Blutige Rose

1 Não faço questão.


Como os seres humanos conseguem agir de modo hipócrita e ignoram coisas desse tipo?!

Guerras ,estupro ,fome ,drogas e até mesmo a desigualdade de gêneros...

Não pense que sou uma feminista ou uma protestante revoltada com a vida e o mundo , apenas estou refletindo comigo mesma uma forma saudável de conviver com “animais” sedentos por sangue “inocente”.

Amélia, meu anjo. Você já está tempo demais nesse quarto ..vá tomar um pouco de ar puro.

Sim, o meu nome e Amélia , assim como Amelia Earhart, só que ao invés de coragem para movimentos femininos organizados e de motivação para que estes continuassem as suas lutas. Eu sou uma adolescente chata e deprimida, que passa mais de 12 horas trancada em um quarto ouvindo músicas velhas demais pra minha idade e lendo livros chatos, velhos e empoeirados e sem ter uma “vida social”.

Amélia...pelo menos vá ler ao ar livre, assim, aproveito e tiro a poeira que está se formando nos seus livros.

Tá bem...tomar um pouco de sol não deve me fazer entrar em combustão.

Tenho que manter uma aparência normal para jovens da minha idade e não ser mandada para um psicólogo, seria algo extremamente entediante conversar com alguém e ter de lhe dizer problemas criados por uma mente de uma adolescente que odeia socializar...

Saio do meu quarto, único lugar salvo de pessoas de cérebros podres e caminho para o jardim com meu livro Clockwork Orange e meus fones, me sentei encostada em uma árvore bem antiga do meu quintal, local onde meu antigo balanço de pneu ficava, tempos bons..tempos que eu nao sabia como a sociedade era como uma Jörmundgander faminto ,suspiro fundo e me concentro no livro.

"Alex encontra seus drugues em um estado de espírito rebelde." Bom Alex, eu não teria cortado somente a mão de Tosko..

— Bom dia nobre donzela — era Teo, um garoto viciado em RPG's, Animes e fantasia, bom conheço ele desde meus 5 ou 6 anos de idade eu era assim como ele, quando menor claro, amadureci minha mente um "pouquinho" cedo demais, ele era uma sátira completa, nós nos conhecemos em um parque próximo da minha casa, eu costumava ir lá para brincar com meus dinossauros e as vezes ler um conto infantil, algumas crianças vieram me chatear e só me lembro de Teo sorrir e dizer o quão bonitinha e diferente das outras garotas que ele conhecia, e que as outras crianças eram umas “bobalhonas” , acho que foi um dos primeiros contatos sociais além da minha mãe e uma senhora que plantava abóboras que era nossa vizinha. bom, Teo e eu nos tornamos bons amigos, admito que aconteceu uma pequena tentativa de um beijo mas algo falho para duas crianças de quase seus 10 anos de idade, foi um primeiro beijo estranho...

— Não vê que estou lendo agora Teo?— dizia em um tom calmo como sempre, Teo era o único até o momento do qual eu tratava sem grosseria ou selvageria, tinha uma consideração enorme com o único amigo de longa data do qual era praticamente obrigada a conviver, pois nossas mães se tornaram boas amigas assim como nós dois, engraçado , até parece que somos aqueles casais do século 18 que eram praticamente obrigados a se relacionarem e até se casarem.

— excuse-moi Mademoiselle — ele se sentou na minha frente me encarando com uma cara engraçada tentando me desconcentrar.

— Teo você quer mesmo que eu enfie minha grande mão na sua bela face pálida e sem graça — digo em um tom ameaçador e irônico tirando lentamente meus olhos do foco do livro e o encarando.

O clima estava fresco e agradável meu cabelo batia em um dos meus olhos com o vente, movimento minha mão o retirando do meu rosto e volto a ler meu livro, a rua estava pouco movimentada o que me agradava demais , odiava barulho, todos sabiam disso...

— Você vai mesmo me ignorar? diz ele de uma forma birrenta, ajeito meus óculos e fecho o livro e o encaro com uma expressão séria.

— Quem está te ignorando Teobaldo? — digo com um tom de deboche, Teo odiava o próprio nome, a mãe dele era como aquelas mulheres clássicas que adoram nomes antigos e “bizarros”, tinha aquele charme cult e cheio de frescuras de condes..

— Já disse pra não me chamar assim, até pareço um velho com um andador caminhando por um asilo em busca de remédio e sendo ignorado por uma bela enfermeira — eu o encarei com uma cara do tipo “você criou essa história na sua cabeça com apenas uma frase?!”.

E então ele sorriu e mudou logo de assunto com a possível ideia de evitar uma discussão sobre essa história e até a criação de uma outra versão da mesma com prováveis teorias.

— e então.. o que acha de sla..sair pra comer algo qualquer dia? — o encaro com um ar de dúvida.

— Comer algo?.. você diz um encontro?.. — Teo sorri envergonhado e coça a própria cabeça.

— é.. tipo um encontro..sla ...só diz se você tá afim ou não — aquilo era estranho.. o Teo que eu conhecia não era tão corajoso dessa forma, o que será que havia lhe dado essa vontade de ter um encontro e ainda por cima com alguém como eu. eu estava impressionada com aquela atitude dele, bom, eu não tinha nada a perder.

— ah..então eu...

Notas finais
hehehehehehe :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.