Notas iniciais
Capítulo revelador + LOL + Todos morrem um dia. Espero que gostem ^^

Quando se luta pelo que ama, o preço a se pagar não importa.

A batalha em Atlântida era incrível. Minha irmã e eu lutávamos juntos. Clivia estava liderando o ataque ao inimigo. O terceiro Oriental: Shitou. O único oriental que, de fato, nasceu no oriente. Ela lutava muito bem, matou sete leões marinhos gigantes e malignos com um único ataque. Espada eficaz.

Eu e Bia lutávamos contra um monstro marinho desconhecido. Ele tinha cabeça de tubarão, tronco de baleia, braços e pernas azuis, barbatana de ouro puro e usava uma armadura de diamante. Muito difícil de matar. Bia nadou por cima de mim e atingiu a criatura em uma brecha da armadura. Ele uivou de dor – sim, uivou. E abriu a boca. Seus milhares de dentes dourados me assustaram, mas eu tive que atacar. Saquei minha espada e cravei-a na boca dele, cruzando-a. O animal se desfez em pó e Bia me abraçou.

– Conseguimos! – ela vibrou.

– Conseguimos – sorri.

– Que fofura – uma voz feminina ecoou ao meu redor e todos os monstros evaporaram. Os tritões gritaram e correram para longe. Uma mulher de mais ou menos vinte e dois anos de idade estava parada, como se flutuasse na água, me encarando com um sorriso perverso no rosto. – Eu sou Hécate, a deusa da magia e da noite, mas é claro que vocês já sabiam disso.

– Obrigado, senhora Hécate – eu disse. Curvei-me.

– Não me agradeça – ela murmurou. – Não pretendo ajuda-los.

– Então o que...

Hécate ergueu a mão e Bia flutuou até ela.

– Solte minha irmã! – gritei.

– É claro – ela disse. – Com uma condição.

– Qual? – perguntei.

– Sua vida – ela abriu a mão. – Bem, pelo menos, parte dela.

– Não toque no meu irmão, sua vadia – Bia murmurou.

– Caladinha, semideusa – Hécate disse.

– O que devo fazer? – perguntei.

– Caio, não! – Bia gritou. – Nem pense em se entregar por minha causa!

– Entregue-me sua imortalidade. E eu lhe devolverei sua irmã – Hécate disse.

– Nem pense nisso! – Bia berrou novamente.

– Cale a boca garota, antes que eu desista desse acordo e te mate de uma vez – ela murmurou.

– Pare! – gritei. Nadei até Hécate. – O que eu preciso fazer?

Ela esticou a mão na minha direção.

– Basta apertar.

– Caio, não! – Bia disse novamente.

Apertei a mão de Hécate e senti algo sair de dentro de mim. Minha cabeça doeu, minhas pernas balançavam, eu não conseguia controla-las. Um minuto depois, eu senti que estava mortal.

– O seu juramento à Atena foi removido – Hécate disse. – Você, agora, não passa de um semideus.

– Minha irmã – eu disse.

– Ah, claro. Uma deusa cumpre suas promessas.

Hécate me entregou Bia e desapareceu.

– Por que fez aquilo?! – ela gritou. – Podia ter lutado!

– Ela é uma deusa, eu seria massacrado.

Bia socou meu peito.

– Seu idiota! – ela berrou. – Você é mortal agora. Os monstros vão mata-lo!

– Ei, tá tudo bem – sorri.

– Por que fez aquilo? Você deveria ter me escutado!

– Eu precisava provar uma coisa.

– Provar o que?

– Provar que eu abriria mão de qualquer coisa pela minha irmãzinha – sorri e apertei a bochecha dela. Bia me encarou irritada. – Até de mim mesmo.

Clivia se aproximou nadando.

– Vocês estão bem? – ela perguntou.

– Sim, estamos – respondi.

– Ótimo – Clivia assentiu. – Atena vai ficar furiosa por ter abdicado o juramento.

– Eu posso não ser mais um imortal – eu disse. –, mas eu nunca deixarei de proteger minha família.

– Exceto quando sua vida acabar – Clivia disse. – Entendo o que fez, mas sua irmã tem razão. Você deveria ter lutado.

– Para? – perguntei.

– Para continuar vivendo – Clivia respondeu.

– Talvez – dei de ombros. – Ninguém deveria viver para sempre. Nem mesmo eu.

– Isso é estúpido – Bia murmurou.

– Isso é verdade – Percy parou ao meu lado. – Bem-vindo ao mundo mortal, irmão.

– Sinto muito por sua perda – uma voz feminina rodeou a água e ela apareceu na minha frente. Uma linda garota loira, de olhos cinzentos e cabelos cacheados. – Annabeth Chase.

– Deuses ocidentais, orientais, marcianos. – O que seria o lugar abaixo do lugar abaixo do Submundo? Não sei, mas meu queixo sabe.

– Você é bem indeciso – ela disse. Virou-se para Percy. – A aparição de Hécate afastou o exército de Shitou, e ele foi derrotado. Mors e os olimpianos conseguiram derrotar Athos. Eles mandaram uma mensagem de Íris. Querem falar com você e com o seu irmão. Ah, e a Clivia também.

Ela apontou para mim e para Clivia.

Todos voltamos para o castelo. A imagem de meu pai estava parada na sala sorrindo para nós.

– Então meus filhos estão vivos – ele sorriu. – Fico feliz.

– Como foram as coisas ai? – perguntei.

– Por incrível que pareça, Mors realmente nos ajudou – Poseidon disse. Deu de ombros. – Atena foi ferida, mas já cuidamos dela.

– Cuidamos? – Annabeth interrompeu.

– Sim, eu e Apolo – ele disse. Annabeth encarou Percy e eu sorri. – Por fim, Mors declarou guerra e disse que nossos tempos de paz estavam esgotados. O de sempre. Zeus está delirando.

– Por que Hades os deuses têm tanto medo de Mors? – resmunguei. – Vocês são imortais. Lembram?

Poseidon me encarou tristonho.

– Há muitos séculos, Mors fez um acordo com as almas do Estige – Poseidon contou.

– A lâmina da espada dele é capaz de remover a imortalidade de um deus – completou Annabeth. – Minha mãe me contou isso.

– Sim, é verdade – Poseidon assentiu. – Mors é capaz de matar um deus, um titã. Ele é capaz de matar qualquer um.

– Mas – Clivia interrompeu. –, toda benção tem um preço. Toda vez que Mors usa o poder da espada, ele fica fraco, muito fraco, e mortal.

– Ou seja – eu disse. –, ele se torna vulnerável.

– Exatamente – Annabeth assentiu.

– E é ai que atacamos – Clivia completou.

– E quem vamos sacrificar? – perguntei.

– Eu sei – Carol entrou na sala.

– Quem? – Poseidon perguntou.

– O deus mais irritante de todo mundo. – Carol murmurou. – O culpado pela minha infelicidade conjugal, provavelmente, eterna.

– Eros? – deduzi.

– Eros – ela confirmou.

Notas finais
Pequeno, sorry, mas espero que seja bom o bastante u.u' Gostaram? Comentem ^^