Blossoming Heart
16 Novos mistérios se aproximam
Notas iniciais
Capítulo 15 — Novos mistérios se aproximam
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As semanas passavam rapidamente, enquanto, Rin terminava sua pesquisa final para a graduação. Após Kagome pegar no seu pé todos os dias, não descansou até que ficasse perfeito. Exatamente como imaginou a princípio. Ok, ela também queria logo se livrar de tudo isso.
O caso é, que graças a esses dias estressantes, Rin, não pôde conversar direito com Sesshoumaru. Porém, ao analisar melhor os últimos dias, percebeu que o mesmo parecia mais isolado que o normal. Na faculdade eles quase não se viam e, até mesmo por mensagens ele parecia cada vez mais ausente. Ao perguntar diretamente à ele, o mesmo sempre se esquivava nas respostas.
Rin passou os últimos dias remoendo ideias e mais ideias. Ela sabia que a sua ansiedade já havia planejado todo tipo de plot de novela mexicana. Entretanto, não poderia se deixar levar facilmente por coisas assim, ou realmente ficaria louca. O que ainda lhe segurava no lugar era o pensamento que tudo ficaria bem no fim.
Na véspera de fim de semana, Kanna, convidou Rin para assistir à uma animação preferida das duas. Com o final do curso chegando em breve, o momento para relaxar pedia lugar, enquanto a pressão pelos corredores corriam à solta. O shopping central tinha o melhor cinema e a também a melhor praça de alimentação da cidade.
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— Fico feliz que tenha aceitado meu convite. — Kanna falou. — Eu sei que o trabalho final lhe deixou uma caco.
— Foi a Kagome, certo? — Rin murmurou, sentando-se à frente de Kanna. — Ela estava me vigiando nos últimos dias.
— Oras, ela se preocupa com a prima. — Kanna deu de ombros. — E eu também me preocupo com a minha melhor amiga.
— Então a ideia é meio a meio. — Rin sorriu para si mesma. — Por fim, eu agradeço pelo convite.
— Eu sabia, as nossas preocupações são razões diferentes. — Kanna encarou seu copo de suco. — Kagome acha que você está assim por causa do estudo, é?
— Hm? — Rin devorava seu sanduíche com vontade. — Do...que….ndo?
— Come primeiro, sua gulosa! — Kanna falou, jogando o guardanapo na cara da amiga. — Está querendo se engasgar, é?
— Não. — Rin limpou a boca. — Você me convidou pra comer, oras!
— E para conversar também. — Kanna suspirou. — Se fosse só pra comer tínhamos ido a um rodízio.
— Opa, eu quero. — Rin bateu palminhas.
— Você só pensa em duas coisas mesmo, não é possível. — Kanna revirou os olhos. — Kagome realmente não conhece a prima que tem.
— Duas coisas? — Rin bebericou seu suco. — Como só duas? Mas que tipo de amiga é você?
— Comida e um certo cara, é claro! — Kanna voltou a dar de ombros. — Essas jovens.
— Co-Como é?! — Rin tossiu algumas vezes. — Do que você está falando?
— Exatamente isso que ouviu! — Kanna piscou sapeca. — Ou vai dizer que não é verdade?
— Kanna! — Rin sentia seu rosto queimar. — Por acaso a sua ideia de convite era pra isso?
— Acertou em cheio. — Riu baixo. — Estou preocupada com esse seu romance mexicano.
— Ah, se eu soubesse... — Rin suspirou. — Eu penso em mais coisas que apenas nessas duas ai. — Resmungou. — Meu futuro é mais importante que a comida…
— Estava brincando com você, sua boba! — Disse Kanna. — Mas eu realmente estou preocupada com o coração da minha amiga.
— Kanna. — Rin sorriu fraco. — Ele aguenta, não se preocupe muito. — Continuou. — Só preciso saber esperar o tempo dele também.
— Que tempo? — Kanna não entendia como Rin poderia estar tão relaxada. — Certeza que o sentimento é mútuo entre os dois… Esperar o que?
— Bem… — Rin começou. — “Sinto que não é seguro revelar sobre aquele domingo no parque.”
— O que houve? Por que ficou muda do nada? — Kanna perguntou séria. — Aconteceu algo?
— Não é algo, na verdade. — Rin voltou a si. — “Não posso envolver Kanna nisso, não quando nem eu mesma sei do que se trata.”
— Rin, me ouça, sim? — Diz Kanna. — Acredito que tenha algo que você não pode me contar agora, eu entendo. — Contínuo. — Entretanto, peço que não carregue tudo sozinha desse jeito.
— Sim. — Rin se limitou a responder.
— Se estiver difícil, por favor, me fale. — Kanna segurou a mão de Rin. — Você sabe que assim como à sua família, eu só quero a sua felicidade.
— Eu sei, Kanna. — Rin apertou de leve a mão da amiga. — Eu tenho certeza que as coisas vão se ajeitar muito em breve.
— Eu espero que sim ou aquele Deus grego vai se ver comigo. — Kanna riu alto. — Ele que não me encontre naqueles dias!
— Eu já te disse que tenho mais medo de ti do que da polícia? — Rin murmurou pensativa.
— Talvez eu tenho seguido a carreira errada… — Kanna analisou. — Acho que ainda posso repensar nisso.
— Ok, vamos pensar nisso, enquanto comemos. — Rin voltou para o seu sanduíche.
— Realmente é uma gulosa…
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Mais tarde
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Parquinho próximo ao bairro
Após alguns dias de indecisão, InuYasha finalmente tomou coragem, pedindo Kagome em namoro. Claro que ela não pensou duas vezes, antes de pular em cima dele, aceitando com um beijo. Tudo seria lindo e romântico se eles não estivessem em frente a pelo menos metade da faculdade. Por outro lado, Rin estava feliz, assim o pessoal poderia esquecer de vez o seu mico no ano anterior.
InuYasha e Kagome eram o novo casal do grupo e, também o mais zoados pelo restante. Querendo oficializar de vez a união entre eles, combinaram de sair naquela noite, mesmo que fosse apenas para tomar um sorvete. A verdade é que eles queriam ficar cada vez mais juntos.
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— Então sua mãe lhe encheu de perguntas? — Kagome murmurou. — Ela parece bem animada.
— Ela vem fazendo isso a dias já. — InuYasha resmungou. — Não imagina o quanto. — Reviro os olhos. — Vai conhecê-la em breve.
— Oh, já quer me apresentar aos seus pais? — Kagome fez uma cara de surpresa. — Você realmente não perde tempo… Em quanto tempo pretende me pedir em casamento?
— Ei… — InuYasha limpou a garganta. — Assim você acaba comigo. — Corou. — Na verdade se pudesse casava agora mesmo…
— E-Eu estava brincando… — Kagome corou também. — Mas aceito conhecer sua mãe em breve.
— Eu ia falar sobre isso agora. — Coçou a nuca. — Ela quer marcar um jantar lá em casa com seus avós junto.
— Eu devo ter medo disso? — Kagome sorriu sem graça. — Que adorável…
— Sim, você deve ter. — InuYasha riu, mas preocupado. — No mínimo vai querer marcar a data do casamentos… E falar de netos. — Tossiu com a última frase.
— Netos… — Kagome repetiu sentindo todo seu rosto queimar. — Oh, eu devo me preocupar mesmo.
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Em meios a olhares envergonhados, ambos deram as mãos e voltaram a caminhar pelo parque. Por ser fim de tarde, as cores brincavam em tons alaranjados no céu. Aproveitaram para escolher o sorvete preferido e, sentaram-se num dos bancos. Algumas crianças ainda brincavam no velho parquinho do bairro.
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— Que idade maravilhosa. — Kagome choramingou. — Sem preocupações sérias.
— Que saudades… — InuYasha lamentou também. — Ok, parecemos um casal de idosos agora.
— É verdade. — Kagome riu. — Ei, crianças! Brinque o quanto puder! — Gritou ainda mais animada.
— Ei, Kagome. — Diz InuYasha, observando os olhares dos pais. — Não chame muita atenção assim.
— Tudo bem, o máximo que vão achar é que sou louca. — Kagome deu de ombros. — Quando eu era pequena, não tinha coragem de fazer muito disso.
— Gritar no meio do parque? — InuYasha perguntou. — Nem consigo imaginar você toda quietinha agora.
— Isso também. — Ela riu. — Nessa idade eu era fraca e não conseguia proteger ninguém direito…
— Agora você é muito forte. — InuYasha enlaçou sua mão na dela. — Entretanto, acho que você também era muito forte na infância.
— InuYasha…
— Sua irmã e sua prima amam e confiam muito em você. — Sorriu. — Acredito que elas também sempre te acharam fortes.
— Bem, eu batia em alguns valentões as vezes. — Kagome riu com o pensamento. — Mas a Kikyou era quem ficava com a fa… — Se cortou ao ouvir um grito.
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Perto do banco onde estavam, viram um garotinho de uns 5 anos chorando. Ele estava caído no chão, enquanto um outro garoto o pisava na barriga, o mesmo deveria ter uns 8 anos. As crianças em redor olhavam assustadas, enquanto ele ria do caído. Uma garota e, talvez a mais velha do grupo se aproximou irritada.
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— Solta ele! — Ela se aproximou perigosamente. — Vá perturbar alguém do seu tamanho.
— Não se meta, feia. — Ele se afastou do garotinho. — Se não vou bater em você.
— Meu pai disse que menino que bate em menina é covarde! — Ela bateu o pé. — Saia daqui!
— Seu pai não sabe de nada! — Ele gritou. — Ninguém sabe de nada!
— Vamos, vamos. — Uma senhora se aproximou das crianças. — A infância é curta demais para brigar assim.
— Ele que começou. — A menina mostrou a língua.
— Quem mostra a língua é cobra. — Ele resmungou. — Garota feia…
— Seu pai voltou da viagem hoje. — A senhora voltou a falar, vamos encontrá-lo, sim?
— O papai voltou? — O menino logo esqueceu toda a confusão que fez. — Eu quero vê-lo!
— Venha! — Ela sorriu, segurando-o pela mão. — Não seja mais um menino mau, entendeu?
— Sim, senhora! — Ele sorriu. — Estou com saudades dele.
— No fim era apenas um garoto buscando atenção. — A mãe do garotinho chegou. — Você é uma menina muito forte, sabia?
— Oh, você é minha vizinha. — Ela sorriu envergonhada. — Obrigada. Eu quero ser da polícia quando crescer. — Se animou. — Quero ajudar todas as meninas pequenas e grandes do mundo!
— Garanto que será uma grande combatente do crime. — A mulher sorriu. — Continue assim.
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Kagome olhava a cena com uma sorriso e algumas lágrimas nos olhos. Por alguns segundos se viu ali, mas no lugar de uma simples vizinha viu sua mãe; Sempre lhe incentivando a correr atrás de seus sonhos. Lembrar dela era algo bom, mas ao mesmo tempo um tanto dolorido. Por fim, era uma dor que valia a pena, afinal a saudade era a prova de que algo realmente existiu.
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“...Não pode nos confundir…”
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Uma frase ecoava na mente de InuYasha. Uma voz infantil que era doce, mas ao mesmo tempo firme, repetia a mesma frase toda vez. Olhar aquela cena foi como uma gatilho para algumas das memórias perdidas de InuYasha. Ele sentia que alguma vez já havia passado por algo semelhante na infância, entretanto, não se lembrava porque havia esquecido disso.
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— InuYasha? — Kagome voltou a chamar. — Você está bem? Estou te chamando a minutos já.
— Hã?! — InuYasha voltou a si, porém ainda perturbado com a voz. — Eu… Estou bem.
— Você está pálido. — Kagome se preocupou. — O que houve?
— Desculpe, foi apenas um mal estar. — InuYasha respirou fundo. — Minha mente viajou legal agora.
— Se estiver mal podemos ir, entendeu? — Kagome apertou a mão dele de leve.
— Tudo bem. — Ele sorriu fraco. — Me dê alguns minutos apenas. — Suspirou.
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InuYasha voltou a encarar as crianças que brincavam pelo parquinho. As vozes animadas delas só o fazia reviver ainda mais uma lembrança toda embaralhada. Agora ele tinha certeza, algo havia mesmo acontecido com ele ali.
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“Vamos ser amigos então, mas não pode nos confundir, ok?”
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A voz voltou a sussurrar na sua mente. Aquela voz clara e suave que se escondia em seus pensamentos por anos, estava de volta. Pensando nisso, InuYasha sentia-se tonto com tanta informação. Não eram imagens claras, mas algo borrado voltava como um tipo de flashback. Uma mão pequena e branquinha se estendia em frente a si. Um sorriso se desenhou nos lábios infantis de ambas as crianças.
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“Seremos amigos, então não se esqueça… Eu sou a…”
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— Droga… — InuYasha reprimiu a dor na cabeça. — Quem era…
— InuYasha! — Kagome se desesperou ao vê-lo suar daquele jeito. — Você não está nada bem.
— Estou um pouco zonzo. — Murmurou fraco. — Logo irá passar.
— Ah, o que eu faço?! — Kagome olhou em redor. — Espere aqui, vou buscar um pouco de água para você.
— Kagome… — InuYasha chamou fraco. — Não se vá…
— Só me espere um segundo, por favor. — Kagome o abraçou.
— Não se vá…também. — Sussurrou sentiu seu corpo pesar.
— Menina? — Kagome gritou pela heroina de mais cedo. — Ei, menina?
— O que houve, moça? — A menina se aproximou apreensiva. — Meu pai diz para não conversar com estranhos.
— E ele está correto. — Kagome se apressou em dizer. — É loucura, mas não sou estranha, também moro no bairro. — Tentava não enrolar nas frases. — Preciso que faça um favor pra mim, por favor.
— Um favor? — A menina ficou insegura.
— Não é nada de errado. — Kagome se corrigiu rapidamente. — Aquele senhor ali vende água, por favor, compre pra mim?
— Oh. — Ela suavizou a expressão. — Se é isso, posso ajudar.
— Obrigada. — Kagome sorriu, ao ver a menina correr. — Eu não vou deixá-lo. — Abraçou-o firme.
“Quem é aquela menina?” — InuYasha sentia toda sua mente pesada. — “E por que me sinto tão nostálgico ao olhar para a Kagome?”
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Algumas respostas talvez estivessem claras, porém, assim como dizia o velho ditado, as aparências podem enganar. Entretanto, naquele momento InuYasha queria apenas é continua sendo amparado por Kagome.
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No outro dia
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Assim como Rin, Kikyou também decidiu tirar um tempo para si. As últimas semanas haviam sido um caos e, isso incluía o emocional também. Após o ano novo, Kikyou pensava estar mais próxima de Naraku, entretanto, novamente ele havia mostrado que ela apenas pensava. Se bem que, ela não tinha muito o que reclamar, desde que ele parecia mais aberto a conversas longas com ela agora. De fato, o que lhe perturbava era o ar misterioso que havia em redor dele.
Completamente esgotada e confusa, Kikyou, tratou de convocar sua amiga de longa data, Emi. As duas havia se encontrado fazia pouco tempo, mas no momento precisava novamente desabafar sobre ele, seus sentimentos.
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Sorveteria próximo ao parque
— Obrigada por vir hoje. — Kikyou chegou no local. — E desculpe por marcar em cima da hora.
— Tudo bem. — Emi sorriu. A mesma possuía feições suaves. — Eu também estava precisando de uma pausa. — Ajeitou seus fios, curtos e castanhos claros, atrás da orelha.
— Ótimo, ambas estamos ganhando com isso. — Diz Kikyou. — Então vamos ter uma boa conversa hoje.
— Vamos começar pela mais amargurada então. — Emi riu. — Como está seu coração, sua feição diz muitas coisas.
— Vai querer ler a minha mão também? — Kikyou ironizou. — Não me leia tão facilmente assim. — Suspirou.
— Desculpe, é costume já. — Emi deu de ombros. — Você sabe, minha família trabalha com esse tipo de coisa.
— Não sei se é algo bom ou ruim. — Kikyou murmurou. — Estou confusa na verdade. — Declarou.
— Confusa? — Emi pergunta curiosa. — Algo mais aconteceu depois daquilo?
— Eu te contei sobre o ano novo, certo? — Kikyou pensou um pouco. — Não aconteceu muito, no entanto.
— Sim, mas pelo jeito esse pouco foi bem significativo pra ti. — Emi analisou. — Eu diria que algumas verdades são difíceis de acreditar.
— Lá vem você com esse negócio de novo. — Kikyou se arrepiou. — Sim, eu descobri algo que me deixou abalada.
— O que seria? — Emi olhou o cardápio. — Esse parece ser bom…
— É estranho até falar disso, na verdade. — Kikyou suspirou. — Me vê o mesmo então.
— Hm, mas não é isso que te incomoda, certo? — Emi deixou o cardápio de lado. — O mistério em redor dele te deixa apreensiva?
— Também… — Kikyou voltou a suspirar. — Está vendo, é uma mistura no fim.
— Que vida, ein. — Emi se espreguiçou. — Faz o seguinte, me diz mais sobre ele.
— Vai tentar descobrir algo, é? — Perguntou Kikyou. — Difícil viu, pois até na ficha dele só tinha o nome de uma faculdade anterior e a data de aniversário.
— Você realmente fez isso… — Emi revirou os olhos. — Tudo bem, cada um tenta como pode.
— Naraku... Naraku Takeuchi. — Kikyou disse por fim. — Esse é o nome dele.
— Naraku… — Emi repetiu, ficando séria. — Você por acaso tem uma foto dele ai?
— Hm? Não. — Kikyou respondeu confusa. — Mas acho que consigo uma, por quê?
— Ah… Será melhor para analisá-lo… — Emi murmurou perdida.
— Oh, entendo. — Kikyou ainda estava confusa com a situação. — É muito mistério na minha vida…
— Esse sobrenome não me é estranho. — Diz Emi, encarando Kikyou. — Eu já ouvi ele... Nome e sobrenome!
— Emi…
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No outro dia
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Fim de tarde e, a sala estava uma bagunça com algumas caixas pelo local. Dentro delas existiam memórias suas e dos seus filhos. Izayoi procurava algo em específico, enquanto aproveitava para verificar as demais. Sim, ela procurava por um álbum de fotos de quando InuYasha era bebê. Oh não, ela não poderia perder a oportunidade de mostrar isso à namorada dele, sua futura nora desde já.
Infelizmente as caixas se multiplicaram nos últimos ano, perdendo facilmente coisas pequenas, como o álbum que procurava. Apesar disso, Izayoi não desistiria tão fácil. Ela necessitava ser a sogra que faz o próprio filho passar vergonha. Se bem que, vergonha ele não passaria, desde que sempre foi lindo.
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— Vamos mudar de casa, por acaso? — InuYasha entrou na sala confuso. — Ai… Que caixa dura.
— Cuidado. — Izayoi se levantou, no meio da bagunça. — Estou apenas olhando algumas caixas.
— Algumas? — InuYasha repetiu. — Eu mal consigo ver o chão da sala.
— Não seja um rabugento feito seu pai. — Izayoi fez bico. — Eu só estou procurando algo.
— Algo?! O que é? — InuYasha olhou dentro de uma caixa. — Isso são fotos suas?
— Oh, esse álbum é do meu tempo de caloura na faculdade. — Izayoi comentou. — Morava na cidade vizinha nessa época.
— Você não mudou nada. — InuYasha olhava as fotos com calma. — Mãe, por acaso você fez algum pacto para ser jovem pra sempre?
— Mas que moleque atrevido. — Izayoi riu, dando um tapinha no ombro dele. — Parece que eu fiz mesmo?
— Isso só pode ser de família então, a vovó é a mesma coisa. — Disse, mostrando uma foto da mãe com a avó. — Você será linda eternamente então.
— Ela ia ficar feliz em ouvir isso. — Izayoi sorriu triste. — Eu sinto falta dela.
— Por que não vai a visitar então? — InuYasha guardou o álbum de novo. — É por causa daquilo?
— Não é tão fácil assim… — Izayoi suspirou. — Bem, tem muita coisa pra arrumar ainda. — Desconversou.
“Ela ainda evita esse assunto, huh.” — InuYasha observava sua mãe.
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Izayoi continuou a olhar algumas caixas, enquanto outras já estavam novamente fechadas. InuYasha não ficou muito tempo de braços cruzados, logo se pôs a olhar as coisas juntos. Claro, ele nem imaginava o que ela tanto procurava ali. Naquele momento, apenas se deixou passar um tempo a mais com sua mãe.
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— Espera, esse aqui é da minha formatura… — InuYasha murmurou olhando uma foto em específico. — Que nostálgico.
— Oh, você conseguiu achar a sua caixa. — Izayoi olhou dentro da caixa, pegando um álbum em específico.
— Você deveria digitalizar essas coisas. — Olhou em redor, vendo ainda muitas caixas. — Ou corre o risco de perder tudo.
— Olhar desse jeito é mais agradável, mas talvez uma cópia de segurança seja bom. — Concordou Izayoi.
— Que bagunça é essa? — InuTaishou passou pela sala. — Arrumem isso logo.
— Oh, querido. — Izayoi sorriu. — Você chegou cedo hoje.
— Terminei antes. — Murmurou simples, passando por eles.
— Ei! — InuYasha chamou. — É só isso mesmo? Nem uma saudação decente para sua esposa e filho?
— Estou cansado, InuYasha. — InuTaishou parou no lugar. — Não tenho tempo a perder com esse tipo de sentimentalismo.
— Sentimentalismo!? — InuYasha ri. — É assim que você chama o amor e respeito que deveria ter com a sua família?
— InuYasha, chega. — Izayoi segurou de leve o braço do filho. — Deixe ele descansar.
— Já aturei demais isso. — InuYasha bufou. — Belo exemplo de pai você. — Resmungou.
— Se você tem de tudo hoje é porque eu me esforcei pra te dar isso. — InuTaishou se virou. — Está reclamando de barriga cheia, garoto.
— Eu reclamando?! Não. — InuYasha se aproximou do pai. — Estou apenas pedindo pela única coisa que você nunca me deu. — Continuou. — E adivinha? Amor é de graça.
— InuYasha… — Izayoi voltou a suplicar.
— Eu tenho mais o que fazer. — InuTaishou ignorou a última frase. — Venha falar comigo quando quiser assumir coisa de gente grande.
— É assim então. — InuYasha murmurou incomodado. — Será que você tem alguma amante por aí? Por isso não tem tempo pra nós?
— Como você ousa!? — InuTaishou voltou a se virar. — Você deveria lavar a boca antes de insinuar algo assim!
— InuYasha, chega. — Izayoi suspirou. — Deixa o seu pai em paz.
— Você não deu educação suficiente a esse garoto, Izayoi. — Se virou para a esposa. — É por isso que eu queria ter colocado logo ele num internato.
— Eu não entendo como você pode ter ficado todos esses anos com ele, mãe. — InuYasha resmungou irado.
— Estou aqui por vocês, meus filhos. — Izayoi sorriu. — Vale cada esforço.
— Por InuYasha apenas, Sesshoumaru não é seu filho. — InuTaishou corrigiu. — E nunca será.
— Oh, mas eu a considero como minha mãe. — Sesshoumaru entrou na sala, logo atrás de seu pai. — Ela foi muito mais mãe do que aquela que me trouxe ao mundo.
— Você não sabe de nada… — InuTaishou começou.
— Que ela nos abandonou por quê não te aguentou? — Sesshoumaru cortou. — Ah, eu sei muito sim.
— Onde você... — InuTaishou olhou para trás, onde Sesshoumaru estava. — Vocês todos devem me respeitar! — Voltou seu olhar para todos na sala.
— Não é como se você tivesse direito a isso. — InuYasha murmurou sério. — Vamos, mãe. — Puxou ela pela mão. — Depois continuamos com isso.
— InuYasha… — Izayoi deixou ser levada. — Não discutam mais, por favor. — Sussurrou ao passar por Sesshoumaru.
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Sesshoumaru apenas olhou os dois saírem da sala em passos calmos. Seu pai, estava no mesmo lugar, o olhar dele vinha de cima, apesar da última cena. Sesshoumaru ouviu desde o início da conversa, mas iria ignorar se não fosse pelo ataque de InuYasha. Sesshoumaru sabia que apesar de tudo, seu pai era fiel com Izayoi. Na mente dele tinha outras coisas, tantas que nem espaço para uma amante havia, desde que, nem para a própria esposa ele tinha tempo.
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— O que foi? — InuTaishou quebrou o silêncio. — Vai me atacar também?
— Não sou como o InuYasha, eu sei quando revelar as cartas. — Sesshoumaru murmurou, cruzando os braços.
— Você é igual a mim no fim. — InuTaishou riu. — Eu me vejo em você nessa idade.
— Oh, isso deveria ser um elogio? Está mais para difamação. — Sesshoumaru murmurou consigo mesmo. — Lamento, mas sou uma versão melhorada de você.
— O que você está insinuando agora?
— Eu tenho algo que você não tem, é claro. — Sesshoumaru explicou simplesmente. — Eu tenho caráter, algo que lhe falta completamente.
— Você realmente acha que está em posição de me atacar assim? — InuTaishou baixou o tom de voz. — Ou você esqueceu aquela nossa conversinha?
— Ah, sobre aquilo. — Sesshoumaru pensou alguns segundos. — Sim, eu me lembro bem daquele dia.
— É melhor fazer conforme eu planejei, entendeu? — InuTaishou forçou um sorriso. — Será o melhor para todos…
— Não! — Cortou Sesshoumaru. — Eu não vou fazer nada do que você quer. — Sustentou o olhar sério. — E não vou perder para você.
— Cuidado, Sesshoumaru. — InuTaishou começou à rir. — O tempo voltou a correr para todos. — Saiu da sala em passos largos.
— Do que ele está falando? — Sesshoumaru murmurou confuso. — Tempo?
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Sesshoumaru ainda ficou alguns segundos olhando para a porta, a qual seu pai havia passado. A frase estranha dele ficou na sua cabeça como um novo enigma a ser descoberto. Desviando seu olhar, parou sobre uma caixa que havia à seus pés. Abaixando um pouco, pegou um velho álbum da caixa. Ele já havia enjoado de quantas vezes tinha visto isso. Este que era lá do início dos negócios do seu pai. Quando ele ainda fazia parte de uma empresa junto de mais 3 sócios.
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— Tempo, é? — Repetiu interessado. — Então o tempo me dirá a verdade também.
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Alguns dias depois
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Faculdade Shikon
Sango caminhava calmamente pelo corredor próximo a secretaria. Levava consigo alguns papeis que o professor responsável pelo trabalho havia pedido. Era véspera de fim de semana novamente e ele não queria deixar ninguém em casa à toa. Suspirando, ela caminhava olhando para o chão, quando acabou se esbarrando com alguém.
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— Oh, me desculpe. — Uma voz baixa e grave soou perto de si. — Parece que ambos estávamos com os pensamentos longe.
— Desculpe também. — Sango respondeu rapidamente. — Não se incomode com isso. — Se abaixou, pegando algumas folhas que haviam caído.
— Aqui, você esqueceu essa. — Ele entregou à folha. — Seria ruim se ficasse algo para trás.
— Sim, você tem razão. — Sango pegou. — Eu… Nunca o vi por aqui. — Observou o homem à sua frente.
— Verdade, é a minha primeira vez entrando nessa faculdade. — Ele sorriu calmo. — Um belo lugar, eu diria.
— Hm, sim. — Sango respondeu sem jeito, algo nele à incomodava.
— Espera, você me lembrou alguém agora. — Ele comentou alegremente. — Sim, sim. Muita parecida com ela.
— Ah, entendo. — Sango se sentia desconfortável, enquanto observava o homem de longos fios negros à sua frente. — Eu preciso ir.
— Me desculpe por prendê-la assim. — Ele sorriu, mas algo no sorriso era totalmente falso. — Nós vemos por aí, menina.
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Em passos largos, ele cruzou o restante do corredor. Sem olhar para trás, apenas sentiu aquele par de olhos em si. De fato, ela lhe lembrava alguém, mas ao mesmo tempo lhe incomodava lembrar dessa pessoa. Deixou de lado tais pensamentos, afinal, não era para isso que havia vindo.
Por outro lado, Sango ficou incomodada com a cena. Aquele homem havia lhe deixado uma impressão ruim, ao mesmo tempo que era um tanto interessante. Algo nele vinham em alta intensidade, como se dissesse para ficar o mais longe possível. E no meio disso, também jurava conhecê-lo de algum lugar. Ao pensar nisso, apenas seguiu-o rapidamente.
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— Tenho certeza que ele veio por aqui. — Sango virou no próximo corredor. — Onde ele foi…
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Ao chegar próximo ao bloco desativado, conseguiu ouvir alguma vozes. Entre elas, a do tal homem que procurava. Se aproximando com cuidado, percebeu Hayato e o Reitor Onigumo junto deles. Os três conversavam algo baixo, mas Hayato não segurava a voz em reclamar sobre isso. E em seguida pôde vê-lo sair batendo o pé. Sango se aproximou ainda mais.
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— Você não deveria ser assim com ele. — Lamentou Onigumo. — Já faz tanto tempo que não se veem.
— Ele não é mais criança para agir desse jeito. — O tal homem murmurou, dessa vez o tom de voz era totalmente frio.
— Você é realmente um caso perdido, Byakuya. — Onigumo bateu de leve nas costas do outro.
— Ora, está realmente me tratando desse jeito, irmãozinho? — Byakuya riu baixo. — Você cresceu, pelo jeito.
“Irmãos?!” — Sango deu alguns passos para trás, saindo dali rapidamente. — “Se eles são irmãos, então como pôde ter falado que era a primeira vez que esteve aqui?”
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Continuou caminhando até que saiu no pátio principal do Campus. Olhou para trás, com medo de ter sido seguida. Respirou aliviada ao perceber que estava tudo bem. Pegou seu celular no bolso ao sentir-lo vibrar.
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— Quem é esse Byakuya? — Sussurrou. — E por que sinto como se o conhecesse? — Destravou a tela. — Ele também parece me conhecer, no entanto. — Abriu a mensagem que havia recebido.
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Miroku — Recebido às 09 horas e 03 minutos
Ei, amor!
Falei com meu pai ontem e tudo certo para o nosso jantar amanhã à noite.
Ele está ansioso para conhecê-la melhor, então já temos um ponto positivo.
Vamos…
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— Perfeito, eu também estou ansiosa para encontrá-lo. — Sango guardou o celular antes de ler o resto da mensagem. — "Eu vejo sobre esse Byakuya depois."
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Continua
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