Blood Pact The Demon Hunters Story
2 Capítulo 2 - Beelzebub
- Como é? – encarou Adam sacando um revólver do bolso, preparado para qualquer ocasião. – Nos matar é?
- ...mas eu não quero matar vocês. – ele abaixava a cabeça enquanto falava, em um tom meio melancólico. – Não sou o tipo de demônio que eles querem que eu seja, sair matando as pessoas sem motivo, eu quero apenas curtir a vida.
- Adam, como sabemos se devemos confiar ou não na palavra dele? – disse Stuart desconfiado.
- Apenas observe cara... ele parece estar falando a verdade... ou ele está sendo realmente sincero, ou é um bom ator. – Adam tirava o revólver apontado para a cabeça do pequeno demônio.
Uma grande luz surge da lua, uma intensa névoa cobre o local aonde os meninos se localizam na cidade. Um ar gélido e intenso começa a rondar pelo local, todos sentem calafrios inexplicáveis por tal fato, até mesmo Justin que era um demônio estava assustado com aquilo. Aos poucos um homem de cabelos azuis, e roupa de motoqueiro, com uma poderosa moto vinho em detalhes prata, encarava os rapazes canadenses.
- Parece que o verme do Justin falhou na missão... vamos Belzebub, vamos matá-los agora mesmo, quero uma promoção no inferno. – Ele colocava o pé no acelerador de Belzebub, cuja era sua moto, e acelerava na direção deles, com uma pistola. – Meu nome é Raykon, lembrem-se de quem matou vocês, Adam e Stuart! – após dizer tais palavras ele ria psicoticamente.
- Fudeu! – Stuart falava com o parceiro, enquanto desviava do caminho, pegando um pedaço de ferro na lixeira, seria útil naquela situação.
- Stuart, cuidado! – Adam começava a atirar no pneu dianteiro da moto do demônio, o fazendo desequilibrar, mas Raykon utilizava-se do mesmo artifício e dava um tiro na direção de Adam, que era acertado no braço.
- Desgraçado! – Adam gritou enquanto seu braço sangrava com a bala. – Stuart, rápido, use o pedaço de ferro, lance no motor da moto!
- Adam...! – Stuart ainda preocupado com o amigo, lançava a barra de ferro em direção ao motor da moto. Quando o fino metal chocava-se contra o motor, ele perfurava por uma das rupturas que o motor já tinha, o que fazia ele quebrar por completo, e a moto parar, jogando Raykon fora dela.
- Desgraçados... Como ousam quebrar a Belzebub! – Raykon pegava a pistola semi-automática do chão, e apontava para Stuart, ele estava prestes a apertar o rifle. – Adeus. – Justin parava de ser um demônio medroso, e naquele momento chutava a pistola da mão do demônio, a jogando alguns metros dali.
- Adeus á pistola e a Belzebub. – Justin fitava Raykon sarcasticamente. – Quem é o verme agora, hein? Hey, Adam e Stuart, podem matá-lo.
- Certo. – disse Adam sorrindo de leve para Justin, enquanto apontava a arma para o demônio. – Alguma última palavra?
- Sim... — disse Raykon misteriosamente, um pouco fraco por causa da queda. – Eu quem matei seu pai... ele era um velho amigo dos demônios, e é esse o seu destino... morrer como ele...
Lembranças começavam a voltar na memória de Adam, ele se desligava totalmente do mundo por causa dessas lembranças da morte de seu pai. Ele sentiu um tremendo ódio pelo demônio ali ter matado seu pai quando ele tinha apenas 8 anos. As lembranças vinham numa velocidade incrível, seria um efeito de algum feitiço ou apenas das palavras fortes de Raykon?
Era um belo natal em Toronto, Canadá. A família Jackman estava curtindo as festividades, quando o pai de Adam recebe uma ligação, ele tem que misteriosamente sair aquela noite. Louis Jackman como era chamado, era um grande funcionário de uma corporação de Mineradoras de Carvão e aço. Era um homem alto, forte e um pouco careca, tinha em média uns 45 anos de idade.
- Desculpe querida, tenho que ir á empresa, o chefe quer um trabalho de última hora, isso pode custar meu emprego.
- Mas... pai... vai deixar eu, a mamãe e o vovô sozinhos aqui?
- Eu prometo voltar o mais rápido, filho. – ele sorriu.
- Ta bom, pai.
Ele saía rapidamente de modo misterioso, dirigia-se até o carro, e pisava na marcha... segundos depois, o carro sumia na estrada. O senhor Jackman chegava no trabalho apressado, e estacionava o carro. Após manobrá-lo e estacionar, uma figura com roupa de motoqueiro e cabelos azuis, arrancava a porta com sua força sobre-humana, logo sorriu sarcasticamente.
- Olá, Louis Jackman.
- Quem é você?! – disse ele tentando esconder um CD azul debaixo do banco. – Como sabe o meu nome, e o que quer?!
- Relaxa amigo... vamos dar um passeio ou quem sabe tomar um chá, assim podemos conversar melhor. – brincou no seu típico sarcasmo. – Agora sai do carro, desgraçado.
- Ei... – Louis era puxado do carro pela gola do casaco, e era jogado de cara em uma das paredes, o fazendo cortar a cara gravemente, e sangrar bastante. – O que pensa que está... – ele desmaiava por causa do impacto.
- Hey, Lookman, já acertei as contas, e... peguei o CD. – falou com o chefe da empresa aonde Louis trabalhava, e murmurou entediado. – Qual é a próxima vítima?
Não foi explicado o porque do homicídio, apenas que Louis Jackman morreu por algum motivo ligado á sua empresa, prova estava no CD em que ele tinha no carro, que foi largado no chão, e quebrado logo em seguida. Ele nunca mais apareceu depois daquela noite.. no dia seguinte, a família preocupada depois de muitas ligações não-retornadas, viu no jornal uma foto horrorizante de Louis completamente machucado na cabeça, os jornais diziam ser um traumatismo craniano. Era realmente... TENSO.
- Mamãe... o papai... – Adam começava a chorar desesperado.
Adam voltava a suas lembranças reais, e abaixava-se até Raykon, sorrindo perversamente. Ele pegava o demônio pelo cabelo e começava a bater sua cabeça no chão fortemente, uma hora, ele atacou com tanta força que a cabeça de Raykon quebrou completamente, expelindo sangue para os lados. Todos os cidadãos observavam horrorizados em volta, e a polícia chegava até Adam, o prendendo.
- Você está preso em nome da lei, tem direito a ficar calado ou qualquer coisa será usada contra você, e tem direito á um advogado. – Falou um dos policiais o prendendo com uma algema.
- Ei, esse cara não é um humano! Ele é um demônio! – disse tentando se soltar das algemas e dos braços dos policiais. – Ele matou meu pai!
- Ah claro, e minha mãe é a rainha Elizabeth. – disse sarcasticamente o policial.
- Adam!! – Stuart tentava correr atrás do amigo, mas repórteres e curiosos o cobriam tentando fazer perguntas e mais perguntas.
- Adam, deixe comigo! – Justin saía correndo rapidamente, fugindo dos curiosos e repórteres que chegavam ao local.
‘’A lei é justa? Vou mostrar a eles o que é a justiça quando punir todos esses demônios que causam mal ás pessoas..eles irão me pagar..’’ – pensou Adam consigo mesmo.
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