.:Crossover:.

Estacionou perto da floresta, reparando um carro com a placa de Los Angeles pouco a frente, escondido entre as folhagens. Era o carro de Dot.

– Vamos. — Disse Richard, saindo do carro. Joan e Lincoln o imitaram.

Os três, antes de roupas sociais, agora vestiam o que parecia ser um uniforme de cor preta, que cobria grande parte de seus corpos. Em Joan, o traje realçava suas curvas e seus peitos, embora nada fosse visível. Em Lincoln e Richard, seus músculos, pouco e muito definidos, respectivamente. Com botas de couro. A roupa contava com fios metálicos por toda sua extensão.

– O que é isto? — Perguntou Joan, tocando o metal.

Richard, se dirigindo ao porta malas do carro alugado, lhe respondia.

– Prata. Se um vampiro te tocar, vai se queimar. Aqui, venham se armar.

Lincoln, que fez o mesmo que Joan, soltava um ruído de dor. Felizmente, nenhum dos dois parecera perceber.

Richard retirou duas maletas lá de dentro, abrindo-as. Um sorriso passou pelo seu rosto quando viu seus conteúdos. Adorava os malditos nerds da Divisão Científica.

Joan, ao lado dele, deu um assobio de admiração.

– Cara... Isso sim que é arma.

Nas maletas haviam lâminas prateadas. Pistolas de diferentes calibres, com munição de madeira e de prata, estacas de madeira e além de alguns adereços a mais, como bombas de fumaça e uma esfera de aço, do tamanho de uma bola de beisebol, que continha inúmeros orifícios por toda sua circunferência, além de um botão em cima.

– Isso é muito maneiro... O que é isto? — Lincoln pegou a esfera, com cuidado para não apertar o botão, examinando o objeto.

– Lançador de dardos de prata ativado sobre tempo. É como uma granada. — Richard disse, retirando o objeto da mão dele. — Bem delicado.

Lincoln fazia um "ohh" de admiração e assentia.

Richard se sentia confiante, apesar do pouco equipamento que conseguira trazer clandestinamente. As operações do AVI de grande porte contavam com muito mais que isso, se lembrava. Ah, se tivesse aqueles socos ingleses de prata...

Após todos se armarem com os coldres ( Lincoln providenciou luvas de couro, embora o restante não soubesse porquê ), viu que três objetos sobravam. Canivetes suíços. Cada um pegou um. Era uma ferramenta bem útil em alguns casos.

Richard olhou a hora no relógio de pulso. Era quase de manhã. Algo lhe dizia que deveriam ir logo.

Após a invasão de Dot e Cassie, a segurança do ''covil'' do vampiros fora reforçada, contendo em cada um de seus corredores cerca de quatro á oito guardas armados com suas bestas e alguns outros comandantes armados com armas de fogo. O esquema era que segurança fosse bem mais reforçada no corredor 6-B onde lá estava Max e os outros vampiros, as portas foram trancadas e os vampiros da tripulação foram postos ao ataque, no corredor 6-B tinha oito guardas sendo quatro deles vampiros com estacas e adagas.

Max estava lá com os outros vampiros, a sala era preenchida por gemidos baixos, todos os vampiros ali estavam secando lentamente.., depois de dias sem tomar uma gota sequer de sangue e a transfusão de sangue fizeram com que alguns dos vampiros mais novos secasse por completo parecendo estátuas de mármore cheias de veias saltadas em um assustador efeito 3D. Max estava jogado em um canto com sua vestes rasgadas , ele estava secando e se era visível as veias saindo pelo seu corpo, seu terno havia se rasgado ao meio então ele vestia apenas a calça e a camisa social, mas Max não conseguia nem ao menos se falar ou se mexer ele ficava apenas observando os outros como se o tempo fosse uma eternidade que o castigaria para sempre, era torturante esse estado em que estava: Morrendo lentamente.

Segundo as instruções de Dot, a entrada subterrânea estaria à sudoeste de onde estavam. Então logo se puseram à caminhar.

Richard e Joan estavam na frente, atentos a qualquer movimento, seguindo na direção indicada. Lincoln estava logo atrás, bastante receoso.

Para não deixar o clima pesado, Joan se manifestou.

– Porque as vampiras não nos esperaram? Seriam 5 ao invés de 3.

Richard deu de ombros, sem saber.

– Pergunte a elas depois... Lincoln? — Ric olhou para trás, onde Lincoln se distraía com algo, se afastando deles. — O que houve?

Lincoln apontava para algo pouco a frente deles, para a direita. Um corpo.

Os três seguiram até ele. Era visivelmente de um vampiro. E uma flecha de prata lhe cruzava o peito.

– Ela está com a ponta para a frente. — Joan comentou, vendo a flecha. Richard assentiu.

Lincoln parecia perdido.

– O que isso tem a ver?

Joan o olhou.

– Significa que ele estava fugindo.

– Ah. — Lincoln deixou escapar.

– Eu me recordo dele. — Disse Richard. — Ele estava no baile. Mas não sei seu nome.

Richard desviou o olhar da feição de dor que estampava o defunto. Não há nada que pudesse fazer.

– Vamos.

Logo ele pôs-se a andar novamente, seguido pelos outros dois.

Em alguns minutos, observaram um buraco estranhamente simétrico, em um círculo perfeito. Não era natural.

– É aqui. — Anunciou, olhando para baixo. A claridade da alvorada lhe davam uma pacata visão do que havia no fundo, mas nada mais. — Vamos descer.

Não parecia ser muito alto, então pularam. Embora não tivesse escolha, pois não possuíam cordas. Felizmente, as botas amorteceram a queda.

Dentro da estação abandonada de aparência desértica, Lincoln fazia um gesto de ligar a lanterna, logo sendo repreendido por Richard.

– Nós não vemos no escuro! — Ele sussurrou.

Richard apontou algo uns 200 metros à frente na estação. Luzes bruxuleantes. Tochas. Havia companhia. E logo Lincoln entendeu.

Cessaram qualquer conversa vocal, se comunicando com gestos de mãos.

Enquanto avançavam, Joan fora na frente, rápida e silenciosa como uma gata, para ver o que teriam que enfrentar. Ao voltar, ela fez um "quatro" com a mão. Seguidos de outros gestos, logo interpretando-os.

Quatro adversários. Todos armados e dois com as tochas em mãos.

Sacou a arma com o pente de madeira, e pegou o silenciador. Os dois ali presentes entenderam e fizeram o mesmo, equipando a arma com os silenciadores.

Os seus adversários não conversavam. Estavam mudos, em vigília.

Richard e Lincoln estavam escondidos em um vagão, e Joan estava na plataforma ao lado deles, atrás de uma coluna grossa. Richard e a mulher trocaram olhares, contando até três...

Um... dois...

Dois tiros silenciosos e simultâneos derrubavam dois dos vampiros que não portavam tocha, e portanto, eram uma ameaça mais direta. Não deu nem tempo dos que portavam tocha se armarem quando eram mortos por novos tiros certeiros no coração.

Joan saiu de trás da pilastra com um sorriso, saltando para os trilhos, indo até eles.

– Isso foi divertido. — Disse ela, assoprando a mecha do cabelo para longe do olho.

E após isso, pilharam alguns objetos úteis dos vampiros, como tochas e bestas, e seguiram em frente.

Alguns foram ouvidos pelos vampiros do corredor a esquerda no começo do esconderijo, mesmo com silenciadores a audição vampírica era capaz de escutar o meticuloso som da bala sendo disparada. Eles fizeram gestos uns aos outros, no total eram quatro e eles deixaram os humanos ali armados apontando suas bestas para a curva que dava no corredor, os dois vampiros saíram na direção da saída indo ao encontro da equipe de dois homens e uma mulher, que trajavam roupas que pareciam de alguma ''equipe policial ou da AVI'' .

–Hmm, pelo cheiro três humanos — Disse um dos encapuzados, ele puxou seu capuz para trás e revelou seu rosto, seu rosto era longe e gordo, cabelo raspado e tinha uma tatuagem de uma adaga logo abaixo do olho esquerdo, ele abriu a boca e mostrou suas presas para os três que ali estavam.

–Eu gostei da morena gostosinha, fico com ela — Disse o outro, também puxando seu capuz para trás e revelando sua face. Ele tinha um cabelo ralo, alguns brincos pregados em suas orelhas com símbolos religiosos, ele rosnou algo mostrando suas presas e correu em sua velocidade até Joan.

Ele deu um chute nas costas de Joan e rapidamente a puxou para prensa-la contra parede. Já o outro vampiro olhou Richard e Lincoln, e julgou de que Lincoln seria o mais fraco e o mais fácil de derrotar e então partiu para cima dele com um golpe rápido que se assemelhava com um soco vindo de baixo para cima acertando o queixo de Lincoln, ele logo puxou o garoto e lhe deu uma chave no pescoço e ameaçou morde-lo enquanto olhava Richard e dava uma risada debochada.

Joan cambaleava, quase se chocando com a parede de ladrilhos da estação. Olhava o seu agressor. Torceu os lábios, sorrindo em desafio, e deixou que duas lâminas prateadas escorregassem de seus pulsos encobertos pela roupa. E logo partiu para o ataque, contando com o fator de que sua roupa a garantiria de ser segurada por quaisquer vampiro.

Já Lincoln manteve-se por segundos atordoado pelo súbito soco do agressor recém chegado. Richard logo apontou a arma para o vampiro. Mas antes que pudesse fazer algo, Lincoln ergueu suas mangas do braço, sentindo a pele do vampiro queimar aos fios de prata e se sentiu livre. Pegou uma estaca do coldre e se virou, fincando-a no coração dele.

Esperou, observando ele cair, morto, para retirar a estaca. Richard o olhava, estupefato.

– Queria que ele me matasse? — Perguntou-lhe, guardando a estaca e sacando a besta que pilhara das costas.

Richard fez uma cara estranha, parecia... orgulho?

E logo os homens se viraram para Joan, batalhando com agilidade com o vampiro.

Suas lâminas eram rápidas, vendo-se só o clarão refletido do metal. Não tinham tempo, então quando teve uma mira propícia, Lincoln atirou nas costas do vampiro, mas errando o coração.

Ouviu o ruído de lamento dele e Joan olhou Lincoln, agradecida. Ela guardou as lâminas e deu o golpe final com uma estaca. E logo ambos os agressores estavam mortos.

Dessa vez, ela não sorria tanto, indo até eles com a testa suada e arfante.

– Esses caras são duros na queda. — Disse ela limpando a testa. — Vamos em frente.

Os guardas humanos seguiram depois um tempo para verificar o que havia acontecido, pois os dois vampiros não voltaram fazia algum tempo.., ele fizeram a curva e deram de cara com os três ali e foi súbito, logo lançaram suas flechas sem parar com suas bestas na direção dos intrusos.

–Intrusos! — Um deles fez um sinal para o que parecia ser uma micro câmara em um canto no teto, ele mexia os dedos em um sinal estranho e um alarme vindo de longe soou apenas uma vez

Um deles conseguirá lançar uma de suas flechas de prata no braço de Lincoln, por serem humanos sua rapidez era de se impressionar, passaram a vida treinando e servindo a facção.

Lincoln fez uma careta de dor, sentindo a flecha de prata no braço esquerdo queimar a pele. Segurou a flecha com a luva e a arrancou, com os dentes trincados. Quando virou o olhar, Joan e Richard o encaravam, perplexos. Mas não havia tempo para explicações.

Richard trocou um olhar com Joan e murmurou a palavra "refém".

Ignoravam o alarme. Agora a situação mudou.

Joan, agora equipada também com uma besta, olhou pelo ombro os atacantes e fora recompensada com uma nova rajada. Escondeu-se novamente e mordeu o lábio. Teria que ser rápida. Respirou fundo, contando até três, e saiu do esconderijo correndo e atirando neles, derrapando para a parede perto, ficando fora do alcance.

Soltou um gemido de dor quando olhou para um corte no braço direito, passara de raspão. Mas sorriu quando ouvia um dos atacantes gemer de dor até que mais nenhum ruído era perceptível.

Richard, aproveitando a distração, deu a volta no vagão enquanto o humano estava distraído observando o parceiro se debater com uma flecha no pescoço até a morte. Chutou sua arma e lhe socou na cabeça, colocando a pistola no seu crânio.

– Tente qualquer coisa e você morre. — Ele sussurrou. — Agora você vai nos fazer um favor. Nos leve para onde os prisioneiros estão.

O homem estremeceu e ergueu as mãos para o alto, ele assentiu e não hesitou em apontar para a curva que levava ao seu corredor. Depois de leva-los á algumas passagens secretas e a alguns corredores vazios eles cruzaram entre o corredor 5-B e o 6-B, e o homem apontou para o corredor onde no final continha um grande portão feito de prata e se dava para ver, ele estava cheio de gente.

–Vo-vocês precisam passar pelos oito guardas e ai chegam lá..- Ele tremia e a cada movimento Richard pressionava mais a arma em sua cabeça, ele estava desesperado.

–Por favor, me deixem ir.. me deixem ir, eu já ajudei vocês..

Do outro lado um dos vampiros pode ouvir a voz homem e dos outros e eles foram para o ataque. Os quatro humanos correram na direção do grupo e começaram a atirar sem parar na direção da equipe e um deles acertara o homem que os tinha ''traído'' com uma flecha no coração, eles gritavam e xingavam em uma língua estranha e avançavam para cima deles, enquanto isso os outros quatro vampiros ainda ficavam parados no corredor aguardando para um talvez confronto final.

Seu plano era deixar o homem inconsciente , mas quando viu a flecha projetar-se no coração dele, Richard se sentiu ferido. Era policial, sabia ser frio, mas ainda sim tinha sentimentos.

– Recuar!

Disse Joan, voltando por onde vieram junto à Lincoln, atirando por cima dos ombros várias flechas. Lincoln a imitava. E Richard adotou a tática.

Lincoln conseguira derrubar um com uma flechada na perna.

Richard, recuando, derrubou outro ao acertar no tórax de um dos atacantes. Porém, sentiu uma ardência nas costelas do lado esquerdo. Um corte se abria naquela região, fruto da flecha que rasgou o tecido e a pele, mas que seguiu em frente sem fincar-se em seu corpo. Colocou a mão esquerda ali, pressionando a ferida e Joan vendo isso, começou a ir na direção contrária, rumo aos atacantes. Ela desviava dos dardos dando pulos e cambalhotas. Quando estava perto o bastante, ficou de joelhos e deixou-se derrapar pelo piso. Atirando o coração de ambos com rapidez.

Lincoln observava abismado. Nunca vira a amiga realmente em ação. Parecia que todos tinham segredos...

Fez uma careta de surpresa quando via o atacante ferido na perna mirar nela e atirou a sua última flecha nele, acertando no crânio.

Ela olhou surpresa para o homem, e depois para Lincoln. Embora se visse gratidão, ela o olhava de modo distante. Como se sentisse traída. Lincoln abaixou a cabeça.

– Ajude-o, eu mantenho-os ocupados até vocês me alcançarem. — Disse Joan, olhando de Lincoln para Richard.

– Nem pensar! São quatro! — Disse ele, pegando um kit de primeiro socorros de um compartimento do cinto e estancando o ferimento de Richard. — Pronto. Eu lhe daria morfina, mas não acho que seria bom nessa situação.

Richard assentiu, agradecendo. Pegou uma seringa do próprio bolso e injetou em si mesmo. Não era morfina, porém.

– Oh-ho. Isso é trapaça, hein. — Joan sorria ao ver o ato. Reconhecia o líquido. Era adrenalina.

– Ah, cale-se. — Disse ele, descartando a seringa e se armando novamente, um sorriso trespassava seu rosto, contudo.

Os quatro vampiros viram seus companheiros caídos no chão e já era possível ver uma agitação por de trás do portão, alguns dos vampiros aprisionados se mexiam em agitação (Claros os que ainda tinham forças para isso). Dois dos vampiros que ficavam no corredor correram rapidamente em direção a Joan, um deles era mulher, uma vampira que saltou na direção de Joan e a puxou pela perna e a arremessou contra a parede em um velocidade impressionante, seu movimento fora brusco o bastante para fazer Joan se chocar com tudo contra a parede, o outro vampiro correu na direção de Richard pois sentira seu cheiro, seu sangue.., ele correu na direção dele e saltou com as presas para fora ele estava louco para dar-lhe uma mordida, estava faminto.

O Vampiro o agarrou com força e ameaçou morde-lo mas viu que Lincoln estava próximo então arremessou Richard contra ao garoto com força. A vampira segurou Joan pelo cabelos e bateu com seu rosto contra a parede, ela era esperta e fazia de tudo para não encostar em suas vestes parecia que a mulher já havia lutado com alguém que usava aquelas roupas.

Joan se apoiava na parede, sentindo algo quente lhe correr pela face. Ah, ótimo, outra ferida...

A mulher sacou suas lâminas de prata, virando-se para sua adversária vampira. Pela distância que a outra se mantinha, sabia que não deveria subestimá-la. Mas seu instinto mais básico era facilmente previsível, deduziu ela, com um sorriso, quando via a mulher olhar sua ferida, sedenta. Correu até ela e concentrou-se em acertar algum golpe, mas ela desviava rápido demais. Então tentou uma tática. Manteve uma lâmina escondida atrás das costas, fingindo estar ferida mais que o normal pelo corte rasante da flecha a pouco tempo. E quando ela desviou do seu golpe para a esquerda, lançou a lâmina, que se cravou no peito dela. Sorriu ao vê-la gritar de dor. Lançou a outra e ouviu outro grito. Logo, pegou a besta e atirou contra o coração da vampira.

Lincoln e Richard se erguiam, atordoados, pelo impacto desferido pelo vampiro. Richard erguia-se rapidamente, assim como Lincoln. Mas antes que Lincoln pudesse fazer algo, era jogado novamente para longe, embora as mãos do vampiro estivessem queimando pelo contato com a roupa. Richard sacou sua pistola com o pente de prata e começou à disparar, mas errou uma, duas, três vezes... E então o vampiro caía para trás, com uma flecha crava em sua cabeça. Olhou para Joan.

– Que foi?

Ela lhe olhou de modo inocente, jogando a besta sem munição para o chão e recarregando sua pistola.

Richard revirou os olhos e correu até Lincoln, o ajudando a levantar. Uma pequena ferida se abrira perto da sua sobrancelha.

– Eu estou bem.

Lincoln disse, aceitando a mão e se levantando.

– Richard, a esfera! — Gritou Joan, ao ver o último par de vampiros se preparando para atacar.

Richard pegou a esfera de metal do bolso e jogou para Joan. Ela pegou, pressionando o botão com o polegar e jogou contra um dos vampiros.

– Pensa rápido!

O vampiro parou e pegou a esfera, de tamanha curiosidade e surpresa. Quando ergueu o olhar novamente, Joan estava correndo para longe.

Tic-tac... Tic-tac... Tic-tac... Boom!

Os dardos de prata eram expulsos da esfera em todas as direções, felizmente não atingindo ninguém do grupo.

Logo em seguida, o grupo retornou para onde os vampiros estavam, perto do portão.

– Caramba! Isso faz um estrago! — Disse Lincoln, observando os vampiros se contorcendo de dor, caídos no chão. Havia perfurações em grande parte do corpo deles.

Richard e Joan, já cansados de usar daquela tecnologia, reviraram os olhos. O que fez Lincoln novamente se sentir mal.

– Ric, me ajude aqui. — Disse Joan, indo até o portão de prata e o abrindo com ajuda dele.

Merda, isso pesa! Pensou ela.

Mas aos poucos, a porta cedeu diante da força conjunta ( Lincoln, que estava de luvas, também participou ), e se abriu. E assim, o trio adentrou na câmara seguinte.

No mesmo momento em que o portão fora aperto pelo grupo, vários vampiros levantaram rapidamente e correram para fora seguindo em frente ao corredor, sua liberdade fora concedida pelo grupo e de alguma forma ''milagrosa'' decidiram não os torna em janta. E então na sala ficaram no máximo seis vampiros sendo três deles em estado vegetativo ou seja, foram transformado em pedra pois já não tinham mais nenhuma gota de sangue no corpo, e os outros três eram: Ennel, Lynn e Max , os três estavam separados pela sala e já estavam um estado pré-secamento e não conseguiam nem ao menos se movimentar.

Max remexeu o rosto a procura de quem tinha os salvado, sua visão já estava ficando turva novamente mas ele pode ver um rosto familiar entre os outros, era Richard e como aquele rosto bonito lhe trouxe paz, algo acendeu dentro Max e ele pela primeira vez sentiu-se a salvo.

– ... De nada, viu! — Gritou Lincoln para os vultos que saíram de imediato da câmara e fugindo. — Mal agradecidos...

Joan fora a primeira a entrar, seguido de Richard, e , por fim, Lincoln.

Os três olharam em volta, e Richard logo arfava, largando a arma e correndo na direção dele.

– Max? Max! — Richard ficou na frente dele, vendo seus olhos distantes, mas ainda abertos, o encarando de volta. Soltou um suspiro de alívio. — Graças a Deus.

– Joan e Lincoln, liberte-os! — Disse, em alto e bom tom. — Dê-lhes um pouco de sangue.

E ele se virou novamente para Max, tirando a lâmina de prata do cinto e cortando a palma da mão, pondo na boca dele.

– Está tudo bem... Beba.

Com a outra mão, segurou sua nuca de modo carinhoso, levando sua cabeça ao corte que sangrava.

Max sorriu e abriu a boca e começou a sugar o sangue de Richard, ele sabia que tinha uma hora que devia parar, era Richard e ele não podia causar danos ele beberia o bastante para se recompor e voltar ao normal sem lesões. Conforme ia bebendo o sangue sentia seus machucados se cicatrizando e curando rapidamente, as veias saltadas iam voltando aos seus devidos lugares e sua clara tomou uma tonalidade mais ''viva.

Do outro lado da sala estava Lynn, uma vampira com aparência jovem que tinha os cabelos curtos com uma franja jogada para o lado esquerdo, seus cabelos eram castanhos claro, ela tinha algumas tatuagens nos braços e um pircing entre a sobrancelha, Joan fora ajuda-la dando-lhe sangue e Lynn não hesitou e logo tomou o sangue de forma desajeitada, Max não a conhecia mas durante o tempo que havia passado ali Lynn mostrou-se ser uma boa pessoa mas muito tímida. Ennel por sua vez fora ajudado por Lincoln, Ennel era alemão e amigo de Max fazia 30 anos, o homem tinha um porte atlético, uma barba loira que cobria boa parte de seus rosto sendo completa, cabelos repicados e espetados loiros escuro (Se não fossem seus olhos vermelhos, ele teria azuis e ó ele seria um partido e tanto, não que não seja agora).

–Óh, como é bom ver essas suas mechas coloridas cara.. -Disse Ennel para Lincoln ele sorriu para ele e logo se pôs a beber seu sangue, Ennel se sentiu muito grato pelo gesto de Lincoln.

Depois de um tempo bebendo o sangue de Richard, Max se afastou e se recompôs e a primeira coisa que fez são e salvo foi abraçar Richard, apertando-o um pouco entre o abraço, poder sentir seu cheiro, poder ouvir seu coração e seus batimentos acelerados pelo abraço lhe davam um conforto enorme, Richard não podia ouvir seu coração mas talvez pudesse sentir que o seu também batia rapidamente.

Talvez fosse a adrenalina ainda em ação no seu sangue, talvez não fosse... Mas Richard adorava aquela sensação. Parecia a coisa mais certa que fizera na vida. Um sorriso, genuíno e satisfeito, surgiu sem sua boca.

– Como eu senti sua falta...

E ignorando todos à sua volta, uniu suas bocas em um beijo curto, mas doce e apaixonante. Sentindo suas barbas roçarem suavemente. Era incômoda a sensação, mas era boa ao mesmo tempo. E logo se afastou, com um sorriso aberto o bastante para mostrar os dentes.

Joan libertou a vampira que tinha uma aparência bastante atraente e lhe ofereceu a mão, assim como fez Richard, após fazer um corte e deixando-a beber.

Lincoln corou diante tal elogio, ficando quase tão vermelho quanto sua mecha vermelha, que lhe cobria parte do olho, lhe dando um ar estranhamente fofo. Sorriu, deixando o Ennel mordê-lo no braço, se alimentando de si.

Max pode sentir seus lábios tocando o do outro e ele não se conteve e fez aquele beijo ser mais duradouro, ele esteve ali a beira da morte todo esse tempo e um beijo tão breve parecia ser pouco pelo que passou, ele não sabia se ele estaria vivo amanhã e nem mesmo Richard então decidiu segurar por volta de sua nuca e beija-lo carinhosamente e apaixonadamente.

Lynn se levantou recuperada e agradeceu Joan com um sorriso fraco e tímido, ajeitou sua franja e pode finalmente ficar de pé, ela olhou Joan dos pés a cabeça de forma discreta e pois a se aproximar do outros e se era notável e grande beijo dos dois ali. Ennel se afastou de Lincoln e limpou a boca cheia de sangue, ele olhou Lincoln e estreitou os olhos.

–Você tem um gosto diferente.., você é Dhampir! — Disse ele sorrindo abertamente a Lincoln.

–Com todo respeito, vocês sempre tiveram um gosto muito bom. — Ele riu e se levantou ajeitando as vestes e olho Richard e Max ali se beijando e cutucou Lincoln com o cotovelo — Ou, eles já se gostavam antes ou foi o calor da noite mesmo? — sussurrou para ele.

Lincoln permitiu-se encolher os ombros, sorrindo, agradecido pelo elogio. Ele olhou para onde Ennel olhava e sorriu.

– Acho que um pouco dos dois.

Disse, sussurrando de volta, entre um riso baixo.

Joan também encarou seu chefe com felicidade, até ouvir a palavra Dhampir e se virar para Ennel e Lincoln. Se sentia traída. Por conhecer o garoto por tanto tempo. Ser íntima dele. E ele esconder esse segredo. E transmitia tudo isso com os olhos frios lançados para ele. Lincoln desviou o olhar. Mas não se arrependeu pelo gesto.

Richard abriu um sorriso durante o beijo, retribuindo de modo fervoroso.

– Ei, Max... — Riu, se afastando mas sempre voltando para dar alguns selinhos. — Temos trabalho a fazer ainda. E companhia.

Richard disse, limpando o canto da boca de Max sujo com seu sangue e lhe dando um último beijo.

– Não achamos Dot e Cassie. E elas entraram antes de nós.

Lhe deu um olhar preocupado, sentia que alguma coisa dera errado. E se até agora não encontraram seus corpos... Ainda estavam vivas.

Ennel sorriu e assentiu com a cabeça e logo pode perceber os olhares frios vindo de Joan para o garoto, ele tinha gostado da turma que acabara de lhe salvar e tudo agora estava diferente, eles finalmente podiam ir para casa..

Max concordou e a preocupação foi maior, então logo levantou e olhou para os vampiros que ali estavam.

–Ainda precisamos resgatar Dot e Cassie, eu não vou sair daqui sem elas — Disse Max olhando a todos e todos pareciam concordar.

Mas logo vários guardas entraram na sala onde estavam todos, eles estavam armados com suas bestas e gritavam algo em um dialeto desconhecido, e depois de alguns minuto ele entrou, o homem de olhos laranjas adentrou a sala vestindo um sobretudo preto, ele usava luvas e olhou todos com um sorriso debochado.

–Ninguém aqui vai a lugar nenhum..- Disse o homem com sua voz assustadora.

–É bom saber que aquelas duas em que prendi eram suas conhecidas Maxwell..- Sorriu ele e olhou em direção de Max.

–Solte-as! imediatamente! — Max rosnou na direção do homem e ele começou a rir.

–Claro, claro, guardas tragam-nas para cá, eu quero ver a família toda reunida. -Logo três guardas saíram da sala em uma velocidade absurda. Ele caminhou para o centro da sala e olhou um por um até parar em Lincoln e fechar a cara.

–Está na hora de me apresentar a vocês, eu sou Cain o primeiro filho de Lilith a nossa Deusa, eu sou um dos filhos em que ela escolhera para descer a Terra.- Todos entraram em choque, como era possível? Cain era uma lenda..., um mito que vivam contando entre a sociedade por anos mas ele nunca deu as caras por tantos anos, e agora esse homem estava na frente de todos. — E é muito bom te ver.. filho. — Ele olhou Lincoln e apontou para ele dando um sorriso maldoso. E ninguém conseguia dizer uma palavra sequer, era uma bomba de revelações e informações, o que seria agora deles? Max não podia imaginar como estavam as garotas e todos ali na sala olharam Lincoln espantados.

Notas finais
Capítulo escrito por: Thiago e Matheus