Notas iniciais
Olá caras pessoas que decidiram ler a minha fic! Eu estou honrada e um pouco confusa, mas ainda muito muito honrada. Espero que gostem do primeiro capítulo e até logo!

Você pensaria que em uma cidade pequena não se haveria nada a se temer. Pessoas sempre esquecem que cidades pequenas têm os maiores segredos. E o segredo de Holy Town era o maior e mais temido da região.

Ao chegar aos limites da cidade você encontra uma mansão. Ela está escondida pelas trevas e as muitas árvores que a cerca. Os moradores da cidade chamam a mansão de “cemitério” já que muitos já sabem para onde os desaparecidos vão. Eles vão para a mansão com seu misterioso dono e nunca mais voltam. Afinal, o dono da mansão não é nada mais, nada menos, do que um vampiro.

Uma vez por mês o vampiro sai de sua mansão para visitar a cidade. Ele se veste todo de preto e isso o torna mais fácil de ser identificado pelos moradores que tentam fugir assim que o veem, mas ele é, obviamente, mais rápido que eles.

Hoje, por exemplo, era o primeiro dia do novo mês e ele teria que sair. Os cidadãos estavam acostumados a suas visitas nesse dia então se trancavam em suas casas e isso o irritava, pois significava ter que entrar em alguma casa a força para arranjar uma vítima.

Enquanto o vampiro se aproximava da cidade ele estranhou já sentir cheiro de sangue. Para ele sentir esse cheiro mesmo estando relativamente longe significava que alguém estava do lado de fora de sua casa e ele suspirou aliviado porque isso tornaria tudo bem menos trabalhoso. Ao chegar à cidade ele começou a seguir o cheiro do sangue fresco. Seus olhos começaram a se tornar vermelhos e então ele finalmente avistou sua vítima. Um loiro de olhos verdes usando óculos e lendo um livro com suas costas apoiadas na porta da livraria e que, para ser honesto, era um pouco magrelo demais em sua opinião.

- Olá. – O vampiro disse se aproximando do homem. – Você não é daqui. – Remarcou assim que pôde se concentrar em sentir o cheiro de algo que não fosse só o sangue.

- Não mesmo. – Oh o vampiro pensou surpreso sotaque britânico – Meu nome é Arthur Kirkland e eu agora sou dono dessa pequena livraria. Presumindo que você seja o vampiro que todos aqui sempre comentam assumo que esteja aqui para me matar e beber meu sangue?

- As pessoas daqui falam sobre mim? – Ele deu um sorriso de canto. – Estou honrado. Aposto que mencionam como sou um herói, certo?

- Não. Chamaram você de muitas coisas: Assassino, sequestrador, irracional, maníaco, doido e até mesmo demônio, mas nunca ouvi herói. – Arthur disse sem quebrar o contato visual. – Mas me responda logo, por favor, não gosto de perder meu tempo.

- Bom Sr. Kirkland eu não pretendo matá-lo. Não hoje ao menos. Sangue tem um gosto muito melhor quando é fresco então te levarei até minha mansão e lá o usarei para me sustentar por ao menos um mês. Pelo menos espero que você dure um mês, afinal é um homem tão pequeno.

- Eu não sou tão pequeno assim seu maldito! – Arthur arrumou seus óculos. – E é interessante saber que você mantém sua presa viva por um mês antes de a matar. – Ele diz anotando esta informação em um caderninho.

- Não diria que os mato. – Arthur escreveu “nega seus crimes” – Não escreva isso. Eu não estou negando, estou dizendo a verdade. Eu os dreno até ficarem fracos ou até suas mentes ficarem... Extremamente danificadas. E então lhes dou a escola de se matar ou de ficarem uma semana recriando um corpo saudável e então eu voltar a me alimentar deles. Em todos meus anos de vida todos se mataram. Eu não sou responsável pela morte deles, eu apenas dou lhes dou as ferramentas para que as causem eles mesmos.

- Que tipo de ferramentas? – Arthur perguntou.

- Normalmente é uma corda, mas alguns pedem por uma arma.

- E há quanto tempo você está vivo?

- Um vampiro nunca revela sua idade. – O vampiro usou a pausa enquanto Arthur escrevia as novas informações em seu caderninho para falar com o menino. – Assumo que esteja me estudando. – Arthur assente com a cabeça. – Bom, então estou surpreso. Apenas alguém com grande coragem viria falar comigo.

- Ou alguém com grande curiosidade.

- Eu gostei de você. – Arthur o olhou como se questionando o porquê ele diria tal coisa. – Quer saber? Deixarei-lhe viver. – Foi ouvido o barulho de uma porta abrindo com força e um grito alto e agudo. — Venha me visitar em minha mansão amanhã. Responderei no máximo cinco perguntas por dia e se não gostar de algo não me preocuparei se sangue fresco tem gosto melhor. Não hesitarei em lhe matar.

- Aprecio a oferta Senhor... – Arthur esperou a resposta. O vampiro estava surpreso ninguém havia perguntado seu nome antes.

- Jones. Alfred F. Jones.

- Prazer em lhe conhecer. – Arthur piscou e o vampiro não estava lá mais. Ele ouviu mais gritos e com um sorriso de canto entrou em sua livraria. Resolveu dormir, afinal já era tarde e seria um grande dia amanhã.

X-X-X

No dia seguinte Arthur colocou um terno preto, uma gravata e seus melhores sapatos. As pessoas os cumprimentavam, mas quanto mais ele se aproximava da mansão menos pessoas tinham e as que estavam lá o olhavam com desgosto e medo. Ele chegou até a mansão e antes mesmo de tocar a campainha os portões se abriram. Ele anotou mentalmente que Alfred podia sentir sua presença e adentrou a casa. A estrutura era antiga, mas duradoura e ele se sentia seguro por alguma razão. Talvez pelo ambiente estranhamente acolhedor que a decoração da mansão tinha.

- Fico feliz que esteja confortável aqui. – Alfred desceu as escadas e Arthur o olhou surpreso.

- Você lê mentes?

Ele negou com a cabeça sorrindo.

- Só dentro da casa. Só consigo quando estou em paz de espírito e aqui é o único lugar onde realmente estou em paz.

- Você disse espírito. Você tem uma alma?

- Não, já a perdi há muito tempo. Já foram duas perguntas e sequer nos sentamos ainda. Não preferiria ter esta conversa enquanto tomamos uma xícara de chá?

- Sim, obviamente. – Arthur respondeu sorrindo.

- Siga-me então.

Eles subiram as escadas e Arthur ouviu alguém batendo em uma porta com força. Isso o incomodou, mas preferiu mencionar. Eles logo chegaram a uma sala com uma mesa de centro redonda de vidro, duas cadeiras douradas com almofadas vermelhas, um rádio que tocava músicas que o lembravam de bonecas simplesmente por terem sido tiradas de caixas de músicas. Em cima da mesa de vidro havia duas xícaras de chá, um bule e um pote com o que ele assume que seja açúcar.

- Não se preocupe com as batidas. – Alfred puxou a cadeira indicando que é onde Arthur deveria se sentar. Assim que ele se sentou Alfred empurrou a cadeira e se sentou na outra. – É apenas Amélia. Eles sempre são assim nos primeiros dias.

- Amélia? A garota que morava na frente da livraria?

- Sim. Eram amigos?

- Não, mas ela era uma cliente regular.

- Sinto muito se causei problemas ao seu negócio. – Alfred parecia realmente arrependido.

- Você é muito educado.

- Posso dizer o mesmo de você.

- Onde aprendeu tais modos? Digo você mora longe de todos e não se relaciona com pessoas.

- Bons modos são o brinde da paciência. Assim que você aprende a ser paciente você também aprende a ser mais respeitoso. E, bom, eu também leio muito.

- Não esperava que você fosse um leitor ávido.

- Bom, eu moro longe de todos e não me relaciono com pessoas. – Arthur riu baixo. – Livros são meus únicos amigos. Bom, e claro, você.

- Sou seu amigo? – Arthur questionou surpreso.

- Obviamente. Se não fôssemos amigos não estaríamos tomando chá. E, só para falar, você já fez seis perguntas.

- Isso é uma mentira! Eu apenas fiz três!

- Bom, você perguntou da garota e perguntou se somos amigos também.

- De qualquer forma, isso são cinco, não seis.

- Você perguntou da garota duas vezes.

Arthur deu um tapa em sua própria testa e Alfred riu.

- Tenho uma proposta Sr. Kirkland. – Arthur o olhou feio. – Quer dizer... Arthur.

- Diga-me a proposta Alfred. – Ele enfatizou o nome com um sorriso.

- A cada pergunta extra que você fizer eu posso fazer uma para você.

- Soa razoável. Vá em frente.

- Qual sua cor favorita?

- Verde. – Arthur respondeu surpreso. – A sua?

- Preto. – Alfred pausou por alguns segundos. – Qual sua comida favorita?

- Eu gosto de scones. Os que eu mesmo faço são deliciosos. Eu sinto que não preciso perguntar a sua. – Alfred deu uma risada breve e baixa. – Você tem uma livraria?

- Sim. Poderia cozinhar seus scones para mim algum dia?

- Claro. Pode me mostrar sua livraria?

- Talvez. Se você me visitar novamente. Gostaria de organizá-la antes de deixar você a ver. Afinal é o dono de uma livraria e o estado da minha é vergonhoso. Você virá aqui novamente amanhã?

- Com toda certeza. Mais uma pergunta que... Tem me incomodado já faz um tempo.

- Eu tenho uma ideia do que seja.

- Sério? – Arthur sentiu seu rosto se esquentando.

- Sim, afinal eu leio mentes, se esqueceu? – Alfred sorriu de canto.

- Então... Você é?

- Se você não for específico não sei do que está falando.

- Você sabe muito bem do que estou falando seu maldito! Você leu a merda da minha mente!

- Mas é rude responder aos pensamentos dos outros, não é? – Alfred estava se divertindo e isso era algo que ele não fazia há séculos.

- Você é virgem?

- Não. Com a quantidade de tempo que já vivi seria vergonhoso se eu ainda fosse. E você? Ainda é virgem?

- Seu idiota, como pergunta isso do nada? – Arthur estava muito envergonhado e Alfred estava segurando seu riso.

- Mas você perguntou isso do nada também.

- Não foi do nada! Tenho pensado nisso desde a noite passada.

- Mas você é? Virgem?

- Sim. – Arthur respondeu irritado. – E eu te odeio. – O humano saiu o mais rápido possível da casa, mas não sem antes ouvir um “te vejo amanhã”.

Notas finais
Olá novamente! Espero que tenham gostado da leitura! Se pudessem deixar um review falando, sabe, o que eu posso melhorar, o que vocês mais gostaram eu amaria vocês mais que tudo! Até o próximo cap!