Notas iniciais
Hey mores! Fiquei um tempão sem postar né? Sabem o que aconteceu? Meu notebook quebrou de novo e ficou umas três semanas quebrado, só hoje que eu peguei ele, me perdoem. Anyways, espero que gostem!

Lembrei-me, horas depois, que havia esquecido-me de perguntar seu nome.

Apesar de todos terem estranhado a minha ação, ninguém me questionou sobre ela. Percebi, pela primeira vez, que me irritava um pouco os olhares de medo, mas serviu para que me deixassem em paz com minha cabeça que quase transbordava pensamentos confusos.

Li, pela terceira ou quarta vez, o livro, tentando mais uma vez entender o lado do garoto. Mas, quanto mais eu lia, mais perguntas sem respostas vinham à minha cabeça, e, apenas de tentar o máximo, eu não conseguia ver um final feliz ali.

E, então, meus pensamentos foram até o acontecimento de antes. O garoto havia lhe dito que sempre batiam nele, o que obviamente significava que aquilo já acontecera antes. Pensar nele apanhando novamente, com hematomas pelo corpo fazia uma raiva irracional tomar conta de meu corpo. E, pensei, enfim, nas pessoas em que já havia batido. Será que alguma delas tinha alguém tão problemático quanto eu cujo sangue fervia ao pensar no machucado? A resposta era óbvia.

A hora de ir para casa chegara e, mais uma vez na semana, estava chovendo, me obrigando a andar até o ponto de ônibus coberto. Pela primeira vez desde que o conheci, não queria ver o garoto de olhos azuis. Sentia-me hipócrita em preocupar-me com ele quando eu bati em muitos mais, além disso, me sentia envergonhado.

E, como o esperado, ali estava ele. O livro nas mãos, agora com fita adesiva posta da melhor maneira que conseguira. O aperto de culpa em meu peito aumentou ao vê-lo. A pele pálida fazia os machucados parecerem muito pior do que eram e dava a ele uma aparência doentia.

Sentei-me ao lado dele, tentando ao máximo não mostrar o quão desconfortável estava. Percebi que ficar em silêncio seria, provavelmente, pior.

— Fico feliz que tenha concertado a capa. — Puxei assunto. Ele, no entanto, apenas desviou seus olhos para mim por alguns segundos, antes de voltar sua atenção à leitura. O silêncio se instalou novamente. — Sabe, eu ainda não sei o seu nome.

Irritadiço, ele fechou o livro com mais força que o necessário, e olhou para mim.

— Por que está fazendo isso? — Perguntou, surpreendendo-me. — Por que tem que falar comigo toda vez que me vê, ou me defendeu mais cedo e depois me seguiu? Você nem ao menos me conhece!

— Eu estou tentando te conhecer melhor! — Me exaltei também. — Você se esquiva, é todo misterioso, é distante! E, mesmo assim, vive repetindo que não nos conhecemos!

— Por que quer me conhecer? — Perguntou-me. — Para ter mais motivos para me bater e rir de mim?

— Eu nunca te bateria! — Praticamente gritei. Ele prensou os lábios.

— Você já o fez. — Disse, em voz baixa. E, antes que eu pudesse falar algo, se levantou, sem ao menos esperar o ônibus, e saiu andando.

Notas finais
E então? O que acharam? Comentem! E algum de vocês tem alguma teoria? Se tiverem, me falem! Adoro teorias :3 ~Kisses!