Blood Lines - The Rise from the Shadows
1 Waiting for the End
.:Max:.
Horas se passaram até que eu pude finalmente acordar, (O que será que houve comigo ? ) , acordei em um lugar mal iluminado que sua única fonte de luz eram pequenas tochas encaixadas em suportes antigos pelas paredes, eu estava em um corredor estreito e várias outras pessoas seguiam a minha frente e a imagem deles me lembrava os escravos dos séculos passados e agora me recordei, eram os vampiros que foram capturados, eles seguiam em uma fila indiana com as mãos para trás aprisionadas á uma pequena corrente de prata, todos gemendo e se arrastando para seguir a frente do corredor, os encapuzados na festa estavam me carregando nas costas mas eu não podia me soltar eu também estava com correntes de prata em minhas mãos mas depois de sentir tanta dor eu nem mais me dava conta que elas estavam ali fritando minha pele..
Eu estava no final da fila com um aglomerado dos encapuzados, eles carregavam eu e mais 3 pessoas, e uma delas estava dentro de um saco, ela se rebatia mas eles davam socos e logo o ser se calava. No percurso do longo corredor havia portas aos lados, elas eram feitas de aço e pareciam ser de um penitenciaria, no topo tinha uma pequena janela onde mostrava o que ali havia, minha visão estava turva, eu estava enfraquecido depois de tanto tempo com aquelas correntes pelo meu corpo mas pude ver uma das salas por dentro na ‘’janelinha’’, e lá tinha algumas pessoas acorrentadas e dentro estava um homem alto com um enorme facão e quando menos esperei ele cortou o braço de uma delas sem nem hesitar foi uma cena assustadora, nunca pensei que meu fim estaria tão próximo.
Chegamos a um salão agora bem iluminado cheio das tochas de novo, dessa vez com algumas maiores eles no jogaram no chão e dentro ali havia mais ou menos de 30 a 40 pessoas acorrentadas, me levantei e me pus a procurar por algum conhecido mas todos estavam desesperados e chocados, queriam fugir dali o mais rápido possível mas a maldita prata não os deixava, os encapuzados que eram uns 20 nos cercaram e formaram uma roda em nossa volta e em meio a barulheira um deles se seguiu a frente e entrou no meio, perto de nós.
– sanguis sanguinem , mortem mortem , qui fortiores sunt , — Disse o homem e logo em seguida todos os outros encapuzados gritaram esses mesmos versos, era como seu grito de guerra. — Pagaram pelos pecados pela decisão do maior seguindo as ordens dela! – Ele tinha uma túnica diferente, era azul escura e no topo de seu capuz tinha o mesmo símbolo que tínhamos visto mas todo em azul e dourado. — Humanos ao corredor esquerdo! – E logo alguns dos encapuzados sacaram suas bestas e ficaram balbuciando línguas desconhecidas e puxaram os humanos a força e os levaram ao corredor a esquerda que ali havia. — Aos demônios da noite, corredor direito! – E então os que sobraram foram obrigados a seguir ao corredor esquerdo, um deles me empurrava para andar mais depressa.
O corredor da vez era maior mas continuava a ser mal iluminado pelas poucas tochas, seguíamos todos calados e fomos passando por portas de aço novamente, mais próximo ao fim do corredor uma dessas portas estava semiaberta e eu pude ver o que ali tinha: A sala era feita de tijolos feitos de pedra antiga, a sala tinha apenas duas tochas, e no centro tinha uma maca e sobre ela tinha um homem.., um homem de pele morena clara sem nenhuma roupa, ele estava desacordado e o que parecia ter um profundo corte na barriga, seu rosto era familiar e foi ali quando me dei conta de quem era, era George um dos vampiros de minha cidade que havia desaparecido. No mesmo instante eu tentei me soltar e seguir para sala onde ele estava mas um dos encapuzados que estava atrás de mim me puxou para trás e me deu um soco com tudo de esquerda e minha visão ficou turva de novo e eu só vi outro homem fechando aquela porta e ai eu desacordei.
Acordei no canto de um sala que tinha os mesmos tipos de tijolos da sala onde George estava, era uma sala grande e ali estavam todos os vampiros pegos, eles estavam espalhados pela sala grande que era sem saída, só continha um grande portão do lado esquerdo um portão duplo feito obviamente de prata. Todos estavam desnorteados e perdidos, o agora seria o nosso fim eles no pegaram e eu tenho certeza que os Aniquiladores iriam causar mais dor do que eu podia imaginar e foi quando uma mulher se aproximou de mim ela estava usando um vestido lilás feito de seda todo rasgado e ela sentou do meu lado e pude ver quem era, era Alma a cantora da banda. Eu e Alma já nos conhecíamos á alguns anos atrás e ali era o único rosto reconfortante e familiar que encontrei, ela estava um tanto descabelada com seu cabelo afro bagunçado, no seu ombro direito que estava exposto estava uma grande ferida avermelhada e profunda e parecia já estar necrosando.
–Maxwell... – Disse ela com sua voz rouca e me deu um breve sorriso. – E então é aqui que fomos destinados a morrer..
–Não podemos morrer aqui Alma, não posso deixar que isso aconteça – Eu disse, eu não podia deixar que morremos como escravos, jogados a amargura e sem ao menos nos alimentar.
–Não temos outra saída a não ser ficar aqui e esperar o veredito. –Ela soou melancólica , se encostou na parede e ficou observando os outros vampiros.
Eu sabia que os meus amigos iriam me ajudar, e que eu ia achar um saída para me livrar daquele lugar e das mãos dos Aniquiladores mas eu estava com pouquíssima força para pensar em algo agora, e então um dos encapuzados chegou próximo ao portão trazendo aquela pessoa no saco, alguns outros encapuzados chegaram armados e apontaram para nós, e então um deles abriu o portão e desfez o nó que tinha no saco e o jogou no meio da sala, logo ele fechou o portão e eles se foram.
Para a surpresa de todos quem saiu do saco era ninguém menos que a Rainha, Anastácia rastejou para fora com metade do seu vestido rasgado, agora ele chegava um pouco acima de suas coxas, seus cabelos estavam bagunçados e ela ainda tinha as marcas das correntes de para nos braços mas elas estavam se curando lentamente, todos ali olham Anastácia com um olhar de espanto (Como conseguiram pega-la? Eu a vi saindo com vários guardas e o Conselho Real pelas portas dos fundos.., não fazia muito sentido.) dava para ver em seu olhar o quando ela se sentina humilhada e fraca naquele momento, mas ninguém lhe direcionou um palavras mas também não a ajudara a se erguer, e foi ai que me levantei com dificuldade minhas vestes também estavam rasgadas mas eu podia ajuda-la, não por que eu era um súdito leal e ela era a Rainha, mas sim por que precisava de minha ajuda como vampiro e eu não era de negar, me aproximei dela e oferecia minha mão para puxa-la.
–Vamos.., segure minha mão. – Eu disse e ela ergueu a cabeça e olhou para mim depois olhou para minha mão, todos ali estavam quietos nos olhando, ela finalmente cedeu e segurou minha mão e eu a puxei com força depois fomos até a parede e nos sentamos, eu, Alma e Anastácia, estávamos esperando por uma esperança, uma luz ou qualquer coisa que nos pudesse dar forças para sair dali. Depois de mais horas ali sem nos alimentarmos, nada de novo acontecia e o tempo passava lentamente, Alma tinha finalmente se calado depois de ficar falando como sua voz iria se "esvaziar na escuridão dessa prisão" e Anastácia permaneceu todo tempo calada e quieta em um canto da sala e foi ai que pude me ouvir, eu estava sentado encostado em uma das paredes, a sede e a fraqueza aumentavam com o tempo, mas foi ai que as lembranças e memorias do passado vieram a tona, e se passavam em minha mente, uma em especial.
– New Orleans, 1952:
Depois da guerra e do treinamento longo em que Max aplicou em Frank, os dois foram para New Orleans, Max tinha alguns assuntos a tratar com um vampiro dono de negócios da época, eles viviam migrando de lugar á lugar, ser vampiro tinha suas vantagens e uma delas era ‘’recomeçar’’ e poder ter várias vidas ao mesmo tempo. Naquela noite, os dois estavam no grande Bordel "Le Danseurs" do Louis Blondet, a noite estava agitada e a casa cheia, o salão era frequentado pelos nobres da cidade que ali iam para desfrutar das belezas das dançarinas, a guerra havia terminado e o que os homens mais faziam era festejar depois daquilo, Max vestia um terno preto galante com uma gravata em forma de borboleta, seus cabelos estava grandes e batiam um pouco depois de sua nuca, cobertos pelo "gel". Além de estar com bigode e cavanhaque, ele bebia um copo de whisky e observava os humanos e seus costumes, sentado ao seu lado no balcão estava Frank, vestindo um terno simples marrom escuro, cabelos simetricamente ajeitados e jogados para o lado com várias camadas do famoso "gel". Ele estava de olho em uma mulher; ela era muito bela se não a mais bela da cidade, desde de que se mudaram para New Orleans, Frank estava interessado na moça mas ela era casada com o coronel Bartollomeu Cascarene. Frank finalmente tinha se desligado de sua família antiga e dado oportunidade para si, depois de anos ele estava apaixonado outra vez e estava disposto a fisgá-la o que não era muito difícil pois a moça também não tirava os olhos dele. A noite fora se passando e Max tinha que se ausentar para conversar a sós com Louis, Louis na verdade era um amante de Maxwell que estava com a vida em risco por contrabandear joias raras roubadas a máfias francesas e italianas, algumas autoridades vampíricas estavam o procurando para executa-lo. Bartollomeu tinha se embebedado e levado algumas garotas do bordel para um dos quartos do andar de cima, e ali ficou Lucy sozinha, então Frank viu a oportunidade de ficar sozinho com a moça, seu marido era um homem machista e controlador, possessivo que tinha Lucy como seu animal de estimação e o que Frank queria era arrancar sua cabeça fora, ele chamou Lucy para conversar lá fora e dali os dois paqueraram o resto da noite e foi quando Frank a levou para um dos quartos do bordel e ali puderam ter sua noite de amor. Mas importunamente, Bartollomeu se encontrava no quarto do lado e pode ouvir os ‘’gritos e gemidos’’ de sua esposa, Bartollomeu saiu a procura da mulher e a achou nua junto a Frank. Bartollomeu sacou a arma do coldre e apontou para Frank e xingando de todos os nomes possível e foi ai quando Max pode ouvir a confusão e desceu a procura de sua progênie, mas era tarde mais. Frank e o homem ficaram discutindo e foi ai que Bartollomeu atirou na cabeça de Lucy para se vingar por ter tê-lo traído, Frank surtou no mesmo momento e fez o que queria a tempos, Frank correu em direção a Bartollomeu e torceu seu pescoço e o arrancou a força, todos ali que estavam vendo a confusão ficaram horrorizados, alguns humanos viam pela primeira vez um "vampiro". Max não conseguiu chegar a tempo de impedir Frank, mas quando chegou deu-lhe uma enorme bronca e depois disso os dois passaram o tempo que tinham hipnotizando os humanos que ali estavam para esqueceram do acontecido, naquela noite Frank havia perdido outro amor e foi ai que Max lutou para que ele continuasse a amar, continuasse com sua humanidade intacta.
Um sorriso súbito veio ao meu rosto eu pude me lembrar das rebeldias de Frank, pude me lembrar o quanto aqueles tempos eram bons e divertidos, e eu não sou bobo antes de ser levado eu pude ver o que acontecia ali, Frank estava prestes a transformar Serena.
Gostaria de saber o que houve, gostaria de poder ajudar Frank nessa nova fase, de poder saber se ele encontrou o amor novamente e seu poderia vê-lo verdadeiramente feliz novamente.
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