Notas iniciais
Bem, finalmente está aqui a história, espero que gostem! Boa leitura e ah! leiam as notas finais!

--Kay! Se não corrermos chegaremos atrasados! –Diz Ted quase chorando, pois eu caminhava bem lentamente.

--Problema seu. –respondo.

--Minha “mãe” é a diretora, seria ruim eu chegar atrasado, além do mais, Matt me responsabilizou por você enquanto ele não está! –diz ele.

Suspiro, meu irmão e ele se deram muito bem e fazem turnos para me monitorar, como se eu precisasse de babás... Ou de um cachorro de guarda, tenho minha Nightmare para isso, que felizmente, odeia ambos e os arranha sempre que se aproximam, ela faz isso com qualquer um, gatinha possessiva, mas muito fofa!

Ted agora é meu vizinho, lembro de meu irmão ter dito que conseguiu uma casa graças ao Nerd, bem literalmente ele o fez, Ted construiu uma casa enquanto eu Hã... dormia... Sua “mãe” não gostou muito da ideia, diz que é muito arriscado ter uma vizinha como eu, mas ela se recusa a me expulsar da escola! Ela me ama, bem no fundo me ama! Pena que não é recíproco...

Logo chegamos na parada de ônibus apesar das reclamações de Cachorrinho, havia apenas um lugar vago que me sentei com satisfação, se ele pode construir uma casa tão rápido, não poderia ser uma mais perto da parada? Ou da escola? Ah, esquece! Longe da escola é ótimo!

Percebo que a pessoa ao meu lado encarava-me com medo por causa das minhas roupas, era minha jaqueta de couro preto, calça jeans preta com correntes, uma camisa preta com uma caveira com uma rosa branca manchada de sangue em chamas na boca, em meus pés estavam meus coturnos e nos coturnos uma adaga, isso ninguém sabe, escondi-a muito bem, medrosos que julgam pela roupa... o mundo está chio deles...

Até que finalmente chegamos na escola, L estava faltando, pois não se lembrava de período em que estava sendo controlado por Hannah, ou como a chamo pelo apelido carinhoso “Cabeça de Vento”, uma pessoa morta em breve, apenas preciso descobrir onde ela se esconde...

Estava pensando naquilo em meu lugar quando algo que o professor diz me chama atenção:

--Pessoal, deem as boas-vindas há Judith Morris!

Ao seu lado encontrava-se uma garota de cabelos cor de areias repicado até pouco abaixo do queixo, franja diagonal, olhos diferentes, o direito era verde e o esquerdo, mesmo coberto pela franja eu sabia que era castanho avermelhado, quase completamente vermelho, sorria arrogantemente aos demais da sala, mas seus olhos pararam em mim e seu sorriso aumentou, uma frase veio a minha cabeça “Ah! Você deseja um tempero extra em sua comida então?!”, inconscientemente arrumo minha posição milimetricamente na cadeira e o professor percebe nossa troca de olhares e a interpreta de forma errônea:

--Vejo que conhece a senhorita Kiewn! Muito bem, sente-se atrás dela!

--Com prazer! –responde ela.

Ela caminha lentamente até a classe atrás de mim, então se curva e cochicha em meu ouvido:

--Surpresa por eu ter alcançado seu nível? A terrível Kayla, sendo alcançada por ninguém menos do que eu, Judith?

Sorrio sem humor e viro-me para ela:

--Você? A queridinha daquele reformatório foi expulsa? Acho que não... Creio que foi por bom comportamento... –digo debochadamente.

--Você não me conhece mais! Eu mudei! Logo serei mais do que você!

--Mais idiota já o é.... repetiu quantos anos para me alcançar? Sinto-me quase honrada...

Ela trinca os dentes com raiva:

--Uma pirralha... Você era apenas uma pirralha e mesmo assim... Eu sou melhor do que você!

Rio o mesmo tipo de riso que se dá à uma criança quando ela fala algo ingênuo, depois suspiro:

--Se eu soubesse que teria arrumado uma fã não teria feito tudo aquilo... –digo pensativa.

--Eu. Não. Sou. Sua. Fã!

--Mas sempre me usou como modelo, não? Uma “Simples pirralha” pelo seu ponto de vista, uma pirralha que sempre tentou intimidar, pena que não deu muito certo não é? Não consigo sentir medo de você... –digo com um olhar de falsa pena.

--Você vai pagar por todas essas palavras, vai ver! Eu sou muito melhor do que você! Farei os velhos tempos retornarem para você, sente falta? –pergunta com um sorriso maldoso.

Quase enrijeço, mas sei que é isso que ela deseja, então ao invés apenas digo com um sorriso zombeteiro:

--Você lembra como terminou?

--Tomarei mais cuidados dessa vez! –responde segura de si.

--Boa sorte... –apenas digo voltando para frente e percebendo o olhar de certo cachorrinho fixo em mim.

O professor explicava algo que eu não estava afim de ouvir e algo me dizia que dormir com ela atrás de mim não era uma boa ideia, então simplesmente levanto-me, o professor se vira assustado para mim:

--Senhorita Kiewn, o que houve? –pergunta.

--Está muito chato, vou passear por aí... –respondo dando de ombro e caminhando lentamente até a porta.

--M- mas não é permitido! Sente-se em seu lugar, pode ficar conversando com sua amiga!

--E quem deveria ser a minha suposta amiga? –pergunto divertida.

--A s-s-senhorita Morris...

--Não é minha amiga, é uma admiradora...

--Admiradora? Ela é como a senhorita? –pergunta apavorado com a ideia.

--Não, é inofensiva...

--Ah!

--Ei! Eu sou muito pior do que ela! –diz Judith enraivecida.

--Senhorita Morris, faça o favor de prestar atenção na aula! –repreende o professor enquanto saio da sala segurando um risinho.

Estou entediada e quero manter distância dela e seu “Tempero” para comida, o que me lembra de não usar objetos pontudos perto dela... Minha pobre tesoura ganhará folga, ah bem, já marquei meus lugares.

Vou para o pátio que se encontra vazio no momento e sento-me em um banco de pedra aproveitando o pouco sol que surgia entre as nuvens, estava de olhos fechados, até perceber uma sombra sobre mim, abro-os incomodada e encontro cachorrinho me olhando preocupado:

--O que houve? –pergunta ele sentando-se ao meu lado.

--O ouvido. –respondo me afastando dele.

--Não me refiro a isso... –diz ele sem jeito.

Dou uma risadinha:

--O que você supõe que deve ter ocorrido? –pergunto com uma sobrancelha arqueada.

Ele fica pensativo por um instante:

--Não sei, por um instante acreditei que você estava com medo de Judith, mas você a enfrentou, então suponho que sejam lembranças... Ela estava envolvida na morte da...

--Não, não estava, se estivesse já estaria morta. –o corto.

--Então...

--Então nada, estava chato ficar na sala por isso saí, mas foi divertido ver sua hipótese. –digo balançando as pernas no banco.

Ele me olha com pena no olhar:

--Sabe que pode confiar em mim... Sou seu Nephilim da guarda, sei que sou péssimo nisso, mas posso ajudá-la a desabafar se isso a fizer se sentir melhor...

--Agora a psicolouca está lhe pagando para isso? Qual é! Tanto clima para nada... –digo mal humorada.

--Não... Estou fazendo isso por ser seu... amigo e me importar mesmo com você!

Ele hesita ao dizer amigo e eu sou risada:

--Claro, meu amigo... não sei por que você ainda tenta...

--Já fiz muitos progressos, não vejo motivos para desistir! –ele diz confiante.

Bufo, tenho quase certeza de que ele tem razão, mas nunca o direi!

--Ainda prefiro minha Nightmare...

--Bom... vencer dela pode ser complicado...

--Sabia que cães temem gatos!

--Sabe que não sou mesmo um cachorro né? –pergunta ele como se temesse a resposta.

--É um cachorro alado, não tem muita diferença... –afirmo dando de ombros.

--Espero que não tente aproxima-la de um cão real! –diz ele temeroso.

Dou risada, objetivo: distrair o Nerd, concluído, deixemos o passado em paz, aliás, falando em Nerd, ele está matando aula mesmo?

--Ei, tudo bem para sua nerdice matar aula? –pergunto curiosa.

Ele cora e fala desajeitado:

--Eu... bem... é para você e.... o professor deixou... quer dizer... ele não disse nada e bem... perder uma aula não faz tanta diferença né? Você perdeu alguns dias e está acompanhando a turma...

Bocejo, as explicações dele são sono... e ele percebe:

--Ah, desculpe, estou lhe entediando né? –ele diz constrangido.

Dou de ombros:

--Até aí nenhuma novidade... –respondo e ele vira um pimentão.

--Eu... acho que irei voltar se não precisar de mim... –ele diz incerto.

--Nunca precisei... –repondo distraidamente voltando meu rosto para pequenos raios de sol que lutavam para passar por entre as nuvens.

--Tudo bem então...-ele diz desapontado, mas percebi que não levou muito a sério o que eu disse, observo-o voltar para dentro da escola de cabeça baixa.

Notas finais
Bem, como eu disse na história anterior, eu irei começar fazer um quiz ao final de cada capítulo sobre a história, a primeira pessoa que responder certo irá marcar ponto, a cada três pontos a pessoa poderá escolher um capítulo bônus para a história (Uma cena do passado de alguém, participação especial de alguém, talvez cena cômica, mas lembrem-se, será bônus, não interferirá na hist´roia original!), começaremos o quiz então:
PRIMEIRA PERGUNTA:
*Quais os nomes dos pais de Kayla?