Blue Sky

1 Capítulo 1


Notas iniciais
O primeiro encontro entre uma fã que nunca sonhou em encontrar seu ídolo, e um cantor que nunca esperou encontrar uma paixão em uma viagem.

Yoochun saiu pela porta do hotel. O sol brilhava intensamente, fazendo-o fechar os olhos. Vancouver estava tão agradável! Sorriu ao pensar que estava ali. Finalmente, férias!

Respirou o ar quente, e virou-se. Os carros corriam pela rua movimentada, e ele estava com vontade de comer algo típico, afinal, já era mais de meio dia! Esticou o corpo, espreguiçando-se. A camisa branca cara, ajustou-se perfeitamente ao corpo. Abriu os dois botões desta, deixando a pele alva do pescoço à vista.

Junsu estava ao seu lado, e segurou seu braço. Seu amigo querido, sempre o encantava com aquele jeito alegre. Seus dias, desde que o conheceu se tornaram melhores. Precisava do seu otimismo. Ele e Jaejoong precisavam daquele otimismo contagiante de Junsu.

- “Vamos tomar um sorvete?” – disse Yoochun sorrindo para o amigo e apertando-lhe os ombros.

- “Você parece feliz hoje, Chunnie...” – Junsu encarou-o – “algo novo?”

- “Ah, olha para esse céu, Junsu!” – Encarando o que parecia um oceano azul, o sorriso tomou conta do rosto de Chunnie. Os raios atingiam seu rosto, e ele colocou os dedos sobre os olhos, impedindo a passagem dos raios. Fechou os olhos, por um tempo, apenas sentindo a mistura daquele clima ameno com o calor solar. Seus olhos se abriram por segundos, e sentiu-se atingindo em cheio pela luz.

- “Junsu?” – abriu os olhos, sem enxergar mais o amigo próximo a si, e apressou os passos. Ele estava a sua frente, a uns 20m. Colocou óculos escuros.

- “Espera Junsu” – gritou correndo sem nenhum cuidado, tentando alcança-lo, quanto atingiu alguém em cheio. Não caiu, mas com certeza, a pessoa que derrubou era menor, e estava no chão.

- “Desculpe!” – ele se curvou delicadamente, abaixando-se. Falou em seu inglês cativante e estendeu sua mão – “Sinto muito...”

Mimi estava correndo. Iria se atrasar para o congresso de pediatria em Vancouver, a área que tinha escolhido. Fora sorteada na sua faculdade, e quase morrera de tanta felicidade. Ganhou passagens e ingressos para todos os dias do congresso. Era o ultimo dia hoje e então, voltaria para seu amado Brasil.

Bem que poderia ser o Nihon, pensou. Seria tão bom tentar ver Massu... Fãs... Fãs... Sorriu.

Corria tanto, mas não deixou de notar um homem asiático passar por ela, antes. Ele era familiar, mas ela não deu muita importancia. Estava tão atrasada! Não iria perder o ultimo dia por nada! Apesar de que já tinha visto tudo, era tão excitante!

Quando percebeu, era tarde demais. Um rapaz veio ao seu encontro, com quase a mesma velocidade que ela.

Sentiu o corpo ser quase “lançado”, e caiu no chão. Ah, como não viu aquilo? Olhou para cima, mas o brilho do sol a impediu de ver o rosto do rapaz. Este havia lhe oferecido a mão para levantar-se. Pelo menos né?!

- “Obrigada” – deixou-se levar, sentindo a maciez da mão do rapaz. Acabou falando sem querer em Japonês, por costume.

- “Moça, está tudo bem?” – ouviu em um japonês com um leve sotaque indefinido, mas discreto. Que voz charmosa! – “Me perdoe por esse incomodo!”

- “Não foi nada...” – então ela olhou sua sandália. Estava rasgada. Droga!

- “Oh!” – o rapaz continuou a apoiá-la, sem tirar a mão das suas – “Sua sandália... Está sangrando!” – ele parecia preocupado – “Preciso levá-la ao médico”

- “Tudo bem...” – Mimi estava ficando meio atordoada. Qual é desse rapaz? Ele deveria ter ido embora, ou coisa assim.

- “Yoochun hyung!” – Mimi ouviu outra voz, mais aguda, e o rapaz que a segurava, atender – “Junsu!”

- “O que você fez?” – Junsu olhava curioso para o amigo, enquanto retornava – “O que houve?” – parou um pouco antes , observando a situação. A moça levantando-se, e Yoochun ajudando-a.

- “Yoochun? Junsu?” – Mimi tenta raciocinar, percebendo o fato. Yoochun!

- “Tohoshinki?” – ela perguntou, baixinho – “Vocês são do Tohoshinki?”

- “Somos o JYJ! E sim, somos do Tohoshinki!” – Junsu respondeu, sorridente, mas Mimi percebeu uma sombra passar por aqueles olhos. É ainda doía né?

- “Você nos conhece?” – Yoochun olhou curioso para Mimi. Ele não tinha olhado direito para ela, e aquele momento, a encarou realmente. Seus olhos o cativaram imediatamente. Nossa! E os lábios também...

- “Sim, Yoochun. Prazer, Mimi...” – curvou-se, e olhou para o joelho ralado. Não tinha percebido que estava sangrando – “Está doendo...”

- “Por favor, deixe-me levá-la ao médico, e comprar um novo sapato para você!”

- “Na...” – ela mal enunciou a palavra, quando Junsu já acenava para um táxi. Parecia em pânico – “Yoochun você quase quebrou a perna dela!”.

- “Que isso!” – Mimi começou a rir do pânico gerado por Junsu, e como Yoochun começou a cair nessa.

- “Vamos, por favor!” – ele olhou para ela, suplicante – “Me deixe ajuda-la.”

Mimi se sentiu embriagar. Que droga, como resistir? Mas não ia deixar ele preocupado a toa.

- “Não se preocupe, só por favor, me coloque em um lugar onde eu possa sentar....”

- “Claro” – Yoochun a ergueu em seu colo, surpreendendo-a com sua força. Como esse homem pode ser mais perfeito? Ela não conseguia tirar os olhos dele, mesmo percebendo que ele estava preocupado com ela. Seu tornozelo e joelho doíam, mas nada que um repouso não ajudasse. Agora o sapato...

Quando percebeu, já estava em uma praça arejada, e ele a colocava sobre o banco – “Me desculpe” — e segurando sua perna, olhava-a com cuidado – “eu não sou médico. Ainda acho que deveríamos ter te levado lá! Pode ficar uma cicatriz!”

- “Yoochun-san, por gentileza, me dê minha bolsa?” – ela sorriu para ele ao tirar desta um micro-kit de primeiros socorros – “não se preocupe”

- “Nossa, você é cuidadosa heim?” – Junsu que os acompanhava de perto, ficou surpreso – “Você quer algo? Água para lavar o ferimento?”

- “É uma ótima idéia, Jun -chan!” – Mimi não conseguiu conter o sorriso,e o rosto ficou vermelho ao lembrar de como o chamou – “junsu-san”

- “Pode me chamar de Jun-chan!” – ele se dirigiu a um estabelecimento próximo, enquanto Yoochun ficava de frente a ela, esperando por Junsu.

- “Então você é minha Cassiopeia” — a voz rouca sacudia Mimi por dentro. Como ele era lindo! Tentava se conter para não pegar novamente na mão dele, ou tocar em seus belos cabelos.

- “Eu sou sim, fã de Tohoshinki. Yoochun-san” – ainda um pouco tímida, ela abaixou a cabeça, olhando para o tornozelo inchado e o ferimento no joelho. Chunnie não se conteve, e ao ver o cabelo dela cair sobre os olhos desta, os tirou – “Você é fofa.”

- “ah...” – ainda mais vermelha – “ Obrigada. Mas, Yoochun-san, o que você faz aqui?”

- “Estou de Férias, e você?” – colocando as mãos no bolso, Chunnie tenta evitar maior contato. Estava no seu limite para não beijar aquela menina ali mesmo. Ela não parecia ser uma garota comum, parecia uma mulher direita. Tinha que dar o melhor de si. Pelo menos com essa.

- “Eu sou médica em formação. Estou vendo palestras sobre minha especialização! Estava indo para o ultimo dia e, bem, acho que eu perdi” – ela aparentou tristeza, o que o fez se abaixar.

Segurou seu queixo, olhando-a nos olhos – “Ainda dá tempo? Posso leva-la quando quiser, agora, depois...” – ele acariciou o queixo de Mimi.

- “Não dá mais tempo... faltam apenas 10 minutos...” — ela sorri para ele.

Yoochun levanta-se rapidamente, discando no celular, enquanto Junsu chega, trazendo 3 garrafas de água, que Mimi reconheceu como muito caras, oferecendo-as para ela.

- “Serve?” – parecendo realmente aflito, Junsu olhava para o joelho dela – “vamos para um médico”

- “Jun-chan, ela é médica” – Yoochun pisca para Mimi – “certo?”

- “Certo!” — Mimi lavou o ferimento, e ofereceu uma das garrafas a Yoochun – “Beba”

- “Obrigado” – ele tocou as mãos dela, e ambos ficaram vermelhos. Junsu notou, e sorriu — “Mimi, você é nossa cassiopeia, certo? Gostaria de Jantar conosco?”

- “Ahn? Como?” – ela olhou surpresa para Junsu – “ah...”

- “Jante comigo” – Yoochun, sem olhar para ela, sussurrou – “prometo recompensá-la pelo que eu fiz... Afinal, a fiz perder sua aula”

- “Obrigada, Yoochun-san.” – sorriu.

- “Ah, ai estão vocês” – Jaejoong em um carro, se aproxima lentamente – “O que aconteceu Chun? O que você fez?”

- “Nada, vamos. Temos que comprar um sapato para ela, e leva-la para descansar. Certo, Hyung?”

- “Tudo bem...” – abriu a porta, e Junsu entrou. Chunnie foi ao encontro de Mimi – “Vou levá-la”

- “Não pres...” – quando se notou, novamente estava no colo dele. Ele olhava para ela, fixamente. Sentiu o coração dele acelerar, e o seu acelerou em uníssono. O que era aquilo?

Os lábios dele envolveram os delas, para a sua surpresa, e sentiu o coração ficar ainda mais acelerado. Seus lábios se mexiam lentamente, e então, abriu os olhos. Ao mesmo tempo Yoochun abriu os deles, encarando-a.

- “Você... esta bem? Desc...”

- “Não precisa falar nada, Chun. Um tornozelo inchado e um joelho não significam nada...” – envergonhada, mas decidida, envolve o rosto dele – “obrigada pela gentileza de hoje...”

- “Não te conheço muito bem, mas eu só sei que em muito tempo, nada tão bom assim acontecia comigo. Por favor, poderia sair comigo?”

- “Claro Yoochun...” – sendo levada, foi colocada no carro. Yoochun olha para o céu novamente, e sorri – “Que dia bom, não acham? Esse azul... acho que nunca conseguiria mais viver sem esse azul” – olhou para Mimi novamente – “vamos?!”

O carro seguiu pelas ruas de Vancouver....

Notas finais
Essa fic tem como Tema musical a música Ordinary do Nishikido Ryo. http://www.youtube.com/watch?v=zCmoiShgUqI
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.