Blue is the hottest color
6 Pequenice aguda
Notas iniciais
Benjamim
A Claire me fez assistir um filme chato pra caralho, ela ria mais que um avestruz. Já tava no tédio então resolvi tentar algo com ela, num movimento de risos eu ri junto e coloquei minha mão na sua coxa que estava a mostra porque o vestido subiu de tanto que ela se remexia rindo. Ela não reparou minha mão lá o que foi bom, mais risos e eu tentei ser mais ousado e subir mais a mão, e consegui de novo, sou foda cara. Minha mão estava quase na virilha dela e ela só sabia rir. Quando pensei em tentar subir mais a mão ela me interrompeu.
– Se você não tirar essa sua mão nojenta daí agora, eu arranco suas bolas com um garfo — engoli a seco e tirei a mão de lá.
O filme não acabava e eu resolvi tentar algo mais leve, talvez um beijo, ela é doidinha mas é bem gostosa.
Passei meu braço em volta do seu pescoço e fiz carinho no seu ombro. Ela nem ligou. Cheguei mas perto e senti seu perfume, bom pra porra.
– Gostei do seu perfume Claire — falei cheirando seu pescoço e ela se arrepiou, e não se afastou ou me xingou. Isso ai Ben, você está conseguindo.
– É? Depois eu te dou um de presente — ela falou e eu fui beijando seu pescoço, a cada beijo ela se arrepiava mais, fui subindo os beijo até sua bochecha e virei seu rosto pra mim, ela me olhou com cara de inocente, o que me deixou louco pra beijar a boca dela que estava entreaberta e brilhava. Cheguei perto de sua boca e ela encheu a boca de pipoca.
– Pipoca boa né?! — falou de boca cheia — Quer? — ela me ofereceu e eu não respondi. Tirei meu braço de cima dela e fiquei na minha. Já estou ficando irritado, ela fica se fazendo de difícil mas sei que ela está doidinha pra ceder. Cedo ou tarde eu consigo e ela vai implorar por mais.
Por milagre de Deus o filme finalmente acabou, saímos do cinema e voltamos caminhando para casa.
– Susie, meus pés estão doendo de tanto andar. Você bem que podia ter um carro né, ou pagar um taxi pra eu ir pra casa, mas não, sou obrigada a ir a pé. Acho que meus pés estão sangrando já — Claire tagarelava e eu tive vontade de enfiar minha mão na boca dela e arrancar a sua língua fora.
– Eu tenho carro, mas está no concerto e você acabou com o meu dinheiro comprando besteiras.
– Eu estava com fome ué — ficamos em silencio por uns 15 segundos, até ela voltar a falar.
– O Palmito, deixa eu te perguntar uma coisa? Porque você fica me seguindo? Você quer me estuprar? Olha já vou falando, eu luto a 5 anos e sei uns golpes dahora.
– Olha Claire, eu não quero te estuprar tá, eu já te disse que nunca faria nada sem a sua permissão. Eu só tava querendo sair e resolvi te chamar mais vi que não foi uma boa ideia — ela finalmente se calou, mas não sei se foi tão bom assim, porque ela foi o caminho todo quieta, não quero nem saber o que se passa naquela cabeça doida dela.
Chegamos na casa dela e ela entrou sem falar nada, nem tchau, saiu apressada e eu fui atrás, e segurei em seu braço antes que ela entrasse.
– Ei, não vai nem agradecer por eu ter te levado e ainda pago tudo aquilo pra você? — falei esperando no mínimo um beijinho de agradecimento.
– Não mandei você me levar, alias você se arrependeu de ter me chamado, então não vejo porque agradecer — ela se soltou de mim e entrou mas eu segurei a porta com a mão antes dela fechar.
– A qual é, Claire. Vai ficar bravinha por isso? Eu estava brincando bruxinha.
– Bruxinha é a sua vó — ela bateu a porta com tudo e nem se importou com a minha mão. Dei um grito alto e tirei minha mão vermelha de lá. Essa menina só me fode.
[...]
Na escola, sabe aquela sensação de que estão rindo de você? Então, estou passando por isso agora. Onde eu passo alguém ri. Ignorei todos, até eu dar de cara com um cartaz enorme no pátio com a seguinte informação:
"Atenção, atenção. O jornal da escola informa que o aluno novo o Ben 10, mais conhecido na favela do cão gestante como 'cu de todos', é portador da doença chamada pequenice aguda que como podem ver na foto abaixo, a doença atinge o penis o deixando minúsculo e molengo. Caso encontre com o aluno aqui citado, ficar o mais longe possível pois a doença é contagiosa podendo fazer você assim como ele, broxar em relações sexuais. Obrigado pela atenção, e é nois que tá. Vlw, flws!!!"
E logo abaixo do cartaz tinha uma foto de um pinto bem pequeno, que obvio, não era o meu. Mas a Claire me paga. Dessa vez ela pegou pesado. Sai vermelho de raiva dali procurando por ela. A vi de longe cheia de chamego com um menino, puxei ela de lá e sai de perto de todo mundo. Não quero testemunhas do assassinato dela.
– Af, eu tava conseguindo o numero dele, espero que seja algo importante — ela falou sínica. Juro que mato essa menina.
– VOCÊ É LOUCA MENINA? FICA INVENTANDO AQUELAS PORRAS DE MIM. DESSA VEZ VOCÊ PASSOU DOS LIMITES CLAIRE.
– Do que você está falando Susie?
– NÃO ME CHAMA DE SUSIE — gritei de novo e ela se assustou.
– Tá bom.
– E não seja idiota, eu to falando do cartaz no pátio, só você teria uma ideia dessa.
– Eu sou um gênio né?! — falou convencida e fiquei com mais raiva ainda. Se prepara Claire, se prepara para usar seus 5 anos de luta agora — Fui eu mesma. Lembra o que você fez comigo, inventando que eu era uma bruxa? Até hoje tem gente que foge de mim — eu ri disso e ela me fuzilou — Eu falei que ia ter troco.
– Você mexeu com a pessoa errada Clairezinha. Você vai me pagar caro por isso.
– Isso é o que vamos ver.
Sai dali e fui pensar em como me vingar dela, enquanto todos passavam por mim tirando saro da minha cara. Até alguma histérica gritar.
– QUEM FOI QUE FEZ ISSO? — vi que a histérica era a diretora, e ela falava do cartaz. Ela arrancou o cartaz e gritou mais uma vez — QUERO O AUTOR OU AUTORA DISSO NA MINHA SALA EM UMA HORA, VOU DAR UMA BOA PUNIÇÃO POR ESSA POUCA VERGONHA. — essa mulher podia ser mãe da Claire, tão histérica quanto ela, a Claire não merece a mãe gostosa tem. PORRA JÁ SEI. Já sei como vou me vingar da Claire.
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