Blood Moon (HIATUS)
1 Conhecendo
Notas iniciais
†Na segunda- feira de manhã, acordei às 7 da manhã, pois minha aula começa às 8. Levantei, fui ao banheiro, penteei os cabelos, me vesti — calça jeans skiny, blusa branca básica com corte V, blusa xadrez vermelha com a mangas dobrada até os ante-braços -, coloquei uma sapatilha azul-marinho com um lacinho na ponta, e desci para tomar café com meu pai, que me ofereceu uma carona até a escola, para falarmos do baile de pais e filhas, que será no sábado. Eu geralmente vou com meu carro — Chevrolet Malibu — pra escola.
– Já comprou seu vestido pro baile, querida? — perguntou meu pai, enquanto sentava no banco do carona do carro.
– Não — respondi. — Vou com Vic depois da aula até a loja.
Enviei um torpedo para Vic, minha melhor amiga :
Ainda está de pé a ida até a loja de vestidos?
Claro!, ela respondeu alguns segundos depois.
– Não se preocupe quanto ao preço. — Ele avisou.
– Tudo bem. Vou precisar de alguns acessórios e um par de sapatos. Tem problema?
– Não. Com tanto que esteja bonita.
Ele estacionou o carro — Hyundai Elantra prata — do outro lado da rua do colégio. Desci e murmurei um tchau.
Tem um cara do outro lado da rua só de olho em vc, enviou Vic por torpedo.
Olhei pro lado. E tinha mesmo. Um cara estilo emo, com roupas pretas — calça jeans Levi's e uma blusa -, um casaco branco do The Beatles com cordinhas no capuz. Também usava um all-star preto. Ele deu um sorriso torto, que era tão canalha quanto a pinta. Tinha cabelos castanhos-escuros, olhos no mesmo tom, sobrancelhas grossas, traços definidos no rosto, e parecia ser alto.
Continuei a andar e revirei os olhos. Fui em direção ao carro de Vic, que estava no estacionamento da escola. Abri a porta e sentei no banco do carona.
– Ele não faz o meu tipo — falei com uma nota de ironia.
Ela desviou a atenção do celular pra mim e disse:
– E o que faz o seu tipo?
Soltei uma gargalhada de desdém, e respondi:
– Um cara que não deixa transparecer os sentimentos. Do tipo misterioso.
Ela fez um aceno rápido com a cabeça, e disse:
– Você está certa. Gostei. Mas por que não experimentar?
†
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