Blood Brothers
4 Desde... sempre.
Os raios do amanhecer entravam pela janela aberta do quarto de Jota, cobertas por não mais do que uma cortina leve, facilmente erguida pelos ventos matinais.
Dentro do quarto um retrato da adolescência uma bagunça grande, garrafas de bebidas vazias espalhadas, duas das meninas deitadas sobre a cama, de barriga para baixo, olhando para os rapazes, sentados ao pé da cama conversando, um deles com um álbum de fotografias em mãos e a cabeça apoiada no colo do outro, enquanto o terceiro, abraçava a terceira menina, por traz, também sentado ao chão. Um cigarro enrolado por eles próprios passava de mão em mão.
- Hey, essa foto é do dia em que nos tornamos irmãos.
Bê falava, passando a mão de leve sobre uma foto no álbum, era de um menino sorridente, de cabelos ao ombro e pretos, no máximo 6 anos de idade, montado em uma bicicleta aparentemente nova, com dois meninos atrás, bem próximos, também sorrindo. Jota que é aquele que disponibilizava o colo para o colega apenas verificou, concordando com a cabeça. Dê teve de esticar o pescoço, e riu, enquanto Estella rolava na cama, ficando de cabeça para baixo e barriga pra cima, pegando o álbum das mãos de Bê e perguntando enquanto olhava a figura.
-Como aconteceu?
Os três jovens abriram a boca ao mesmo tempo e começaram a contar a historia, mas cada um começou de uma parte, decidiram deixar que Bobby(Bê) contasse, afinal, fora ele que achou a foto.
- Um ano mais ou menos, antes dessa foto, construíram um prédio a algumas quadras daqui, como era novo ninguém sabia que tipo de vizinhos teriam, nem nada disso, demos sorte. nós três nos mudamos pra lá. Jonnhy(jota) estava no elevador, depois Danny (Dê) entrou, e por ultimo eu, cada um saido de um andar, o mesmo objetivo, o parquinho que havia no térreo. Não preciso dizer que dali pra frente já eramos amigos. Na semana seguinte inventamos os apelidos, ninguém mais nos chamaria da mesma forma que antes de nós conhecermos, porque eramos uma irmãos, como um só. Ficamos assim, amigos, sem nos preocuparmos com nada, até que no ano seguinte, no aniversário de Jota ele ganhou uma bicicleta simplesmente maravilhosa e saímos com ela pela rua para brincar, pedalamos tanto, revezando que acabamos perdidos. Era o próprio aniversário que estava sobre ela quando o freio não funcionou em uma ladeira, ele capotou, e bateu de frente ao para choque de um carro, colocando as mãos na frente, para se proteger. saiu intacto, exceto pelas mãos, havia cortado-as, não me pergunte como, e elas sangravam. Jota chorava, afinal ainda eramos crianças e o machucado parecia sério. eu estava morrendo de preocupação quando Dê puxxu um canivete do bolso, e fez um corte na própria mão, com força. começando a sangrar também. Em seguida me passou o canivete falando para eu fazer o mesmo, logo entendi. Nós três estávamos com as duas mãos cortadas. E as seguramos em uma promessa, seriamos irmãos de sangue, para sempre, um por todos e todos por um, em um pacto.
Gabriella abriu um sorriso fofo, beijando os cabelos de Jota, e o abraçando, ainda deitada sobre a cama. Bê tragava o baseado e estendia as mãos para Estella, pedindo o álbum de fotos de volta.
- Vocês são mais bonitos quando estão juntos. — Falava Rachel, mordiscando o rosto de Dê de leve.
Os meninos se entre olharam, quase que instantaneamente, sorriram e começaram a rir, passariam outro dia festejando sem parar e sem ter motivos para tal. Arrumaram a casa por cima, comeram da Pizza do dia anterior, e se despediram, apenas das meninas, os três mosqueteiros passariam outro dia juntos, e a virada de sábado para domingo, também.
Fale com o autor