Estava cansada, cheguei em casa, decepcionada, deitei em minha cama e m rendi e chorei, eu gostava dele, criei expectativas e me decepcionei, a tinha razão, sou umas das poucas pessoas que restaram que ainda acreditam no amor, meu celular tocou em minha bolsa. Saltei da cama exasperada, poderia ser Paulo com saudades minhas, mas não era, era a professora Magda, enxuguei as lágrimas.

— Oii, Prof, tudo bem?

— Muito bem querida, quer sair hoje? — Pensei um pouco.

— Quero. — Eu trabalhava com a professora Magda como sua assistente, ela era um pouco pegajosa as vezes, mas eu a entendia, ela não era mais simpáticas das professoras e apesar de ser nova e bonita, não namorava há algum tempo. Desliguei a chamada e levantei-me da cama, entrei no closet e escolhi um vestido florido, o tecido leve iria me fazer bem com aquela noite quente, maquiagem leve, afinal era uma noite light só de meninas, em alguns poucos meninos ouvi uma buzina do lado de fora.

— Mãe vou sair. — Gritei.

— Tchau. — Ela respondeu.

Fechei a porta desci os degraus e entrei no carro.

— Olá querida.

— Oi.

— Está abatida hoje? — ela perguntou assim que deu partida no carro.

— Ele ainda não me pediu em namoro, perguntei o porque hoje, ele me disse que não tinha certeza do sentia por mim. — Falei sentindo as lágrimas encherem meus olhos, limpei com rapidez, e senti uma das mãos da professora segurar as minhas.

— Não se preocupe, ele vai ver o quando você é preciosa. — ela respondeu me olhando ao parar no sinal concordei com um aceno de cabeça.

— Assim eu espero.

— Eu também, vamos parar na cafeteria comprar alguma coisas e podemos ir de apé até o cinema. — Concordei.

Mais tarde em casa, deitada em minha cama, minha mãe tinha razão, se não tivesse ido pra cama com ele no primeiro encontro ele teria certeza que gosta de mim, fechei os olhos, porque não ouvi a Ka quando ela me disse para esperar e conhece-lo mais. Bufei, tinha agido como uma menina burra, meu psicologo diria que fiz o que fiz por medo de não ser aprovada por ele. ele achava que eu tinha essa necessidade de que todos gostassem de mim, e eu estava começando a concordar com ele, depois que meu pai nos abandonou e fugiu com sua secretária não foi fácil, a Ka foi a unica que continuou sendo minha amiga, dei risada e me enfiei embaixo das cobertas, peguei no sono.

Sonhei que chegava em casa, abria porta da nossa casa e minha mãe estava chorando na sala, larguei a mochila na entrada ao ouvir seus soluços.

— Quem foi, a Tia ou a Vovó?

—Seu pai. — Meu coração pulou.

— Morreu?

— Não, fugiu com a Jade. — ela respondeu levantando uma carta.

— Posso? — Perguntei apontando para a carta, ela me estendeu.

— Não se preocupe, ele vai deixar metade da empresa para mim. — Ela falou com raiva, referindo-se a ao terceiro capítulo da carta, indo em direção ao bar, pegou uma garrafa e wisk e serviu no como, andou em minha direção com a garrafa e o copo em mãos, me estendeu o como enquanto tomava da garrafa, bebi tudo o que tinha no como e estendi o copo para que fosse cheio novamente, você pode achar uma absurdo uma mãe dar uma bebida alcoólica pára a própria filha que é de menor idade, mas estávamos desesperadas, sentamos no sofá e choramos, abandonadas quando eu tinha treze anos.

Ouvi o despertador e levantei, o sol já entrava pela janela, andei até meu banheiro, lavei o rosto, sorri.

— Já fazem quatro anos, você precisa deixar isso de lado Thayline . — Comentei para o reflexo, enquanto colocava a pasta na escova.