Blood on the hands
17 Passeio noturno
Notas iniciais
Por hoje, de alguma forma os meninos me convenceram a ficar na casa do Nerd em um quarto reserva, onde me encontro agora abraçada em Nightmare, nem eu ou ela queremos contato com os outros, principalmente com a diretora, que havia chegado uma hora atrás e já havia esbravejado sobre “A incendiária má educada que havia invadido sua casa”, acho que ela se referia a mim... Nightmare é bem educada.
Olho ao redor, surpreendente, eles têm uma cama de casal num quarto reserva! Ele é médio, paredes brancas, uma janela que dava para os fundos, a cama (óbvio), e até um guarda roupa simples preto! Não deveria ser uma cama simples e deu? Dou de ombros, cada um desperdiça seu dinheiro como deseja.
Escoro-me na parede ao lado da cama:
–-Sabe Nightmare, essa noite vai ser longa... –comento baixinho apenas para ouvir minha voz no silêncio.
Olho para minha gata, esta já se encontrava dormindo tranquilamente no meu colo:
–-Ok, aparentemente, não para você... Não quero ficar aqui...
Deito-a na cama confortavelmente, ela não acorda, então me levanto e olho para a janela e para o resto do quarto pensando no que fazer, dormir não está na lista! Dirijo-me para a janela e olho para o chão, segundo andar, porém tem grama lá em baixo, a queda não seria muito grave, analiso a altura e olhando para a parede me dou conta de que pular pode ser desnecessário! Há trepadeiras por toda essa parede, posso descer por elas! Lentamente coloco meu pé no apoio da janela e deslizo para me segurar nas trepadeiras ao lado da janela testando se são resistentes, são, ao menos conseguem aguentar meu peso, com calma e sem fazer barulho vou descendo ouvindo qualquer sinal de aproximação, felizmente não há nenhum, então aterrisso silenciosamente e saio com passos de gato.
Passo na casa de Matt, ainda meio que esperando ouvir o som de sua respiração no quarto dele ou vê-lo me olhando confuso perguntando onde eu estaria indo à essa hora, mas como já sabia... ele está morto. Entro em meu quarto, lá pego minha adaga (nunca se sabe quando pode ser necessária), dinheiro e o endereço que Joseph me entregou do lugar onde a gangue se reúne durante a noite, aparentemente, é em algum lugar do centro.
Caminho até a parada de ônibus, ainda havia alguns, era 22: 43, havia ônibus até às 23, então tenho alguns minutos, enquanto o ônibus não chega lamento o estado de minha jaqueta, era minha favorita e agora está arruinada! Não que eu vá parar de usar por causa disso... há vários cortes com sangue seco nela, hoje as pessoas podem se encolher de medo de mim, talvez eu lhes dê mais motivos...
O Ônibus chega e eu embarco, está praticamente vazio, há apenas uma senhora no fundo do ônibus com vários panos e sacolas, ela me ignora e eu faço o mesmo, sento-me na frente até chegar em minha parada.
Olho de olhos arregalados para o local, uau, é bem movimentado, como conseguiram estabelecer lugar aqui? Há várias lojas de várias coisas, a maioria parecia algo suspeito, milhares de carros passando e muita luz, o local da gangue era um tipo de armazém abandonado, ah, agora faz sentido terem base por aqui!
Aproximo-me da porta, a mesma está quebrada e abre com facilidade, por dentro está escuro e há uma escada longa indo para baixo, dou de ombros e sigo escada abaixo, lá em baixo há outra porta, essa está inteira, mas também não está trancada, abro-a sem medo do que irei encontrar, Joseph provavelmente puniria se alguém tentasse me atacar e sei me defender, no momento que abro, ouço o som de um disparo e um olhar frio se vira em minha direção.
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