Blood Rose
1 Capítulo 1- MenMen: O Começo
Notas iniciais
Acordei com os fortes raios de sol que entravam pela janela do meu quarto. Minha primeira reação foi por o braço em cima dos meus olhos para ver se o incomodo ia embora, mas não obtive sucesso. Agora que estava acordada, tinha que me levantar para ir á escola. Olhei em volta, ainda na cama e procurei pela porta, pela casa ser nova, ainda tinha certas dificuldades aqui. O quarto era grande o papel de parede era de madeira. Já o piso, realmente era de madeira. Minha cama era a única coisa no quarto, por enquanto. Olhei para o chão e vi o tapete rosa claro com as minhas duas pantufas em forma de coelhos. Vesti elas e comecei a andar pelo quarto. Assim que abri a porta, saí e fui em direção da cozinha, para ver se o meu café já estava pronto. E estava. Minha mãe estava ali, lavando os pratos sujos da janta de ontem.
-Bom dia, minha querida! — Disse ela para mim, os olhos azuis dela me lembrava o céu.
-Bom dia, mãe. Obrigada pelo café! — Disse pegando o copo que estava cheio de achocolatado. Tomei um pouco e estava morno.
Assim que acabei de tomar o café, fui para o meu quarto novamente. Lá tirei as roupas e abri uma das três portas que sempre me confundiam. Porta certa. Ali estava o banheiro. Entrei e olhei para o espelho.
Tenho o cabelo branco como a neve e os olhos rosa. Tenho um tamanho razoável.
Fiquei ali me olhando por um tempo, até lembrar de que precisava tomar um banho logo, se não eu iria me atrasar para o colégio.
Liguei o chuveiro com pressa. Mal vi a temperatura, e ela estava no último. Uma rajada de água fria caiu em cima de mim de uma vez, me acordando. Lavei-me, desliguei o chuveiro e peguei a toalha branca que estava pendurada. Enxuguei-me e me enrolei nela. Saí do meu quarto e coloquei o uniforme que era composto por: um seifuku branco com detalhes vermelhos, o emblema do colégio (uma rosa da cor vermelha) no peito esquerdo, saia com detalhes em vermelho e meias que vinham do pé até um pouco antes do joelho. Hoje seria o primeiro dia de aula. Peguei minha mochila e fui. Minha casa não ficava muito perto do colégio, tinha que dar uma boa caminhada para chegar até lá. Conheci os vizinhos e tudo mais, e ainda passei em frente a um parque lindo, com crianças brincando nele e rosas brancas ao lado. E logo, eu estava na escola.
Teve o discurso do primeiro dia, os representantes de classe, tocou o hino da escola e tudo mais. O melhor aluno da escola também teve um tempo para dar umas palavrinhas e então fomos distribuídos pela idade.
O professor nos guiou até a nossa nova sala. Achei incrível como todos os corredores da escola pareciam ser o mesmo. Todos tinham portas marrons e a parede branca. Entramos na sala 200; Corri para pegar o lugar que ficava ao lado da janela e consegui. Agora quando a aula se tornava entediante, eu perderia meu tempo olhando o movimento lá de fora.
A única coisa ruim de olhar o movimento, era ficar vendo tais aberrações que eu podia ver. Odiava-me por isso. Entendia o que elas falavam e até via quando elas influenciavam alguém a fazer algo ruim.
O intervalo veio logo depois, andei pela escola e me perdi. Como sempre. Tombei com dois garotos que conversavam, eles olharam para mim e depois olharam um para o outro com um sorriso malicioso.
-O que faz aqui? — Me perguntou o da direita, ele era alto, tinha o cabelo médio e preto, os olhos eram verdes e a pele clara. Usava o uniforme masculino, composto de: Uma camisa social da cor branca, com o símbolo do colégio no peito esquerdo, uma gravata vermelha e uma calça social da cor preta.
-É que eu me perdi, mas eu não quero atrapalhar a nenhum de vocês! Desculpem-me — Disse, fui me virando, mas o outro depositou a mão no meu ombro. Que mão pesada.
-Espera aí! — Disse ele me virando.
Olhei para ele. Seus olhos vermelhos fixaram-se nos meus olhos rosa. Seu cabelo era castanho meio avermelhado. Ele era lindo. E mais velho.
-Vamos conversar... — Disse ele, passando o braço pelas minhas costas e me puxando para o seu corpo quente.
Tentei sair, mas ele era forte.
-Pra onde quer ir? — Perguntou ele me olhando nos olhos — é só dizer, que eu te levo onde quiser!
-Eu quero voltar para a minha classe.
-Sabe qual número é?
-Número 200!
Ele começou a andar, agarrado comigo ainda, por onde passávamos, éramos motivos de cochichos de garotas, e olhares tortos.
Ele me levou até a sala de número 200.
-Aqui está! Ficou com muito medo?
-Obrigada, e fiquei sim. Achei que vocês iam... Violentar-me ali, mas no final, nada aconteceu! — Falei sarcasticamente.
Ele caiu na risada.
-Bom, até mais, menina da sala número duzentos! Nós nos vemos por ai. — Disse ele dando um beijo na minha testa e indo embora.
Assim que virei, uma aluna estava me olhando como se eu fosse um fantasma.
-O que foi? — Perguntei.
-Você sabe quem ele é não sabe? — Perguntou ela.
-Não! — Respondi me aproximando dela.
-O irmão dele, tem uma banda que faz muito sucesso, e ele já foi em vários shows e tocou junto com a banda e cantou também. Ele é praticamente um astro do rock! — Disse a menina de um jeito frenético.
Ela deve ser uma daquelas que persegue ele por todo lugar.
O cabelo dela é lilás, tem uma franja e duas mexas que caem ao lado de seu rosto. No cabelo, ela tem um arco com duas flores brancas, que combinam com o cabelo. O seu olho, é verde escuro. A pele é clara e a voz parece com a de uma fada.
-Qual seu nome? — Ela me pergunta.
-Hã? — Disse, estava boiando.
-Qual seu nome? — Ela repete.
Eu fico pouco tempo olhando para o rosto dela, tentando entender aonde ela quer chegar.
-Ah sim, claro que é falta de educação perguntar o nome sem se apresentar antes. Sou Himenia, mas pode me chamar de Hime! — Ela estendeu a mão para mim.
-Me chamo Misaki Mendes, mas pode me chamar de MenMen! — Disse apertando a sua mão. A pele dela era fria.
O intervalo logo acabou e eu tive que voltar para o meu lugar. Pelo menos, tinha feito uma amiga nova e um amigo (ou um colega) novo.
Fui voltando para a casa e tombei com a pessoa da qual eu menos queria tombar. Era o mesmo menino de antes.
-Olha! Se não é a menina da sala duzentos!! — Gritou ele.
Algumas pessoas olharam para nós, eu devia estar vermelha em uma hora dessas.
-Eu tenho nome sabia menino rock star! — Disse.
-O que? Como assim, rock star? — Ele riu. — Quem te contou?
-Uma amiga. — Dei de ombros.
- E qual seria o seu nome, ó menina da sala duzentos?
-Meu nome é Misaki Mendes, mas pode me chamar de Menmen! E o seu, ó menino Rock star!?
-Meu nome é Keylan. Mas pode me chamar de Key, Menmen! — Ele disse rindo.
Íamos conversando sobre nossas vidas, até tombarmos agora com outra pessoa. Era Hime.
Trouxemos ela para conversa também. Andamos conversando uma boa parte do caminho, até chegarmos ao parque.
Tinham só umas sete pessoas lá, contando com nós três.
O por do sol estava deixando o parque escuro. E a escuridão estava trazendo as coisas que eu menos queria ver agora. Estava trazendo as almas estranhas. Elas estavam realmente estranhas.
Estavam se distorcendo, quando uma tombava com a outra, elas começavam a se fundir. Demorou demais para eu perceber o que estava se formando ali. Era um espírito maior e mais forte dos que eu estou acostumada a ver.
Comecei a ficar com medo. Mas tive de levar a conversa com eles, como se nem tivesse percebido que a alma andava sobre nós.
Uma pessoa saiu. Deixando apenas seis, contando com nós. Nós seis nos reunimos para conversar.
Os outros três eram dois meninos e uma menina.
Um dos meninos tinha o cabelo verde, com meia franja caindo sobre a testa, à outra parte da franja, estava levantada para trás. Os olhos também eram verdes e ficavam atrás de um par óculos preto.
O outro tinha o cabelo azul escuro e era bagunçado. Os olhos eram verdes e também ficavam atrás de um par óculos.
A menina, tinha o cabelo castanho claro, com uma franja que ia da esquerda pra direita, com duas pequenas mexas que iam até seu peito. O s olhos são marrons claro.
Ficamos ali, conversando. E eu fingindo não ver a coisa que passeava por ali, cada vez mais ficando mais feio, até tomar a forma de um cachorro.
Assim que isso aconteceu, ele começou a andar em nossa direção. Key parecia ver também.
-Gente cuidado! — Foi a última coisa que pude dizer. O cachorro pulou entre nós, e nos mandou para longe.
Se você pensa que o cachorro que nos atacou é um cachorro bonitinho e pequeno, o qual todo mundo pede para passar a mão, você está enganado. Ele era enorme, tinha dentes para todos os lados, e babava!
Não parava de latir, e o seu latido era muito estranho, mas de certo modo, me lembrava um cão latindo.
O que será que ele queria ali?
-O que vamos fazer? — Ouvi Key dizendo.
O cão estava nos outros, ao qual não podiam vê-lo.
-Somos só eu e você aqui que vemos ele certo? — Perguntei, me levantando e batendo na minha roupa, para tirar todo o pó.
-Sim! — Respondeu ele.
-Então, vamos achar um jeito de matá-lo. — Respondi.
-Mas ele é um... Um espírito. Não tem como matar um.
-Vamos descobrir como que o matamos.
Ficamos ali, pensando. Enquanto o cachorro atacava os outros. Até que tive a genial ideia de acertar uma pancada forte na cabeça dele.
Agora, só faltava achar com o que dar a pancada e fazê-lo.
Enquanto Key procurava algo para dar uma boa pancada, eu fui ajudar os outros, que estavam sangrando, culpa do cão. Maldito cão.
Primeiro, socorri o Shiyuri, o que tem os cabelos verdes e os óculos. Ele estava caído nas rosas brancas. Estava consciente e conseguia andar.
Depois, ele ajudou a Hime e ao Seck, enquanto eu ajudei a Ayase.
Contei para ele o plano, e então, todos nós fomos a isca. Agora só faltava Key aparecer e dar a pancada no cão, que estava bem a nossa frente, nos olhando.
Pude perceber que eles não o viam, mas sabiam que havia algo ali, e que podiam sentir a sua presença.
E logo, Key salva o mundo com uma forte pancada na cabeça do espírito. E ele deu a pancada, com um galho, que nele estava desenhada uma cruz. Acho que esse era realmente o único jeito da pancada fazer efeito.
-Podíamos criar um grupo! — Sugeriu Ayase. — Acho que com um pouco de prática, todos nós vamos poder vê-los e logo vamos poder destruí-los!
-Boa ideia! — Comentou Seck.
-Então está formado? — Perguntou Key.
-Faltou um nome! — Disse Hime.
Olhei para Hime, coisa normal de se fazer enquanto alguém fala, porém nessa hora eu percebi algo que nunca tinha parado para prestar atenção antes: O emblema do colégio.
-Blood Rose. – Soltei ao ver o emblema que era uma rosa da cor vermelha.
-Boa! — Comentou Shiyuri.
-Formado então? — Key perguntou novamente.
Todos nós respondemos um "sim" bem forte e em coro.
Enquanto voltava para casa mancando, não pensava em outra coisa, a não ser no que iria dizer para a minha mãe.
-Eu te salvei. Você me deve essa! — Disse Key ao meu lado.
Ele me ultrapassou e continuou correndo sem olhar para trás.
Tudo que pude fazer agora era ir para casa.
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