Blood Pact The Demon Hunters Story
6 Capítulo 6 - Consequências
Já faziam quase dois dias que Justin caminhava sozinho pela cidade procurando por Stuart, estava todo sujo e cheio de arranhões por ter tido algumas brigas no caminho...ele sentia o cheiro de Stuart vindo de um dos prédios, e logo entrava, cauteloso, fitando as paredes mofadas e cheias de teias de aranha. O curioso é que a TV estava ligada, com a imagem chuviscando toda em preto e branco, e as luzes do local piscavam, ao se aproximar da escada, percebia um homem gordo de pantufas, todo cheio de cabelo pelo corpo, pijamas e em volta de si várias embalagens e pedaços de comida largados, seja na poltrona ou no chão, e o principal, um fedor exorbitante vindo das axilas do homem.
- Ei, moço? – fitou Justin. – Você por acaso viu algum meni...- Pela décima segunda vez, eu não vi nenhum menino nessa casa, sou o único que mora nela. – ele fitou Justin mal humorado, interrompendo sua fala. - ‘’Ah ótimo, outra pessoa veio procurar agora?!’’ – Pensou o garoto consigo mesmo, enquanto ouvia passos no segundo andar da casa. – Único, é? - Ah, aquele é o rex. Meu bichinho de estimação. – sorriu de modo perverso. – Se quiser ir lá ver, fique a vontade. - Ok. – olhou meio cauteloso para a escada, e para o sorriso perverso do homem, enquanto subia as escadas de madeira, que rangiam com os passos. Após Justin subir as escadas completamente, sentia um forte odor de Stuart vindo do último quarto, o que o fazia instantâneamente sair correndo, porém...seu trajeto era atrapalhado por um homem, com uma máscara de corvo, e uma motoserra, indo em sua direção. - MATAR MATAR MATAR! – gritou o homem com a motoserra pronto para tentar dilacerar as vísceras de Justin, isso se ele tinha. - Merda! – Justin retirou uma katana forjada com sangue demoníaco, fitando o homem vir na sua direção. - HYAAAAAAAAAA! – O homem da motoserra gritou e se aproximou de Justin rapidamente, tentando dilacerar sua cabeça em duas metades, mas o pequeno demônio era melhor, ele bloqueava com a katana, e dava um chute no estômago do rapaz, o jogando no final do corredor, no lado oposto ao que estava. – Eu queria cuidar de você, mas não vai dar. – lançou uma pequena faca que acertava a parte do coração do homem, o perfurando e transformando ele em energia. O odor de Stuart era bem forte agora, não tinham erros, ele estava ali naquele quarto. Justin ao se aproximar cautelosamente, abriu a porta com um chute, vendo Stuart morto no chão, cheio de cortes pelo corpo, e sangue saindo por ele todo. O garoto não ficou horrorizado, mas com ódio de quem tinha feito aquilo, com certeza foi Lilith ou Azazel. Um bilhete voava do corpo de Stuart com o vento que batia da janela completamente aberta, e Justin o pegava, lendo. Um grande silêncio tomou conta do quarto naquele momento. Olá Justin, Soubemos que você é mais um amiguinho desses humanos tolos, principalmente esse morto ao seu lado, não precisa me agradecer agora, depois trocamos gentilezas. A questão é que você falhou, mesmo ajudando o lado do bem, e agora ele morreu por sua causa. Gentilmente, Srª.LilithUma raiva percorreu seu corpo naquele momento, como é que Lilith podia ser tão descarada a ponto de matar um humano por causa de Justin? Ele amassava o bilhete, e abaixava-se até Stuart, pegando seu celular e sua carteira, de olhos semi-abertos, o fitando num tom triste. - Eu vou derrotá-la por você, certo? Vá em paz, Stuart.No conselho Divino, Natsume aparecia segurando Adam pela gola da camisa, o jogando no chão e fazendo uma pequena reverência a um homem moreno, que trajava-se de roupas brancas, e tinha um grande cabelo parecido com rastafari.- Ei, humano, reverencie o grande Robby. - Nem fudendo. – Adam olhou sério para o anjo, cruzando os braços enquanto se levantava. – O que vocês querem comigo? - Ora seu... – Natsume ia desferir um tapa no rosto do rapaz, mas era interrompida por Robby, o tal homem a quem ela obedecia. - Acalme-se Natsume. – olhou-a sorrindo, enquanto andava de braços abertos na direção de Adam. – Peace and Love.- Esse cara é um rastafari meio hippie?! – olhou confuso. – Que merda ta acontecendo?! - Nós anjos, por termos passado muito tempo no mundo humano como meros humanos normais, porém morremos alguma hora, e ficamos com fortes características de quando éramos vivos lá, por exemplo, eu morri em 1969 na Jamaica, e a Natsume morreu em 1985 na União Soviética. - Ah, saquei. Mas você não me respondeu, o que querem comigo?- Queremos...ajuda. – Fitou Robby, enquanto retirava do seu bolso, um pequeno recipiente com um liquido transparente e brilhante, o sangue divino, e logo materializava na sua mão, um cinturão cheio de buracos incompletos. – Precisamos que você nos ajude a aprisionar os 7 cavaleiros das trevas, os que representam os 7 pecados capitais. - Entendi...e o que eu ganho com isso? – olhou interessado.
- Bom...sabemos que você quer o sangue divino, ele está nesse recipiente...traga-nos todos eles...e lhe daremos ele. - Robby... – falou Natsume preocupada. – não é perigoso, quero dizer...confiar essa missão á um humano normal? - Não temos escolha Natsume, não podemos interferir no Tratado das fronteiras espirituais. Se matarmos algum demônio, Lúcifer com certeza ordenará um ataque em massa dentro de nossas fronteiras, e a única coisa que divide esses dois lugares, é um grande muro que se estende por bilhões de metros, que tem forças muito superiores ás nossas, o protegendo, para que os dois lados não entrem em guerra. Para isso, temos que escolher um humano, um ser considerado nulo na classificação, não é sagrado, nem demoníaco. Sem falar que vimos ele em ação, passou por vários demônios, e saiu vivo. - Então é por isso...tudo bem, eu aceito! – firmou os punhos, os fechando e olhando confiante. – Pelo meu pai e meus amigos. Natsume recebia uma carta falante de um anjo baixinho que tinha uma bolsa, e um capacete com pequenas asas, e fitava Adam com uma cara de quem não gostou do que ouviu na língua dos anjos. - Adam...eu sinto em dizer... - O quê? – fitou preocupado. - O Stuart... - O que aconteceu com o meu amigo?! - Ele morreu.
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