Blue Sky!
5 Promessa!
Notas iniciais
O amor é mais do que uma relíquia, ou uma joia rara, não se compra amor, se conquista.
Na manhã seguinte minha cabeça ainda doía. Era muita informação para processar. Beatriz entrou no quarto e me encarou.
- Você tá acabado – ela disse.
Sorri.
- É, tenho motivos.
- A Marcella ligou – ela disse.
- Tá tudo bem?
- Sim, ela disse que está adorando a faculdade – disse Bia sorrindo.
Marcella é minha irmã mais velha, ela entrou na faculdade há dois anos e liga de mês em mês para dizer: estou viva. Ou feliz natal.
- Fico feliz – eu disse, mas sem muito ânimo. Eu estava feliz por Marcella, mas os acontecimentos recentes estavam revirando minha cabeça.
- E ela está namorando, disse que vai trazer o garoto aqui no meu aniversário – ela disse sorrindo.
- Isso é bom – sorri.
- Tá, qual é o problema?
- Hã? Nada...
- Você geralmente fica contente quando recebemos notícias da Marcella – ela disse.
- Problemas na escola, não se preocupe – eu disse. Ela assentiu.
- Tudo bem, mas se for uma garota – ela me encarou. – Não é uma garota, é?
- Não, apenas problemas – eu disse.
Beatriz me encarou mais profundamente, mas depois recuou.
- O.K., nos vemos lá em baixo – ela saiu do quarto acenando.
Arrumei-me rápido. Desci e sentei para tomar o café da manhã.
- Bom dia, querido – disse minha mãe sorridente.
- Bom dia – eu disse. – Qual o motivo de tanta felicidade?
- Não é nada – ela disse.
- Mamãe tem um encontro com aquele cara do supermercado – disse Bia sorrindo.
- O Pedro? – perguntei.
- Ele mesmo.
- Parem com isso, não vou ter nenhum encontro – disse minha mãe. Ela estava vermelha.
Eu e Bia nos entreolhamos e começamos a gargalhar.
Comemos nossos ovos com bacon e fomos para a escola.
- When i find my self in trouble, Mother Mary comes to me, speaking words of wisdom: Let it Be... – cantarolava Bia.
- And in my hour of Darkness she is stading right in front of me, speaking words of wisdom: Let it Be... – cantarolei. Nós dois começamos a cantar juntos. – Let it Be, Let it Be, Let it Be, Let it Be, speaking words of wisdom, Let it Be...
Começamos a rir. Todos que estavam no ônibus nos encararam.
- Vocês sempre fazem isso? – Danielle sorrio da cadeira ao nosso lado. Olhei-a e sorri.
- Oi – eu disse.
- Quem é? – sussurrou Beatriz.
- Dani, minha irmã, Bia. Bia, minha garçonete favorita, Dani – sorri. As duas se cumprimentaram. – Então, quer se unir ao nosso grupo de pagação de mico?
- É claro – ela disse sorrindo.
Cantamos muitas músicas no ônibus até chegarmos à escola. Julliana, como de costume, me esperava no portão.
- Oi Juh – eu disse abraçando-a.
- Oi – ela sorriu.
Terminamos os cumprimentos e fomos para a aula. Julliana e eu estávamos andando no corredor.
- Então, vai me explicar por que me deixou sozinha no almoço? – ela perguntou irritada.
- Ah... Desculpa, eu tive alguns problemas – eu disse. Matheus passou do meu lado e esbarrou contra meu ombro, mas ao em vez de eu chegar para trás ele quem bateu com as costas no armário. Encarei-o. – Olhe por onde anda, priminho.
Ele rosnou. Eu e Julliana continuamos andando.
- Ainda brigando com o Matheus? – ela perguntou.
- Ele machucou a Bia, mais uma vez – eu disse. Julliana me parou.
- O que ele acha que vai conseguir? – perguntou ela.
- Sinceramente, não sei. Aquele garoto é problemático – murmurei.
- SOCORRO – um grito surgiu do andar de cima. Aquela voz... Mirella.
Julliana me soltou assustada e eu corri para o segundo andar. Desviando de alunos curiosos e alguns amedrontados.
Quando eu cheguei ao segundo andar vi Matheus pronto para sufocar Mirella. Corri até ele, segurei seu braço e dei uma joelhada na barriga, ele cambaleou para trás.
- Francamente, qual é o seu problema? – murmurei. Ele avançou contra mim, desviei do primeiro golpe e segurei a mão dele no segundo. Dei um gancho em seu queixo e ele caiu para trás. Botei o pé em cima da sua barriga e pressionei. – Dane-se a promessa.
Chutei seu rosto e ele cuspiu sangue.
- Caio, pare – disse Mirella. Encarei-a. – Não vale a pena.
- Você não entende – eu disse. Levantei Matheus pela gola e o fiz olhar para Mirella. – Não é a primeira vez.
Atirei Matheus no chão e pisoteei sua barriga três vezes. Ele cuspia sangue e seus olhos estavam fechados. Senti algo pegar-me por trás e me atirar contra a parede, eu não me feri, mas o impacto foi forte o bastante para racha-la.
- Acalme-se – Palas disse encarando-me. Algo na voz dela me acalmou, como quando eu falava com Afrodite, e com minhas irmãs, e meus amigos.
Matheus se levantou cambaleando. Seu nariz sangrava e sua boca estava coberta de sangue.
- M-Maldito – gaguejou. – Da próxima vez, eu vou...
Interrompi.
- Vai o quê? – desviei de Palas e peguei-o pelo pescoço, prendendo-o contra a parede há cinco centímetros do chão. – Em priminho? O que vai fazer da próxima vez?
Ele tentou cuspir em mim, mas o sangue saiu de sua boca e desceu inofensivamente ao chão.
- É... – encarei-o sorrindo. – Acho que você errou.
- Se você não me matar – ele disse rangendo os dentes. – Sua irmãzinha querida vai ser a próxima.
Eu estava pronto para acerta-lo com o soco mais forte que eu conseguia, mas alguém foi mais rápido e o soco foi tão forte que se eu não largasse seu pescoço eu ia voar junto com ele até a parede mais próxima. Olhei para o lado, o Sr. Jackson estava com as mãos fechadas e olhando para Matheus.
- Não ouse ameaça-la – ele disse. Encarei-o.
Segurei o braço de Poseidon e ele me olhou assustado.
- Eu fiz uma promessa – eu disse. Ele me encarou confuso. – Só eu bato no Matheus.
Notas finais
Gostaram? Comentem!
P.s: No final, o Caio daria um soco em Poseidon, mas por questão de lógica, eu resolvi mudar um pouco. E só segurou o braço dele, menos "Quero morrer" kk'
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