– Luccas, venha cá! — Grita Senhor Genari de seu escritório no segundo andar.

Luccas olha para os lados fazendo uma careta enquanto pausa o video game. O garoto moreno dos olhos cor de mel coloca os chinelos e se dirige ao escritório.

– Que foi? — Pergunta subindo as escadas.

– Eu falei que é para você vir aqui, se fosse para eu gritar pela casa o que quero com você eu teria gritado! — Diz Alexandre abrindo a porta do escritório e logo a fecha quando o garoto entra no recinto.

Luccas entra no escritório, senta na cadeira reclinável e começa a brincar em cima da mesma, a girando de um lado para o outro, em um movimento de gangorra horizontal. Seus olhos juvenis encontram o olhar sério de seu pai lhe dizem sem palavras para ele parar de brincar com a cadeira que lhe custou duzentos reais.

– Desculpa. — Murmura Luccas quase sem sair som de sua boca.

– Você que foi um dos locutores do Programa da Lulu não foi? — O senhor de idade já avançada diz se sentando na frente de seu filho.

Programa da Lulu, foi um programa da rádio de Karine, irmã de Luccas, já que estavam com uma hora sem programação, criaram um programa que na opinião de Luccas era completamente estúpido, onde Luccas, duas mulheres e cinco outros rapazes comentavam sobre relações amorosas e afins.

– Foi, nem me lembre desta época, foi... — Luccas foi interrompido pela mão de seu pai pairando no ar em sinal de: cale a boca menino.

– É o seguinte, a sua irmã irá te pagar novecentos e cinquenta reais para você fazer um programa chamado, Eu Sou Marculês. No horário da tarde depois de seu curso técnico, que está sem haver, de uma hora da tarde até às duas horas. Você aceita?

– Está bem, mas fala para Karine que eu quero almoço, porque de lá eu vou direto para o basquete.

– Tudo bem, eu falo com ela. Agora, eu tenho que acabar uns negócios aqui e diga para a sua mãe que a gente vai jantar fora e não é para ela fazer comida. — Diz Alexandre quando Luccas já está na porta, o fazendo voltar — E chame a Zole, ela é uma garota bem legal.

Bom, parece que eu vou ter alguém com quem conversar... A tal de Zole que meu pai citou. Pensou Luccas com um sorriso pelo fato de que seu pai sempre errava o nome da jovem.

– Mãe, o pai disse que não é para você fazer comida, que a gente vai comer fora. Está bem? — Pergunta Luccas entrando no quarto de seus pais, onde encontra a senhora Marcia Genari que estava assistindo novela e comendo bolacha sentada na beira da cama, a morena não desgruda os olhos verde da televisão.

– Está sim! Sem trabalho e sem louça para lavar.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.