Boina Verde

6 Capítulo 5: Muito Confusa


Notas iniciais
Boa leitura...

Até que, por cansaço, fechei os olhos e imediatamente me veio à mente um par de olhos verdes... e então, eu dormi.

Eu acordei assustada, me sentando na cama. Meu coração estava acelerado e eu respirava com dificuldade.

Mais uma noite mal dormida. Mais uma vez o mesmo maldito pesadelo.

No sonho, eu tinha quatorze anos novamente e estava parada na porta do meu quarto olhando Derek se debater no chã, já todo sujo de sangue. Ele implorava pela minha ajuda... mas eu não fazia nada. Eu apenas ficava parada olhando para ele... o esperando morrer na minha frente.

Olhei para o relógio na minha cabeceira. Eram três e quinze da manhã. Respirei fundo ainda tentando me acalmar do pesadelo, que estava vivo em minha memória. Como eu não ia conseguir dormir de novo, eu decidi me levantar de uma vez e fazer uma corrida.

Eu fiz minha higiene matinal rapidamente. Coloquei um short e uma camisa branca, peguei minha lanterna para iluminar o caminho, pois o sol ainda não tinha nascido e com certeza a trilha estaria escura.

Já fora da cabana, eu alonguei um pouco e comecei a correr. Eu fiz uma trilha na floresta que costumava a fazer com Derek quando passávamos nossas férias aqui e acabei indo para a minha campina.

Bem, a fazenda toda era minha, mas a campina era o único lugar que ninguém ia por ordens minhas, é claro. Ali era o meu lugar... onde eu me esquecia de todos problemas da minha vida.

Fiquei ali, na minha campina, sentada no chão, encostada em uma árvore, apenas pensando um pouco. Foi impossível não pensar em Royce.

O ódio que eu senti por todos esses anos era o que me motivava. O que me dava frieza para continuar com o meu plano. E eu sabia que todo esse pesadelo estava no fim.

Antes de o sol nascer, eu me levantei e voltei para a minha cabana. Chegando lá, tomei um banho e coloquei o uniforme de treinamento, que era uma calça preta e uma camisa também preta. Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo e coloquei minha boina verde.

Peguei no armário as buzinas que usaríamos para acordar os novatos e fui para o refeitório me encontrar com os ‘boinas verdes’.

Assim que entrei no refeitório, vi todos os ‘boinas verdes’ sentados em uma mesa.

- Eu aposto cem dólares que faço pelo menos um novato desistir até o final da semana. – eu escutei Black falando com Emmett.

Emm riu alto.

- Apostado cara, mas esteja preparado para perder. – Emm falou apertando a mão do Jacob.

Era comum apostarmos alguma coisa. E, por isso, um sempre devia dinheiro para o outro.

- Eu não quero saber de novatos seriamente machucados. – eu os avisei me sentando ao lado de Jasper – Ou vocês se terão que se ver comigo. Entendido?

- Sim senhora. – os dois me responderam.

- Ótimo. Vamos começar o dia, então. – eu falei.

Todos me olharam esperando pelas instruções.

- Hale e Brandon, vocês acordarão a cabana um e eu e o McCarty acordaremos a cabana dois. – eu falei entregando uma buzina para Jasper e jogando a buzina para Emm que pegou no ar – Tenente Black e Major Weber, vocês ficarão responsáveis por acabar com a “decoração” do nosso refeitório.

- Sim senhora. – eles assentiram.

- Rose, hoje o soldado Miller vira trazer o resto dos medicamentos. – eu continuei – Vá para a enfermaria e o aguarde lá. Qualquer problema mande chamar Coronel McCarty.

Rose assentiu.

- Alguma dúvida ‘boinas verdes’? – eu perguntei.

- Não senhora. – eles me responderam.

- Estão dispensados. – eu falei.

Todos se levantaram para cumprir prontamente as respectivas tarefas. Eu e McCarty fomos para a cabana dos novatos, acordá-los.

- Bella, você sabe o que está acontecendo com Rose? – Emm me perguntou no caminho.

- Por que a pergunta? – eu devolvi a pergunta.

- Ela anda estranha. Nervosa. Eu a peguei chorando algumas vezes. – ele falou frustrado – Eu tentei conversar com ela, mas ela não diz nada.

- Não sei de nada. – eu menti – Pode ser TPM ou coisa do gênero.

- Espero. – ele disse – Não gosto de ver minha ursinha assim.

Eu sorri minimamente. Eu e Jasper conhecemos Emmett no exército, quando nos inscrevemos.

Rapidamente, ele se tornou um grande amigo nosso. Ele ficou encantado com Rose desde a primeira vez que a viu. Ele praticamente babava quando a via.

Mas por causa dos traumas dela, ele teve que rebolar muito para conseguir se aproximar dela. E hoje eles eram felizes. Muito felizes.

Ela havia me confidenciado que no inicio foi difícil ir para cama com ele, mas que Emmett foi o mais paciente do mundo... a ajudando sempre.

- Vai dar tudo certo, Emmett – eu falei pensando que em pouco tempo Rose jamais ficaria com medo de se encontrar com Royce novamente.

Ele sorriu e assentiu. Nós paramos em frente a cabana dos novatos.

- Show time. – Emmett falou e abriu a porta da cabana, já entrando e buzinando à vontade.

Eu apenas me encostei à porta e fiquei observando a cena.

King e Yorkie acordaram assustados, levantando rapidamente da cama, mas um novato não acordava com a buzina: Ben Cheney.

- Temos uma bela adormecida aqui General. – Emmett falou.

- Vamos resolver isso Coronel. – eu falei e entrei na cabana enquanto Royce e Eric me olhavam atentamente.

Eu me aproximei da cama do novato dorminhoco e puxei sua coberta sem o menor cuidado.

Eu me inclinei em direção a ele e o segurei firmemente pela gola do pijama, o tirando da cama e o jogando do outro lado da cabana.

Ele bateu na parede e imediatamente caiu no chão. Ele olhava para os lados, ainda tentando entender o que tinha acontecido. Bem... pelo menos ele tinha acordado.

- Levante-se novato. – eu mandei já andando em direção a ele.

Ele se levantou ainda meio perdido. Eu já me aproximei dando um soco no rosto dele. O sangue começou a escorrer.

Eu sabia que o soco apenas o faria sangrar, mas não o machucaria de verdade... apenas deixaria um pouco dolorido.

- Isso é para o senhor aprender a acordar mais rapidamente, novato. – eu falei e me virei indo embora da cabana. No meio do caminho, eu me virei novamente e olhei para os novatos – Quero vocês no refeitório em cinco minutos.

Eu saí da cabana acompanhada de Emmett e voltamos para o refeitório. Assim que chegamos, vi que o refeitório já estava pronto para receber os novatos.

Na parede, tinha a foto de cada novato. A foto do Tyler havia sido marcada com a palavra “fraco” em vermelho. Essa era uma tradição nossa.

Cada novato que saia do treinamento tinha sua foto marcada. Diretamente em cima da foto do novato que tinha saído estava nosso placar: “Novatos 0 X 1 Boinas Verdes”.

E esse era um jogo que sempre ganhávamos. Pode ter certeza disso.

Assim que os novatos chegaram ao refeitório, eu olhei para o meu relógio. Todos haviam chegado em menos de cinco minutos. Excelente... pelo menos eles aprendiam rápido.

Eles ficaram olhando para a “decoração” por alguns segundos.

- Gostaram da nossa nova decoração, novatos? – Black perguntou se levantando da mesa em que estávamos.

E um silêncio se fez. Os novatos se entreolhavam sem saber como agir. Jasper e Emmett me olharam desaprovando a atitude do Tenente Black.

- Eu perguntei se os senhores gostaram? – ele repetiu a pergunta.

Eu também não gostava da forma dele agir com os novatos. Jacob gostava de humilhar os novatos, de se sentir superior de alguma forma.

- Sim senhor. – os novatos responderam.

Jacob sorriu satisfeito por ter “moral”. Emmet revirou os olhos e sussurrou para mim: “Acabei de ganhar cem dólares”.

Eu assenti minimamente. Jacob não percebia quão ridículo ele estava.

- Eu apostei com meus colegas que até o fim da semana, eu irei fazer pelo menos mais um de vocês desistir. – ele falou olhando demais para o Cullen – Então, não me decepcionem, novatos. Assumam logo que os senhores não servem para as Forças Especiais e desistam deste treinamento de uma vez por todas.

Percebendo que aquela ladainha do Black não ia levar os novatos a lugar nenhum, eu me levantei.

- Agora, sentem-se à mesa, novatos. Vocês terão exatamente dez minutos para tomar o café da manhã. – eu disse já irritada com esse jeito do Jacob.

Obedientemente, os novatos se sentaram á mesa e começaram a se servir o que tinha para eles: café, leite, manteiga e pães.

Eu comi apenas um donut, que era meu café da manha favorito, e uma xícara de capuccino. A nossa mesa era muito mais farta que na dos novatos, claro. Não significava que porque os novatos passavam fome, nós também tínhamos que passar, não é mesmo?

Acabei meu café e fiquei observando os novatos. Enquanto os novatos conversavam como se fossem amigos há anos, o Cullen estava calado, totalmente distante do grupo.

Ele também já tinha acabado de tomar o café e brincava com uma corrente de ouro, que usava no pescoço, enquanto tinha o olhar perdido em sua própria foto.

E mais uma vez eu tive a impressão de que havia alguma coisa errada com ele. Eu só queria saber o que.

Ele estava distraído até o Newton o chamar. Imediatamente ele guardou a corrente dentro da camisa, como se a escondesse de todos.

- Bella. – Jasper me chamou e eu o olhei – Está tudo bem?

- Por que não estaria? – eu perguntei.

- Você está estranha demais. – ele disse preocupado.

- Impressão sua. – eu desconversei.

Jazz abriu a boca para falar alguma coisa, mas eu me levantei rapidamente da cadeira.

- Todos para o campo do treinamento. – eu ordenei os novatos querendo fugir mais uma vez do Jasper.

Assim, os novatos foram para o campo de treinamento. Hoje nós faríamos a atividade “rouba bandeira”. Era a favorita de Emmett.

Chegando ao campo, eu ordenei aos novatos que entrassem em posição. E prontamente eles o fizeram.

- Descansar. – eu comandei.

Quando eles estavam na posição de descansar, eu dei permissão para Emmett começar a atividade. Ele, então, se virou para os novatos.

- Agora vamos fazer mais uma atividade, senhores. – ele começou a explicar a atividade – Vamos sortear o nome de um novato e o de um ‘boina verde’. O novato terá que impedir que o ‘boina verde’ chegue até a bandeira do outro lado do campo.

Eu não iria participar dessa atividade. Eu apenas observaria. De todos, eu era a mais observadora. Tinha aprendido a ser assim com meu pai. E, por isso, eu não ia participar da atividade.

Os novatos não sabiam, mas eles eram analisados 24 horas por dia. Nós éramos das Forças Especiais. Boinas Verdes. Não podíamos deixar nenhuma pessoa errada entrar no nosso grupo.

Emmett começou a sortear os pares e ficou assim sorteado: Eric e Jacob, Mike e Jasper, Royce e Alice, Edward e Emmett e Ben e Angela.

Antes de darmos inicio ás atividades, o soldado Miller se aproximou correndo. Ele estava ali na fazenda apenas entregando alguns alimentos e medicamentos que o General Uley havia prometido.

Já próximo, ele prestou continência para mim desastrosamente. Meu Deus! Esses soldados de hoje não sabiam nem prestar continência de forma correta... imagina defender nosso país. Eu prestei continência em resposta.

- Sua permissão para falar, General. – o soldado me solicitou.

- Permissão concedida soldado. – eu o respondi.

- A Tenente Hale está chamando o McCarty na enfermaria. Ela disse que era importante. – ele comunicou.

- Dispensado, soldado. – eu disse a ele.

Eu me virei para Emmett.

- Está liberado McCarty. Pode ir. – eu o liberei.

Se Rose estava o chamando, com certeza houve algum problema nos medicamentos recebidos.

O soldado prestou continência novamente, ou pelo menos tentou, e saiu dali o mais rápido possível.

- E a atividade, General? – Emm perguntou.

- Depois que eu acabar com o meu novato, eu faço a atividade com o Cullen. Sem problemas. – Jacob se ofereceu, solícito demais para o meu gosto.

Eu conhecia os membros do meu grupo bem demais. E eu sabia a intenção na atitude prestativa dele.

Jacob era um bom homem e um bom tenente. Mas tinha um grave defeito: era vingativo.

E ter apanhado para o Cullen naquela primeira atividade foi terrível para ele. E eu sabia que ele faria de tudo para se vingar do que aconteceu. Ele aproveitaria a oportunidade para sacanear o novato.

E isso eu não admitia no meu treinamento.

Nosso treinamento é à base da porrada. Porque um ‘boina verde’ tem que estar preparado. Tem que ser forte. Tem que ter garra.

Eu fazia questão de levar os novatos ao limite... tanto física como psicologicamente. Mas nós sabíamos como bater nos novatos... e aonde bater. Doía. Machucava. Sangrava. Mas não os prejudicava.

Só que eu nunca permitia sacanagem. E eu não permitiria que Jacob fizesse isso com um novato. Não por orgulho ferido.

Eu olhei para Jacob, que tinha um sorriso vitorioso no rosto e depois para o Cullen. O novato estava sempre com a mesma feição... sem nunca demonstrar o que realmente estava pensando.

- McCarty, vá ver o que a Tenente Hale quer. – eu ordenei – E não se preocupe Black, pois eu mesma farei a atividade com o Cullen.

Pelo meu tom, todos sabiam que era uma ordem. Emmett assentiu e saiu correndo em direção á enfermaria.

Já Jacob olhou para o Cullen e eu sabia que ele estava puto. Mas eu não me importava com o que ele achava ou deixava de achar.

Eu me aproximei de Edward para começarmos a atividade. Uma coisa eu tinha que confessar: ele era muito cheiroso. Tinha cheiro de homem. De macho.

Então, eu me posicionei de frente para o Cullen. Ele estava de costas para a bandeira, que eu deveria pegar. Claro que eu a pegaria. Eu não tinha dúvidas. Mas a minha abordagem era diferente das dos meus colegas.

Um tiro sinalizou o início da atividade.

Enquanto meus colegas corriam para pegar as bandeiras, eu fiquei parada. Caso eu não tivesse tempo para terminar uma missão, eu preferia fazer do jeito mais perfeccionista do possível, o que consistia em nunca deixar nenhum inimigo vivo para contar história.

O Cullen estava totalmente confuso com a minha atitude, mas logo ele entenderia. Eu dei dois passos bem devagar até chegar perto dele.

E esse foi seu primeiro erro: deixar um inimigo se aproximar tanto.

Facilmente, eu dei um soco no rosto dele. Com certeza, ele não esperava por isso. Antes que ele tivesse uma reação, eu dei outro soco no rosto e na seqüência, um no abdômen.

Só então que ela me revidou, dando um soco no meu abdômen. Foi um soco forte e eu me afastei.

Nossa... o novato até que era bom de briga.

- É só isso que você consegue, novato? – eu o provoquei dando um sorriso jocoso – Que decepção! O senhor é bem fraquinho para um homem do seu tamanho.

Era fácil fazer um homem perder a cabeça durante uma briga. Era só apelar para a masculinidade dele.

Irado, ele rosnou para mim e veio como um foguete na minha direção. Erro número dois: deixar um inimigo te desequilibrar com provocações.

Ele estava tão nervoso que foi fácil eu me esquivar do soco dele. Ele, então, abriu sua guarda, me dando a oportunidade de lhe dar um murro nas costelas.

Como resposta rápida, ele me deu uma cotovelada no meu rosto. Erro número três: deixar seu joelho vulnerável.

Assim, eu me afastei um pouco, apenas o suficiente para dar um chute em seu joelho. Agora ele cairia no chão.

E quando ele caiu, eu dei mais um soco no rosto dele. Era uma pena bater naquele rosto, porque ele era muito bonito... mas fazer o que? São os ossos do ofício.

Sem que eu esperasse, ele me segurou pelos meus tornozelos. E esse foi o meu primeiro erro. Eu sabia que eu iria cair. Ele puxou meus tornozelos e não tive escolha a não ser cair de costas para o chão.

Essa briga ridícula não era nada comparada com os anos de treinamento com meu pai. Por mais que eu apanhasse, eu estava preparada.

Eu só não estava preparada para o que viria a seguir.

Antes que eu me mexesse no chão, ele subiu em cima de mim e me imobilizou ao segurar minhas mãos em cima da minha cabeça e me paralisar com o peso do seu corpo.

Uma corrente elétrica passou pelo meu corpo, me fazendo estremecer. Era a segunda vez que isso acontecia comigo. A primeira foi quando eu o toquei acidentalmente da graduação do treinamento dele, em Fort Hamilton.

Eu percebi que Edward ficou completamente estático em cima de mim, provavelmente resultado da corrente elétrica. Os olhos verdes me olhavam profundamente. Ele buscava uma resposta. Uma resposta que eu não podia dar.

Toda aquela situação me assustava. Eu não sabia o que era ou o porquê acontecia. Querendo sair daquela situação, eu dei uma chave de perna no Cullen e consegui inverter nossa posição.

Eu fiquei em cima dele, o prendendo entre as minhas pernas. Ele se remexia, tentando se soltar. Então, eu segurei as mãos dele para cima, exatamente como ele tinha feito comigo.

E esse foi o meu segundo erro.

Só então percebi o quão próximo estávamos. Estávamos tão perto um do outro, que meu nariz roçava no dele. Eu sentia o hálito de menta dele e sua respiração desregulada, assim como a minha.

Meu corpo se moldava com perfeição ao dele e a corrente elétrica fazia meu coração bater mais forte e mais acelerado.

Eu ainda tentei em ajeitar, para segurá-lo melhor. Erro número três, porque acidentalmente eu me encaixei nele. Eu senti a ereção dele entre as minhas pernas, a pressionando contra meu corpo e ele trincou o maxilar.

Imediatamente, ele parou de se mexer e o roçar dos nossos corpos cessou. Mas não era o que eu queria. Eu queria mais. Eu estava completamente excitada e molhada.

Eu o olhava nos olhos sem saber o que fazer, mas a única coisa que eu consegui foi me prender naquele olhar.

E olhá-lo nos olhos foi o meu quarto erro, porque eu simplesmente não conseguia mais raciocinar. Todos meus movimentos agora eram instintivos.

Meu corpo simplesmente reagia ao dele por completo. Meu peito estava deliciosamente esmagado contra o dele, subindo e descendo rapidamente. Meu coração batia acelerado assim como o dele. Eu estava completamente arrepiada. Minha boca estava seca de desejo. Então, eu mordi o meu lábio inferior com força.

Eu senti o pau dele pulsar entre as minhas pernas. Inconscientemente eu parei de respirar e senti minha feminilidade pulsar também. Não sei como, mas eu voltei a respirar desreguladamente.

Ele respirou fundo e seu corpo se arrepiou. Rapidamente, ele deu um solavanco, invertendo nossas posições.

Agora em cima de mim, ele me encarava intensamente. Seus olhos verdes estavam mais escuros e brilhavam perigosamente. E eu o fitava fascinada.

Instintivamente, eu passei minhas pernas pela sua cintura, o apertando mais contra mim. Céus... cada vez mais eu ficava mais molhada.

Ele, então, colocou minhas mãos em cima da minha cabeça as entrelaçando com as dele e apertou minhas mãos. Eu correspondi, também as apertando e senti todo meu corpo estremecer.

Eu nunca tinha sentido isso antes... mas... mas que merda eu estava fazendo? Estava excitada em por causa de um novato pleno treinamento!

Querendo sair daquela situação, eu lhe dei uma cabeçada. Eu o empurrei e me levantei rapidamente. Ele ainda tonto também se levantou, mas logo se recuperou e partiu para cima de mim, me dando um soco no meu queixo.

Eu dei um murro forte no rosto dela e o olhei.

- Você é um imbecil metido a espertinho, novato. – eu cuspi as palavras. Na verdade, eu estava com raiva de mim mesma... por ter me deixado levar tão facilmente. – Mas no fundo, é um merda de um incompetente, que não agüenta sequer uma lutinha com uma mulher.

Ele soltou um rosnado de raiva e me dei outro murro no rosto. Eu revidei, lhe dando um soco no abdômen.

Ele ia me atacar novamente, mas eu me antecipei ao sue movimento e consegui imobilizá-lo, segurando seus braços em suas costas com força... mais um pouco e eu os quebrava.

- Com toda essa força e não consegue sequer me bater direito. – eu falei baixo em seu ouvido – Como o senhor é patético, novato!

Eu o deitei no chão, de barriga no chão e o algemei. Agora ele ficaria quietinho enquanto eu pegava a bandeira.

Eu andei tranquilamente pelo campo, sabendo que todos me olhavam. Eu parei em frente à bandeira, olhei para o Cullen no chão e peguei a bandeira.

Deu um sorriso para provocar o novato e balancei a bandeira para comemorar minha vitória com ele.

Nesse momento, Jasper e Black se aproximaram de mim.

- O que aconteceu, General? – Black me perguntou.

- O novato é bom de briga. – eu respondi – Você já sabe disso Tenente Black.

Jacob bufou irritado de eu ter comentado sobre a vez que ele perdeu para o Cullen. Ótimo. Assim ele não me perturbava mais.

- Está tudo bem? – Jasper me perguntou.

- Claro que está. – eu falei.

Black começou a falar alguma coisa sobre a próxima atividade e involuntariamente eu olhei para o Cullen.

Seus olhos verdes pareciam confusos. Rapidamente eu desviei o olhar, olhando novamente para Jasper, mas foi o suficiente para sabermos que nós nunca comentaríamos sobre o que havia acabado de acontecer.

Era o certo a se fazer. Aquilo era confuso demais para mim. E eu não gostava da sensação de não ter controle... principalmente sobre minhas reações.

Tem merda que merece ser esquecida!

Notas finais
E ai galera???

Desculpem a demora, mas meu PC deu pau e eu tive que reescrever o cap... ai ai... mas consegui!!!!! rrss

Entao... gostaram do primeiro contato no PDV da nossa querida General????

Ja estou indo postar Cosa Nostra...

Bjossssssssssssss