Notas iniciais
Primeiramente, quero ressaltar que o plot desta estória que vocês entenderão no final foi uma proposta de um menino que postou no grupo "Um grupo de prints de pérolas do Spirit POR AI", pedindo ao pessoal para escreverem sobre (pois ele teve uma boa ideia, mas não sabia desenvolver uma estória). Eu reformulei o plot dele e fiz essa estória :3
Desde já, peço desculpa por qualquer eventual erro na estória abarcando erros de gramática ou informação. Ainda sou nova nesse mundo K-pop e por isto não me apropriei totalmente dos seus conceitos.
Obs:
As falas que estão em negrito são remetentes ao passado;

Quero agradecer a minha amiga @JunoAlBoo pela capa maravilhosa e por ler minha fanfic antes de qualquer um apontando os erros de gramática e concordância ♥

Alguns erros de gramática nos diálogos são propositais, pois ficaria muito superficial diálogos escritos tão formalmente.

Leias as notas finais! Boa leitura :)

— Então, conte-me como vocês se conheceram? – Sorri a mulher deixando seus impecáveis dentes alvos à mostra.

— Ouça-me bem, não vacile por nenhum instante, pois você pode perder as melhores partes deste incrível romance! – Sorri copiosamente a outra mulher sentada naquela sala.

— Sou todo ouvidos, minha querida. – Responde a primeira mulher enrolando um dos seus cachos loiros¹.

— Sabe aquelas histórias perfeitas que parecem sair de um contos de fadas? A minha é uma destas histórias. Era véspera de outono e eu estava em busca de um emprego de meio turno em Seul para conciliar com meus estudos. Tinha ido pra Coréia para morar um ano e aprender um idioma novo por simples aventura. Já tinha terminado minha faculdade e queria espairecer em um país estrangeiro para aprender coisas novas, mas minha aventura se mostrou uma verdadeira tragédia com o passar do tempo, quando me lembro daqueles dias tenebrosos posso dizer que não foi nada fácil. O dinheiro que havia calculado para morar na capital estava curto e eu precisava urgentemente dar a volta por cima. O problema disso tudo era que eu era uma estrangeira e apesar do meu inglês ser muito bom, meu coreano era cheio de vícios. Meu marido teria dito mais tarde para mim que na primeira vez que conversamos, eu parecia estar engasgada! – A morena sorri diante das recordações.

Foi depois de um mês cansativo que finalmente eu vi uma luz no fundo do túnel, mas esta luz se mostrou um tanto desanimadora. Eu havia sido chamada para uma entrevista de emprego para trabalhar meio período em uma loja de conveniência. Até aí foi tudo bem, mal pude me conter e agradecer minha sorte, mas eu estava sendo ingênua, como sempre. Lá na Coréia as leis trabalhistas são um tanto desanimadoras, apesar dos salários serem mais recompensadores do que em boa parte do mundo, então por ser estrangeira e por aparentar certo desespero meu chefe se aproveitou da minha condição para me pagar um pouco menos do que eu esperava.

Foi então na minha terceira semana que tudo aconteceu.

— Você finalmente o conheceu? – Indaga a loira curiosa.

— Apesar de minha história com ele ser um verdadeiro conto de fadas, demorou um tempo para nós nos conhecermos. Fico pensando o quanto poderíamos ter aproveitado mais o tempo que tivemos juntos antes de Jimin ir para o exército cumprir seus dois anos obrigatórios, talvez se ele tivesse ido mais cedo àquela loja de conveniência, mas aí me dou conta que talvez nossa história fosse diferente, talvez não tivéssemos nos apaixonado e eu não tivesse esperando o fruto do nosso amor. – Enquanto fala com carinho, a jovem acaricia o volume na sua barriga.

Era uma noite chuvosa. Meu patrão me fez cumprir horas extras, pois eu havia pedido para sair mais cedo nos dias anteriores para estudar para os exames de Topik² do meu curso de idioma que por sinal havia me saído muito bem. Não havia muito movimento àquela hora e minha vontade era de fechar o estabelecimento e fingir alienação das horas que restavam, mas havia as gravações e muito provavelmente eu seria demitida por esta pequena peripécia, e obviamente eu não me daria ao luxo disto, precisava mais daquele serviço do que meu patrão precisava de uma empregada. Em resumo eu estava de péssimo humor, imaginando inúmeras coisas ruins que poderiam acontecer com meu patrão. Hoje eu o agradeço, se ele não fosse tão rígido e duro talvez meu caminho e o caminho do Jimin tivessem divergido e nós jamais tivéssemos nos encontrado. Foi então que em meio a divagações sobre fechar o estabelecimento, ele entrou. E quando ele entrou, eu esqueci que chovia, podia jurar que era dia, que estava quente e que não estávamos no outono, meu humor instantaneamente se renovou.

Até hoje eu não entendo como eu pude ver tanta luz em alguém que estava literalmente coberto. Ele usava uma touca preta que tapava parte dos seus cabelos negros e parte do rosto estava coberta por uma máscara também preta! Deve ter sido o sorriso dele. Apesar de eu propriamente não ter visto o sorriso dele, o som que a risada dele transmitia me passava uma sensação de conforto. Recordando-me agora daqueles tempos, parece que tudo foi um sonho, de tão lindo que foi.

— Aposto que você está deixando se levar, romantizando o momento que vocês se conheceram! – Sugere a ouvinte.

— Se você estivesse lá, você saberia! Aliás, provavelmente teria se apaixonado assim como eu!

— Conte-me mais! – Contrapõe à loira.

— Ele havia entrado na loja de conveniência molhado com mais duas pessoas. Um era trainee e o outro era companheiro do mesmo grupo que ele. Eu fico irritada comigo mesma por não ter notado assim que eles entraram de que se tratavam dos membros do BTS. Eu ouvia esse grupo e praticamente havia decorado suas coreografias e letras desde que eu havia conhecido eles há uns anos.

Eles me ignoraram assim que entraram, é claro. Sorrindo e conversando foram pegando várias coisas. Desde salgadinhos até sorvete. Eu consegui captar poucas palavras do que falavam. Eles conversavam muito rapidamente e para alguém que estava ainda aprendendo coreano era difícil para eu acompanhar. Quando terminaram de pegar tudo que tinham que pegar foi então que finalmente se dirigiram a mim. Foi Jimin que tomou a frente, falando em inglês.

— Com licença, poderia somar tudo?

— Vai fazer no cartão? — Indaguei.

Neste instante Taehyung beliscou a bunda de Jimin e ele soltou um grito de dor. Então Jimin tirou a máscara e chamou o outro de um palavrão. Pude constatar que ele acreditava que eu não sabia nada de coreano e por isso teve a liberdade de falar tal coisa na frente de uma moça.

Então ele dirigiu-se a mim novamente falando inglês e eu respondi a somatória das compras em coreano.

— Você fala hangu? — Indagou Jimin.

Respondi que sim, embora ainda estivesse aprendendo, e em seguida eu pedi um autógrafo para ele e para o Taehyung. Como não conhecia o trainee eu não pedi seu autógrafo, mas se eu soubesse na época que ele se tratava de um trainee teria pedido também para incentivá-lo.

Jimin fez que sim, e assinou rapidamente um papel que eu lhe dei e em seguida, a gargalhadas, Taehyung fez o mesmo. Eu pude constatar que V estava se divertindo com o constrangimento do amigo por falar algo indecente na frente de uma mulher. Pelos vídeos que eu havia visto no YouTube, o mais velho era um prodígio nos palcos cantando e principalmente dançando, mas fora dele, sempre demonstrava ser tímido.

— Desculpe-me. — Falou ele.

— Pelo o quê? — Indaguei.

— Pelo palavrão que eu disse. – Contestou Jimin.

— Ah, isso. Digamos que eu não tenha notado o que vocês disseram, afinal não é da minha conta o que meus queridos clientes falam. — Sorriu para ele neste momento.

Taehyung ainda estava em gargalhadas quando saíram porta afora. Jimin ficou para trás me lançando um último olhar de dar pena. Ele ainda estava constrangido pelo que ocorrera e por causa da inocência dele eu quase não pude conter minhas gargalhadas assim como V.

— Deve ter sido realmente hilário esse primeiro encontro de vocês. Gostaria de estar presente para poder rir junto com o Taehyung! – Sorri a ouvinte.

— Oh, excelente ideia. Quem sabe seu caminho não tivesse se cruzado com o dele e hoje teríamos mais um casal formado?

— Quem sabe? – Contrapõe à loira.

— Já sei! Posso te apresentar ele! Ficamos muito amigos depois que comecei a namorar Jimin. V para mim é como um irmão.

— Isso daria certo? Eu sou alguns anos mais velha que ele.

— Não seja boba! Assim como muitas garotas têm fetiche por garotos chamando-os de oppa, existem muitos garotos com o mesmo fetiche por noonas.

— Se você diz. – Brinca a ouvinte. – Mas você não terminou de me contar como vocês acabaram namorando, continue, por favor.

— A segunda vez que nos encontramos foi total coincidência. Imagina uma coincidência destas com um ídolo que sempre admirou? Por isso digo que nosso romance foi coisa do destino.

Meio ano depois, eu havia conseguido proficiência nos exames de Topik coincidindo justamente com as férias que meu patrão havia me dado³. No entanto, por não estar mais estudando, eu não poderia ficar na Coréia. Ou eu dava um jeito de conseguir um mestrado ou fazia uma pós-graduação, do contrário, adeus país dos Dramas do kimchi e do K-pop. Eu havia realmente me apaixonado pela Coréia e não queria dizer adeus, por isso decidi que continuaria me esforçando no meu serviço para pagar meu mestrado. No entanto, o dinheiro que eu conseguia na loja de conveniência não era suficiente, precisava de mais, por isso decidi passar minhas férias na casa da minha família e aproveitar para pedir um empréstimo a eles.

— Nossa, sinto que minha boca está seca contando esta história. Não teria nada para beber? – Pede a narradora com entusiasmo.

— C-Claro... Estava tão focada na sua história que esqueci completamente de trazer alguma bebida. Você quer café ou chá?

— Acho que chá é melhor. Talvez café não faça bem ao bebê.

— Você está certa, é claro. – A ouvinte vai até a porta e então pede para alguém trazer chá. Instantes depois a pessoa volta trazendo um bule e duas xicaras. A loira então serve um chá para si mesma e depois para a morena a sua frente.

— Como está o chá?

— Ótimo. Não podia esperar menos dos seus empregados.

A loira então dá uma gargalhada e inesperadamente derrama um pouco de chá na sua roupa.

— Minha nossa. Você está bem, não se queimou? – Pergunta preocupada a morena.

— Tudo bem, o chá não está tão quente assim. Só espero que não deixe uma mancha na roupa.

— Roupas brancas geralmente mancham com facilidade. Você tem que tomar cuidado da próxima vez! Está parecendo o Rap Monster agindo dessa forma!

— Você me fará rir novamente! Desse jeito vou derramar todo o bule de chá na minha roupa!

— Ok, ok. Prometo me conter.

— Mas não pare! Continue contanto a história de vocês! Estou muito curiosa para saber como foi esse encontro do destino.

— Pois bem. Foi no avião de volta pra minha casa que eu os encontrei. Eles iriam começar uma turnê pela América e eu dei a sorte de embarcar no mesmo avião que o grupo. Inicialmente eu estava na classe econômica, mas passei pra classe executiva na metade do voo.

— Como isso aconteceu? Pergunta a mulher mais velha.

— Acredita que o homem que sentou ao meu lado passou mal por comer aperitivos demais? Eu tinha ido ao banheiro e quando voltei o lugar onde sentava estava completamente vomitado. Eu fiquei muito brava na hora, mas uma das aeromoças logo contornou a situação dizendo que eu poderia ficar em um lugar que sobrou na primeira classe. Rapidamente minha raiva se dissipou. Eu poderia beber champanhe!

— Champanhe sempre é bem-vindo! – Ressalta a ouvinte.

— Então, lá fui eu toda feliz para primeira classe só na expectativa de tomar uns bons drinks enquanto apreciava aperitivos deliciosos. Mal sabia eu que estas não eram as únicas vantagens que me esperavam daquele lado do avião. Antes de chegar pude ver uma confusão, uma mulher sendo dirigida para fora da primeira classe. Eu viria a saber que aquela mulher era uma fã louca que havia comprado uma passagem somente para estar no mesmo voo que o BTS e que ela havia surtado assim que os viu.

Chegando a primeira classe eu não notei logo a presença dos membros do BTS, afinal, porque raios eu ficaria encarando cada pessoa da primeira classe a procura de idols? Meu único pensamento era: Comer e beber à vontade. E foi o que fiz por um tempo considerável até ficar à mercê de uma embriaguez. Dando-me conta do meu estado, parei com o champanhe e foi então que notei os murmurinhos e risadas.

— Vejam, é aquela pessoa que fez o Jimin vomitar de vergonha!

— Cala boca, não é ela e mesmo se fosse, precisa fazer esse escândalo?

— Não seja tímido, vamos dar um “oi” para sua amiga!

Estas pessoas estão falando de mim? — Pensei naquele instante com certa intuição desvairada por conta da bebida. Foi então que sou cutucada por trás e com toda minha desenvoltura de bêbada viro-me com desconfiança. Se ainda tivesse bebendo champanhe teria cuspido tudo naquele momento na cara do Hoseak.

— Então você é a tão falada amiga do Jimin? — Falou J-Hope bastante sorridente. Aliás, saiba que pessoalmente ele ainda é mais sorridente do que parece ser. Ele com certeza não se assemelha a nenhum ser humano na Terra.

— N-nós somos amigos? — Respondi perguntando.

— Se não é, a partir de hoje, queira considerar-se como uma. Não gostaria de sentar conosco? – Convidou Hoseak ainda sorridente.

Penso por um segundo bem curto. Não é todo dia que somos convidadas para sentarmos com os membros do BTS, certo? É óbvio que não se tinha o que pensar, mas eu estava receosa de cometer algum ato vergonhoso devido ao meu estado de embriaguez quase consolidado.

Quando chego até o lugar onde os meninos estavam distribuídos me deparo com um Taehyung sorridente, um Suga indiferente, um Namjoom curioso, um Jungkook nervoso, um Jin sereno e um Jimin aborrecido, pois provavelmente não estava de acordo com o convite que J-Hope e Taehyung planejaram. Percebi que ele estava rubro também.

Eu já estava preparada para dar meia volta quando Hoseak tocou nos meus ombros e me conduziu até o assento ao lado da do Jimin. Eu fiquei sem reação no momento, não sabia o que fazer ou como me comportar. Vendo que Jimin estava desconfortável pelo que havia acontecido me prontifiquei a esclarecer o ocorrido.

— Olha, desculpe te causar constrangimento naquele dia. Veja bem, eu sou canadense, e nossos costumes lá são bem diferentes em relação aos da Coréia. É normal as pessoas falarem palavrões na frente das outras desde que possuam a mesma idade. Por isso tranquilize-se. – No momento eu omiti que não era muito adequado falar palavrões na frente de estranhos, mas minha intenção era apaziguar a situação e não criar mais constrangimentos.

— Mas eu ainda sou coreano e me sinto constrangido por falar coisas impróprias na frente de uma moça, por isso não sei bem como reagir ou me desculpar.

Dei-me conta que argumentar era inútil. A consciência dele continuaria abalada, pois ele fora criado de uma maneira diferente da minha. Foi então que me surgiu uma ideia e apostei nela para ver no que poderia dar.

— Façamos o seguinte. Eu mesma estou bem com o que aconteceu, mas por você não estar e isso o incomodar, que tal você me fazer um favor em troca do suposto desrespeito que me causou?

— Não foi suposto... mas enfim, o que quer que eu faça?

— Eu quero uma foto com os membros do BTS e eu quero que você me ajude com as bagagens quando pousarmos. – Não era minha intenção se aproveitar do Jimin, mas já que ele estava forçando aquela situação, eu poderia pelo menos tirar uma vantagenzinha.

— Hum. Eu posso fazer isso. Só temos que ver se o Suga hyung não vai problemas com isso.

— Combinado então! Mas enfim, vou me retirar agora e voltar pro meu assento. Foi bom ver você e o V de novo.

— Não tem problema se você quiser ficar aí. – Respondeu ele.

— Eu sei que você se sente desconfortável com minha presença. Além disso, você está com seus amigos, melhor não atrapalhar.

Jimin ia protestar sobre o que eu disse em relação a ser desconfortável, mas eu já havia dado as costas a ele indo em direção ao meu assento. No futuro, quando nós consolidamos nosso relacionamento, ele me disse que se sentiu bastante frustrado naquele momento. Antes de sair, eu também pude perceber que Taehyung estava nos gravando o tempo todo e quando finalmente me retirei, ele parecia frustrado resmungando com Jimin sobre alguma coisa. Descobri mais tarde que ele estava gravando na esperança de capturar um momento onde Jimin vomitaria novamente.

— Nossa, que esperta você. Conseguir um favor de alguém como Jimin!

— Não teve jeito. O que aquele menino tem de atrevido no palco, ele tem de inocente fora dele. Ele precisava fazer alguma coisa para mim para que a culpa sobre ter falado um mísero palavrão na minha frente fosse desculpada.

— Por mais que nós coreanos tenhamos mudado muito por conta da globalização, certos costumes nunca mudam como este em relação aos modos. Realmente é desrespeitoso um rapaz falar algo inapropriado na frente de uma moça.

— Foi por isso que ao invés de insistir que o que ele fez não era nada, resolvi mudar de abordagem e pedir um favor para que ele se sentisse melhor.

— E como foi depois, ele cumpriu o favor?

— Pois bem. Depois de eu beber mais um pouco eu dormi o restante da viagem. E adivinha por quem eu fui acordada? Sim, por ele! Apesar de não ter ficado propriamente bêbada, senti uma ressaca me invadir. Minha cabeça latejava e uma sede incontrolável se apoderou de mim.

— Você está bem? – Perguntou ele. Jimin realmente precisava me encarar tão de perto enquanto eu estava acordando? Eu me senti muito envergonhada no momento. Tapei minha boca para que ele não sentisse meu hálito alcoólico, mas foi em vão. Ele começou a rir.

— Você por acaso precisa de água?

— Adoraria. – Respondi. Eu não queria me aproveitar da boa vontade do Jimin, mas achei que se ele fizesse alguma coisa a mais por mim, isso ajudaria ainda mais a diminuir seu peso na consciência. Instantes depois ele apareceu com uma garrafinha de água.

— Aqui. – Alcançou-me.

— Muito obrigada. — Tomei uma longa golada de água e o indaguei. — Cadê o restante dos seus amigos?

— V queria ficar comigo, provavelmente para me gravar caso fosse vomitar ou algo assim, mas Suga hyung o pegou pelo colarinho impedindo-o de ficar. Como eu tenho que te ajudar com as malas, permaneci a espera que você acordasse.

— Mas as maiores malas não ficam com a gente. – O contrapus.

— Ah! Você tem razão. Mas você não teria nada para eu carregar?

— Eu tenho essa mochila, mas você não... – Mal terminei de falar quando Jimin pegou minha mochila sem avisar.

— Se você quer fazer desse jeito.

Eu fui à frente e Jimin foi atrás. Quando desci do avião lá estava o restante dos membros esperando Jimin.

— Já terminou? – Perguntou Jin referindo-se ao favor que Jimin havia inventado que me devia.

— Ela ainda tem mais malas no bagageiro do avião.

— Nesse caso podemos te ajudar a carregar o restante. – Sugeriu Hoseak.

— Não me inclua nisto. – Protestou Suga.

— Eu realmente agradeço, mas não preciso de ajuda mesmo, eu posso me virar... – Eles não deram bola para mim, é claro.

— Esta é uma penitência que irei cumprir sozinho. – Afirmou Jimin.

— Se quer se ralar sozinho vai em frente. – Gargalhou Yoongi.

— Como se você fosse ajudar de qualquer jeito. – Responde Jungkook para Suga.

Suga dá de ombros e o restante dos membros o segue até um ponto do aeroporto onde eles provavelmente comeriam algo. Jimin ficou para trás comigo, para ajudar-me com mais duas malas.

— Foi aí que vocês deram o primeiro beijo? – Interrompe a ouvinte.

— De maneira nenhuma, mas o momento que tivemos a só foi importante para o que no futuro seria consolidado.

Já estávamos voltando com minhas bagagens quando ele começou a puxar assunto.

— Por que você veio ao Canadá. É sua terra natal? – Supus que ele tivesse chegado a esta conclusão, pois obviamente eu não era coreana.

— Sim, mas pretendo logo voltar à Coréia para começar meu mestrado. Só voltei ao Canadá para ficar uns dias com meus pais e pedir uma quantidade de dinheiro para poder bancar parte dos meus estudos. O restante eu irei conseguir trabalhando.

— Na mesma loja que você costumava trabalhar? – Indagou-me Jimin.

— Sim. – Respondi a contragosto, pois na realidade gostaria de trabalhar em um lugar melhor, mas era o que tinha afinal.

— Então pelo menos eu sei onde você estará.

— O que você quer dizer com isto? – A resposta dele tinha me pegado de surpresa e não foi por menos. Pelo que pude constatar ele estava começando a ficar interessado em mim.

Já estávamos chegando ao encontro do restante dos membros do BTS e foi por isso que Jimin não me respondeu. Um homem chegou a ele desconfiado, olhando para mim e em seguida pediu a ele para se apressar, pois Jimin e o restante do grupo tinham compromissos.

— Acho que é hora de dizer adeus. – Jimin me olha com pesar. – Daqui poucas horas precisamos nos apresentar em um show.

— Oh, um show de vocês! Deve ser incrível! Não pude ir a nenhum quando estava na Coréia. Precisava controlar meus gastos.

— Não seja por isso. Não quer ir a um? – Convida-me Jimin. Confesso que nesse momento senti meu coração pular para fora, mal sabia eu que poderia melhorar.

— Claro! – Respondi com uma felicidade escancarada.

Jimin então falou algo com alguém da staff e um instante depois eu tinha em mãos um ingresso para primeira fileira.

— É para poder conseguir te ver. – Disse ele encarando meus olhos.

Eu estava em êxtase. Pela primeira vez eu poderia ir ao show de um dos meus grupos de k-pop predileto.

— Então, até mais. – Despediu-se ele.

— Espere! – Chamei sua atenção. — E minha foto?

— Você já vai ganhar um ingresso e ainda quer uma foto? – Sorrio Jimin.

— Só estou sendo sábia e aproveitando o momento. Afinal, vai saber quando terei a oportunidade de poder tirar uma foto com os membros do BTS? — Respondi.

— Verdade. – Ele contrapõe.

Então tiramos uma foto com meu celular.

— Ficou linda! Vou mandar fazer um quadro disso.

— Deixe-me ver. – Jimin sempre foi muito vaidoso, mas essa vaidade o fez cometer um erro naquele momento. Ao pegar meu celular, ele o deixou cair quebrando o vidro.

Taehyung se pôs a gargalhar já buscando seu celular no bolso para capturar algum possível momento constrangedor de Jimin.

— Juro que não fui eu! – Falou Namjom ao ver o celular no chão.

— Se eu não tivesse visto quem derrubou diria que foi você mesmo.— Disse Jin referindo-se ao amigo.

— Por favor, não vomite. – Falei antes que ele ficasse nervoso e fizesse isto realmente.

— Me desculpe, eu não fiz por mal. – Falou ele exasperado.

— Não é caro para consertar, não se desespere. — Tentei o acalmar.

— Jimin, vamos logo! Precisamos chegar ao hotel em 10 minutos. – Falou uma das pessoas que cercavam o grupo do BTS.

Jimin então se virou para mim e me encarando nos olhos disse. — Quando eu voltar para Coréia, resolveremos isto. Então ao invés de um adeus, digo até logo. – Então ele me deu as costas e eu o vi partir. Devo dizer que aquilo foi doloroso.

A narradora para alguns segundos de falar, então a ouvinte lhe chama a atenção.

— Está tudo bem contigo? Por que parou?

Emocionada a morena responde:

— O bebê chutou! Venha cá, sinta ele!

A loira então se levanta e vai até a mulher que estava a sua frente e toca na sua barriga com delicadeza. – Realmente está tudo bem? Você sabe que sua gravidez é de risco. Não sente nenhuma dor ou algo do tipo?

— Melhor impossível. Falando nisso, melhor eu tomar as vitaminas que a médica receitou. Já está na hora? – Indaga à narradora.

A loira então consulta o relógio e responde:

— Já está quase na hora, mas tudo bem tomar agora. – A ouvinte então vai à porta e chama por uma pessoa que instantes depois trás um remédio alcançando a jovem que estava sentada que o toma com um pouco de água.

— Tudo, ok? Ainda quer continuar me contando a história?

— Melhor agora que pude tomar um remédio para o bem do meu pequeno. Então sim, é claro que posso continuar com a história. – Responde à morena.

A loira então volta para seu lugar que ainda estava quente. – O que aconteceu depois? Vocês se falaram no show?

— Infelizmente não, mas foi lindo. Eu fiquei nas primeiras fileiras e pude o ver nitidamente cantando e dançando. Em dado momento pude jurar que Jimin procurava por algo ou alguém na plateia. Seus olhos não paravam de dançar pelo mar de gente e quando finalmente ele me encontrou um largo sorriso lhe escapou, e pude constatar que depois de nos reencontramos através do olhar, pelo resto do show ele focou sua atenção para o lado da plateia onde eu estava. Mais tarde saíram diversos comentários na internet de garotas que juravam que Jimin havia as notado.

— E demorou muito para que vocês se reencontrassem novamente? – Indaga a ouvinte curiosa.

— Dois meses e meio. Em duas semanas eu já havia feito tudo que tinha para fazer no Canadá e voltei pra Coréia. Em contrapartida Jimin e o restante do BTS estavam em uma turnê e por isso se demoraram. Enquanto isso minhas férias terminaram e eu voltei ao meu velho emprego. O lado bom era que meu mestrado também havia começado e logo nos primeiros dias eu já havia feito amizades. Uma em particular foi um tanto interessante, outro garoto da minha idade que era encantador. Se Jimin souber que eu o chamei de encantador iria ficar muito bravo comigo. – A morena gargalha.

E como foi esse reencontro? – Questiona a ouvinte.

Era noite novamente e como na primeira noite que nos encontramos eu estava exausta. Estava à beira de dormir de pé quando ouvi o sino da porta bater. Era um cliente, me recompus na mesma hora. Desta vez ele estava sozinho e antes de se dirigir a mim, foi até as estantes e comprou algumas coisas mais uma revista. Eu não havia lhe reconhecido, pois como de costume ele estava usando uma máscara escura, mas quando ele se aproximou, instantaneamente eu abri um largo sorriso.

— Como tem passado? – Perguntei a Jimin.

Neste momento ele tirou a máscara e me respondeu sorrindo. — Melhor agora e você?

Sem jeito eu sorrio e faço que sim com a cabeça.

— Então, que horas você fecha? – Indagou Jimin.

Então eu olho no relógio e o respondo. — 10 minutos, por quê?

Já comeu?

— Não.

Quer jantar comigo?

No momento que ele me fez o convite, um calorzinho começou a se apoderar das minhas bochechas. Conclui que estava rubra, então tentei disfarçar pondo minhas mãos na bochecha o que fora um erro. Obviamente isto era acusatório.

Jimin começou a rir em seguida falou. — Prometo que não lhe farei nada, é só uma refeição.

Eu assenti com a cabeça e sorri para ele. Então minutos depois fechei o estabelecimento já com os nossos cup noodles quase prontos.

— Bem, acho que estão prontos. – Constatei alcançando um par de jeotgaraks⁴ para Jimin. Ele então toma frente e começa a comer.

— Bem, gostaria de falar algo comigo? – Começei.

De boca cheia, ele respondeu. — A gente ainda tem pendências a resolver. O celular, lembra?

— Ah, isso. Nem me importo na verdade. Já paguei o conserto há alguns meses, nem custou tão caro assim. Não precisa pagar deixá-lo cair foi um acidente, afinal.

— Você deve saber que quando eu insisto em algo, eu não desisto assim facilmente. – Contrapõs ele.

Lembrei-me da insistência dele sobre ter me ofendido falando um palavrão na primeira vez que nos conhecemos. Suspirei e ponderei, era uma batalha que eu não poderia vencer. Para evitar joguinhos e uma insistência desnecessária da minha parte resolvi ceder à teimosia daquele idol orgulhoso.

Difícil argumentar contigo.

— Você nem tenta, mas é esperta, eu não cederia de qualquer forma.

Quando sorriu para ele por causa da sua colocação um pouco do molho do ramen escorreu pela minha boca. Confesso que fiquei meio constrangida.

— Aqui. – Jimin tirou alguns lenços do bolso e limpou meu rosto.

— Ah, obrigada. – Falei timidamente. Foi o primeiro toque que tivemos. Naquele instante, eu queria que aquele momento durasse para sempre, o que me fez perceber que estava apaixonada por Jimin. Aperceber-se dos meus sentimentos era desolador. Como uma pessoa normal, sem tantos dotes físicos teria chances com uma pessoa famosa, talentosa e por Deus, linda de morrer?!

Você está bem? – Indagou-me ele.

Estou ótima! – Minti.

Caminhamos um bocado. Jimin preferiu caminhar por lugares quase desertos. Constatei que era para não chamar a atenção. Naquele momento BTS era um dos grupos de maior sucesso na Coréia e a fama deles precedia internacionalmente. Se alguém o visse poderia fazer um escândalo. Com uma mulher do lado isso seria pior ainda. Conversamos sobre quase tudo: Família, motivações, sonhos, frustrações, conquistas, tristezas... Nem nos demos conta do horário, o que nos fez ficar de certa forma alienados sobre o mundo. Era como se o mundo não importasse. Só nos demos conta dessa alienação quando algumas meninas gritaram o nome dele.

— Corre! – Jimin pegou minha mão e começou a correr fazendo com que eu o acompanhasse.

Corremos por uns 10 minutos. Meu flanco já estava latejando. Não estava acostumada a fazer exercícios, em contrapartida Jimin parecia que não tinha corrido nada. Nem suar ele soava. Viver dançando tinha suas vantagens. Não é à toa que ele tinha e ainda tem um corpo escultural.

— Você fala isso com orgulho, não é? – Gargalha a mais velha.

— E seria diferente? – Sorri à narradora.

— Imagino que você fale isso quase profissionalmente. Deve conhecer cada pedacinho do corpo dele!

A morena fica ruborizada com a brincadeira. – Realmente, posso falar profissionalmente que ele tem todos os dotes que uma mulher pode se orgulhar de ter do parceiro.

— Iria adorar saber os detalhes, mas minha curiosidade no momento fala mais alto. Como vocês conseguiram escapar das fãs loucas dele? – Indaga à loira.

— Não foi simples, mas demos um jeito. Avistei um emaranhado de mato e cansada daquela correria toda sugeri que nos escondêssemos ali. O azar de Jimin, que na verdade estava se mostrando um aliado meu, deu as caras novamente. Quando íamos entrando no matagal, Jimin tropeçou e caiu sobre mim. Aquele segundo me fez ter vontade de morrer e ressuscitar novamente só para morrer de novo.

— Desculpe-me. Eu fiz de novo. Eu sempre cometo burrada. – Falou Jimin desoladamente ainda em cima de mim.

Então meus pensamentos audaciosos falaram alto naquele momento. — Você poderia cometer mais burradas.

Ele sorriu enquanto me lançava um olhar penetrante. Percebi que ele me olhava de forma predatória e eu admito adorei daquilo. Então respondi o olhar dele sorrindo da mesma forma que ele o que fora um convite ou mesmo um passe livre para fazer o que ele viria a fazer.

— Você tirou as palavras da minha boca. – Em seguida ele aproxima seus lábios dos meus e antes de sucumbir a um beijo cheio de desejo, ele morde meus lábios inferiores e então devora minha boca em um beijo quente e pausado. Bendito momento que ele resolve me beijar estando em cima de mim! Não demorou muito para o resto do meu corpo esquentar, e sentindo o volume das suas calças coladas, percebi que o mesmo acontecia com ele. Quando soltei um gemido ele resolveu tomar o próximo passo e dirigiu suas mãos até minhas coxas. Foi quando um alarme soou acordando-nos daquele delicioso transe. Sobressaltamo-nos e corremos para fora daquele terreno. Nem tínhamos nos dado conta que nós estávamos no jardim de algum senhor abastado.

Corremos meio entorpecidos pelos últimos momentos.

— Sua boca. – Falei ofegante. — Está com batom.

Ele sorrio para mim e passou a língua nos seus lábios. O que quase me fez perder a razão e pular no seu pescoço pra dar continuação ao que estávamos fazendo momentos antes.

— Odeio ter que admitir, mas já está na minha hora. Vou chamar um táxi para cada um de nós dois. Pode ser? – Jimin interrompeu-me dos meus devaneios.

Ele percebeu na hora que isso me deixou triste pelo semblante do meu rosto.

Jimin então se aproximou de mim e colocou suas duas mãos no meu rosto. — Não fica assim. A partir de hoje, nos veremos mais vezes. Não precisarei cometer nenhuma atitude idiota ou fazer nenhuma burrada para vir te encontrar. Ok?

— Ok. – Respondi quase arrebatada.

— Então eu vou ligar. Está bem?

— Eu posso ir andando. Minha casa fica aqui perto.

— Tem certeza? – Respondeu ele.

Eu acenei sim com a cabeça respondendo sua pergunta. Sabe, Jimin sempre foi meio lento com as coisas, mas eu adoro o jeito dele. Irreverente e até inocente. Ele achava mesmo que se eu morasse pelas redondezas não teria reconhecido o jardim no qual meio que nos pegamos?

— Sendo assim tudo bem. – Respondeu ele um tanto desvairado o que me fez perceber que ele estava travando uma batalha mental para me levar até minha casa e dar continuação ao que não fora terminado entre a gente. Mas ele tinha compromissos e precisava cumpri-los.

Instantes depois o seu táxi chega e ele vira-se para mim para me dar um selinho em forma de despedida o que me pegou de surpresa. — Obrigado por comer comigo e passar um tempo ao meu lado. Adorei ficar com você, espero que tenhamos mais momentos e recordações juntos.

— Eu também quero repetir tudo que tivemos hoje. Com certeza estes momentos serão inesquecíveis. Então boa noite. – Desta vez eu que o peguei de surpresa lhe respondendo o selinho com outro. O que o deixou enrubescido de uma formam muito fofa.

— Então até a próxima.

— Até. – Assim ele entra no táxi e dá um último aceno lá dentro para mim. Foi doloroso vê-lo se afastar de mim, mas aquela despedida vinha com uma promessa de reencontro o que me confortou um pouco.

O motivo pelo qual quis caminhar até minha casa mesmo à distância sendo um tanto longa foi porque eu não queria que ele gastasse dinheiro comigo e também porque eu queria repetir mentalmente os momentos que tivemos juntos incontáveis vezes antes de chegar na minha casa e dormir merecidamente pelo longo dia que havia terminado com chave de ouro.

— Nossa, esse momento final de vocês realmente foi surpreendente. Vocês são uns safadinhos, hein? – A ouvinte toma à palavra.

— É porque você ainda não ouviu o restante. – Responde à narradora.

— Então, você teria a honra de me contar o restante?

— Terei que alimentar sua curiosidade. Outra hora eu conto o restante, agora preciso descansar um pouco. É preciso, afinal, por causa do bebê.

— Depois de chegar à melhor parte, você resolve jogar uma bomba destas?! Mas eu entendo. Já estamos aqui faz um bom tempo, você e o bebê precisam descansar minha querida.

— Kim, queira acompanhar a senhora Park até seus aposentos! – Fala a loira em alto e bom som para que um homem de estatura grande escutasse e entrasse no recinto para acompanhar a morena.

— Então, até mais, Doutora. Vemo-nos outro dia.

— Até mais senhora Park. – Acena a loira esperando a narradora ir embora. Então ela se senta e inspira profundamente esperando alguém entrar.

Minutos depois este alguém entra.

— Então, como foi? Ela ainda continua fantasiando tudo? Nenhum progresso?

— É pior. Agora ela acha que está grávida e ainda considera que ele está vivo mesmo depois de causar tanta dor a tanta gente. O pior de tudo é que ela se apropria da história de amor da viúva que ele deixou grávida.

— Entendo. Este estado de alienação e fantasia é uma defesa do seu cérebro. Quem sabe ainda teremos algum progresso quando ela terminar de narrar toda a história de que se aproprio...

— Assim espero, Enfermeiro Kim, assim espero.

— Bom, vou indo, Doutora, ainda tenho muita coisa a fazer. Até mais. Bom serviço!

— Até mais, enfermeiro, bom serviço a você também.

A Doutora então sozinha naquele recinto pega na gaveta um jornal e lê as noticias remetentes aos meses interiores. Estampado na capa estava o conhecido e repercutido caso de assassinato de uma fã que teria matado seu ídolo depois de saber que ele estava noivo.

Notas finais
¹ Asiáticos não são loiros, mas eles costumam pintar bastante o cabelo, foi o caso da mulher que chamo de ouvinte na estória.
² Exame de Proficiência em Língua Coreana
³ Pelo que li os cursos de TOPIK duram em média um ano. Quando a protagonista se encontrou com Jimin, ela já estava há meio ano na Coréia.
⁴ Equivalente ao hashi japonês, só que de metal.

Ler a partir daqui lhe dará spoillers.

*Odiei ter que matar o Jimin na estória, mas uma boa estória deve tentar ser imparcial :')

*A título de curiosidade, como devem ter percebido A narradora da história foi à assassina do Jimin que depois de ter cometido o crime enlouqueceu e foi internada em um hospital psiquiátrico e passou a achar que era a esposa dele que ficou viúva. Para fundamentar sua estória delirante, ela conseguiu roubar um livro de quando fugiu do hospital e o leu antes de ser internada novamente; a história era uma biografia da viúva e de como ela conheceu Jimin até o momento que ele fora assassinado. Ela se apropriou desta estória para si.

*Antes de chegar pude ver uma confusão, uma mulher sendo dirigida para fora da primeira classe. Eu viria a saber que aquela mulher era uma fã louca que havia comprado uma passagem somente para estar no mesmo voo que o BTS e que ela havia surtado assim que os viu. (Adivinhem quem era essa fã louca? Sim, a própria narradora que era tão perseguidora que chegou a comprar uma passagem na primeira classe pra ver os meninos).

*A narradora não era canadense de verdade, mas sim coreana. A viúva do Jimin é que era canadense.

*Em algumas partes da fanfic eu jogo umas pistas sobre a narradora estar internada em um hospital psiquiátrico delirando sobre a história toda. Para quem não percebeu, eis as pistas:

C-Claro. Estava tão focada na sua história que esqueci completamente de trazer alguma bebida. Você quer café ou chá? (a Doutora gaguejou, pois ficou receosa em dar uma bebida quente a uma interna, ela poderia simplesmente enlouquecer, afinal, mas por a paciente estar tendo bons comportamentos ela resolveu dar-lhe uma bebida).
??” ?“timo. Não podia esperar menos dos seus empregados. A loira então dá uma gargalhada e inesperadamente derrama um pouco de chá na sua roupa. (Ela gargalha, pois achou engraçado a interna chamar os enfermeiros de empregados).
??” Roupas brancas geralmente mancham com facilidade. Você tem que tomar cuidado da próxima vez! Está parecendo o Rap Monster agindo dessa forma! (Roupas brancas de médica).
??” Melhor impossível. Falando nisso, melhor eu tomar as vitaminas que a médica receitou. Já está na hora? ??“ Indaga à narradora.
A loira então consulta o relógio e responde: ??“ Já está quase na hora, mas tudo bem tomar agora. (O que a narradora achava serem vitaminas era na verdade remédios receitados pela psiquiatra por conta do problema psicológico dela).

*Minha amiga me indagou sobre o nome da estória, o motivo de ser chamada de Blood Sweat and Tears (sangue, lágrimas e suor). E a respondi dizendo que minha estória faz eu lembrar do MV. Ela contrapôs dizendo que entendia o pq do sangue e lágrimas, mas não o suor e respondendo a ela e a quem tenha dúvida o suor seria a perseguição da fã stalker que matou Jimin.

*O plot que o menino postou no grupo era o seguinte: Uma mulher conta uma história para uma ouvinte sobre como ela ficou com a pessoa que ama, no final era revelado que essa mulher estava na cadeia contando um delírio que tivera depois de ter assassinado seu idolo.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!