhas. – eu contei.
Ele fez uma careta engraçada.
– O que foi novato? – questionei.
– Se você já é o capeta em pessoa, imagina seu pai. – ele disse.
Eu comecei a rir. Realmente ele era mil vezes pior que o capeta, mas o engraçado foi ele me dizer pessoalmente que eu era o capeta.
Eu sabia que grande parte do exercito que me chamava de capeta ou coisa pior, mas ninguém tinha coragem de falar na minha cara.
Ele sorriu me vendo rir.
– Eu não sou o capeta... – eu dei a volta na mesa, me sentando na própria mesa na frente do novato – Posso ser um demônio qualquer, mas capeta mesmo era meu pai. Ele sim era o próprio capeta... em carne e osso.
Ele riu.
– Você não fica chateada de te chamarem assim? – perguntou.
– Eu já fui chamada de coisas piores. – eu contei – Você nem imagina. Para uma mulher ser general no exército, ela tem que ser a melhor. Não basta ser boa. Tem que ser a melhor. Tem que passar por cima dos preconceitos dos outros. Mostrar a todo segundo que é boa no que faz. Não pode nunca ficar em segundo lugar.
– Eu imagino que tenha sido difícil para você.
– Foi, mas tudo mais difícil é mais gostoso. – respondi simplesmente.
Eu sorri e ele me olhou nos olhos. Lentamente, ele se aproximou de mim e me segurou pela cintura, sem nunca deixar de me encarar. Senti aquela corrente passar pelo meu corpo, me fazendo arrepiar.
Nesse momento, não existia nada além dele para mim.
– Realmente é mais gostoso. – ele sussurrou e se aproximou mais ainda de mim.
Nossas respirações se misturavam de tão perto que estávamos. E eu me lembrei da última vez que nos beijamos e ele perguntou sobre a aliança que Jasper tinha me dado.
– De noivado. – eu murmurei.
Imediatamente ele parou e arqueou a sobrancelha sem saber do que eu estava falando. Então eu resolvi explicar.
– A aliança que você encontrou na minha sala quando você estava fuçando.
Nós ficamos a centímetros um do outro, apenas nos encarando.
– É de noivado. E a foto foi tirada no dia que Jasper me pediu em noivado, durante um jantar. – eu disse.
Ele limpou a garganta, mas não disse nada.
– Entendo... – ele falou.
– Mas acabou. – eu sussurrei quando percebi que ele estava começando a se afastar.
Ele me olhou confuso e eu achei melhor repetir.
– Acabou...
Ele soltou a respiração parecendo estar aliviado.
– Não que eu deva a você alguma satisfação sobre a minha vida... mas acabou... – falei baixinho.
Ele sorriu e eu só fechei os olhos, querendo que ele me beijasse de uma vez por todas. Ele se aproximou mais e apertou minha cintura.
Passei os braços pelo pescoço dele, o apertando e colando ainda mais nossos corpos.
Sua boca encostou na minha e eu arfei. Senti ele passando a língua pelo meu lábio inferior.
E então a porta se abre e Jasper entra na minha sala.
O novato se afastou bruscamente e eu coloquei a mão na mesa procurando me equilibrar.
– Me desculpem, eu não sabia que você estava ocupada. – Jazz falou olhando para o novato e depois para mim – Eu não queria interromper.
– Você não interrompeu nada Jasper. – respondi.
O novato me olhou indignado, mas eu optei por ignorá-lo.
– Nós já acabamos por aqui. Está dispensado, novato. E por favor, não fale para ninguém o que conversamos aqui, especialmente para o Tenente Black. – eu disse.
O novato bufou e saiu da sala.
- Se divertindo com os novatos agora Bella? – Jasper disse brincando.
- Vá a merda. – eu resmunguei.
- Eu sei que mandei você transar para melhorar o humor, mas não com um novato. – Jass continuou.
– O que você quer? – eu perguntei.
- Eu só queria saber como você está. – ele disse – Encontrei com Jacob no caminho e ele estava puto da vida.
- Onde você encontrou Black? – eu perguntei desconfiada.
- No caminho. Perto da cabana dos novatos. – ele disse.
Merda! Jacob ia tirar satisfação com Edward.
- Amanhã nós conversamos Jasper. – eu falei já saindo do meu escritório.
Fui em direção as cabanas dos novatos quando escutei Black falando para o novato.
– Ela só quer usar você.
– Não sei do que você está falando. – o novato respondeu.
Pelo menos o novato era esperto de não entregar ouro ao bandido. Eu decidi não me aproximar mais e ficar escutando a conversa dos dois.
– Eu sei que você sabe perfeitamente do que eu estou falando, novato. Mas saiba que ela faz esse joguinho de sedução com todos. – Jacob falou maldosamente – Ela adora uma novidade. E sempre consegue com que todos os novatos façam as suas vontades, mas logo ela enjoa e os larga, como um brinquedo velho. Eu já vi acontecer inúmeras vezes.
Filho da puta! Eu nunca tinha me envolvido com novato nenhum. Na verdade, eu nunca tinha me envolvido com ninguém das Forças Especiais.
– Eu realmente não sei do que você está falando. – o novato continuou se fazendo de desentendido.
– Se é assim que você quer. – Black falou dando os ombros como se não se importasse, mas dava para perceber que ele estava puto porque não deu certo – Depois não diga que eu não te avisei, brinquedinho.
Jacob saiu e eu me escondi atrás da árvore para ele não me ver.
– Muito bem novato! – eu falei saindo de trás da árvore e me aproximando dele – Pelo menos uma vez na vida, o senhor teve a atitude certa. Agora não era o momento. Ele te provocou apenas para você perder a razão e ele inverter a situação em favor dele.
– Eu imaginei. Como se eu fosse acreditar em quem quase me matou. – ele respondeu.
– Ele nem imagina que você sabe que ele fez aquilo de propósito. – eu falei.
– Por quê? –perguntou.
– Porque ele pensou que eu não te contaria. Na verdade, ele tem quase certeza que eu apenas fiz perguntas a você sobre o que aconteceu no lago. – eu arqueei a sobrancelha e dei um meio sorriso – Afinal, porque um general daria satisfação a um novato?
Ele pensou por um tempo e depois sorriu.
– E, então... eu me pergunto por que um general deu satisfação a um novato? – ele perguntou.
Dei um sorriso malicioso e dei os ombros, enquanto me aproximei lentamente dele, sempre olhando nos seus olhos. Ele seria a minha perdição. Eu nunca tinha sentido desse jeito antes... e estava gostando.
– Você não vai me responder, não é mesmo? – ele sussurrou.
– Não vou não... sabe porque? – eu perguntei já presa ao olhar dele – Porque eu, general do exército, não devo satisfação ao senhor, novato.
Eu dei mais um sorriso chio de malícia e parei bem na frente dele.
– Você quer alguma coisa General? – ele perguntou olhando nos meus olhos.
– Sim – respondi mordendo o lábio inferior – Eu quero você novato.
Notas finais
Obrigada pelos comentários... eu li todos só não tive tempo de responde-los...
Para quem nao sabe... essa fic é a versão da General Swan da minha fic Cosa Nostra...
Bjossssssssssss
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