Blood brothers: guerreiros do apocalipse
1 Capítulo 1
Notas iniciais
A alma. O livre arbítrio. Quem diria que algo tão puro causaria tanta guerra e cataclismos. Estamos nos sete céus, cada camada dividida por uma dominação das castas dos anjos. O ano? Por volta de 3800 anos antes de Cristo.
No quarto céu, havia uma agitação incomum. No castelo da luz, principal base dos Querubins, anjos guerreiros de Deus, Saia e entrava vários querubins. O castelo era uma fortaleza admirável, prateada, brilhando com a luz que batia em seu entorno. No salão principal, havia na mesa que usavam ara a reunião, 18 anjos, com suas espadas repousadas na mesa. Havia alguns dentro da sala, dentre eles havia dois que chamavam a atenção, um louro alto, com corpo atlético, olhos verdes, cabelos curtos e arrumados, com braços cruzados e prestando atenção aos querubins propondo suas ideias. Ao seu lado, outro de altura um pouco maior, corpo atlético e mãos firmes, segurando na bainha de sua espada, cabelos negros, bagunçado e um rosto redondo, com uma cicatriz que passava perto do olho esquerdo e ia até o queixo, ambos com um peitoral de bronze e asas recolhidas.
– Ainda vai dar algo errado... – dizia o moreno num murmúrio para o louro.
– Relaxe anton, os arcanjos estão com outros problemas para ficar preocupados- Respondeu firme para seu companheiro.
– Ablon tem segurança de que a revolução dará certo, mas fez o erro de pedir ajuda para um arcanjo. Estranho não?- Diz Anton, o anjo moreno, com uma risada baixa e sarcástica.
O louro diz nada, pois o que ele acaba de dizer tinha coerência. Por que Ablon teria feito isso? Todos os querubins sentados se levantam e pegam suas espadas, colocando uma em cima da outra, como sinal de união da legião.
– hã... vamos – Diz o louro se dirigindo para a saída.
– Alban, acho melhor você pensar bem antes de sair- Diz anton desembainhando sua espada, que os outros que estavam dentro da sala fizeram o mesmo. Seus rostos demonstravam desconfiança, pois um sinal agudo tinha sido sentido por todos. Alban, o anjo louro, sente o mesmo e puxa sua espada também, voltando para dentro da sala.
– Maldito... – Resmunga ablon, um anjo louro, cabelos presos num rabo de cavalo, olhos cinza profundos, o general, líder da legião das espadas. Todos os presentes olham entre si, nervosos, as espadas dando uma leve tremida, mas alguns ainda com sua postura, exemplo de Anton e Alban que ficaram em posição de defesa, os dois de costas para o outro, plano de ataque e defesa infalível, que os fizeram vencer muitas batalhas juntos. Então da entrada aparecem dois arcanjos, Miguel e Lúcifer.
– Olá Ablon! – Diz a estrela do amanhã, uns dos nomes de Lúcifer, num tom alegre, olhando todos os querubins encurralados perante os dois celestiais famosos por lutarem ao lado de Deus nas Batalhas primevas — Como estamos alegres em ver vocês todos aqui – Diz ele ainda alegre. Lúcifer tinha fama de uma pessoa que usava muito bem as palavras e emoções, um ardiloso admirável, que conseguia tudo que queria. Trajava só um peitoral de ouro, cabelos louros soltos, batia o ombro, diferente de seu irmão Miguel, rosto cheio de cicatrizes, cabelo preso num rabo de cavalo e com elmo, trajava uma armadura completa de ouro.
– Deixa disso Lúcifer – Diz Miguel enojado vendo Ablon – Então você é o líder da revolução? Quer se rebelar perante a nós pequenino? Sabe que é um erro – Diz Miguel olhando para cada um dos querubins.
– Sua tirania tem de acabar Miguel, os Humanos são a extensão de Deus, nosso pai, seu pai. Você profana a obra de seu criador, e estamos cheios. – Diz Ablon com autoridade, que faz com que os outros 17 se olhassem entre si com esperanças.
– Pensei que poderia dar uma chance para vocês – Diz Miguel suspirando, fazendo gesto de negação com a cabeça devagar. – Mas vejo que não à solução. – Diz ele pegando sua espada, temida por todos ali presentes, a chama da morte, uma espada de fio largo e grande, com chamas ardentes pela lâmina.
– Se for assim para acabar com sua tirania, será feito assim príncipe dos arcanjos – Diz ablon, mas quando fala, todos os 17 estavam caídos, de joelhos, segurando suas cabeças.
– Ops – Diz Lúcifer colocando a mão na boca – Acho que anjos possuem dor de cabeça como os macacos – Macacos era uma gíria dada aos Humanos pelos celestiais. Lúcifer ri com desdém, enquanto Miguel aponta a espada no peito de Ablon.
– A partir de hoje, você e esses miseráveis estão condenados a viverem na terra, exilados, sem poderem atravessar o tecido, até o apocalipse, vocês ficarão no meio desses seres que defendes, e caçaremos um a um, começando com esse. – Miguel diz deferindo um golpe horizontal num anjo que estava ajoelhado ao seu lado, cortando pelo ombro e saindo pelo lado direito, cortando-o ao meio.
– E esses aqui? – Lúcifer diz apontando para alguns anjos que estavam recolhidos, espadas embainhadas, com medo, mas Alban e Anton ainda estavam em sua posição, mas com as espadas guardadas.
– Quem estiver ao lado deles serão condenados aqui mesmo, mortos por traição. – Diz Miguel ríspido, com naturalidade incrível, como se tivesse esperando essa pergunta. Lúcifer dá um sorriso torto e sarcástico, enquanto Miguel pega cada um pelo colarinho e subindo para o topo do castelo, onde ficava o caminho, um fosso usado nos períodos de cataclismos e guerras etéreas, que levava direto ao plano físico. Quando chega a vez de Ablon, Miguel ainda segurando seu pescoço diz a ele – Você estava ao meu lado por todo esse tempo general, que vergonha – Então ele joga ele fosso abaixo, com mais força que os outros. Enquanto isso, na sala de reunião, Alban olhava o arcanjo sombrio com desgosto, enquanto Anton ficava mais relaxado.
Depois de alguns minutos, Miguel desce as escadas e olha aos que sobraram guardando a espada.
– Aquele que tentar pensar em fazer uma rebelião, será morto- Diz ele saindo do castelo, com Lúcifer atrás. Então Anton vai até a mesa e senta na cadeira em que ficava Ishtar, colocando as mãos no rosto, enquanto Alban pede para que os que sobraram fosse embora e voltassem a treinar.
– Falei que ia dar algo errado? – Diz Anton, com as mãos no rosto ainda, enquanto ficava em pé, olhando a parede, onde Ablon estava outrora.
– Falou...– Diz ele suspirando e colocando as mãos na nuca – Somos os únicos que ficaram perto de nossos tiranos e sobrevivemos. – Diz Alban sorrindo torto.
– Sim, mas saiba que ainda vamos morrer se falarmos algo para alguém. – Diz Anton, com um olhar triste, encostando os cotovelos na mesa, segurando sua cabeça.
Alban fica em silêncio por algum tempo e vira olhando seu parceiro, pensativo.
– Chamaremos de expurgo, e esses dezoito companheiros de renegados, como sua irmandade, a irmandade dos renegados. – Diz ele olhando pela janela vendo os querubins treinando, voando, deferindo golpes sozinhos ou em duelos.
– ok senhor – Diz Anton bufando e se levantando, ficando ao lado do companheiro e olhando pela janela também.
Seria uma das últimas vezes que os dois amigos de legião estariam pertos, juntos em um mesmo lugar.
Seus destinos seriam mudados com uma revolução, que mudaria todo os sete céus.
Fale com o autor