Blurred Lines of Light and Dark
2 An unfolded mess
Notas iniciais
P.O.V Kira
Todos parecem estar a falar sobre os mais recentes ataques a estudantes de outras escolas. Para ser completamente honesta, isto parece meio estranho. Como é que uma situação como esta pode escapar aos meios de comunicação? Para ser honesta, acho que alguém está a puxar alguns fios que só pode significar uma coisa: quem está por de trás disto deve ser alguém poderoso, eles estão a esconder informações.
-Kira, estas na aula connosco?
A minha professora de literatura, Miss Avalor, perguntou. Espera, estou em aula? Estou na aula de literatura. Ah, minha Lucy! Esqueci-me completamente!
-Estou, lamento senhorita Avalor não acontecerá de novo.
Acho que estava um pouco constrangida dado que eu conseguia sentir o calor nas minhas bochechas.
—Espero que sim. Agora, como eu estava a dizer, William Shakespeare escreveu 'Romeu e Julieta' que é o próximo livro que iremos estudar. Abram os livros na página 145 e respondam as perguntas em uma folha.
Miss Avalor terminou. Eu olhei para baixo para abrir o meu livro, mas ela já estava aberta e havia um desenho. Estranho... Não me lembro de ter desenhado nada, eu só estava distraída. Como é que é possível? Observei o desenho e fiquei surpresa com o que vi.
Era o sitio do meu sonho. Nunca me lembrei de detalhes daquele sitio apenas de mim própria e isso demorou uma semana para descobrir. O desenho é tão realista que eu quase podia sentir que estava lá a observar os altos pilares de apoio, a pequena janela que iluminava o quarto, os arcos que decoravam o teto. É como se estivesse a sonhar durante o dia. Eu estava a ficar distraída novamente e quando ouvi a campainha a tocar. Estive distraída por tanto tempo? Saí da sala de aula e Raven estava à minha espera.
-Tu vais me ajudar.
-Bem, isso é um pouco violento.
Disse para provocá-lo. Raven não é do tipo de pessoa de falas mansas, ele normalmente só diz o que lhe vem à mente.
—Tu conheces-me. Direto no ponto.
Olhei para ele e disse as palavras que eu sabia que ele queria ouvir.
—Do que é que precisas?
Ele sorriu.
—O festival da escola é em um mês e tu vais me ajudar a organizá-lo.
—Eu pensei que tinhas os servos da Associação de estudantes para fazer isso, porquê não lhes pedir? '
Eles não são exatamente servos, mas isso é o que eu lhes chamo, bem por que não?
—Eu peço, mas confio mais na minha melhor amiga.
Se fosse outra pessoa eu teria pensado que era um complemento, mas é do meu melhor amigo, que estamos a falar, ele só está a tentar convencer-me a ajudá-lo.
—Tu não querias fazer o trabalho todo sozinho.
—Conheces-me bem demais. Mas vais?
Ele estava a fazer olhos de cão abandonado. Já estava a pensar em ajudá-lo e agora não podia dizer não. Eu tenho um fraquinho por coisas fofas.
—Esta bem, eu vou. És demasiado fofo a fazer aqueles olhos.
Ele ficou envergonhado e desviou o olhar, ele não gosta quando eu o provoco, mas ei, esta rapariga tem-se de divertir de vez em quando. A campainha tocou novamente e desta vez fomos juntos dado que temos a mesma aula... Dança. Ugh! Como eu odeio isto...
P.O.V de Mathew
Mais 2 minutos e eu estou fora da matemática. Escolhi esta disciplina, mas ainda assim, agora que eu tenho coisas melhores para fazer está a demorar muito para terminar. 1 minuto... Credo... Talvez se eu focar o meu olhar no vidro da janela, ele partisse. Ugh! Esta aula está-me a deixar maluco... Quando eu viro minha cabeça para olhar para fora, vejo uma figura a olhar para mim. Ele estava escondido atrás de uma árvore no meio do corredor exterior. Quando eu olhei para ele, desapareceu. Muito estranho... Mas minha vida nunca foi normal para começar. Olhei para meu relógio... 3, 2, 1 e a campainha toca. Finalmente!
—Ei Kyle. '
Chamei.
—O que é?
Ele perguntou a olhar para mim com um ar de confuso.
—Vamos para a sala de dança. Preciso falar contigo sobre uma coisa.
—Okey...
Ele ainda estava confuso, mas não o culpo. Quem é que não ficava se fosse quase arrastado para um quarto vazio para falar, sobre o que quer que fosse.
—Estava aqui a perguntar-me se não saberias mais nada sobre os ataques? Pareces estar bem informado.
Eu disse, à espera que ele simplesmente contasse em vez de ter de ser eu a arrancar a historia à força dele.
—Só o que ouvi. Apenas rumores, nada mais.
Ele podia simplesmente dizer o que sabe, mas não. As vezes eu realmente odeio.
—E esses rumores são...
—Oh! Tu queres que eu te diga?
Nah... porque é que eu perguntaria de não quisesse saber? '
—Podes por favor dizer-me?
—Como eu disse, a única coisa que eu sei são os rumores que todos falam. Eu sei que é um grupo de duas pessoas e do que foi dito pelas vítimas devem ser muito fortes. Provavelmente homens. Eles devem de ter uma aparência normal, porque se eles não tivessem, as vitimas desconfiavam e fugiam deles.
—Eles sabem porque é que eles fazem isso?
Perguntei. Isto é realmente estranho. Não gosto do que estou a ouvir.
—Não. Mas eles parecem estar a apontar para um tipo específico de pessoas.
Agora é que ele me confundiu. Pensei que ninguém estava a investigar esta situação, nem mesmo a polícia. Como é que sabem de algo assim.
—Quais tipo de pessoas?
Parecia que ele estava a pensar por um momento.
—Se eu não me engano e se os rumores são verdade eles atacam normalmente raparigas e rapazes entre as idades de 17 e 19, com cabelo loiro ou preto, mais ao menos da tua altura ou mais baixos e é uma pessoa por cada sexo por escola.
Não sabia o que dizer. Isto era uma situação muita detalhada para ser apenas um rumor. O que está a acontecer nesta cidade? E como é que o Kyle sabe tanto?
—Tens a certeza que são só rumores?
—Bem, muitos estudantes estão no hospital agora; e todos eles se encaixam na descrição que te dei. A única cosia que ainda não foi confirmada é quem é que está por de traz disto e a razão de o estarem a fazer.
Okey. Isto e muita informação para processar e pela cara dele parece que esta a dizer tudo que é de conhecimento geral. Mas eu conheço-o. Ele não me esta a contar tudo. Além disso, como é que ele sabe tudo isto? Ainda há algo que eu quero saber.
—Como é que a polícia não está a investigar isto?
—Aparentemente, apenas os alunos conhecem a situação.
Espera o que?
—Como é que é possível?
Fiquei sem palavras. Como é que uma coisa como esta pode passar despercebida?
—Eu não tenho ideia.
—Va la, tu não achas que é um pouco estranho?
Fiquei chocado.
—É estranho, mas o que é que eu sou? Um detetive?
Okey, agora ele só estava a brincar. Eu estava prestes a responder-lhe, mas a campainha tocou e aula de dança estava prestes a começar. A primeira pessoa que vejo a entrar na sala é Kira e o amigo dela, o Raven.
—Oh, olha! O toque trouxe um diabinho.
Disse alto o suficiente para que ela pudesse ouvir-me.
—Bem, eu gosto de pensar que me pareço mais com um demónio, mas diabo não soa assim tao mal. Obrigado pelo elogio.
Não vi essa resposta a chegar, mas também não posso pensar em mais nada a não ser no que acabei de saber.
P.O.V Kira
Ele ficou chocado. Eu estou a saltar de alegria no meu interior.
—Tu não és o único com boas observações. O jogo acabou de virar.
Eu sorri e ele ficou ali parado. Sinceramente, acho que ele não estava a escutar, mas ainda... Eu estive bem. A nossa professora de dança entrou na sala e todos os alunos dirigiram-se em direção aos seus parceiros.
Sempre dancei com Raven, principalmente porque sou péssima em dança e ele vai me ajudar. A professora, Miss Katlyn, muitas vezes pedia ajuda ao nosso professor de educação física, dado que ela também precisa de um parceiro. Neste momento, estamos a aprender salsa e a única coisa que eu consigo fazer corretamente são os passos básicos. Se me colocarem a girar ou qualquer outro passo que não sejam os básicos, vou simplesmente calcar os pés das pessoas. Depois da minha pequena luta interna com a dança, Miss Katlyn começou a aula.
—Alunos, Okey.
Ela sorriu largamente.
—Hoje nós vamos sair da vossa zona de conforto. Vocês vão trocar de pares.
Não pode ser, olhei para o Raven, e ele só olhou para mim com um olhar que dizia.
—O que é queres que eu faça?
Só podia esperar que acabasse com alguém simpático, porque eu preciso realmente de ajuda.
—Então, os pares são:
Raven e Haley,
Matthew e Scarlet,
Nath e Carly,
Elisabeth e John,
Cristopher e Mary,
Hanna e Mike,
Nick e Christina,
Elise e Andrew... '
Eu fiquei simplesmente distraída ate que ouvi o meu nome. '
—... e por último, mas não menos importante Kira e Kevin.
Eu conheço o Kevin, costumávamos ser da mesma turma no 9º ano.
—Ola Kevin.
—Ola Kira, já não nos víamos a algum tempo!
—Ya. Olha há uma coisa que tu precisas de saber...
Ele olhou para mim desconfiado
—Eu não sou boa a dança.
Ele olhou para mim e sorriu.
—Não te preocupes, eu tive aulas de dança, quando era pequeno e por sinal sou um ótimo professor.
—Espero que assim seja....
Nos continuamos a dançar e a trocar de pares. Acabei a dançar com o Matthew e aconteceu que calquei os pés dele. Ele fez de prepósito, eu sei. De qualquer forma, estou a planear pesquisar sobre os ataques que ocorreram nas outras escolas, esta tarde na biblioteca da escola. Se alguém perguntar, estou a fazer um trabalho para o presidente da associação de estudante, e dado que não tenho mais aulas hoje, posso investigar mais sobre a situação.
Matthew P.O.V
Este dia esta a ser mais aborrecido que o céu! O que é que se esta a passar com estas atividades todas sem fim? Como é que eu acabei aqui, mesmo?
—Atenção Matthew!
—O quê?
Eu virei a cabeça em direção do som, e vi uma bola a vir na minha direção. Ainda bem que tenho reflexos rápidos e consegui apanhar a bola com as mãos.
—Foi uma boa receção para quem estava distraído. Mas ainda assim, pedi-te para vires me ajudar com o meu treinamento de beisebol, podes pelo menos fazer-te de útil?
Aquela atitude dele tem andado a irritar-me ultimamente.
—Oh! Queres que eu seja útil?
Perguntei a gozar com ele.
—Vou-te mostrar o quão útil eu posso ser!
Dito isto atirei a bola na direção dele. Infelizmente para mim, ele estava pronto e eu acabei com a bola na minha cara.
—Nunca na vida me vais apanhar desprevenido.
Isto foi o que ele disse antes de começar a correr como uma criança e a atirar a bola. Essa é minha deixa para fugir e ir para casa antes que comece a agir como uma criança e começar a correr com ele. Juro que este rapaz não me faz bem.
—Ei Kyle! Para de agir com uma criança e ajuda-me a arrumar o material. Eu quero ir para casa.
—Esta bem...
Ele reclamou e começou a apanhar as bolas que tinha atirado durante o treino. Coloquei tudo nos sacos que trouxemos e quando estava a atar senti que estava a ser observado. Eu olhei rápido para verificar e não vi nada. Estou a ficar paranoico, eu realmente preciso de ir para casa para descansar e esquecer tudo o que me foi dito hoje. Enquanto caminhava para o estacionamento, olhei para minha moto e vi duas pessoas a olhar para ela. Eles eram altos, mas além disso eles pareciam normais. Voltei para a realidade quando um me deles perguntou.
—É tua a moto?
—Depende de quem esta a perguntar.
Eles podem parecer normais, mas ainda têm uma aura assustadora a envolve-los e eu não gosto disso.
—Estava a dizer agora mesmo ao meu amigo como é uma moto muito agradável.
Ele disse com uma voz muito calma, a olhar-me diretamente nos olhos e a sorrir. E que sorriso, dava-me arrepios pela espinha a baixo, o rapaz parecia um psicopata. Agora é que realmente quero ir para casa.
—É minha. Agora se pudesses recuar um bocado, eu gostaria de ir para casa.
Aproximei-me deles e em um segundo eu senti-me quente e sem peso. A minha visão estava turba e era difícil de manter a consciência.
P.O.V Kira
Passei a tarde toda na biblioteca e não encontrei nada. Nem uma linha sobre todos esses ataques. O que é que se passa com estas pessoas, eles não avisaram a policia? Os pais não querem saber dos filhos? Como eu odeio não esclarecer a minha curiosidade. Todos estes papéis, todas esta notas espalhadas ao redor da mesa e nem um me diz o que está a acontecer. Por que é que eu estou tao obcecada em relação a isto, não é como se eu não tenha nada a ver com isto... espera, ideia brilhante! E se eu não pesquisar sobre os ataques, mas sim sobre o numero crescente de adolescentes que deram entrada no hospital... Quando olhei para a tela do computador, anotando as palavras-chave ouvi um som alto e senti o prédio tremer. Fez-me lembrar uma explosão provavelmente do lado de fora da escola por causa do repentino momento de onda de calor. Nem reparei que estava a correr até chegar à porta da frente da escola.
Podia ver os jardins da frente que estavam cheios de flores a desabrochar, principalmente rosas, dado que era primavera. Ao longo da parede que delimita o prédio da escola, houve uma falha e tudo ao redor parecia meio queimado. O que confirmou as minhas suspeitas, foi uma explosão. Mas a pergunta permanece: quem causou isso? Corri pela relva verde que cobria os jardins em direção à área que estava queimada. Uma vez lá, encontrei... Matthew? Ele estava encostado à parede e parecia estar a lutar para se manter consciente. Corri para o lado dele.
—Matthew!
Chamei por ele.
—Não adormeças, concentra-te no som da minha voz.
Eu posso estar sempre a discutir com ele, mas não o odeio a ponto de deixá-lo morrer. Isso ia ser frio, porem um pouco tentador... espera, o quê? Matthew começou a abrir os olhos.
—O que é que aconteceu?
Perguntou, ainda com os olhos meios fechados.
—Houve uma explosão e pelo o que parece, acho que foi tua moto que explodiu.
Quando ouviu isso, ele arregalou os olhos.
—Não a minha moto, por que é que tinha de ser a minha moto?
Eu ri-me, o palerma podia estar morto agora e sua única preocupação é a moto. Quão estúpido é que ele consegue ser?
—Tu sabes... Sempre achei que tu terias algo a ver com o fim do mundo. Mas, nunca imaginei que irias explodir a sua própria moto.
Gozei com ele enquanto tirava o telemóvel para chamar a ambulância. "
—Não fui eu.
Ele disse, ao tentar levantar-se.
—O que é que queres dizer com o não foste tu?"
Isto está a ficar estranho. Eu guardei meu telemóvel depois de perceber que ele não foi ferido, apenas derrubado.
—O moto não explodiu por causa de algo que fiz. Aqueles dois ali é que a explodiram."
Espera, há mais pessoas aqui?
—Olha para isto... o pobrezinho tem uma namorada.
Olhei para a pessoa que tinha falado e estremeci. Do fumo emergiram duas figuras. Inicialmente pareciam-se com humanos..., mas foi aí que eles começaram a transformar-se. Um deles estava coberto por algum tipo de fumo preto e quando aquele fumo dissipou, estava um demônio totalmente transformado ou pelo menos acho que era um, pelo menos parecia-se com os que eu estudo na aula de mitologia. Os meus olhos devem estar preenchidos pelo choque e pelo medo, o que é que esta a acontecer?
As roupas eram dilaceradas, os dentes dele davam para ser vistos por causa de seu sorriso perverso e pareciam tão afiados como facas, os olhos estavam vermelhos de sangue, mas aquilo era nada em comparação com as grandes asas escamosas pretas nas costas e com a cauda pontiaguda. Num ápice, ele materializou uma espada com um punho de prata e uma lâmina de ouro.
—Uma lâmina amaldiçoada por um ser amaldiçoado.
Ele começou a traçar a borda da espada com o dedo a sangrar.
—É lindo! Não concordas?
Ele acrescentou a olhar para seu parceiro. O outro tinha-se transformado também. Ele tinha olhos azuis gelados que provavelmente poderiam congelar qualquer um se ele assim o entendesse, as roupas dele também mudaram, ele usava algo que parecia um tipo formal de fato em tons de branco e prata. Apesar de ter medo não poderia negar o facto de que as suas asas eram lindas. Nas suas costas, as asas eram de uma cor branco puro. Era um anjo, com toda a certeza. Estas criaturas não são supostas ser mitos? Como o demónio, ele também materializou uma espada. Ela tinha um punho dourado e uma lâmina de vermelha.
—Acho que objetos de morte sempre devem ser adorados. Afinal de contas, acabar com uma vida é uma tarefa muito importante. E é com prazer que a completo.
—Tu não és o Santo aqui?
O demônio sorriu divertido provavelmente pelo pensamento de matar.
—Eu mal poderia ser chamado de Santo após associar-me com ele. Além disso, estou prestes a matar. Não sou melhor do que tu e tenho de admitir que é uma sensação incrível.
Nunca pensei que veria um anjo na vida real e certamente não um que se parecia com um psicopata. Temos de sair daqui. O anjo começou a falar novamente.
—Eu vou matar a rapariga e tu matas o rapaz.
Ele disse em um tom monótono. Eles vão nos matar. Tenho que descobrir uma maneira de fugir.
—De modo algum, da última vez eu consegui a rapariga e tu interrompeste a dizer que ela não era a minha diversão.
—E o problema é....?"
O anjo perguntou levantando uma sobrancelha.
—Tu fazes isso todas as vezes que vamos atacar. Para alguém que gosta da liberdade de matar tu certamente és uma companhia de matar.
O demônio queixou-se.
—Não é uma questão de se quero matar ou não. É uma questão de quanta diversão teremos. Pensa nisto, se acharmos aqueles que estamos a procurar, não estamos apenas a falar de matar, mas também de torturar. Que premio melhor poderíamos ter com este tipo trabalho?
Ele estava a falar com um brilho louco nos seus olhos.
—Ainda assim... Eu quero a rapariga.
—Não, eu vou matá-la
—Não, eu vou.
Enquanto eles gritavam um com o outro, eu aproveitei a oportunidade para explicar ao Matthew o plano que tinha formulado.
—Ei Matthew.
Eu virei-me para olhar para ele.
Não sei o que fazer com aquele tipo de expressão. Não faço ideia se ele esta com medo ou se não esta simplesmente a entender o que se esta a passar. Mas ainda assim ele olhou para mim.
—Eu tenho um plano que pode dar certo, mas preciso saber se tu estás pronto para ir.
Normalmente nós não concordamos com o outro, mas nesta situação, ele não podia discordar.
—Eu estou disposto a isso, estes gajos são tolos.
—Okey. Há um quarto secreto na sala de reuniões da associação de estudantes, se chegarmos lá podemos escapar usando a saída de trás.
Expliquei.
—Isso seria um bom plano se aquele quarto fosse perto. Temos que correr quase metade da escola e não sabemos quão rápido é que eles são.
Ele tinha uma certa razão, mas a outra opção estava fora de questão.
—Bem podemos morrer ou morrer a tentar, e pessoalmente eu não tenho a morte nos meus planos o que dizes?
Não precisei esperar muito tempo para obter uma resposta.
—Digo que é melhor tentarmos, o que é o pior que pode acontecer?
Ajudei-o silenciosamente a levantar-se, mas antes que nós dessemos um passo sequer a espada que que estava nas mãos do demônio voou em direção à parede e fico pressa a alguns milímetros da cabeça de Matthew.
Os olhos dele estavam arregalados, mas sua expressão transformou-se repentinamente em uma de determinação e agarrou a espada. Uma vez que o objeto estava nas suas mãos, ele foi cercado por uma luz azul fraca, os olhos dele ficaram de uma cor escura de azul e próxima coisa que eu sei é que ele estava a lutar com o demônio e com o anjo, com pura raiva instalada no rosto.
Fale com o autor