Blue Sky-Nyah! edition-
6 capítulo 6- caminhada e a capitã da quarda
Assim, todos se preparam para ir ao seu destino. Porém Tarcks, pega um pote com um líquido azul nele que tinha guardado, entrega-o a Lux:
—Lux, isso aqui é uma poção de mana, energia mágica, essas coisas. Eu consegui a um tempinho para quando eu te testasse... E esse dia chegou não é mesmo?-fala com um sorriso no rosto, Tarcks fazia muito bem a pessoa que faz piadas em situações no mínimo duvidosas às vezes, entretanto quando a situação pedia, ele não guardava energia para lutar com tudo-.
Lux:...!Mas essas poções não são raras?-indagava Lux, achar uma maneira de converte uma forma de "recuperar energia mágica" era algo raro, normalmente nobres de alta classe possuíam a pesquisa e recurso para aquilo, a menos que tente ir ao mercado desregular, oque era quase um pedido de morte se não fosse preparado para tudo-.
— São, mas eu dei um jeito de consegui-la, você me conhece fedelho. Mas eu acho que vocês já sabe o que acontece se bebe-la né?
—Pelo que eu li, a pessoa que toma uma dessas poções, dependendo da quantidade de mana que tenha, pode recupera-lo inteiramente para poder usar de novo as magias, talvez ficando mais forte por um curto período de tempo, correto?
—É isso mesmo, então pode beber se quiser.
—Prefiro guarda-la para outra ocasião, não pretendo lutar mais hoje. — então ele o guarda num espaço ao redor da bolsa que se encontrava vazio-.
—Tarks vai em direção a Lux colocando a mão em sua cabeça-muito bem, acho que já aconteceu confusão demais por um dia não é?-depois ele tira a mão de sua cabeça, mas sem antes dá um carinho, pega sua coisas, e seque para fora da sala de treinamento, fazendo um sinal com as mãos os chamando para o seguirem-.
Eles seguiram, até Pedro parar por um momento, sentido uma presença estranha, porém para ele não ameaçadora, parecia como um protetor. Ele olhou ao redor, mas não viu ninguém, tudo que viu foi uma pequena pena branca no chão, não parecia ser a de um pássaro, nem passara algum desde que ele chegou lá então o que aconteceu? Confuso, ele pensa que talvez tenha ouvido ou sentido coisas como o vento então ouviu:
—Há... Pedro, tudo?-fala Maria caminhando até ele, o olhando-.
—N-não não, eu... Apenas pensei que ter sentido algo-olha para baixo, envergonhado- enfim, vamos indo.
—Há ok, vamos-achando estranho à resposta, mas relevando-a-.
Assim, todos os quatro seguem Tarcks ao seu destino. Andando perante a parte nobre da cidade, até as partes menos privilegiadas, o que fica obvio a diferença de qualidade das casas, com as partes mais ricas tendo feitas de concreto e alguns metais raros, enquanto a dos da classe média e baixa era feita de pedras, madeira e até barro. Ele vem àquela situação e reagem de formas diferentes: Maria e Pedro vem aquilo com pena, mas sabendo que não podiam fazer nada, continuam a caminhada, Tarcks olha um pouco, mas sem muito sentimentalismo, e Lux apenas tenta não olhar pelo local com a cabeça erguida, então, começam a conversar:
—Tio Tarckkksss, falta muito??-falda um pouco cansada, devem ter andado uns 15 minutos ou um pouco mais, porém com o cansaço da batalha, a exaltam nas pernas começava a tomar forma-.
—Desculpa criança, talvez mais uns minutos de caminhada.
—Eh...bem já que temos algum tempo de paz posso lhe perguntar uma coisa?-dizia Pedro a Maria, que ficou ansiosa, pois iria pensar em outra coisa se não suas pernas um pouco doloridas-.
—Hum...?Claro, pode mandar qualquer pergunta!-fala feliz, esquecendo um pouco o cansaço-.
—Bem..."acho melhor não perguntar ainda sobre como ela é irmã de Lux, isso seria pessoal demais por agora, talvez em outro momento".- fala em pensamento-bom, você se lembra de quando me contou sobre esse ''segredo'' não é? Antes de me contar, Quando estava discutindo com Lux, você disse algo como "Lance das frutas".
—o-o-o que?!!Tá bem qualquer pergunta menos essa. -fala meio envergonhada, ela não tinha pensado que ele tivesse escutado essa parte
Nesse momento, Tarcks ouvindo tudo isso, cobre sua boca e começa a rir baixo, enquanto Lux que estava sério deu um risada baixa, depois voltou ao normal, então Pedro e Maria continuaram:
—he he he...calma eu não queria gerar esse constrangimento, mas o que aconteceu?
—Não tudo bem, eu só não gosto de lembrar dessa-tossiu- pequena encrenca.
—Talvez por que fosse culpa sua?-fala Lux de forma sarcástica-.
—"Luz, meu deus não precisava falar isso"- pensa enquanto olha para ele, primeiro a pergunta de Pedro agora Lux também? Ela estava ficando sem escapatória até que aceita-tudo bem, eu conto para você.
—-----------------------------------------------Flashback ON--------------------------------------------------------------
Foi quando tínhamos entre uns 7 a 8 anos de idade, eu estava brincando do lado de fora da minha casa e eu observei que Lux estava meio triste, pra baixo olhando pela janela de nossa casa que fica um pouco longe de Leões sabe, crescemos em um lugar perto da floresta quase parecia uma fazenda sabe, casa feita em boa parte de madeira alguns animais, essa coisas. Enfim, como eu o vi meio pra baixo, mais que o normal decidi fazer algo, então como eu sou uma irmã incrível, bondosa e fabulosa, pensei em algo para poder alegra-lo. Então bolei um plano. Perto de casa tinha uma arvore que eu achava estar meio torta, e lá estava ceio de maçãs, guarde essa informação. Bom... Eu entrei em casa, fui ao quarto de Lux falei o que iria fazer:
—Luxxxx! Eu tenho uma coisa muito especial que quero te mostrar. — fala animada, segurando a mão dele, o puxando junto a mim-.
—...?O que é?-dizia enquanto tentava entender a situação, ela estava basicamente quase o carregando até onde ela queria-.
—Ahh, isso é surpresa, eu quero que você me siga tudo bem?-dizia com um grande sorriso, seja lá o que fosse não dava pra ignorar aquela felicidade toda-.
— Você tem certeza Mari?-um pouco relutante-.
—claro, vai ser divertido, vamos!
— "suspirou um pouco" ok, vamos.
Maria se enche de felicidade e o guia para a "surpresa". Chegando lá, ela solta a mão de Lux, fui e comecei a escalar a árvore, ela tinha alguns buracos então foi fácil, e cheguei ao alto dela e Lux ficou um pouco preocupado, as chances de algo acontecer eram grandes:
—Maria, o que você tá fazendo, desce daí, e se alguma coisa acontecer?!-perguntava preocupada, Maria quase sempre se metia em alguma confusão, e esse era uma séria-.
—Calma Lux, isso vai ser divertido, apenas sente e aprecie o show. Dizia confiante-.
Então eu comecei a fazer cambalhotas e me pendurar de galho em galho. Eu consegui fazer isso por que... Digamos que aprendi uns truques com o Tio Tarcks quando ele vinha nos ver, eu sempre pedia para ele ensinar aquelas acrobacias malucas, então ele me ensinou algumas "básicas" dizia ele, graças aos céus meu pai nunca descobriu. Mas assim, comecei a fazer isso, peguei algumas maçãs e joguei-as no ar e as peguei de volta, foi aí que eu vi... Lux estava se divertindo, rindo com o que eu estava fazendo, mas foi então que dei meu deslize. Quando eu ia pular para outro troco da árvore, aconteceu que bati a cabeça no tronco, e dei de cara no tronco central da árvore, até ai ok, porque não me machuquei de forma séria, mas... A árvore começou a cair, eu provavelmente fui com tanta força, e a árvore estava naquele estado, que tinha feito ela se mexer mais do que deveria, então tudo aquilo começou. Lux ficou gritando desesperado comigo, pensando no que poderia acontecer... Até que... Meu pai apareceu, ele chegou rapidamente e segurou a árvore de onde ela estava caindo.
—P-pera pera! Como seu pai aguentou aquele peso!?-perguntou surpreso Pedro, não era comum uma pessoa normal fazer tal feito, mesmo com treinamento adequado-.
—Bom, meu pai é um aventureiro aposentado muito forte e ele não segurou muito, apenas o suficiente para eu conseguir sair daquela situação, então não interrompe que ainda não terminei.
— há...sim, me desculpe pode continuar-dizia Pedro enquanto ria um pouco de nervosismo-.
Então mau pai gritou para eu descer que ele me pegaria, assim eu engoli meu medo e pulei da árvore, então ele conseguiu o me pegar muito rápido, enquanto algumas maçãs caiam da árvore. Com certeza se a situação não fosse tão assustadora, séria incrível... Eu acho... Pelo menos para mim. Bom, meu pai me deixou no chão e começou a me perguntar uma série de coisas:
—querida por que você fez isso!!?O que você estava pensando!!?E se eu não tivesse por perto!?-diz preocupado olhando diretamente em seus olhos com preocupação e raiva pela situação-.
—p-pai, me desculpe, mas fiz pelo Lux- dizia Maria com um pouco de lagrimas escorrendo de seu rosto devido a situação com um todo-.
Bom, eu tive que contar o porquê daquilo tudo, disse todo o motivo, e ele depois de se acalmar apreciou o que tentei fazer, mais disse que era muito perigoso e essas coisas. Então, essa era toda a história.
—-------------------------------------Flashback OFF--------------------------------------------------------------------
—Nossa, eu não sabia disso...bem pelo menos ninguém se machucou, agora entendo o porque do nome dessa história. -fala um pouco maravilhado ainda com a história-.
—he he he...bem...mais ou menos...meu pai como punição, fez eu comer diversos tipos de comidas com maçãs durante quase um mês!!Eu nem sábia que dava pra fazer tanto prato com maçãs, não sei como consegui sobreviver até hoje! Mas foi assim como quase estraguei tudo tentando fazer uma brincadeira.
—Eu não diria isso-fala isso, fazendo todos olharem para ele e continuou-você só tentou animar uma criança que estava triste...e...isso foi uma boa atitude apesar de tudo...você...com certeza é a melhor irmã que aquém poderia ter.- Da um leve sorriso, depois volta a olhar para frente com sua cara séria um pouco envergonhado de falar isso com todo mundo ouvindo, o que fez criar um grande sorriso no rosto de sua irmã-.
—Lux...obrigado... Agora vem aqui pra um abraço!-fala muito feliz, indo em direção a Lux, era raro ele se expressar assim, ainda mais com outras pessoas em sua volta, então deveria aproveitar aquele momento não?-.
—hum...!!?Maria sai, nem vem, você sabe que não sou muito próximo de abraços!-fala virando a cara e aumentando os passos, quase correndo dela, enquanto Tarcks e Pedro riem da situação-.
Então, depois de mais um pouco de caminhada, eles avistam uma pequena muralha que separa muralha espeça, de mais ou menos uns 5 metros de altura, e entra ela a um portão de 2 metros sendo vigiada por dois guardas. Os dois com equipamentos levemente mais resistentes que os convencionais, pois os soldados tradicionais tinham armaduras feitas de ferro com algumas ligas de outros metais, enquanto o exercito composto por paladinos e até alguns magos, tinham sua armadura feita de petrimum, uns dos metais mais resistentes do mundo com aparência originalmente negra, mais que podia ser mudada para azul escuro ou roxo. Assim, eles param em frente aos guardas, e Tarcks foram falar com eles:
—Olá senhores, vou precisar entrar de forma urgente com eles-aponta para os jovens-é um assunto importante que me lembrei sabem? Prometi que viria e acho que estou atrasado
—hum... Senha?-pergunta o guarda mais robusto, de pele mais escura, segurando sua espada e escudo enquanto mantinha uma cara séria-.
—Sério? Isso de novo? Eu já falei a senha uma três vezes ela quando eu precisei entrar.- fala se espreguiçando, realmente não era a hora de aquilo acontecer-.
—Talvez... Mais não falou para nós, agora vou perguntar de novo, qual é a senha?-perguntava novamente de forma mais rígida, dando um passo ficando na frente de Tarcks, enquanto o segundo guarda, de menor porte observava a situação com temor pelo colega.
—Ei! Por favor, não fala assim, ficou maluco!-segura o outro guarda pelo ombro e o leve para perto de si, murmurando na sua orelha-ele é Tarcks Enjo... O famoso mercenário e caçador de recompensas lembra? Não arruma besteira.
Os dois olham por um momento, ficou claro a face de vergonha e um pouco de medo por suas partes, especialmente do mais robusto que esbanjava uma pequena preocupação. Mas enquanto pensavam em algo para falar, Tarcks diz em alto e bom tom:
—Ok ok, calma...morte aos desonrados, justiça aos honrados, teimem o rugido do leão. Pronto?!
—Muito bem podem entrar, n-n-nós desculpem, nós fomos mudados agora para este lugar-fazia uma pequena reverência com a mão no peito em sinal de medo e temor, estava esperando algum xingamento ou até alguma agressão, mas pra sua surpresa nada disso aconteceu.
—Não se preocupe, eu não conto para a chefa de vocês.
Com isso, o portão se abre e entram no lugar, era um lugar abandonado, com algumas casas desabadas, sem ninguém, um lugar fantasma. Tarcks vendo a confusão nos olhares começou a explicar:
—Talvez vocês tenham ouvido falar dessa pequena cidade... Bom ou que restou dela, ela foi atacada por uma força sombria e bem destruída...-dizia Tarcks
—a guerra das Mil almas?-Questionava Lux-.
—É, ai ela foi atacada e foi devastada, porém com certeza estão se perguntando o porquê dela estar... Inabitada. Bem muitos moradores ficaram com receio de vim para cá devido o acontecimento, que foi espalhado entre as gerações, então o reino decidiu para de tentar reconstruí-la e a deixou como umas homenagens a todos os mortos daquela tragédia-ele apontada para o final do caminho, onde se encontrava um lugar com portas fechadas e uma placa dizendo cemitério-e então eles criaram um cemitério para colocar os corpos.
—n-nossa, isso é... Tão triste.
— É... Mas nossa parada é aqui-ele aponta para uma casa abandonada perto do portão-.
Chegando lá, eles entram nela, era uma casa antiga, com uma entrada a uma sala com algumas estantes eles seguem Tarcks até uma estante de livros, Tarcks empurra para o lado, abrindo uma passagem. Todos entram e vem uma sala relativamente grande, alguns sacos de comida, uma mesa e várias cadeiras, onde estão sentados um arqueiro e dois soldados, e em pé, no final dá sala está uma mulher de cabelos ruivos, uma armadura aparentemente leve, de 31 anos mas com aparência corpórea de alguém com 26 a 27 roupas brancas e uma espada em sua bainha, com uma face deslumbrante mais irritada pelo atraso de Tarcks, nem percebendo os outros que estavam no local.
—Ruiva, há quanto tempo, ficou com saudade?-se aproxima e começa a conversa com ela com um sorriso no rosto por ver uma velha conhecida-.
—Tarcks, você sabe que eu tenho nome, não pode ter mais respeito?-dizia a mulher-.
—há ha ha! Tá desculpa nobre senhorita Aléxis, capitã da guarda de Nagas, pronto ficou melhor-fala rindo e com tom de deboche-.
—hum... Você não vai mudar nunca não é?-fala com uma sobrancelha erguida, ela conhecia Tarcks a algum tempo, mas nunca gostou dos seus deboches e piadas a sua pessoa, mas relevava pois nunca foi por mal e por terem construído uma "amizade"-.
—Não e agradeça aos deuses por isso, mas chega de falar o quanto eu sou incrível, tenho alguns convidados que vão lhe interessar... -fala apontando para Lux, Maria e Pedro-.
—!!o que!? Por que você trouxe crianças pra esse lugar!?-fala surpresa ao perceber a presença dos três-.
—Bom, eles vão nos ajudar no nosso, "probleminha"... E não se preocupem eles podem não parecer, mas são mais fortes do que aparentam.
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