Idiota prova surpresa!, Pensara novamente Amy. Afinal, prova surpresa quando se está passando mal é horrível. A brisa leve que incomodava seus ouvidos e balançava seus cabelos a refrescava do imenso calor repentino do lugar. Enquanto tentava ligar o antigo celular, — no qual Amy já havia conversado mil vezes com sua mãe — pensava no que dizer para convencê-lá de que estava realmente mal. Andrews já tinha mentido sobre isso apenas para não fazer o teste, o que convenhamos, todos já fizeram. O celular finalmente havia tocado a musiquinha irritante e aguda, já tinha ligado. Discou impaciente os números de sua mãe enquanto a diretora a encarava sem expressão de suas mãos ao seu rosto. Colocou o celular no ouvido e esperou aparentemente calma — apenas aparentemente — sua mãe a atender.

O maior erro de sua vida, mas disso não sabia. De repente, o céu escurecera de azul celeste ao cinza sombrio. A corrente elétrica não deixou de passar pelo corpo da menina que tinha um leve medo de trovões e tempestades. Umedeceu os lábios e continuou observando a janela. Os pingos já a deixavam impossível de ver o outro lado. Levantou ao ouvir o estrondo do lado de fora. Passou leve as mãos na janela e reconhecera a mini-vãn verde. Era a sua mãe.

Bem, você já deve saber o que acontecera nesta trágica parte da história. Sim, Amy saiu correndo da sala da diretora passando pelo silencioso corredor. Estava realmente nervosa, ofegando. Finalmente chegou ao portão de entrada do colégio, o abrindo fortemente. Continuou á correr em direção da van, trémula. Tentou ajudar sua mãe à sair dalí, mais o carro havia capotado, estava difícil demais de tirá-la de dentro do carro.

- Amy? Amy, você está aqui? – Dizia dificilmente a mulher.
- Mãe! – Gritou aos prantos Amy. Estava assustada, caindo no choro.

Amy já tinha certeza do que fazer. Apenas obedecer o que sua me mandou; ir de Nova York, aonde estava no momento, até a Califórnia, procurar por seu possível pai e não contar que ela havia falecido. Seus passos cada vez mais pesados acompanhando as lágrimas que ainda se derramavam no chão estavam prestes subir as escadas do avião. Subiu os degraus e observou as poltronas procura da 14B.

Encontrou a cadeira que por sua sorte, ficava ao lado da janela, aonde mais gostava de ficar — ela já havia viajado muitas vezes de avião com sua mãe, quando pequena.
Sentou-se e, logo percebeu que tinha alguém atrás dela, sentando na poltrona 13B. Era um jovem de cabelos e orbes douradas. Continha um sorriso encantador, antes de por seus olhos em Amy.

- V-ocê... É... Voc-ê... — Parecia confuso. Tinha os olhos arregalados por alguns segundos.
- Amy. Amy Andrews. — Disse ela, queria terminar com aquela conversa gaga logo.
- Justin Bieber. — Respondeu. — E você é uma maga.
- O QUE?! Não! Da onde você tirou isso?! — A garota parecia surpresa. Como alguém soube do segredo que guardou até da mãe?!

Flashback

Ela tinha quatro anos, mas suas habilidades mentais não pareciam ter a mesma idade. Durante o trabalho de sua mãe, foi escondido à uma antiga biblioteca que havia alí. Estava tudo muito vazio, silencioso e empoleirado, e também uma sala no último andar do lugar. Subiu todas as escadas com a curiosidade à mil. Lá, encontrara um livro, grande, e com mais poeira do que todos. Pegou-o cautelosa e sentou-se no banquinho de madeira. Começou a ler o livro que continha o título de "Magic Of Stellar Spirits". Desde então, todos os dias lia o livro e aprendia mais sobre a Magia dos Espíritos Estrelares, tornando-se uma Maga Celestial.

Flashback

O garoto observou o sinto da saia de Amy, vendo seu chaveiro.
- Uma Maga Celestial?! — Disse, sorrindo novamente. — Calma, eu sou um mago também. Só que... não Celestial. Um Mago do Dragão.
- Eu... não conheço. — Disse.
- Segura a minha mão. — Sorriu.
- POR QUE?! — Berrou.
- Para de gritar, e segura a minha mão! — Disse rindo. Ela segurou e de repente, sua mão começou á esfriar. Quando olhou...
- VOCÊ TRANSFORMOU A MINHA MÃO EM GELO! DESFAZ! DESFAZ AGORA! — Berrou novamente.
- Para de gritar, Amy! — Disse rindo novamente. Pegou novamente a mão da garota e desfez.

- Espera... Se você congelou minha mão, como você pode ser uma Mago do Dragão? — Indagou a garota.
- Não é porque o nome da magia é "Dragão" que eu tenho que repelir fogo, Amy! — Disse, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. — É magia do Dragão do Gelo. Entendeu agora?
- EU NÃO SOU TÃO TONTA ASSIM! Não precisa dizer "entendeu agora", maguinho metido! — Falou, cruzando os braços.
- Maguinho?! Sério, você me chamou de maguinho?! — Respondeu ele gargalhando.

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