Blue is the hottest color
11 Free Willy nos persegue
Notas iniciais
– Se orienta mermão — falei depois de dar um tapa estalado em seu rosto, branco de neve. Ele me segurou pelo braço e me apertou — Você vai me machucar.
– E você me machuca sempre que a gente se encontra. Olha o que você fez no meu rosto.
– Me solta — tentei me soltar e ele me segurou mais forte e me prensou contra a parede. Segurou meu rosto e me beijou. Isso mesmo senhoras e senhores. O Ben me beijou de novo. E o que eu fiz, você deve estar se perguntando. Nada mais que segui os movimentos da sua língua o beijando também. Ele segurava minha cabeça, como se ela fosse cair se ele soltasse. Ele entrelaçou seus dedos por entre meu cabelo sujo e puxou um pouco. Senti meu corpo vibrar com isso, mas não deixei transparecer.
– De novo vocês se agarrando aqui? — o filhote da Free Willy falou bravo, e paramos os amassos — Para a diretoria os dois, AGORA!
[...]
E aqui estamos nós dois de novo ouvindo os berros estridentes da nossa linda diretora.
– Quando vocês vão tomar jeito? Eu imponho um castigo pra tentar amenizar esse ódio que vocês tem um pelo outro e parece que deu certo até de mais né. — estava quase dormindo quando o Palmito me cutucou — Vocês estão livres do castigo — sério? Fácil assim? Que moleza. — Mas a partir de agora vocês vão ficar depois da aula para ter aulas extra comigo, pois sei que você Claire está mal em Inglês, e você Benjamin em matemática. E com a minha fiscalização vocês não ficaram se agarrando. Estamos entendidos?
– Sim — eu e Bem respondemos com desanimo.
– Podem sair.
Eu odiava limpar a cozinha da escola. Mas se tem uma coisa que eu odeio mais que limpar é estudar.
Sai da diretoria e deixei o Ben pra trás. Estava com raiva dele.
– Ei, pra que a pressa. Se vamos para o mesmo lugar? — foi ai que me toquei que eu ainda estava na casa dessa coisa e precisava ser legal para continuar lá. Parei de andar e esperei ele com um sorriso mais falso que nota de 2 reais. Não pera.
Fiquei esperando o Susie na frente da escola, sentada na calçada com cara de girafa abandonada, quando ele chegou com seu possante. Entrei naquela gerigonça e fomos pra casa. Fiz tudo em silêncio. Não estava afim de falar com ele.
– Não vai falar comigo mesmo? — ele perguntou já entrando na casa dele.
– Me erra Susie.
– A é assim, se eu quiser te expulso agora daqui.
– Expulsa então — falei bem próxima dele e ele sorriu safado.
– Tenho planos melhores pra você — me deu um selinho rápido e saiu rebolando igual puta que acabou de fechar um programa.
[...]
21:00 da noite e eu estava no quarto do Ben e ele lá embaixo vendo tv provavelmente. Comecei a fuçar o guarda-roupa dele.
– Meias. Roupas. Tênis. Perfume. Cueca, eca, eca. Ursinho de pelúcia. Cartei... Espera, ursinho de pelúcia? — comecei a rir igual capivara sem mama quando vi. Que coisa mais gay. Ben gosta de urso de pelúcia. E não tinha só um não senhoras e senhores. Tinha uma coleção inteira de ursos de pelúcia.
– Claire, meu pai me ligou agora e... — ele parou de falar no exato momento que ele me viu com seus ursinho na mão. — O que você está fazendo? — começou a pegar os ursos e guardar.
– Só estava vendo sua coleção Susie. E olha eu jurava que você colecionava Susie, mas ursinhos me surpreendi.
– Vai se ferrar, eles tem significado pra mim.
– Pra mim significa que você é gay. — mal terminei de falar ele me jogou na cama e ficou por cima de mim.
– Você sabe que não sou gay porque insiste em me chamar assim? — ele falou tão próximo que pode sentir seu bafo de alho e abobrinha, mais conhecido como menta.
– Você acha que me engana Susie, eu sei que você curti um troca-troca. — ele mordeu o lóbulo da minha orelha e senti todos meus pelo vivos. Parecia um choque. Acho que o Ben tem algum parentesco com o Super-choque.
– Eu poderia te provar isso agora... — ele passou a mão pela minha barriga que estava de fora com o empurrão boiola que ele me deu. Foi subindo os dedos por debaixo da blusa, até chegar bem próximo do meu sutiã — Mas eu tenho que sair — quando eu tava gostando daquela mão elétrica dele ele tirou e se levantou.
– Como assim sair?
– Preciso ir no mercado.
– E eu vou ficar aqui, sozinha? — já estava pronta pra pular no pescoço dele e só soltar quando ele me entregasse a chave do carro.
– Meu pai já já chega.
– Hmmm seu pai. Acho melhor eu ficar mesmo. — deitei na cama pensando nas maravilhas que aquele homem podia me proporcionar.
– Pensando bem, vamos — me puxou igual a um saco de batata e me empurrou do seu quarto e eu logico super equilibrada, cai de boca no tapete.
[...]
– Nossa eu amo essa balaaa — peguei o pacote e joguei no carrinho. — Essa também. E essa. E essa. E essa também. Essa nem tanto, mas vai também — toda bala que eu vi eu ia jogando no carrinho.
– Claire, da pra parar eu não vou comprar essas merdas — Ben acabou com a minha alegria tirando tudo que eu tinha pego.
– Por favor Ben — falei com cara de songa uma técnica que aprendi em outro capítulo dessa história. E como sempre, lógico que deu certo.
– Tá mas só uma.
No final eu peguei várias balas e varias outras besteiras. Fomos pro caixa e estava meio estranho porque a mulher do caixa não estava lá.
– Ué, quem vai passar nossas compras? — falei procurando a mulher do caixa.
– Não acredito...
– Eu que não acredito, meus doces, eu quero meus doces. Esse mercado imprestável não tem uma atendente se quer. Por isso que está vazio. Ninguém atende. Vai encher como, não enche. E não vai encher nunca se continuar SEM ATENDENTE...
– Claire, cala boca. Você não percebeu?
– Percebi o que? — comecei a olhar pros lados procurando as câmeras achando que o Ben estava falando que tudo é uma pegadinha, até comecei a me arrumar e sorrir. Quando fui acenar pra aparecer na tv simpática o Ben me interrompeu.
– Estamos presos aqui. O mercado fechou — na hora que ele falou isso, todas a luzes se apagaram e senti que Deus estava indo me buscar para morar com ele no céu.
Fale com o autor