Blood Moon (HIATUS)

8 Será que estou apaixonada?


Mais tarde, sentada na poltrona da cabeceira da janela do meu quarto, olhando o céu negro — como os olhos de Collin -, fiquei pensando na possibilidade de aquilo que ele disse era verdade. Se era, por que não poderia me contar? Será que iríamos mesmo morrer? Se iríamos, por que?

Essas foram as perguntas que me atormentaram por horas.

Depois de tomar um banho, sequei meu cabelo com o secador, para me distrair um pouco. Quando terminei, comecei a fazer meu dever de casa.

Mas eu não tinha concentração alguma.

Levei um susto quando meu pai me chamou para jantar.

Então desci para jantar.

†

No dia seguinte na escola, fui falar com Collin à respeito do relato de biologia.

– Poderia ir na minha casa depois da aula para fazermos o relato de biologia? — perguntei.

– Não sei. — A voz dele era de desprezo.

– Por favor, temos que terminá-lo — implorei.

– Tudo bem, mas vou ficar no máximo uma hora.

– Obrigada.

Sorri, mas ele não fez nada.

– Pode pelo menos fingir que não me odeia?

– Eu não odeio você.

– Então por que me trata feito lixo? Por que eu vou morrer logo, como você diz?

– Você só irá morrer se continuar perto de mim. E eu não quero isso.

– Pode então pelo menos parar de dizer que não é pra me aproximar de você?

Ele olhou para mim, e havia um brilho triste em seu olhar.

– Ficar perto de você é errado. E é exatamente o que estou fazendo agora.

– Do que adianta dizer isto se você não me conta o porque?

– Não é o momento certo para dizer. Já disse mais do que deveria.

Ele voltou a fixar o nada.

– E qual é o momento certo? Nunca? Porque é o que parece...

Ele soltou uma gargalhada de desdém, e respondeu:

– Para começar que não deveria nem ter beijado você.

– Eu beijo tão mal assim?

– Não. Quer dizer, isto não importa, só preciso que você se afaste de mim, por favor.

– Tudo bem. Não falo mais com você, se é isto que o incomoda.

Saí de lá andando rápido, e chorando.

Não. Não podia ser. Estava realmente gostando dele. Como pude me deixar levar? Eu mal o conheço. Na verdade, eu nem o conheço. Droga.

†