Blossoming Heart

13 E apenas o tempo sabe


Notas iniciais
Olá, meus lindos ♥ Desculpe pela demora, esse capítulo já estava pronto, mas esqueci de postar e.e Enfim, cheguei chegando ♥ Espero que gostem -w-

Capítulo 12 — E apenas o tempo sabe

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Quantas semanas haviam se passado desde que Sesshoumaru percebeu o estranho comportamento de seu pai. Ultimamente os dois não estavam mais se falando como de costume, talvez porque não aprovasse a ideia do mais velho. Na verdade, não aprovaria nada que fosse mexer com sua vida sem antes lhe consultar. Desde novo já tinha o conhecimento de que teria grandes responsabilidades no futuro, ainda mais com os negócios da família. Entretanto, nunca achou que teria que fazer tantos sacrifícios assim.

Desde que InuYasha nasceu, as coisas na família ficaram tumultuadas. Não saberia definir se era por seus avôs não gostarem muito do segundo casamento do seu pai ou pelo fato de seu tio se sentir ameaçado, desde que o mesmo nunca agradou aos pais. O fato era, tanto ele quanto seu irmão iriam herdar todos os bens da família. Contudo, para Sesshoumaru conseguir o prêmio maior, teria que fazer um sacrifício maior.

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— Há quanto tempo está aqui? — A porta foi aberta devagar.

— Acabei de chegar. — Sesshoumaru mentiu. — Pensei que o senhor estivesse aqui.

— Ótimo. — Seu pai caminhou até a mesa de mogno escura. — Estava querendo conversar sobre aquilo.

— Eu já disse o que penso sobre isso. — Sesshoumaru cortou. — Nada me fará mudar de ideia tão facilmente.

— Eu conheço o meu filho melhor do que ninguém. — Continuou, ignorando o olhar ameaçador do primogênito. — Entretanto, talvez isso te faça mudar de ideia. — Mostrou um pequeno envelope branco, em seguida jogando sobre a mesa, em direção a ele.

— O que é isso? — Sesshoumaru pegou o envelope na hora, ainda confuso. — Vai me convencer com isso?

— Abra… Parece que o seu fim de semana foi bem animado, não é? — O tom de deboche era claro na voz de seu pai. — Nunca te vi tão à vontade assim com outras pessoas.

“Meu fim de semana foi…” — Sesshoumaru abriu o envelope rapidamente. — “Rin?!”

— Será que isso lhe fará mudar de ideia? — Seu pai lhe encarava sem emoção alguma no semblante. — Ou só fotos não é o bastante?

Deixa-a fora disso. — Sesshoumaru disse por fim. — Ela não tem nada a ver com os nossos negócios.

— Tudo bem, você é quem decide o que acontecerá daqui pra frente. — Levantou-se da cadeira. — Pense bem o que fará de agora em diante.

“Ameaça? Esse é o método dele agora?” — Sesshoumaru queria gargalhar naquela hora, mas o ódio que sentia por dentro não lhe deixava ser irônico a esse nível.

— Você estará se formando na próxima primavera. — InuTaishou parou no meio da sala. — Devo dizer que tem menos tempo do que imagina.

— Você realmente vai jogar tão baixo assim? — Sesshoumaru nem se deu o trabalho de virar para ele. — Achei que fosse mais inteligente.

— Se isso for necessário para manter a empresa a salvo, então irei. — Disse por fim. — Me atualize da sua decisão.

Pai… — Sesshoumaru jogou as fotos em cima da mesa irritado. — “Não tem o direito de envolvê-la assim!”

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Sesshoumaru respirou fundo. Ele melhor do que ninguém sabia o que tinha que fazer agora. Antes de tudo precisaria deixá-la fora disso. Entretanto, se perguntava desde quando seu pai começou a lhe vigiar desse jeito. Se concentrou em lembrar do seu último fim de semana. Aquele em que passou o dia todo com Rin.

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— Ele realmente… — Sesshoumaru parou no meio da frase.

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Alguns dias atrás…

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O ar estava agradável, assim como dizia a previsão do tempo. Apesar do ar frio desde o começo da semana, isso não mudaria seus planos com ela. Assim como prometido, Rin iria lhe pagar a aposta que perdeu facilmente. Marcaram de se encontrar em frente a fonte do parque, no período da manhã. Sesshoumaru olhou para o chão, onde ambos lhe encaravam. Ali estava o amargo castigo dela. De fato, seria um dia divertido.

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Aah! — Logo ouviu um grito vir do outro lado da fonte. — Desculpe pela demora.

— Está tudo bem... — Sesshoumaru olhou Rin dos pés a cabeça. — Contigo?!

— Hm?! — Rin o encarou confusa, só então percebeu seu reflexo na água da fonte. —Meu cabelo!

— Você acordou assim ou… — Sesshoumaru chegou a pensar se realmente deveria dizer algo.

Não! — Rin respondeu rapidamente. — Quer dizer, eu acordei atrasada… Vim correndo.

— Eu já imaginava isso. — Sesshoumaru deu de ombros. — Você não tem cara de ser alguém matutino.

— Ai, esse cabelo me odeia. — Rin tentava arrumar os fios bagunçados. — Ei!

— Aqui. — Sesshoumaru se aproximou. — Você tem uma mecha fora do lugar. — Devagar ele ajeitou o cabelo dela.

— Oh… — Rin se assustou com o movimento repentino dele.

— O que houve? — Ele afastou a mão um pouco confuso.

— Hm, nada. — Rin sorriu sem graça. — Você só me surpreendeu do nada…

— Entendo. — Ele forçou uma tosse. — Bem, chegou a hora de você pagar a aposta.

— Sim. — Rin respirou fundo. — Vim aqui para isso… Eu farei qualquer coisa.

— É claro que fará. — Sesshoumaru deu de ombros. — Não se esqueça que jurou pagar isso com o seu próprio corpo.

— Ah… Claro. — Rin sorriu forçadamente. — ...com o meu corpo.

— Correto. — Sesshoumaru prosseguiu. — Faremos isso agora… Pode ser aqui mesmo.

Aqui?! — Rin pulou no lugar. — Você está louco? Tem muita gente olhando aqui!

— É claro que estão olhando. — Sesshoumaru concordou. — Você acabou de gritar no meio do parque.

— Ah, verdade. — Rin olhou em redor. — Desculpa! Desculpa!

— Aqui! — Sesshoumaru alcançou uma corrente para Rin. — Segure firme.

— Hã?! — Rin segurou a ponta da corrente. — Isso é algum tipo de fetiche?

— Fetiche?! — Sesshoumaru repetiu sem acreditar. — O que você?

— Eu li na internet que tem muitas pessoas assim, sabe… Elas tem fetiches estranhos em algum momento da vida. — Rin continuou, enquanto examinava a corrente prateada em mãos. — Algumas delas fazem fantasiados com roupas inusitadas, como vestidos de princesas ou em lugares como elevadores.

— O que você...

— Sesshoumaru… — Rin arriscou perguntar. — Você por acaso tem… Agorafilia?

— Co… Como é? — Sesshoumaru deu um passo para trás espantado. — Do que você está falando?

— Sim, aquelas pessoas que tem excitação em… ter relações sexuais em lugares públicos. — Rin murmurou corada.

Eu vou ficar louco! — Ele sussurrou não crendo no que ouvia.

— Sesshoumaru? — Rin chamou inocentemente. — Você está bem?

— Isso aqui. — Apontou para a corrente. — É para isso ali! — Apontou para o chão, próximo a si.

— Oh! — Rin baixou o olhar, encontrando dois cães grandes e peludos deitados. — Cachorros?!

— Não, são coelhos. — Ele queria ironizar pior que isso, entretanto se conteve.

— De quem eles são? — Rin se recompôs.

— Meus. — Sesshoumaru disse simplesmente. — Orion e Colin são meus tesouros em forma de quatro patas.

— Ele são lindos. — Rin se agachou próximo a eles. — Você é o Orion… — Observou a coleira. — Parece ser um bom garoto, né? — acariciou de leve o pelo.

— Eles normalmente não gostam de estranhos. — Sesshoumaru analisou.

— Não gostam? — Rin repetiu. — Mas Border Collie não é uma raça inteligente e dócil?

— Sim, mas os meus são treinados para não irem exatamente com estranhos. — Sesshoumaru explicou.

— Acho que gostaram de mim, certo Colin? — Afagou as orelhas do outro cão. — Você também é um bom garoto.

— Ótimo. — Sesshoumaru se agachou próximo a Rin. — Isso torna as coisas mais fáceis.

— Huh? — Rin se virou confusa para Sesshoumaru, que sorria malicioso. — Por que você está sorrindo assim?!

— Vamos começar então… — Sesshoumaru se cortou ao sentir seu celular vibrar no bolso.

— Algo errado? — Rin perguntou, ficando de pé novamente.

— Não. — Ele olhou o número na tela. — Me dê cinco minutos, preciso atendê-lo.

— Hm, tudo bem. — Rin murmurou despreocupada. — Ficarei aqui com eles, pode ir.

— Obrigado. — Sesshoumaru olhou para seus cães. — Fique!

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Sesshoumaru caminhou até o outro lado da fonte. Olhou em redor, enquanto aceitava a chamada. Naquele instante notou um homem suspeito próximo a Rin. Mesmo que ele tentasse disfarçar, pôde sentir que o homem estavam de olho neles desde que chegou. De uma coisa tinha certeza, ele não era um ladrão, desde que não tentou nada a mais do que observá-los. E agora a ligação estranha com apenas uma música chinesa de fundo era outra pista.

Quem poderia ser… — Murmurou desligando a chamada.

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Sesshoumaru voltou a pegar uma das fotos. Ali mostrava Rin sorrindo, enquanto fazia cafuné nas orelhas de Colin. Aquela foto havia sido tirada por aquele homem suspeito. Por fim, Sesshoumaru tinha razão, o homem não era um ladrão, mas sim um detetive particular. E pelo jeito não era muito bom no que fazia, desde que havia percebido logo de cara.

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— Esse é o início do joguinho dele. — Sesshoumaru guardou a foto dentro do envelope. — Era aquele cara mesmo… Entretanto essa foto não foi tirada do ângulo que ele estava… Então, quem era ele?!

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Casarão Sakurai

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Rin andava de um lado para outro em seu quarto, enquanto bagunçava todos os seus fios. O motivo claro disso nada mais era que o seu frustrante encontro com Sesshoumaru. Desde aquele dia ela não conseguia mais esquecer os momentos que passou ao lado dele. Apesar das belas gafes também, claro. Por outro lado, estava aliviada por finalmente o mal entendido ter sido resolvido.

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— Ainda assim o que ele quis dizer com aquilo? — Rin finalmente sentou sobre a cama. — Quer dizer, depois que ele voltou daquela ligação… Ele parecia um pouco estranho sim. — Rin lembrou, apesar de também lembrar de Sesshoumaru dizer que não era nada demais no início. — ...Estamos sendo vigiados…

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~*~

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Enquanto Sesshoumaru atendia a ligação, Rin prendia Orion e Colin nas correntes. Apenas com um simples comando do dono, ambos os cães estavam relaxados no lugar. Rin estava animada por passar seu dia com dois cães tão amáveis. Após prendê-los, olhou na direção de Sesshoumaru e percebeu que o mesmo já estava retornando.

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— Conseguiu atender a tempo? Era algo importante? Você tem que ir embora? — Rin o encheu de perguntas.

— Hm. — Sesshoumaru respirou fundo. — Muito rápido. — Ele deu leves tapinhas na cabeça de Rin.

Ei! — Ela tentou proteger sua cabeça com a mão. — Não me trate como uma criança!

— Respondendo as suas perguntas então, garota adulta. — Ele disfarçou um sorriso. — Sim, não e não.

— Oh. — Rin relaxou novamente. — Que bom. — Deixou escapar sem querer, ficando rubra em seguida. — Quer dizer, ficaria triste se o Orion e o Colin tivessem que ir embora assim.

— Hm, claro. Você está aqui apenas por eles. — Sesshoumaru entrou na provocação. — Sua punição é essa mesma.

— É claro que é! — Rin concordou segurando as correntes firme. — Espera é isso mesmo?

— Eu deveria deixá-los com você e ir embora então. — Sesshoumaru analisou a questão interessado. — Aproveitar o dia lendo um bom livro e bebericando um chá relaxante.

Hã?! — Rin olhou assustada para ele. — Você vai mesmo fazer isso?

— Por que não? Você parece estar aproveitando mais a companhia dos dois, correto? — Ele cruzou os braços.

“Ele só pode estar tirando uma com a minha cara”. — Rin sorriu de qualquer jeito. — Exato. Eles são amáveis, uma ótima companhia para mim.

— Foi o que eu pensei. — Sesshoumaru concordou. — Então faça bom proveito disso. Cuide deles o dia todo para mim. Não tenho tempo para passear hoje. — Ele olhou a hora. — Ah, não se esqueça que serão seis domingos.

— O que?! — Rin engasgou com o ar. — Seis é um tanto…

— Aposta é aposta! — Sesshoumaru cortou sério. — Agora não adianta querer voltar atrás na palavra.

— Você está realmente levando isso bem a sério. — Rin ficou de cara. — Depois eu que sou tratada como criança aqui. — Resmungou.

— Eu apenas levo muito a sério os negócios. — Ele sorriu falso.

“Esse idiota…” — Rin sorriu falsamente também. — Você tem razão.

— Bom aproveito. — Sesshoumaru acenou com a mão. — Te vejo mais tarde.

O que?! — Rin observou Sesshoumaru indo embora. — Ei! Volte aqui! — Rin gritou.

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Sesshoumaru realmente foi embora, deixando Rin com dois grandes e lindos cachorros para trás. As pessoas olhavam curiosas para Rin, enquanto ela xingava os quatros ventos. Após perceber a plateia se formando perto de si, Rin rapidamente ficou quieta, toda envergonhada. Orion e Colin observavam a humana curiosos, enquanto seus rabos balançavam em sincronia. Rin voltou a olhar para ambos os cachorros deitados perto de si. Frustrada, Rin desistiu de gritar por Sesshoumaru. Segurou ambas as correntes firmes e puxou.

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— Vamos, Orion… Colin. — Rin chamou, mas ambos não se mexeram. — Ei, eu estou chamando vocês.

Orion e Colin pareciam estátuas no lugar. Eles encaravam Rin calmamente. Rin voltou a puxar a corrente deles, mas eles não se mexiam nem um centímetro possível. Respirou fundo e voltar a puxar com mais forma… Entretanto, nada adiantou.

— Olha, mamãe! — Um garoto que passava pelo parque, apontou para Rin. — Aquela garota está fazendo uma cara engraçada.

— Não aponte para as pessoas assim. — A mãe do garoto puxou a mão dele.

— Mas aquilo é engraçado. — Ele riu.

“Seu pirralho!” — Rin fez uma careta para ele.

— Assustado! — O garoto puxou a mão da mãe. — Vamos embora!

— O que deu em você? — A senhora foi puxada. — Querido…

Droga. — Rin suspirou.

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Quando Rin estava pronta para desistir, seu celular vibrou no bolso. Curiosa ela pegou para espiar. Seu queixo quase caiu ao perceber que era uma mensagem de Sesshoumaru. Ele realmente estava tirando onda com a sua cara, não era possível. Sua vontade era de jogar o celular na fonte, entretanto não era rica o bastante pra fazer uma loucura dessa. Suspirou fundo antes de olhar a mensagem.

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— Hã?! — Rin estranhou ao notar uma única palavra presente. — Vem?

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Ao dizer tal palavra, ambos os cães, Orion e Colin, ficaram de pé. Juntos encaravam Rin sérios, prontos para o novo comando. O queixo de Rin foi ao chão com isso, afinal até alguns segundos atrás os dois nem se mexiam no lugar. Rin olhou em redor, precisava ver se mais alguém estava de cara como ela.

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— Vocês realmente foram adestrados… — Rin olhou para a nova mensagem que recebeu. — Oh… Agora eles vão andar. — Guardou seu celular. — Espera. Como ele soube…

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Rin olhou em redor, mas nem sinal de Sesshoumaru por ali. Deu de ombros, afinal ele poderia estar ajudando de longe mesmo. E finalmente com ambos os cães de pé, Rin conseguiu fazer eles andarem. Não tinha ideia do que exatamente teria que fazer com eles, então optou por dar algumas voltas pelo parque. Puxando os dois de leve para a direita, começou a caminhar. Eles andavam na frente com calma, apesar de estarem animados com o passeio. Rin se divertia junto deles no fim. Caminhando enquanto sentia a brisa agradável no rosto. Sentiu que estava valendo a pena acordar cedo naquele dia.

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— Realmente eu deveria fazer isso mais vezes. — Murmurou. — Talvez esses cinco domingos sejam algo bom também…

— Orion! Colin! — Rin foi tirada de seus pensamentos ao ouvir uma voz estranhamente conhecida.

— Hm? — Rin parou no lugar.

— Como vocês estão? — O homem encapuzado se agachou na frente dos cães. — Também senti a falta de vocês. — Ele continuava com seu agradável monólogo.

— Essa voz… — Rin se abaixou do lado do homem. — Eu conheço.

— Ei, aah… — O homem pulou ao notar Rin perto de si. — Eu… Eu achei que fosse o Sesshoumaru.

— Oh, é você. — Rin apontou para o homem. — O garçom!

— Hm? — Ele olhou Rin com calma. — Ah, você é a louca que desafiou ele. — O homem sorriu.

— Lou.. Louca? — Rin repetiu não crendo. — Você acabou de me chamar de louca?

— Exato. — Ele deu de ombros. — Você não parava de gritar e gargalhar pelos corredores do hotel.

O que?! — Deu um passo para trás, assustada. — Do que você está falando?

— Depois de virar mais seis coquetéis daquele, você não aguentava mais em pé. — Ele falava calmamente. — Como o hotel era uma extensão, ele achou melhor te deixar ali ou sua família iria matá-lo quando te visse chegar daquele jeito.

— É, tenho que concordar com essa parte. — Rin sorriu sem graça.

— Foi divertido mesmo a parte em que você pulou em cima dele. — Ele continuou.

— Pulei em cima? — Rin repetiu tendo um mini ataque. — “Espera, aquela lembrança que tive… Eu realmente fiz isso.”.

— Rasgou a camisa dele com tudo… Uou, parecia uma leoa com fome. — Ele imitava garras com as mãos.

Céus, eu estava louca. — Rin choramingou. — Alguém me mate…

— Bem, quando achei que ia acontecer algo… — O ar em redor deles ficou pesado. — Você vomitou nele… — Suspirou. — Duas vezes.

— Eu fiz isso… — Rin colocou a mão livre na boca. — “Então é por isso que eu estava sem a minha roupa… Espera!”

— ...A camareira passou trabalho com você. — Ele continuava a relatar. — Felizmente você caiu no sono depois.

— Então quer dizer que eu… Nós não… — Rin murmurou confusa.

— Hm? — Ele voltou sua atenção para Rin. — O que você disse?

— Oh, nada. — Rin sorriu. — Não é nada importante. — Respirou fundo.

— Onde está o Sesshoumaru? — Ele olhou em redor. — Ele não é de deixar os cachorros deles com os outros assim.

— Ele foi embora. — Rin deu de ombros. — Essa é a minha punição depois de tudo.

Que azar o seu. — Ele sussurrou. — De qualquer maneira, aqui. — Ele entregou um papel dobrado para Rin.

— O que é isso? — Ela pegou ainda confusa.

— A camareira achou na suíte onde você ficou. — Explicou. — Eu só lembrei disso hoje. Estava para entregar ao Sesshoumaru mais tarde.

— Ah, entendo. — Rin agradeceu guardando no bolso. — Eu entrego a ele.

— Se cuidem, meninos. — Ele voltou a afagar os cães. — Não corram muito ou ela vai parar em um hospital dessa vez.

Hã?! — Rin olhou assustada para ele. — Como assim hospital?

— Tchau, menina louca! — Ele se foi.

Ei! — Rin gritou. — “Como ele se atreve a me chamar assim.”

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Rin queria dar uns tapas nele, mas agora era babá de dois cães lindos. Apesar que no momento a vergonha era tanta, que ela preferia ficar sem vê-lo por um bom tempo. Todas as suas memórias vergonhosas haviam sido relevadas assim. Rin queria um buraco fundo para se esconder. Olhou para os cães e se perguntou se eles seriam capazes de tal feito.

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— Eu devo estar mesmo ficando louca. — Rin suspirou. — Espera! — Colocando a mão no bolso tirou o papel que havia recebido. — Esse papel não é o mesmo que eu li naquela manhã.

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Abrindo devagar pode ver uma pequena frase escrito com a mesma ortografia cursiva de Sesshoumaru. A frase contida naquele pequeno papel acabou com todas as suas dúvidas de semanas. Rin olhava para o papel ainda sem acreditar, sua boca abria e fechava, parecendo um peixinho.

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— ‘...É brincadeira, não houve nada sério noite passada!’ — Ela leu em voz alta. — Ele… Argh, o que raios está acontecendo?!

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Rin estava tão concentrada em amaldiçoar Sesshoumaru em pensamentos, que nem percebeu quando a corrente de Orion escapou de sua mão. Quando deu por si o cachorro já estava longe. Entretanto, não apenas Orion, mas Colin também queria correr na mesma direção. Rin segurou a corrente com força, mas acabou sendo arrastada por ele também.

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Colin! Para! Para! — Rin gritava a toda. — Alguém faz esse cachorro parar!

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Colin corria para uma área afastada do parque. Algumas árvores mais velhas e fechadas, faziam o lugar ter pouca luz solar. Quando estava quase chegando na entrada do local, sentiu uma mão segurar a corrente também. No mesmo instante o cachorro foi forçado a parar e, embora parado, ainda latia em direção ao lugar.

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— O que deu nele? — Rin se perguntava ainda ofegante. — Finalmente parou.

— Você está bem, Rin?

— Sim, estou ótima. Obrigada por perguntar. — Rin respirou fundo. — Espera…Sesshoumaru?! — Ela pulou ao percebê-lo ali.

— Sim? — Sesshoumaru ainda segurava a corrente… e a mão dela.

— O que você faz aqui? — Olhou em redor confusa.

— Além de estar te salvando!? — Ele respondeu o óbvio. — Salvando meus cachorros também. Onde está o Orion?

— Ele… Fugiu. — Rin sussurrou a última palavra.

— O que? — Sesshoumaru olhou em redor. — Era só você segurar as correntes…

— Eles são fortes demais. — Rin se defendeu. — Eles ficaram loucos do nada.

— Tudo bem. — Sesshoumaru se abaixou, soltou a corrente de Colin. — Ache o seu irmão.

Ei! — Rin protestou ao ver Colin sair correndo. — Por que você soltou ele?

— Ele é treinado, vai voltar. — Sesshoumaru explicou calmo. — Você está descabelada de novo.

— Ah! — Rin segurou seus fios desesperada. — Eu deveria ter vindo com ele amarrado hoje. — Tratou de pentear os fios com os dedos mesmo.

— Pronto. Parece que ele achou o irmão. — Sesshoumaru avisou ao ouvir Colin latir.

— Ótimo, ao menos isso. — Rin suspirou aliviada. — Achei que tivesse o perdido.

— Tome cuidado onde pisa. — Sesshoumaru foi na frente. — O chão parece suspeito.

— Achei que tivesse ido embora. — Rin murmurou. — Seu amigo apareceu procurando por você.

— Eu o encontrei depois. — Sesshoumaru se limitou a apenas responder essa parte.

— Hm? — Rin estava curiosa. — “Então ele realmente estava caminhando pelo parque?”

— Orion! Colin! — Sesshoumaru chamou os cães.

— Oh, eles queriam vir aqui? — Rin olhou em redor. — Não tem nada demais aqui. — Ao se virar sentiu uma luz bater no seu olho. — Ai.

— O que houve? — Sesshoumaru estava olhando Orion de perto quando ouviu Rin.

— Algo me incomodou. — Rin explicou, enquanto procurava. — Aqui. — Pegou o pequeno objeto em mãos. — Isso não é aquele tipo de apito de treinador?

— Como? — Sesshoumaru caminhou até Rin. — É, realmente é usado para isso.

— Então alguém tentou atrair Orion e Colin para cá…?! — Rin estava confusa. — Por que alguém faria isso?

— … — Sesshoumaru guardou o apito no bolso, quieto. — Vamos sair daqui antes.

— Ok. — Rin o seguiu. — “Ele está agindo estranho hoje, certo?” — Segurou firme a corrente de Colin.

— Leve-o, ele é mais calmo que o Orion. — Explicou Sesshoumaru mais relaxado.

— Ele é mesmo um bom garoto. — Rin sorriu para o animal. — Você foi mal, Orion.

— Ei, ele é sensível. — Sesshoumaru tapou as orelhas de Orion. — Não dê ouvidos a ela, você é um ótimo corredor.

— Desculpe, Orion. — Rin sorriu. — Vocês são fofos… — Ao perceber o que disse ficou rubra. — Vocês… Os cachorros, claro.

— Agora já era. — Sesshoumaru deu de ombro. — Mas não me chame de fofo assim.

— Ei, eu já disse que é os cachorros. — Rin caminhou na frente. — Vem, Colin!

— Que garota mais difícil de entender. — Sesshoumaru comentou com Orion, seguindo-os também.

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Após o estranho acontecimento com o apito, Sesshoumaru não saiu mais de perto de Rin. Os dois passaram o dia passeando com os cães pelo parque. Conversaram sobre alguns assuntos e até mesmo a tal madrugada vergonhosa. Rin não conseguia formar frases sem gaguejar até o fim. Sesshoumaru apesar de fazer pose de quem não ligava mais para isso, se aguentava para não rir da cara dela. É claro que lhe arrepiava ao lembrar de certos detalhes, mas felizmente estava ali vivo.

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— Espero que tenha bastante neve esse ano. — Rin olhou para as árvores com poucas folhas. — Apesar de todo ano eu ficar doente.

— Você pode ser catalogada como um tipo de masoquista no quesito clima. — Sesshoumaru murmurou.

— Eu vou ter que concordar com isso. — Ela sorriu. — Eu amo o frio.

— Você é realmente estranha…

Ei! — Ela ia dar um tapa no braço dele, quando notou algo. — Aquilo é um gato? — Viu uma menina sentada próxima a eles, acariciando o gato.

— Onde? — Sesshoumaru ficou sério de repente. — Segura o Colin firme.

— O que? — Rin segurou firme, mas ainda foi puxada. — Colin!

— Calma, Orion. — Sesshoumaru também foi puxado pelo cão.

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O gato desesperado pulou do colo da criança e começou a correr. Quanto mais os cachorros latiam, mais o gato mudava o lado de correr. Pulando de um lado para o outro até que ele conseguiu subir na árvore. A criança começou a chorar e o que parecia ser o pai dela, tentou acalmar. Rin segurava a corrente com força, enquanto Sesshoumaru suspirava. Novamente Orion e Colin haviam aprontado. Na confusão as correntes acabaram se enroscando e, assim também prendendo os dois juntos. Rin praticamente estava abraçada a Sesshoumaru, enquanto tentava não cair de vez.

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— Seus cachorros são bem animados. — Rin sorriu sem graça.

— Eles precisam de um novo treinamento. — Ele suspirou novamente. — Mas não entendo como eles podem gostar tanto de gatos.

— Hã?! — Rin observou os cães abanando os rabos felizes. — Eu achava que eles queriam brigar com o gato.

— Eles não fariam mal algum. — Ele soltou a corrente do Orion depois que o homem saiu com o gato e a criança. — Fique!

— Ah, agora vamos conseguir nos soltar finalmente. — Rin ia soltar a corrente, mas acabou se desequilibrando. — Opa…

— Rin! — Sesshoumaru tentou, mas não conseguiu a tempo. Em segundos os dois acabaram caindo na grama fofa. — Você realmente gosta de cair em cima de mim…

Hã?! — Rin tentou levantar, mas a corrente ainda estava enroscada neles. — Foi um acidente! Um acidente!

— Qual foi um acidente? Esse ou aquele? — Perguntou dando um pequeno sorriso.

— Am...Ambos! — Rin estava rubra. — Foi sem querer.

— Então vamos nos trombar mais vezes assim. — Ele puxou a corrente. — Quem sabe numa dessas vezes dê sorte.

— Hm?! — Rin enfim se levantou, mas confusa com a frase dele. — “Isso é algum tipo de convite para mais confusões?”

— Você pensa demais, garota. — Sesshoumaru despenteou os fios castanhos dela. — Não siga roteiros na vida, viva cada dia de um modo diferente.

Ei! — Rin segurou as mãos de Sesshoumaru. — Ok, eu farei o meu melhor.

— Boa garota! — Ele sorriu.

— Espera, você não está me tratando como um cachorro agora, não é? — Rin soltou a mão dele.

— Você também me tratou assim antes. — Ele segurou uma das mãos de Rin. — Não… Não estou lhe tratando como um filhote.

— Sei. — Rin fez bico. — E ainda por cima um filhote!?

— Vem cá, filhote. — Disse puxando ela para um abraço. — Não faça uma cara má.

— Por… Por que isso de repente? — Rin ficou paralisada com o abraço.

Tome cuidado ao ir embora. — Sesshoumaru sussurrou próximo ao ouvida dela. — O dia todo fomos vigiados por alguém.

O... O que? — Rin repetiu assustada.

Seja lá quem for, irei descobrir. — Ele murmurou calmamente. — Pelo jeito não vão atacar ou algo do tipo, mas vá para casa de táxi.

E você? — Rin por alguma razão estava mais preocupada com ele. — Não podemos ir juntos?

Eu vou atrair a atenção deles. — Soltou ela devagar. — E tenho Orion e Colin comigo.

Tome cuidado. — Rin murmurou. — Me mande uma mensagem mais tarde.

— Faça o mesmo quando chegar em casa. — Sorriu. — Chamei um táxi, logo estará aqui.

“O que está acontecendo?” — Rin sentiu um estranho arrepio lhe percorrer o corpo. — “Esse tipo de situação realmente existe na vida real.”

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Rin olhava seu celular fixamente. Naquele dia a noite ambos trocaram mensagens de alívio. Apesar de Sesshoumaru não tocar mais no assunto, Rin desconfiava que ele sabia do que se tratava. Ela se conhecia bem e por esse motivo sabia que não iria tirar isso da cabeça, não enquanto não tivesse respostas. Se perguntava quem seria e por quê estavam de olho nos dois.

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— Exatamente o que eles querem… — Se deixou cair com as costas na cama. — Eu odeio ser curiosa!

— Rin! — Kagome bateu na porta. — Tá viva ai?

— Estou! — Rin voltou a sentar. — Entra, Kagome.

— Ótimo. — Kagome abriu a porta. — Preciso te entregar isso. — Mostrou um panfleto.

— O que é isso? — Olhou o papel com cuidado. — Queima de fogos?

— Isso. — Kagome se sentou ao lado da prima. — Vamos passar o jantar de natal em família, mas a virada estamos livres esse ano.

— Oh. — Rin entendeu. — Espera, por que me deu isso? — Ela se virou para a prima confusa.

— Ah, bem… — Kagome se fazia de desentendida. — Caso queira convidar alguém em especial, por assim dizer.

— Alguém especial? — Rin repetiu desconfiada. — Ah, entendo. — Cruzou os braços. — Acredito que você também vai convidar o seu alguém especial.

— O que? — Kagome ficou rubra. — Eu… Eu vou entregar um para a Kikyou. — Kagome fugiu rapidamente. — A janta está pronta. — Gritou de longe.

— Espertinha. — Rin sorriu olhando para o panfleto. — Hm. quem eu posso convidar?!

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Fórum

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Apesar de estar no meio de uma reunião importante, Miroku não estava totalmente concentrado ali. Seus pensamentos iam mais longe do que isso. Com o celular no colo, vez ou outra ele observava para ver se Sango já havia lhe respondido. O tópico no momento não fazia muita diferença para si, mas seu pai fazia questão de lhe cutucar propositalmente. Deixando o celular de lado, ele se pôs a analisar com atenção o restante da reunião.

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— Obrigado por todos comparecerem hoje. — Seu pai dava as palavras finais.

— Qualquer coisa me ligue, sim?

— Sim, senhor. — O homem apertou a mão do colega de trabalho. — Estou certo que teremos bons resultados dessa vez.

— Com certeza teremos. — Ele concordou. — E temos seu filho como um bom suporte agora.

— Sim, sim. — Ele voltou a sorrir. — Dirija com cuidado.

— Obrigado. — O homem se despediu. — Vamos, senhores. — Mostrou o caminho para mais dois homens.

— Miroku. — Seu pai lhe chamou, assim que ambos ficaram sozinhos. — O que tinha de tão bom no seu celular?

— Não é nada. — Miroku cortou rapidamente. — Desculpe pela minha falta de profissionalismo.

— Tudo bem, mas tome mais cuidado. — Ele decidiu deixar o assunto de lado. — Vamos embora também.

— Ok. — Miroku pegou sua pasta. — Acha que conseguiremos resolver isso logo?

— É possível desde que eles não recorram novamente. — Analisou.

— Não estou muito confiante dessa vez. — Miroku murmurou. — Andei lendo um arquivo da última… — Procurava o papel. — Onde está. — Parou no lugar.

— Não esqueceu alguma pasta na sala? — Seu pai parou de andar também.

— Achei que tinha pegado tudo. — Desistiu de procurar. — Darei uma última olhada lá então.

— Tudo bem, vou esperar na frente do elevador. — Apontou para o local no fim do corredor.

— Ok, eu já volto. — Miroku saiu em passos largos.

Esse garoto…

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Miroku caminhava ao redor da sala, procurava por algum papel que pudesse ter escapado da pasta. Olhou no chão e até mesmo próximo ao local onde os outros haviam sentado. Quando decidiu desistir de procurar pela sala, achou melhor olhar novamente em sua pasta. No meio das folhas achou o tal arquivo, mas ao mesmo tempo ficou irritado por não ter achado antes. Arrumou a folha logo em cima e saiu da sala. Caminhava calmamente pelo corredor, quando pensou ter ouvido vozes próximo aos elevadores. Por alguma razão sentiu que não deveria fazer barulho algum ao se aproximar. Curioso se encostou na parede, enquanto ouvia algumas poucas frases.

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— ...realmente, você envelheceu nesse meio tempo. — A voz era de um homem, mas nenhum pouco conhecida para si.

— Pelo jeito você também não conseguiu escapar do tempo. — Seu pai murmurava estranho. O tom de voz dele estava diferente.

— O tempo é algo bem interessante, não? — O tom na voz do homem era um tanto debochado. — Algumas pessoas morrem, outras ficam presas… No tempo.

— … — O silêncio se fez presente por alguns segundos. — Entretanto, no fim o tempo há de fazer a parte dele. — Ouviu seu pai tossir um pouco.

— A algo que ainda não me agrada, sabe. — O homem voltou a falar. — Algo que está preso no tempo… Até hoje.

— O que você quer dizer com isso? — Miroku ouviu seu pai perguntar calmo.

— Esse assunto está mal resolvido para mim. — Ele parecia fazer rodeio com as palavras. — …Ikeda.

O que você… — Novamente ouviu seu pai começar a tossir.

“Ikeda?” — Miroku conhecia esse sobrenome de algum lugar. — “Onde eu ouvi mesmo.”

— Sua saúde parece abalada, meu caro. — Ouviu as portas do elevador se abrir. — Tome cuidado… O tempo sempre chega sem qualquer cerimônia.

Você é um… — Segurando a tosse tentou falar.

— Ah, mande lembranças ao seu filho. — Deu um meio sorriso, mas totalmente debochado. — Se cuide. — As portas se fecharam.

...Miroku. — O homem sussurrou caindo. — Miroku!

Pai! — Miroku saiu do seu esconderijo. — O senhor está bem? — O elevador já estava chegando ao térreo.

Miroku… — Ele falou devagar.

— Vamos ao hospital agora. — Miroku ajudou seu pai a ficar de pé. — Quem era aquele homem?

— Ninguém em especial. — Murmurou sem emoção.

“Seja lá quem for esse homem, eu não gostei do jeito dele”. — Ajudo-o a andar. — “Apesar dele falar só por enigmas… O tempo!”

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Miroku dirigiu rapidamente para o hospital onde seu pai sempre se consultava. Estava confuso com o acontecimento, afinal seu pai estava muito bem desde o último exame. E o dia de hoje apesar de um pouco corrido, havia sido mais calmo que outros. No entanto, então por quê?! Novamente pensou sobre o homem do elevador. Talvez a condição de seu pai fosse culpa dele. Seja lá quem fosse, seu pai o conhecia muito bem. E por alguma razão, Miroku sentia que não era algo bom para se lembrar.

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Ikeda… — Miroku voltou a sussurrar o sobrenome para si. — Gostaria de ter conseguido ouvir o nome também.

— Senhor Murakami? — O médico lhe chamou.

— Sim. — Miroku voltou a si. — Como está o meu pai?

— Ele está melhor, foi apenas um mau estar. — Suavizou a preocupação do filho. — Entretanto, peço que fique de olho nele por alguns dias.

— Eu vou cuidar disso. — Miroku dá sua palavra. — Eu… — Parou de falar ao sentir seu celular vibrar. — Oh, desculpe.

— Você pode atendê-lo. — O médico deu licença. — Estarei no meu consultório.

— Sim, obrigado. — Miroku se afastou da recepção. — Hm, é a Sango. — Sorriu ao ver o nome dela na tela. — Sango… Ikeda.

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Miroku de repente sentiu uma leve tontura. O tal sobrenome Ikeda era o mesmo sobrenome de Sango. Claro que ela não era a única com esse sobrenome no Japão, porém por quê sentia uma dor lhe bater o peito ao pensar nisso. O Celular ainda vibrava em sua mão, mas não conseguia coragem para atendê-lo. Por alguma razão Miroku estava sem forças para tal ato. Entretanto, se pudesse mesmo ser sobre a família de Sango… O que tudo isso tinha a ver com aquele homem e seu pai. O que havia acontecido no passado deles.

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Pai... — Miroku andou rapidamente pelo corredor até a recepção.

— Miroku? — Aquela voz tão conhecida por si estava ali.

— Sango… — Miroku se virou, e ali estava Sango e sua mãe. — O que você está fazendo aqui?

— Minha mãe tinha uma consulta hoje. — Sango explicou. — Mãe, você se lembra dele, certo? — Olhou para ela com carinho. — Esse é o Miroku. Miroku Murakami!

Murakami… — A mulher repetiu fraca. — Ele é realmente um Murakami?!

— Mãe? — Sango sentiu sua mãe respirar fundo.

— Senhora, está tudo bem? — Miroku ficou preocupado, mas se manteve longe ao perceber o olhar feroz no semblante da mulher.

— Vamos embora daqui. — Ela disse por fim.

— Mãe? — Sango ainda estava confusa. — Você está mesmo bem?

— Miroku. — Logo ouviu a voz de seu pai lhe chamar. — Podemos ir embora, gostaria de descansar em casa.

— Claro. — Miroku concordou, ainda olhando para Sango e sua mãe. — Eu já estou indo.

— Com quem você está falan… — O senhor parou no meio da frase ao reconhecer um rosto. — Sumiko…

— Masao! — Sumiko, a mãe de Sango murmurou. — Há quanto tempo, não é?

— Vocês se conhecem? — Sango estava confusa.

“Então realmente é desse Ikeda que ele estava falando.” — Miroku olhou de seu pai para a mãe de Sango. — “Sumiko… Ikeda!” — Estava a alguns passos, mas pode ler bem o nome nos papeis que Sango segurava. — “De repente eu estou com medo de saber a verdade por trás disso.“ — Seu olhar pousou em Sango. — “E das pessoas que podem sair machucadas…”

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Sumiko mantinha seu olhar feroz. Masao sentia seu peito pesar. Sango olhava confusa para os dois. Miroku olhava para Sango… Aflito.

Notas finais
E chegamos ao fim de mais um capítulo, meus lindjos -w- Espero que estejam gostando. E também que os mistérios estejam interessantes. xD Em breve teremos mais. ♥ Pra quem não conhece a raça Border Collie, deixo aqui a imagens dos nossos lindos cupidos -w- Orion: https://i.imgur.com/mOliKqv.jpg Colin: https://i.imgur.com/wE4d7Gf.jpg