Notas iniciais
Pessoal! Esse é o último capítulo! MUITÍSSIMO OBRIGADA POR ME ACOMPANHAREM ATÉ AQUI! Sei que demorei, mas não consegui me fazer postar antes, desculpe! Mesmo! E postarei hoje por ser uma data especial para mim, dia que fico mais velha hahaha! Você são ótimos leitores e espero vê-los na próxima temporada! Boa leitura!

Abro a porta e entro, logo um vento a fecha e apaga minha espada, encontro Hannah sentada em um divã e vejo Ted inconsciente em um canto, Hannah sorri:

—-Ora, ora, finalmente chegou! Vejo que quebrou meu outro brinquedo, terei prazer em transformá-la em meu novo brinquedo!

Preparo-me para acender minha espada novamente, mas Hannah me interrompe:

—-Acho melhor não minha cara, veja bem essa sala está cheia de um produto que em contato com fogo cria uma fumaça tóxica, por mim tudo bem, não me afetará, você também ficará bem, fogo é seu elemento apesar de tudo, mas seu amiguinho ali..., não acho que ficará bem.

Isso me congela temporariamente, não posso usar fogo? Fogo sempre foi minha arma... tudo bem, Rose me deu um presente que será útil!

Está brincando né? Esqueça aquele Nephilim idiota, mate-a!

Eu irei, mas não irei pôr ele em perigo!

—-Bem, fogo não é meu único brinquedo, então ainda poderei matá-la!

Hannah ri:

—-Não fez sua pesquisa? Demônios só morrem quando decapitados e incinerados, se conseguir fazer a parte um, precisará do fogo... mas não acho que irá chegar tão longe...

Dou de ombros:

—-Então terei que arrastá-la para fora, sem problemas por mim...

Hannah sorri, seus dentes tornam-se pontiagudos e seus olhos vermelhos, suas unhas crescem:

—-Então vamos brincar! – ela diz e com um movimento do braço uma lâmina de ar vem em minha direção.

Corto o vento com a espada, ainda apagada, ela corre em minha direção para me atacar com as garras, percebo que está apenas brincando mesmo, não está com sua força total. Irritante. É o que se passa em minha cabeça, então a distraio com a espada e com a outra mão crio outra espada e ataco sua lateral conseguindo um corte antes da demônio desviar grunhindo.

—-A pestinha conseguiu um pequeno corte, que gracinha! –debocha e avança em meu pescoço com as garras da mão direita.

Com a espada em minha mão esquerda corto suas garras daquela mão e ela dá um berro de raiva. Logo há um furacão nos cercando, fazendo meu cabelo voar em diversas direção bloqueando minha visão.

Estou lutando às cegas, brandindo espadas na direção em que ouço seus movimentos e desviando quando percebo algo em minha direção, mas o som do vento não me ajuda.

Deixe-me livre!

Não!

Você não vai vencer! Deixe-me livre!

A voz me distrai e sinto uma dor intensa no meu braço direito e grito percebendo que suas garras conseguiram me atingir, mexer o braço estava quase impossível, e ela começou a rir maniacamente, deixei aquela espada cair ao chão e a acompanho caindo de joelhos.

Eu respirava fundo tentando me concentrar.

Dor. Riso. Perigo. Vento.

Tarde demais! O riso estava dentro de mim agora e sinto o calor me envolver:

—-Vejo que já se rendeu ao fogo, a vida de seu passarinho não vale tanto para você afinal... –ouço Hannah debochar e o ar ao meu redor diminui.

Ergo a cabeça abrindo finalmente os olhos e rindo primeiramente uma risada lenta que evoluiu para uma risada histérica:

—-Nunca fui de me importar com pessoas... ou seres... – respondo.

Percebo os olhos de Hannah se arregalarem:

—-Mas... o que? Esta não é a energia que costumava sentir de você... essa parece...

—-Demoníaca? – completo. –Pois bem, devo agradecer-lhe por ter me dado a vida, sua tola tentativa fracassada de controlar uma certa criancinha anos atrás fez com que minha existência fosse possível. Certamente deve ter percebido uma queda em seus poderes depois daquela vez...

—Você roubou meus poderes! –Hannah grita.

Eu dou risada:

—-Não exatamente, apenas um pouco de sua essência, mas é considerado roubo se foi você mesmo quem me deu?

Ela me ergue pelo pescoço:

—-Sua desgraçada! Você vai morrer! –ela diz.

Dou um sorriso:

—-Acho que não, não estou afim, aliás.... —com a mão esquerda, que ainda segurava a espada corto sua cabeça –Obrigada pela oportunidade de matá-la e por me libertar, foi divertido! – sua cabeça rola e sua mão solta meu pescoço quando seu corpo cai ao chão: --Agora queime!

Assisto com prazer quando o fogo a envolve, as chamas lambem seu corpo deixando marcas negras por onde passam, bolhas se formam e explodem, o sangue negro de demônio era ótimo condutor e logo o local estava em chamas, uma fumaça estranha e com cheiro ruim aparece e parte de mim, minha parte original se lembra do que ela disse sobre a substância tóxica do local.

Luto pelo controle, caindo no chão novamente.

Não! Não irei me render dessa vez! Vamos observar esses seres queimarem e alimentarem nossas chamas!

Não! Eu tenho que salvar meu Nerd alado!

Deixe-o morrer! Ele não é nada! Só ficaria no caminho! Nós podemos dominar o mundo!

Não! Grunhi me sentindo cada vez mais fraca, as marcas no braço ainda sangravam e comecei a ver pontos negros:

—-Kay! Precisamos sair! Vou lhe retirar daqui! –ouço uma voz familiar, mas acho que estou delirando, eu havia pedido para que ela ficasse para trás!

Sinto meu corpo ser parcialmente erguido e logo sou arrastada por alguém tossindo:

—-Não se preocupe Kay, você foi bem, consegui salvar Ted, vai ficar tudo bem, você está a salvo! – a voz dizia, agora estava cada vez mais convencida de que meu delírio é real, Rosalie está mesmo aqui e está me arrastando para fora!

Ergo os olhos e a vejo com os cabelos loiros bagunçados suados, os olhos vermelho e tossindo horrores, ela não deveria estar aqui! A substância iria matá-la! Tento dizer algo, mas apenas um som indefinido sai de minha garganta:

—-Shh, vão cuidar de você! –ela diz.

Ela me larga do lado de fora da casa ao lado de um Ted ainda inconsciente, mas respirando:

—-Ele está bem, cheguei a tempo! –Rosalie diz e cai ao meu lado ofegante.

Ela me encara, os olhos sérios de quem sabe demais:

—-Não irei sobreviver. –ela diz simplesmente, tento dizer algo, mas ela coloca a mão em minha boca: --É um fato, previ isso. Não é sua culpa, eu sabia o que iria acontecer, não me arrependo de nada, serei eternamente grata por ter sido sua amiga, por ter sua amizade, mesmo que por um tempo tão curto. –ela sorri e lágrimas enchem seus olhos. –Você é a melhor amiga que já tive, gostaria de poder passar mais tempo com você, mas já que eu não poderei... acite esse presente.

Rosalie pega minha mão e uma luz verde água passa de sua mão para a minha, sinto algo gelado dentro de mim, ela me dá um último sorriso antes e fechar seus olhos para sempre e seu peito parar de se mover.

Meu peito se aperta, não consegui proteger minha amiga, por que todos que são importantes para mim acabam morrendo? Será que Ted está bem mesmo? Será que eu faço alguma coisa que preste? Algo que não atraia mortes? Escuridão me envolve.

Me remexo um pouco, antes de abrir os olhos sei que não estou em uma cama, ouço passos se aproximando. Passos que estão pisando em folhas secas. Isso não é normal em um quarto.

Abro os olhos lentamente e percebo que estou em cima de um monte de folhas, em minha frente se encontra Ted com um olhar estranho que não combina com ele, um olhar selvagem e seus olhos estavam pratas:

—-Kayla! Finalmente acordou! –ele diz com um sorriso aliviado que parecia estranho em seu rosto sujo de terra.

—-Ted? –digo com voz entrecortada e garganta seca.

Ele fica confuso.

—-Quem é Ted?

Notas finais
O que acharam? Esse cap me tocou fundo admito, foi complicado escrever, espero que tenham gostado da caminhada até aqui e muito obrigada por serem tão, tão, tão incríveis!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!