Blood Moon (HIATUS)

3 Acidente Misterioso


Notas iniciais
Acontece um misterioso acidente com Lauren, e ela fica intrigada.

Acordei assustada no outro dia, com a sensação terrivelmente horrível de mãos grandes, geladas e assustadoras percorrendo e apertando meu pescoço.

Levantei com um calor insuportável, mesmo estando com roupas curtas — uma blusa de flanela branca de manguinhas e um shorts de malha -, e fui obrigada a tomar um banho. Olhei pro relógio em meu criado-mudo e eram quase seis da manhã.

Saí do banho e deitei na cama, ainda com aquele calor, então fui obrigada a ligar o ar-condicionado. Fiquei rolando de um lado pro outro na cama, para descobrir o lado mais gelado do lençol.

Meu celular despertou às sete horas, e então eu levantei. Aquele calor horrendo tinha desaparecido, felizmente.

Fui ao banheiro, penteei os cabelos, me troquei — calça legging preta, uma bata azul-marinho com estampa de cruz em taxinhas -, coloquei um sneaker preto de cano baixo e passei uma camada de rímel e pó compacto.

Desci para tomar café, e meu pai não estava. Ele havia avisado que iria trabalhar mais cedo aquela manhã, então tomei café sozinha.

Subi para escovar os dentes e pegar minha mochila e um casaquinho, para o caso de esfriar. Peguei também meu celular e fui pro carro.

Dirigi o tempo todo com a mesma sensação de estar sendo perseguida. Aquilo estava me deixando com medo.

†

Depois da aula, fui em casa deixar minha mochila e pegar minha bolsa para ir comprar os acessórios para o Baile.

Busquei Vic na casa dela e fomos na loja de jóias e bijuterias. A loja ficava próxima à loja de vestidos que havíamos ido no dia anterior. Era bem sofisticada, balcões para cada tipo de acessórios, espelhos em todas as colunas, pufes espalhados por todo o ambiente, paredes brancas e vários atendentes, homens e mulheres, e também várias luminárias.

Uma atendente — que parecia ser alguns anos mais velha do que eu e Vic — nos levou até o balcão de colares. Eu não pretendia comprar nenhum colar ou brinco, pois queria usar o conjunto de esmeraldas da minha mãe.

Vic provou um colar de pérolas, que ficou perfeito para ela, e parecia combinar exatamente com seu vestido azul-marinho.

– Que lindo, Vic! Compre esse — elogiei.

– Você acha mesmo? — ela perguntou, com animação na voz.

Cheguei mais perto, olhei em seu reflexo no espelho e disse:

– Claro. Ficou muito bonito em você.

Ela olhou pra mim, com um brilho de dúvida no olhar, e falou:

– Não vai comprar nada?

– Não. Vou usar o conjunto de esmeraldas da minha mãe — respondi com uma nota de tristeza nas últimas palavras.

Ela tirou o colar, e respondeu:

– Nossa, acho que vai ficar maravilhoso em você.

Vic foi então para o balcão de brincos, e escolheu um de pérolas para combinar com o colar.

Quando estávamos saindo da loja, Vic falou:

– Preciso de uma clutch.

– Certo. Vamos até a loja de bolsas que inaugurou no shopping. Preciso de uma também.

Entramos na loja de bolsas — que era muito bonita, com bolsas de todas as cores, tamanhos e tipos possíveis penduradas em prateleiras brancas. Fomos até as clutches, e logo vi uma que me apaixonei.

Ela era toda dourada, com pedrinhas por toda a parte, e tinha os encaixes de dedos em cima, com vários detalhes.

Vic escolheu uma azul, um pouco maior que a minha, com glitters em toda parte.

As duas eram lindas, e nós as compramos.

Olhei as horas em meu celular, e já eram quase cinco da tarde.

Decidimos tomar um cappuccino e comer uns donuts num bistrô do shopping. Sentamos em uma mesa perto da vitrine, pedimos dois cappuccinos e dois donuts.

– Vamos falar sobre o "cara misterioso" que estava olhando para você. — Ela fez aspas com os dedos.

– O que tem ele? — perguntei em tom de inocência.

– Falou com ele já?

– Eu só vi o cara uma vez na vida e você já acha que vou casar com ele amanhã.

– Amiga, estamos no século XXI. Mas e aí, ele é gato, né? — Ela deu uma pequena gargalhada.

– Sim, mas por que você está tão equivocada com esse garoto?

– Você tá precisando de um namorado, menina.

Olhei pra ela sério, ergui uma sobrancelha, e disse:

– Quê? Quem está precisando de um namorado aqui é você. Por que você não namora ele?

– Porque não era pra mim que ele estava olhando. E calma, só fiz um comentário.

Respirei fundo, e respondi:

– Tudo bem. Me desculpe. Estou um pouco tensa. Só isso. Talvez você tenha razão, mesmo.

– Que ele estava olhando pra você ou que precisa de um namorado?

– A segunda opção. Na verdade, as duas coisas.

Ela deu um sorrisinho, e disse:

– Viu, gata, eu sempre tenho razão!

Eram mais de seis e meia quando saímos do shopping e fomos pra casa.

Levei Vic até a casa dela, e fui pra minha.

No caminho, estava distraída, escutando Avril Lavigne no som do carro, quando de repente, olhei pra estrada e vi o homem de capuz preto de noite passada. Não consegui ver bem suas feições, pois estava escuro, mas reconheci sua silhueta, não sabia da onde. Levei um susto tão grande, que a única coisa que me veio à cabeça foi frear. Freei com tudo e fui para o acostamento. Respirei fundo várias vezes.

Quando olhei pra estrada, o homem de capuz preto não estava mais lá.

Voltei pra estrada e segui pra casa.

†