Blood Guardians
1 Prólogo
\"A lua está linda hoje.\" Disse a mulher se aproximando devagar do parapeito da sacada. Os longos cabelos louros, levemente encaracolados nas pontas, refletiam a luz do luar enquanto ela sorria para o homem a sua frente. \" Fique quieta, Sylria.\" Ele lhe respondeu, ríspido. \"Oras, Tuomas, não seja tão...\" \"Quieta, eu disse! Você não sabe de nada, você não se esforça para saber... Mas eu sei. Eu sei que eles vão atacar esta noite.\"
--x--
Dalila estava em seu quarto, tocando violino. A melodia alegre em certos pontos e melancólica em outros lhe fazia balançar a cabeça e fechar os olhos involuntariamente. A noite já começara, mas ela não queria sair do seu quarto. Aquela mansão sombria abrigava, além dela, mais cinco vampiros, com os quais ela ainda não tinha nenhum tipo de relação. Por ser a mais nova do grupo, com 1732 anos, Dalila havia chamado a atenção por conseguir absorver, juto com o sangue de uma vítima, suas memórias, e em casos onde a vítima permanecia viva, criar um link mental, pelo qual ela poderia receber os pensamentos da vítima a qualquer momento. Perdida no som do violino, Dalila demorou para perceber que alguém batia na porta.
\"Entre.\"
Um homem atraente, com olhos entre o azul e o cinza, pela muito clara e cabelos pretos na altura dos ombros abriu a porta, entrou e se escorou na parede de pedra, um leve sorriso no rosto.
\"Então, veja só que maravilha... temos um caso de estupro com testemunhas... me sinto um humano policial.\" Ele jogou os cabelos pra trás com um movimento rapido da cabeça e continuou. \"Enfim. Lorrrrrd Tuomas foi cuidar de outros assuntos, Sylria mandou eu ir atrás disso. Não quero ir sozinho e você ainda não fez nada por aqui... Resolvi te chamar.\"
Dalila deixou o violino de lado no divã e ficou em pé. Seu cabelos negros e lisos passavam da cintura, e seus olhos pretos e puxados denunciavam sua origem oriental. \"Certo.\" Foi sua única palavra. E, abrindo a grande janela do quarto, os dois desapareceram na noite.
--x--
Em frente à uma loja fechada de eletrônicos, um jovem ruivo guarda as chaves que acabara de usar. Ouvindo música, começa a caminhar em direção à sua casa, que não fica muito longe dali. Distraído, tropeça em algo no chão, e depois de se recuperar do susto, descobre ser uma bela jovem, ferida e desacordada. \"Moça! Oi, moça, acorda...\"
Segundos depois, um grito desesperado ecoa pela rua deserta.
Notas finais
Não deu pra apresentar todas as personagens, mas eu queria deixar curtinho o prólogo... enfim, espero receber críticas construtivas =D
Obrigada por ler!
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