Bloodline
9 Capítulo 8
Notas iniciais
POV Observador
Era uma vez há muito tempo atrás, um pequeno casal que se mudou para uma cidadezinha na Califórnia cujo território era habitado por algumas criaturas sobrenaturais. O homem nunca se incomodou com a presença deles, pois era um poderoso bruxo e já sabia o que eles eram. Entretanto algumas dessas criaturas ficaram incomodadas com sua presença e de sua mulher aparentemente mortal. Por sorte, havia uma família da mesma espécie dessas criaturas que pareciam que lideravam o local, com isso, essa família estabeleceu que não havia perigo algum vindo do jovem casal. Sendo assim as duas famílias começaram a conviver sem nenhum problema desde que uma respeitasse o espaço da outra.
Mas não eram todas as criaturas que era assim, que conseguiam conviver igualmente sem problemas, havia outras que sempre perturbavam a paz dessas famílias nesta pequena cidade.
A fim de manter o equilíbrio natural das coisas e para manterem a salvo seus familiares, as duas famílias se reuniram no ponto mais poderoso da floresta e fizeram um pacto, cujo objetivo era simples, unirem as suas forças para manter a cidade a salvo afastando assim qualquer inimigo.
Durante muito tempo este pacto prevaleceu sobre a cidade e cresceu uma amizade e lealdade entre essas duas diferentes famílias. Entretanto numa noite, algo deu muito errado, ninguém sabe ao certo o que ouve, mas o resultado foi o rompimento imediato deste pacto, fazendo com que aquela cidade perdesse a proteção e paz.
POV Cassie
Derek me levou para a reserva florestal de beacon hills, um lugar deserto onde ninguém poderia nos perturbar. Estávamos sentados numa pedra vendo a vista da cidade, quando ele resolveu falar primeiro e romper com o silencio.
— Vinha aqui todo o tempo quando era mais novo, com o meu tio. – Disse olhando para a vista. — Gostávamos de vê- La de cima, ver o quanto ela parecia segura. –Ao terminar essa frase ele olhou para mim. — Seu pai era um bom homem, um bom bruxo. Graças a ele Beacon Hills ficou em paz por um grande tempo, mesmo depois do acidente que aconteceu, minha mãe ainda falava isso.
— Não foi um acidente. – Digo as palavras bem lentamente. — Você sabe o que aconteceu naquela noite? O que aconteceu com ele? – Disse olhando para baixo e em seguida para ele.
Ele balançou a cabeça negando e disse:
— Minha mãe apagou a nossa memória, minha e basicamente de toda a minha família, já não ia ser a primeira vez que ela tinha feito. — Disse pensativo. Parecia estar contando a verdade.
— Mas...pelo o que eu ouvi, nossas famílias ainda mantinha contato...
— Mas não foi por muito tempo né? Depois do rompimento do pacto, aconteceu aquele acidente com seu pai e sua mãe... minha família... enfim isso virou o caos.
— Sinto muito pela a sua família. — Digo baixinho mas o suficiente para ele ouvir.
—Sinto muito pelos seus pais.
Essa conversa estava ficando muito depressiva e ate agora ainda não tive as respostas que eu procurava. Tudo estava indo em vão.
—Bom mas... tudo tem um lado bom....você esta vivo, eu estou viva e voltei aqui para saber o que aconteceu com os meus pais, afinal ambos sabemos que ele não morreu em um simples acidente de carro. — Disse levantando da pedra. — Não vou parar enquanto não saber o que aconteceu, e ate achar o grimório que ele deixou para trás. E você, senhor Hale, vai me ajudar.
— É você parece bem determinada. – Disse parecendo estar se divertindo com a situação. – Não quero ser estraga prazeres, mas já tenho os meus próprios problemas. Você vai ter que se virar sozinha nessa garota.
—Você só pode estar brincando né?- Disse parando na frente dele, meio indignada.
— Não me leve a mal, mas essa história toda de voltar para cidade que morava para saber o que aconteceu com os seus pais, tentar achar um culpado, vingança e etc.. parece ser meio cansativo e inútil. – Disse num tom monótono, como se já entendesse bem do assunto.
— Na verdade eu vim aqui porque a minha avó morreu e como não tenho dezoito anos ainda minha tia ficou com a minha guarda. Essa coisa de vingança, descobrir o que aconteceu com meus pais ... só faz parte do pacote. Pense em mim como o Bruce Wayne... tirando a parte do Batman e o dinheiro.
— Que seja. Qualquer coisa que você faça, não vai trazê-los de volta.
Juro que tentei me segurar, mas o sangue já tinha subido para a minha cabeça, quando dei por mim já estava gritando e apontando o dedo para o rosto dele.
— Você é um egoísta sem coração! Não me admira estar sozinho no mundo. O que aconteceu com meus pais, não foi algo natural e você sabe disso! Sua familiazinha enterrou algum segredo apagando a sua memória e isso pode ajudar a desvendar esse grande quebra cabeça! O grimório da minha família esta perdido em algum canto e você talvez tenha a resposta nessa sua cabecinha. Vai me dizer que você nunca se perguntou o que aconteceu lá? Sinto muito te informar, mas eu e você querido estamos no mesmo barco!
— Que tal você se acalmar um pouco. — Disse ele olhando ao redor.
Somente quando ele fala isso percebo que o tempo estava diferente parecendo que vinha uma tempestade, ventando muito. Eu estava sem fôlego e ao mesmo tempo respirando muito rápido, se isso é possível. Só sei que estava realmente muito nervosa.
Conforme eu ia me acalmando o tempo voltava ao normal. E aquele por do sol estava mostrando o finzinho de mais um dia.
— Obrigado. — Disse ficando em pé cara a cara comigo. — Primeiro, eu não sou um egoísta sem coração. Acontece que isso com o que você está lidando já aconteceu comigo, então eu sei do que eu estou falando. As vezes é melhor não mexer no passado, porque nem sempre estamos preparados para o que vamos encontrar nele. Segundo, você precisa aprender a se controlar, antes que acabe machucando alguém. — Quando ele disse alguém, tive a impressão de ele estava falando de si mesmo.
— E terceiro? – perguntei
Ele deu um longo suspiro e disse:
— Eu... vou te ajudar.
— O que? Desculpe você pode repetir? Acho que eu não entendi direito...
— Eu disse que vou te ajudar. – Ok, então eu não estava ficando surda, ele iria mesmo me ajudar. Não acredito que ele finalmente cedeu.
— E aquele papo de blablabla cansativo blablabla inútil... — disse fazendo uma cara de deboche.
— Você sabe que posso mudar de ideia né? – disse num tom intimidador.
— Sei. Mas você não vai fazer isso. Quer saber por quê? –disse de forma despreocupada.
Quando vi que ele afirmando com a cabeça e fazendo um gesto com a mão para que eu continuasse, falei:
– Porque foi exatamente o que você fez quando perdeu a sua família não foi? Ir atrás de respostas e tudo mais.
Acho que ele não pareceu muito surpreso porque sua expressão não mudara muito, na verdade estava começando a duvidar se ele tinha alguma. Afinal o cara fazia as mesmas expressões para tudo o que sentia.
— É como eu disse antes...já passei por isso. – Disse dando a volta na pedra em que estávamos sentados. — Você tem certeza que quer fazer isso? Revirar o passado? – perguntou me analisando.
— Preciso de respostas. – Foi tudo que eu consegui dizer. Ate que uma curiosidade me acertou. – E por onde o senhor pretende começar, afinal você mesmo disse que esta desmemoriado.... ou estava mentindo sobre isso?
— Não estava mentindo. Mas conheço alguém que talvez não tenha tido a memória apagada e talvez saiba mais sobre essa história do que eu.
— E quem seria essa pessoa incrível e prestativa, posso saber?
—Meu tio, Peter Hale. Ma já aviso que é melhor não se animar muito, ele não é exatamente.... confiável.
— Ah que ótimo,a única pessoa que parece saber a verdade é alguém que não se deve confiar. Como é que eu vou saber que ele ta contando a verdade então?
—Vai ter que confiar nos seus instintos. — Disse sem parecer se importar. — Bom... é melhor nós voltarmos agora. — E assim, começou a fazer o caminho de volta.
Ia me opor e voltar para o assunto, mas assim que ele terminou de falar meu celular vibrou. Era uma mensagem da tia melissa falando que ia chegar tarde e que deixou janta pronta para quando voltássemos do jogo.
JOGO!
— AI MEU DEUS! Que horas são? Esqueci completamente do jogo do Scott.
— Você vai? –Disse ele me analisando.
— Claro! Scott, Stiles e Isaac no campo preparados para levarem uma surra, não vou perder isso por nada.
— Você pode se surpreender com eles... menos com o Stiles claro. – Disse como se conhecesse eles melhor.
— Bom você falar isso porque....- Perdi a fala porque nesse momento me veio uma pergunta na cabeça, pergunta na qual eu estava curiosa para saber a resposta. — Como você conheceu eles mesmo? — Mal terminei a frase e eles já estava distante de mim.
— Pensei que você disse que não queria perder o jogo – Disse ele falando alto- se quiser carona é melhor andar mais rápido.
Ótimo, ele mudou de assunto. Mas isso não vai acontecer de novo.
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