Bloody Love
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Utilizando o momento para agradecer as reviews de vocês. Vocês não tem ideia do quanto elas significam pra mim, assim como vocês, meus leitores ♥
Enjoy!
Rachel passou a noite de sábado e todo o domingo deitada em sua cama, sorrindo. Por favor, ela beijou Finn Hudson! Não apenas beijou, mas ficou agarrando ele dentro do carro dele. Aqueles minutos com ele foram momentos no céu. Ele a fazia sentir coisas que ela nunca tinha sentido antes e fazia calafrios percorrerem seu corpo durante todo o tempo em que sua boca estava sobre a dela. Ou quando estava olhando para ela. Ou quando estava próximo dela.
Santana passou o dia inteiro ligando para a garota, tentando convencê-la a sair para algum lugar, junto com Brittany e seus outros amigos.
“Finn vai?”, Rachel perguntava todas as vezes.
Santana bufava e respondia coisas do tipo: “É claro que não, Rachel! Em que planeta você vive?! Você por acaso vê Finn conversando com alguns dos nossos amigos? Não, ele só é seu amigo... Ou namorado... Ou ficante... Afinal, qual é a relação de vocês?!”
Nem mesmo Rachel sabia como chamar Finn. Namorado parecia ser precipitado demais. Ficante era muito pouco para o que sentiam um pelo outro. Ela ficou ponderando sobre isso a tarde toda. Ela gostaria de poder chamá-lo de seu e apenas isso.
Blaine não estava muito diferente da irmã, com a única diferença que ele ficou o dia inteiro trocando mensagens com Kurt (coisa que virou seu novo hobbie).
Quando Blaine estacionou em frente a casa de Kurt na noite anterior, desceu do carro e acompanhou o menino até a porta. Se aquilo fosse um filme ou algum livro, seria o momento para o primeiro beijo dos dois. Mas nenhum dos dois sentiu que era o momento certo. É claro que eles gostariam, mas um era mais romântico que o outro, então a ocasião tinha que ser mais romântica e especial.
Mais ou menos no meio da tarde ele se lembrou que a irmã se apresentaria para o clube do coral no dia seguinte e, como a irmã o havia ajudado na audição dele, resolveu tentar ser útil em alguma coisa.
Se levantou –contra a sua vontade- da cama e foi até o quarto de Rachel para descobrir que ela estava deitada, olhando pro nada e sorridente. Ela definitivamente havia perdido os sentidos. Hora de ligar para o manicômio.
“Rach, você ainda tá lembrada da sua audição amanhã, não está?”, ele perguntou, olhando cautelosamente para ela.
Ela se virou para olhar o irmão, ainda com o olhar sonhador no rosto. “Tô sim, Blaine. Eu inclusive já tenho minha música.”, ela disse, orgulhosa, levantando o iPod que estava segurando para o irmão ver que ela estava ouvindo música.
“E o que vai ser?”, ele falou, sorridente. É óbvio que Rachel Berry não esqueceria de uma audição e não iria despreparada para ela. “Barbra...?”
“Eu inicialmente ia, mas eu achei uma melhor ainda. Vou matar dois passarinhos com apenas uma pedra com a minha nova escolha.”, ela falou, com um sorriso diabólico.
Blaine levantou as sobrancelhas. É claro que ela não usaria uma música só para a apresentação. Também serviria para outra coisa, teria algum outro motivo. “E posso saber que música é essa?”
Ela rolou para o outro lado da cama, ficando de costas para Blaine. “Amanhã você vai saber...”, ela falou, como se estivesse cantando.
Blaine revirou os olhos. “Eu te mostrei minha música, falei todos os motivos porque escolhi ela e você não vai nem me dizer o nome da música?”. Ela o ignorou. “Sabe, eu vou te ouvir ensaiando. Não tem como esconder.”
“Você não vai ouvir se não houver ensaio...”, ela falou, provocante, depois de se virar para o irmão de novo.
Blaine olhou-a incrédulo. “Você não vai ensaiar?!”
“Ensaio ela constantemente, assim como todas as músicas que eu gosto, porque, se por alguma razão eu não puder ensaiar, não é tão grave assim. E é o que vai acontecer.”, ela mandou um beijo para ele e voltou a se concentrar no seu iPod.
Blaine soltou algo como “Incrível” e voltou para o seu quarto, já sentindo falta das mensagens de Kurt. Pegou seu celular e viu que haviam duas novas mensagens. Uma respondendo a última que ele havia mandado e outra que deixou Blaine sem ar.
Sabe, eu realmente gostaria de sair com você de novo...
. . . . .
Os irmão Hudson-Hummel não estavam nem um pouco diferentes dos Anderson. Kurt estava em seu quarto corando a cada mensagem fofa de Blaine. Finn passou a tarde passando os dedos pelos lábios, se lembrando de que não há muito tempo atrás os lábios da menina que ele amava haviam estado ali. Ele estava tão perdido. Sim, ele havia se resolvido com a morena, mas essa história sobre quem ele era e como isso afetaria Rachel ainda estava confusa. Ela sabia o que Finn era, mas ela não sabia o que era conviver com isso. E se ele estivesse com sede? E se ele se sentisse tentado a atacar Rachel? E se ele não ter auto controle? E acima de tudo, como ele viveria para sempre sem ter Rachel ao seu lado dividindo a eternidade com ele?
Ele tentou com todas as suas forças afastar o pensamento. Era muito egoísta da parte dele cogitar transformar Rachel. Ela tinha um futuro brilhante a sua frente. Muitos amigos. Muito bom caráter. Muito controle sobre si. Virar imortal bagunçaria tudo isso.
Finn estava começando a se frustrar. Por que isso tudo tinha que ser tão complicado? Por que ele tinha que ser desse jeito? Só atrapalhava a vida dele na maior parte do tempo...
Ele resolveu que tinha que se distrair para não ficar procurando razões para fazer Rachel ser sua para sempre. Foi para o quarto de Kurt. Kurt sempre tinha histórias para tagarelar sobre, então começar uma conversa não seria tão difícil.
“Hey.”, ele disse, enquanto se sentava na poltrona do quarto do irmão, que estava atravessado na cama digitando sem parar. “Kuuuurt...?”, ele chamou, quando o irmão não reagiu a sua presença.
“Oi.”, ele cumprimentou, sem nem tirar os olhos do telefone.
“Pra quem você tá mandando mensagem?”, Finn perguntou, se distraindo com uma pequena estátua de lhama que Kurt tinha na estante.
“Não encosta na lhama.”, o garoto advertiu, numa voz mortal, sem olhar para o irmão, com o olhar ainda no telefone.
Finn na mesma hora atirou a lhama para o lado. Isso fez Kurt soltar o telefone e se levantar para empurrar Finn contra a parede. “Quando eu digo para não encostar na lhama é porque eu não quero que ninguém estrague ela, aí você pega e joga ela desse jeito?”. Kurt parecia que ia matar alguém.
“Ok, cara, relaxa. Isso tudo por causa de uma mísera lhama?”, Finn disse, soltando-se do aperto de Kurt. Mesmo os dois tendo uma força sobre-humana, Finn ainda era mais forte.
Kurt revirou os olhos. “Não só por causa da lhama. Por não ter cuidado com as minhas coisas.”. Voltou para a sua cama e pegou o celular. Começou a digitar sem parar mais uma vez. Havia resolvido chamar Blaine para sair. Ele precisava vê-lo de novo. Kurt estava muito apaixonado. Queria ter algo mais do que encontros divertidos com o garoto de olhos castanhos. Queria ter Blaine em seus braços todas as noites. Queria que ele fosse seu, basicamente.
Sabe, eu realmente gostaria de sair com você de novo..., enviou para Blaine, começando a ficar nervoso. Finn revirou os olhos para o meio irmão e foi para o seu próprio quarto.
Kurt se segurou para não sair pela casa gritando quando viu a resposta do seu amado.
Eu também... Tem como já estar com saudade de você?
Notas finais
Mas e aí, o que acharam? Eu atualizei minhas duas fics no mesmo dia... Tô começando a pegar o ritmo kkkkkk ♥
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