Blue Horizon A Luz da Liberdade
8 Cap. 8 – Blue Horizon 2.0
Notas iniciais
Enquanto não tínhamos notícias sobre a missão “quase” suicida de Karla, preparávamos Moya para o encontro eminente com seu primo escravizado, inclusive garantindo que seus escudos não falhassem, caso a conversa telepática entre Moya, Zohram e Beemote não o convencesse a nos deixar em paz. Mas John, a tripulação e eu concordamos que o escudo talvez não fosse o bastante para nos defender... Precisávamos de mais armas! Já que Moya não tinha armas, precisaríamos de nossos prowlers e de mais ajuda... Mas onde conseguiríamos outras máquinas de guerra que não estivessem a anos-luz dali? Enquanto discutíamos nossas opções, Tarnyn resolveu que era o momento de revelar sobre o que tinha na caixa misteriosa:
— Achei que esta seria uma boa oportunidade pra dizer o que tenho na caixa...
— Tarnyn, estamos com uma emergência aqui! Me diga que a coisa na caixa pode ajudar de alguma maneira, ou deixe pra fazer a ”grande revelação” depois... John foi bem direto desta vez.
— John, seu módulo é muito pequeno e a sua tecnologia, obsoleta ...
— Agora você ofendeu a Farscape!
— Só acho que a Blue Horizon vai se adaptar melhor a Rede Plokaviana que eu trouxe de Tarkan Um...
Então esta era a grande surpresa? Uma arma?!
— É sério?? Você está querendo instalar uma arma em minha nave, Tarnyn?! E de onde você acha que vai vir a energia pra fazer esta coisa funcionar?
— Do gerador de ponto-zero que veio junto...
Dentro da caixa havia a tal arma, um pequeno gerador, uma espécie de lona aderente de cor escura e uma outra máquina que não reconheci de imediato.
— O que é isso?
— Ah, isso? É o que vai esconder a Blue Horizon dos sensores...
— Vai me dizer que a manta de invisibilidade do Potter?!
— De quem?!
— Esquece, Tarnyn... Estou ficando empolgada... Minha navezinha vai passar por uma sessão de tuning?! Tarnyn, nem sei como agradecer!!!
— Não me agradeça... É tudo pelo Movimento! Achei que sua nave seria bem adequada para ajudar na missão, só isso!
— Vou adorar pilotar a Super Blue melhorada...
— E quem disse que você vai pilotar a nave? Você tá doida?! Você fica em Moya com seu marido. Deixa que Aeryn, eu e os outros cuidamos da defesa...
Ele tinha razão... Ficar ao lado de Micky era prioridade.
— Está bem... Eu fico. Mas quando isso acabar vou adorar dar umas voltas na minha belezinha! Tarnyn, e o que é isso aqui?!
— Talvez isto, faça a Blue ser capaz de fazer o Vetor estelar...
Eu não tinha certeza se o que eu pensei ter ouvido era de fato, o que eu tinha ouvido...
— Mary!... Isto é incrível!... Onde conseguiu isso, Tarnyn?
— Eu apenas andei cobrando alguns favores que me deviam no planeta! Eles são uns cientistas bem espertos!...
— Nunca imaginei que uma nave terrestre pudesse ter um desses... Fantástico... Mary, diga alguma coisa! Ih!... Você está fazendo aquela “cara de choque”, de novo! John disse me abraçando.
— Mas não pode ser!!! Uma nave terrestre não pode ser capaz de suportar a pressão de um vetor estelar... As forças inerciais vão fazê-la em micro-pedaços!!!
— Acho que o equipamento vai alterar a estrutura de toda a fuselagem em nível subatômico... Os cientistas me disseram que qualquer nave minimamente equipada, pode fazer o vetor estelar se o equipamento for instalado corretamente.
— Mas quem aqui será capaz de fazer estes testes sem morrer no processo?
— Usaremos DRD’s adaptados para os testes... Não se preocupe! Já pensei em tudo...
— É... Parece que pensou! Cuidem bem de minha Blue... Vou contar as novidades para Micky.
A empolgação que senti durou pouco... O que ficou, foi um enorme medo que ocorresse um erro catastrófico. Mas acho que é coisa de mãe super protetora!
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