Blue Bird - Pássaro Azul
1 Capítulo 1 - O que sou eu?
Notas iniciais
Por Aoi Miyazaki
Acabei de chegar aqui, Konoha, a capital do meu país.
Nunca foi o meu desejo mudar-me para a "grande cidade", mas faço de tudo para que ninguém dê pelo meu verdadeiro "eu". Esclarecendo, a minha mãe finalmente arranjou colocação numa escola secundária: ensina Matemática; Enquanto o meu pai ganha milhões com os seus romances...
O quê? Nunca ouviram falar de Isao Miyazaki? Aquele que têm livros espantosos? Aquele que todos os seus livros são transformados em filmes? Bem, já sabem quem é. E eu? Bom, sou a sua filha, a única filha, Aoi Miyazaki, e a minha mãe, perguntam vocês? Tecnicamente têm razão: para que é que a minha mãe trabalha se o meu pai é milionário? Não. Não estão divorciados, mas a minha mãe é demasiado orgulhosa: onde é que já se viu Naomi Miyazaki a perder o orgulho de sustentar (também) a sua família? Ainda bem que não sou assim tão orgulhosa...
Acabei de fazer 17 anos (há uma semana) mas era a minha primeira vez numa escola privada. Sim, eu mudei de escola privada. Sim, eu mudei de escola (obviamente) e como não podia frequentar a mesma escola que a minha mãe, fui para a outra única escola em Konoha: oPrivate Konoha College, que fica a 20 e tal quilómetros da cidade.
Para além de me dizerem para trazer o uniforme já vestido, também me pediram para trazer as decorações que mais me agradavam, lençóis de cama e (dá vergonha dizer que trago isto na mala) umabajourde candeeiro a combinar com a decoração por mim escolhida. Por isso, estou a caminho daqueleestranhocolégio, com umestranhouniforme branco, preto ebordeaux(o que inclui uma saia que não fica bem a ninguém, nem aqui, nem na China), dentro de um táxi, com umestranhotaxista a conduzi-lo e que cheira a suor e a tabaco. Que nojo!
- Desculpe, ainda falta muito? — Perguntei ao taxista.
- Estamos quase a chegar. — Respondeu-me com uma voz áspera, voz de quem fuma pelo menos dois maços de cigarros por dias.
E com isto na minha cabeça, comecei a lembrar-me da minha antiga escola: lá havia um grupo de alunos em que o cheiro a tabaco era algo que que já fazia parte da rotina. Intitulavam-se deAkatsuki, acho eu. Mas o mais estranho é que foram desaparecendo. Sim, um por um, foram abandonado aquela escola e nunca se percebeu os motivos.
Além disso, também não tenho boas lembranças deles: uma vez envolvi-me numa espécie de conflito com dois deles...
- Chegámos. — A voz do taxista acordou-me da meu transe de pensamentos. Estávamos em frente de um grande conjunto deenormesedifícios. Os seus grandes portões de ferro pintados de negro abriram e o táxi entrou, parando no meio do pátio central. Lá, uma mulher de cabelos atados e de aparência enérgica estava à minha espera:
- És a Aoi Miyazaki? A nova aluna?
- S-Sim. — Respondi-lhe um pouco a medo, já que ela estava com um ar de desconfiança.
- Bom, então bem vinda ao colégio! — Esboçou um grande sorriso. — O meu nome é Anko Mitarashi e sou a encarregada do dormitório onde vais ficar.
Ajudou-me a descarregar as minhas bagagens e começou a explicar-me algumas coisas, como a hora de recolher, que é às 22:30h, e que tinha atividades obrigatórias de um clube durante a manhã de sábado.
Desviei o olhar para observar o meu redor: havia um grupo de alunos encostados a uma grande árvore naquele pátio... e eles pareciam-me familiares... Não. Devia ser impressão minha, certo?
- Hei miúda! Estás a ouvir-me?
- Sim, Anko-sensei.
- Ah! É verdade! Também sou tua professora de história.
Chegamos à porta de um quarto (depois de andarmuito):
- Pronto, é aqui! Ala feminina nº 2, quarto nº 38: não te esqueças! Está aqui a chave. Amanhã de manhã, o director estará à tua espera por volta das 10h. Não te atrases, ok miúda?
- Não me atrasarei. E obrigada por me ajudar a trazer as minhas coisas até ao meu quarto, Anko-sensei. — Agradeci-lhe.
- De nada, miúda. Tens bom ar, sabias? Não me desapontes, ok?
- Com certeza... — Respondi-lhe com um sorriso e fiquei a vê-la desaparecer na esquina do corredor.
Depois entrei no meu quarto: iria poisar as minhas coisas, decorar o quarto e, finalmente, tomar um banho, só para garantir que o cheiro daquele maldito táxi não fica impregnado em mim...
Notas finais
Esta fanfic também está postada no meu AnimeSpirit, ok? :)
Até ao próximo capítulo. Beijos,
Mai-chan
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